Tem sido notório o crescimento da industria farmacêutica em Portugal sendo cada vez mais os laboratórios que são construÃdos por este PaÃs fora.
Curiosamente quando se interrogam os responsáveis por esta industria sobre a razão de um custo tão elevado dos medicamentos, a resposta é imediata e sempre a mesma, deve-se ao trabalho de investigação dos seu colaboradores no qual gastam rios de dinheiro.
Gastarão efectivamente avultadas quantias com a investigação disso não tenho dúvidas, mas a dúvida que me assalta como ignorante nesta matéria é que não sendo felizmente consumidor de qualquer tipo de fármaco, verificar através do consumo por parte das pessoas que me são próximas, de medicamentos em que não existe um único só que no prospecto que vem na embalagem do mesmo que não faça referência a uma imensidão de contra-indicações. E é isso que me surpreende.
Pois por um lado o industriais farmacêuticos para justificar o excessivo custo dos medicamentos que produzem, argumentam que as elevadas verbas que a investigação e descoberta do fármaco adequado ao combate de determinada doença, só que a sua utilização pelo doente, face ás contra-indicações, faz com que o mesmo fique ainda mais enfermo.
Ou seja se toma medicação para tratar por exemplo o fÃgado e embora nem sequer o cure, acaba por afectar se calhar o estômago do qual não sofria e passa a sofrer porque o fármaco o prejudica. Não é muito
perceptÃvel esta eficácia do medicamento.
Mas o porquê desta lenga-lenga. Porque hoje pela manhã as televisões noticiaram que um determinado fármaco anti-inflamatório, é causador de acidentes vasculares cerebrais e outras enfermidades de extrema gravidade. Ora para se ter chegado a esta conclusão foi porque ficou provado que efectivamente o fármaco é causador dos resultados anunciados. Por esse motivo não seria oportuno aos familiares dos doentes que foram afectados pela ingestão continuada deste medicamento pedir responsabilidades ao laboratório que o produziu. Ou vamos continuar a assistir ao aumento substancial das dÃvidas dos hospitais públicos à industria farmacêutica, face ao custo excessivo dos medicamentos cujo efeito em vez de ser curativo é pernicioso para os doentes que
os consomem.
Mais um fármaco de efeitos perigosos produzido por uma industria fluorescente
Dezembro 22, 2004 de jodoas
6 Respostas para “Mais um fármaco de efeitos perigosos produzido por uma industria fluorescente”





A coisa é assim, Raul: enquanto a FDA e a OMS não se pronunciarem sobre se o referido medicamento produz ou não efeitos secundários graves para a saúde do paciente o laborat´rio a nada é obrigado mesmo que um grupo de investigadores tenha, em ensaio, testado o facto.
A coisa é assim, mas está mal! Está mal porque o que primeiramente o que se deveria dar por provado é que determinado químico não é lesivo para a saúde. Veja bem a questão bem quente dos alimentos transgénicos que sobre as suas consequências para a saúde se desconhecem a médio e longo prazo para a humanidade, mas que por falta de instrumento de aferição a U.E. prepara-se para os aceitar no mercado por não se ter dado por provado até ao momento qualquer malefício!
Está tudo ao contrário! Se não podem aferir não deveria ser permitido comercializar ou então estou “tolinho”, o que não seria a primeira vez que tal me chamavam!
Abraço
Se me é permitido…
1 - Não há NENHUM medicamento que seja 100% inócuo, tal como não há NENHUM produto que ingerimos habitualmente. Mesmo a água. Há que ter em conta de têm por exemplo calcário em excesso ou outra substancia.
2 - Os produtos farmaceiticos que chegam ao mercado são sujeitos e muitos e varia tipos de testes. Alguns efeitos secundários no entanto só aparecem, muitas vezes, após o seu uso de muitos milhões de doentes.
3 - No caso concreto - anti-inflamatórios - TODOS têm contra-indicações, precauções, e efeitos colaterais e ( muito importante) doses recomendadas máximas.
Quando não são observadas as contra-indicações, as precauções ou as doses recomendadas, naturalmente que o risco de efeitos colaterais aumenta.
4 - Um produto farmaceutico deve ser sempre usado com precaução e é sempre um BENEFICIO com algum risco, que deve ser balanciado.
5- Quando o RISCO é maior que o BENEFICIO o produto não pode nem deve ser comercializado.
