Por este tipo de festas que são promotoras do consumismo. Cada vez mais me causam um certo nervosismo, porquanto, sendo rotuladas das chamadas festas de famÃlia, noto que o afastamento entre as famÃlias se acentua há medida em que esta competição pelos bens supérfluos se torna uma obsessão. Esta quadra serve de pretexto para os mais abastados exibirem os seus relógios de pulso de milhares de euros, o telemóvel topo de gama, para continuarem a atender enquanto conduzem, sim, que isso da proibição em condução, com sanção de apreensão de carta, isso não é para levar a sério e se for necessário recorre-se ao conhecimento influente para ajudar a resolver o problema. Enfim, fazerem aquela passagem de ano no Hotel X, de renome, em que a ceia custa mais que o salário mÃnimo para uma famÃlia carenciada sustentar os seus 3 ou 4 filhos. Já para não falar no automóvel topo de gama que foi oferecido há esposa como compensação de um deslize, num romance curto com a secretaria que foi descoberto pela mesma. E ainda a satisfação de uma exigência do filho mais velho recém-encartado que ficou aparentemente afectado com a infidelidade do pai face ao desgosto causado há sua querida mãe e como forma de compensação também lhe é ofertada aquela moto que sempre desejou. Em resumo. Esta quadra está absolutamente desvirtuada do seu objectivo concreto que é o de as pessoas demonstrarem a sua solidariedade, com os que mais sofrem quando afinal nem sequer partilham alguns dos seus bens com os mais carenciados. Deveria ser uma quadra em que pelo menos a fraternidade fosse manifestada, quando pelo contrário, as pessoas ainda se afastam mais dos que lhes são próximos. Deveria ser a altura para perdoarem os mal entendidos gerados durante o ano fossem esclarecidos e se tivessem originado corte de relações, elas fossem reatadas, mas tal não acontece. Em conclusão. O Natal já não é o que era nos meus tempos de jovem perdeu o encanto e estou ansioso que passe o mais depressa possÃvel porque não me dá nenhum prazer ou satisfação vivê-lo.
Nunca fui grande entusiasta
Dezembro 23, 2003 de jodoas
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É o exibicionismo da sociedade de consumo ou…o como já comentei noutros posts:
O Natal é uma época em que se apregoa “aos quatro ventos”, o amor, a fraternidade, a solidariedade, etc…
Contudo não passa da hipocrisia de muita gente.
Era preferível que em vez apregoar estes sentimentos numa fracção curta do ano, o fizessem efectivamente durante o resto do ano. A grande maioria, no resto do ano, passa para trás das costas os valores que agora são estandarte da época.
Não quero com isto dizer que não haja sinceridade de muitas pessoas; algumas acreditam nisso piamente. A questão é que estas acções de meia dúzia de dias não resolvem problema nenhum.
A grande festa do Natal, resume-se aos grandes negócios que se fazem por esta altura do ano, um pouco por todo o lado, e que deixam felizes uns quantos “Senhores”.
Muito bem!!!
Um abração do
Zecatelhado
Se o ministro da tutela tivesse a pedalada do da saúde, por exemplo, a questão estava resolvida. A melhor forma de acabar com os pobres é matá-los! Entretanto deve ser nomeado um grupo de trabalho inter-ministerial, como o do estudo da revisão do salário mínimo, para suprimir da língua e dos dicionários a palavra “solidariedade”! São projectos para 2004, paralelamente com o objectivo de aumentar os lucros da Brisa!
Um bom Natal para toda a gente aí em casa.
Um abraço,
Francisco Nunes
Parece-me haver um conflito entre um teu Natal e um poderoso e observável Natal que nos desmotiva…segue o poder criador do “teu” Natal.
morfeu