Desespero duma avó
Outubro 28, 2004 de jodoas
Hoje contrariamente ao que é habitual o pessoal que presta serviço externo chegou uns minutos mais tarde que as 18H00. Vinham indignadÃssimas. Quando se deslocavam para terminar a jornada de hoje de trabalho, pelo caminho tinham dado com uma avó absolutamente em pânico rodeada de vizinhos. O que se tinha passado é que já havia decorrido quase meia hora sobre o seu telefonema solicitando o 112 e ainda não havia aparecido, embora tenha explicada á respectiva telefonista o que se tinha passado. O seu neto de cerca de 5 aninhos tinha decepado totalmente um dedo da mão ao abrir a tampa de uma panela, ela tinha o dedo embrulhado num pano não querendo que a criança ficasse sem o dedo e que fosse possÃvel o seu implante só que já haviam decorrido 25 minutos e nada de aparecer o INEM. Claro que me pediram logo, ponha isso no seu blog, para que as pessoas saibam da efeciência destes serviços, pois provávelmente a criança irá ficar deficiente o que se poderia evitar se houvesse prontidão dos serviços do 112 para sobretudo estes casos de urgência, além disso a criança estava a esvair-se em sangue. Fica aqui então o relato, com a informação de que não apareceu o INEM mas sim uma ambulância dos Bombeiros da Parede ao cabo de meia hora de terem sido solicitados.
6 Respostas para “Desespero duma avó”





é preciso compreender que este país não tem recursos, quero dizer, não tem dinheiro para comprar mais ambulâncias, para pagar a enfermeiros, a pessoal de apoio etc…
mas, tem dinheiro para comprar submarinos…
Quando é que quem governa é punido pelos seus erros ? Não é só pavonear o coirato, mas ter em conta que governar é responsabilidade e importar-se com o bem social.
Há coisas revoltantes e sem perdão-justiça dos humanos…
Amigo Raul, até me estou a arrepiar só de ler!
Creia que é verdade!
O problema está mesmo no que o hammer diz - há dinheiro para toda a espécie de merdices que não servem para mais do que manter os tachos de alguns gulosos e encher os bolsos com comissões ao outros tantos, mas para o que realmente é importante não há. Abraço.
Estou de pleno acordo com a opinião do Hammer
Sem pretender ser cruel, sempre irei dizendo que os do 112 ou INEM até sabem que os hospitais não funcionam…
Mais vale arranjar um meio de transporte próprio e meter pés ao caminho para o Hospital mais próximo!
Quando a minha filha de três anos fez um golpe bastante fundo na testa, foi isso que fiz. Ao fim de meia hora, em vez de estarmos à espera da ambulância, ela já estava a ser devidamente tratada.
Já ouvi da boca de pessoas ligadas ao INEM, que aquilo funciona muito mal (também não era preciso serem pessoas de dentro a dizer isso, todos o sabemos) e que os seus responsáveis só se preocupam em fazer boas figuras nos simulacros.
Raul, devo dizer que se não fosse o serviço 112 o meu paizinho não estaria vivo. Sofreu um avc, mas como estas coisas não se vêm, nem sei como apareceram tão rápido e com tudo o que era preciso para o salvar. Mas ultimamente tenho-me apercebido que alguma coisa está a mudar no serviço de emergência. Há uns meses uma tia minha, com cerca de 60 anos, começou a sentir-se muito mal e como sofre de hipertensão decidi ligar para o 112 que acabou por não dizer que de certo não seria necessário enviar ninguém e que o melhor seria a senhora dirigir-se ao posto médico…E todos sabemos como estes funcionam. Tivemos de a levar nós ao hospital.
Sílvia