Há pouco no Telejornal os que se julgam entendidos nestas matérias explicaram que a razão que levou o Presidente da República a optar por esta decisão que confesso surpreendeu-me, foi o facto do mesmo se ter reunido com os principais agentes económicos do Pais e estes terem manifestado o seu desencanto com as metas orçamentais para 2005 do orçamento de Bagão Félix apadrinhado por Santana Lopes. Ora já há muito tempo que nós constituimos a força da produção deste País mas não passamos de meros números, que andamos a dizer que as políticas económicas desta coligação não têm sido as mais convenientes
E é esta merda que me chateia. Nós que somos considerados os números somos necessários nos actos eleitorais para a escolha partidária através da qual é constituído um governo, no entanto a nossa opinião não é suficiente válida nem consistente para fazer crer a um Presidente que não existiam condições para que se mantivessem estas forças políticas na governação do País, meia dúzia de empresários endinheirados são suficientes para fazer com que o mais alto magistrado da Nação tome uma posição sobre esta matéria. Dá vontade de dizer já que assim é então deixemos aos agentes económicos a opção da escolha política para governar o País.
Arquivo de Novembro, 2004
De elementar justiça alterar o conteúdo do post anterior
Publicado Novembro 30, 2004 criticas 6 CommentsAfinal há pouco tempo
Decidiu o Presidente
Dissolver o Parlamento
Correr com esta gente
Confesso não contava
Com esta sua decisão
Mas que ela me agradava
Não tenham dúvidas, não
Teve o demitido a lata
No final da reunião
Tentar convencer a malta
Que não havia razão
Pois em anteriores governos
Onde houveram demissões
Não se lhes puseram termos
Convocando eleições
Como se fosse possível
Tolerar mais esta gente
Numa governação incrível
Liderada por um incompetente
Fomos então libertados
do pesadelo que nos consumia
Claro que ficaram irritados
Porque nenhum deles o previa
Resta agora preparar-mo-nos
Para novo acto eleitoral
Pois é necessário encararmos
Como um imperativo nacional
No palácio de Belém
Anda grande actividade
Um constante vaivém
Por uma total inutilidade
Ficou esta comprovada
No período que passou
A governação não valeu nada
Porque o elenco fracassou
Mas a culpa de tudo isto
Foi do nosso Presidente
Por não por isso previsto
Ao nomear um incompetente
Aliás é o que mais se vê
No nosso quadro político
Sabemos todos porquê
Daí este sentido crítico
Mas o nosso Presidente
Que errou ao escolhê-lo
Não corre com esta gente
Como é, seu dever fazê-lo
Justificou até agora
Com a estabilidade governamental
Será que não vê, ou ignora
O que se passa em Portugal
Quanto mais iremos estar
Nesta expectativa desesperante
Temos pois que aguentar
Esta espécie de governante
Não é mais compreensível
Dar-lhe outra oportunidade
Face à certeza previsível
De errar na continuidade
Mas se tal acontecer
Pode crer numa verdade
Que ele vai comprometer
A sua falta de equidade
Se o arrependimento matasse a primeira dama neste momento era viúva
Publicado Novembro 29, 2004 criticas 8 CommentsObviamente que jamais lhe desejaria um tal fim. Votei nele eu e a minha família no 1º. e 2º. mandatos, contribuindo assim modestamente para a sua eleição e reeleição. Gostei do seu desempenho no primeiro mandato que embora fosse o PS a governar, mandou vários diplomas para verificação da sua Constitucionalidade e outros para correcção de disparates. O exercício deste seu segundo mandato quanto a mim pauta-se pela negativa sobretudo no maior erro político que ele próprio hoje demonstrou pelo seu semblante ter cometido. Convidar um presidente de um partido o qual através de uma solução de última hora protagonizado pelo então líder José Manuel Barroso e transformá-lo num 1º. ministro, acontecimento que jamais passaria pela cabeça de qualquer comum português, só por si, revelou ter assumido o compromisso com o ex-primeiro ministro na aceitação do cargo europeu para o qual o mesmo havia sido indigitado. Nunca foi determinada a razão do porquê desta sua opção embora o mesmo tenha afirmado ter sido a necessidade de manter a estabilidade política do País. Até nisso se enganou, no curto período de governação liderada por esta escolha que nem sequer foi sufragada pelo eleitorado mas sim por uma indigitação proposta pelo conselho nacional de um partido, facto que dada a minha enorme ignorância me deixou muitas dúvidas quanto à sua legitimidade, no âmbito do nosso quadro parlamentar, mas dizia, o Presidente da República não tem tido neste período, outra coisa que não seja uma continuada instabilidade politico ou governativa, notando até o cidadão comum que este governo só está preso por arames. Mas como provávelmente lhe custa admitir o erro que cometeu, prefere não recuar na sua decisão e manter a todo o custo esta coligação governamental até ao final do mandato. Curiosamente numa sondagem de hoje revela que os portugueses já se habituara à ideia de que eles irão terminar o mandato tal a convicção de que palavra do Presidente não volta a atrás.
No final da outra semana
Não choveu muito, mas amiúde
Neste tempo não se engana
Quem prefere a quietude
Várias vezes caíu morrinha
Conhecida por molha tolos
Por quem não usou sombrinha
Para abrigar os miolos
No registo dos aguaceiros
aparece muita gentinha
uns são uns tipos porreiros
outros dão-nos uma porradinha
Uma porradinha por três
mesmo no nosso autómovel
porque ninguém é capaz
de travar e ficar imóvel
Por causarem acidentes
Pois claro, de viação
Por razões mais que evidentes
Da sua má condução
Normalmente os apressados
Que utilizam a condução
Em veículos errados
Movidos a combustão
Deveriam experimentar
Conduzir outros veículos
Quiçá de atracção animal
Para diminuirem os riscos
É que já não há pachorra
Para os perigos circulantes
Pois vamos levar com a porra
Dos seguros penalizantes
Somos todos a pagar
Contínuas actualizações
Mas isto só vai acabar
Quando acabarem os ladrões