Quando acontece o contrário, isto é quando os BENEFICIOS são relevantes, é normal que o produto seja aprovado e usado.
Exemplo : Quem é o doente com canco que se importa que lhe caia o cabelo, se tiver a ESPERANÇA que esse medicamento lhe salve a VIDA ?
As autoridades de Saude Publica deveriam ser mais pro activas na informação correcta, para evitar falsos alarmismos de milhões de doentes que, se pararem os tratamentos, têm muito maior riscos, por vezes irreversíveis.
Devemos por isso ser cuidadosos e entender que por detrás de algumas noticias há, por vezes interesses pouco confessáveis…
Em Portugal actualmente, o Sr. Ministro da Saude, porventura, ficaria muito satisfeito se a maioria dos doentes deixassem de tomar medicamentos, por esta ou outra razão.
Era uma forte redução do seu defice …
HN
Lembram-se da Talidomida, aquele medicamento para o enjoo durante a gravidez e que acabava por provocar malformações nos membros. E lembram-se quanto tempo levaram a retirá-lo dos mercados internacionais (umas centenas de crianças afectadas depois), muito pouco mudou tantos anos depois.
É um facto que a industria farmacêutica gasta muito em investigação, mas sobretudo há anos que anda à mama dos conhecimentos da medicina tradicional pelo mundo fora, patenteando informações colhidas durante séculos por milhares de gerações (É curioso que um dos medicamentos de maior sucesso desde sempre seja a aspirina, a qual inicialmente era colhida da casca de salgueiro, e pensa-se que tenha começado a ser utilizada depois da medieval Lei das Tábuas onde o emprego de uma planta em determinada patologia se fazia pela adequação da forma da planta ao orgão afectado, no caso do salgueiro estava sempre na água e não padecia das habituais doenças invernais, e também é curioso que o único combate para a malária, o quinino da Quina, já seja secular, de resto uma doença que mata quase tanto como a sida mas como os que com ela lutam não tem dinheiro que pague qualquer investigação para o melhorar, nenhum outro surge!!pareçe que vem aí agora a artemisinina).
Como foi comentado igualmente os alimentos transgénicos durante muitos anos não tiveram na realidade nenhum controlo senão aqueles feitos nas empresas que os produziam (há que confiar!!), a ausência de controlo deve-se ao simples facto de como não eram um medicamento o F.D.A. se desresponsabilizar, e como não era propriamente um produto agrícola nenhuma instituição desta natureza sobre estes se debruçou.
E é preciso dizer que existem muitos medicamentos no mercado dos quais se desconheçe a forma bioquímica como actuam, conheçendo-se apenas os efeitos em determinadas utilizações. Sim é preciso lembrar não vamos nós p’rá qui julgarmo-nos uns todos poderosos quando contínuamos a ser um macaco entre dois macacos na marcha da evolução, que evolui para a frente e para trás, o Darwinismo já era.
Um macaco natal para todos.
Amigo Raul
Nesta coisa das drogas, o melhor é não abusar.
Quer queiramos ou não, as drogas diariamente receitadas, ou auto-medicadas, são todas nefastas.
Os laboratórios querem é vender, mesmo que muitos sofram sequelas, a maioria vai escapando. E depois, se uma pastilha para a enxaqueca, produz azia, nada como tomar uma pastilha para a enxaqueca e outra para a azia. É esta a filosofia dos laboratórios.
Os responsáveis governamentais, todos! Não conseguem exigir um controlo sério e eficaz, sobre os produtos que consumimos, quanto mais para as drogas.
Morremos de pé ou deitados?
Haja quem saiba responder…
Não pretendo ser polémico na abordagem mas pessoalmente não acredito na medicina curativa
através dos fármacos. Não conheço ninguém que se tenha curado pela via de tratamento medicamentoso.Considero aliás que este é um processo paliativo de prolongar o sofrimento de uma enfermidade.Só acredito numa
única forma eficaz para resolução de um problema de saúde é naquela que é assegurada pela intervenção cirúrgica e mesma essa não é 100% eficaz.
Pois é… por mero acaso conhecendo esta àrea de forma muito próxima… o que posso dizer é lembrar a frase de um dos maiores investigadores alemães - Merck, que veio a originar a MSD Merck Sharp & Dhome… a história é longa…
mas, ele afirmou:
-os fármacos não são para tomar, são para vender!
e isto já diz muito…