Que fazer

Vejam só para o que lhe havia de dar.
De regresso das compras a mãe dos meus filhos viciada em televisão ligou-a e gritou Raul está a jogar o teu Benfica mas olha está a perder por um golo, resposta minha, então deixa-o perder que eles entraram na fase das derrotas. Mas como antes de acabar o jogo fui jantar lá resolvi assistir aos últimos 20 minutos. Mas que compaixão tive daqueles rapazes que estando a perder por um zero se mantinham numa dormência impressionante. Asneiras mais que muitas e o Bruno Aguiar só não
patrocinou o 2º. golo porque também não é por acaso que o Leiria é candidato a lanterna vermelha. Assim meus amigos não vale a pena andarem a matarem-se que diabo vocês atá ganham tão mal para quê esforçarem-se para ganharem jogos. Até porque perder fora de casa tem sempre uma justificação, ou seja a falta de apoio da torcida, trabalhem para o empate em casa, já que dispõem desse apoio. E pronto adeus campeonato porque a hora é de manter falsas expectativas em relação à participação europeia, cuja eliminação em breve também se registará e finalmente poderão respirar de alívio que esta coisa de se andar a fazer esforços suplementares com estes ordenados é uma grande chatice. Passem bem, jovens jogadores, vocês são o nosso motivo de orgulho face ao vosso empenho e determinação, estão de parabéns.
Deixando o Ministério para cujo lugar havia sido recentemente empossado para dirigir, o da Juventude e do Desporto. Pelos vistos começam a verificar-se já alguns desentendimentos com o líder e os seus amigos de infância lembrando aquela fase em que Santana Lopes quando se chateava no futebol de rua, pegava na bola e ia-se embora para casa com ela privando os outros de continuarem o jogo. A partir de agora todas as semanas passamos a assistir a sessões solenes de tomadas de posse o que não deixa de ser um interessante programa para preencher a agenda do nosso Presidente, que durante esta legislatura quase não tem feito outra coisa senão dar posse a sucessivos membros de governos que nem sequer chegam a aquecer o lugar. Já não bastava a dança das cadeiras para começarmos a assistir à substituição de alguns aparadores, não nos conseguindo libertar desta mobília de que já estamos cansados.
Vem hoje na impressa escrita a notícia de que Carlos Cruz tenciona accionar judicialmente os vários manifestantes que à porta do Tribunal o insultaram. Acho muito bem embora com a justiça que temos acredite pouco no seu resultado. Ninguém tem o direito de proceder desta forma para com quem quer que se seja ainda que emotivamente. Nenhum dos insultantes sabe qual vai ser o desfecho deste processo e muito menos se este ou outro arguido vai ser condenado ou inocentado. É certo que isto aconteceu e como já o referi anteriormente por culpa exclusiva da comunicação social que resolveu converter este processo num julgamento em praça pública em que todos os que nele estão envolvidos, já foram previamente condenados pela população. Ainda que pessoalmente não ponha as mãos no fogo por nenhum deles até porque não os conheço de lado nenhum a não ser a partir da altura de sua publicidade, mas já é altura de se começar a acabar com a arruaça neste País, que isso está longe de se admitir num estado democrático. Se ao longo destes 30 anos a população não aprendeu ainda interpretar o uso da sua liberdade nunca é tarde para começar mesmo que para isso tenha que ser responsabilizada judicialmente pelos seus desmandos, não significando isso que se esteja a atentar contra a democracia que se pode muito bem exercer, no respeito pelos outros.








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