do DesperdÃcio de Medicamentos ás pontes Vasco da Gama
Março 30, 2005 de jodoas
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O amigo Carlos aborda esta questão em tÃtulo e uma vez achá-la muito pertinente vou referir alguns exemplos que justificariam fosse por este governo adoptada uma polÃtica do medicamento diferente daquela que foi até agora defendida pelos anteriores governos.
É sabido que a maioria dos medicamentos receitados pelos médicos raramente são consumidos até final pelos respectivos doentes. Uma das razões pretende-se com o facto das embalagens possuirem por vezes 60 ou até mais comprimidos, cápsulas ou drageias e por vezes logo no inÃcio do tratamento o doente não sente resultados ou até acaba por ser vitima das chamadas reacções da contra-indicação que o próprio laboratório que os produziu admite possa o fármaco provocar. Pois bem volta ao seu médico e este substitui-lhe a prescrição anterior por outra.Acontece que todos os medicamentos que foram adquiridos na primeira
receita são postos de lado deixando de ser consumidos. Todo o valor que envolveu o custo desses medicamentos acaba por só ter vantagem para o laboratório que o produziu e para a farmácia que o vendeu. O Estado que o comparticipou perdeu dinheiro e o doente na sua quota parte também. Ora se as doses dos medicamentos fossem mais pequenas as embalagens seriam obviamente mais baratas e quando ocorressem situações como a anteriormente citada, já o prejuÃzo não seriam tão elevado. Mas há muito que se tem falado na necessidade de ser revista a situação da quantidade do medicamento por embalagem só que a poderosa industria farmacêutica invoca a necessidade de ter que aumentar se fosse adoptada essa medida, porque dizem o fármaco teria que utilizar mais embalagens e isso implica custos. Ou seja invocando este argumento a industria farmacêutica tem conseguido evitar que o Estado imponha a regra de comercialização do medicamento em embalagens contendo metade do fármaco que é actualmente vendido, acarretando elevados custos quer para os sistemas que subsidiam o medicamento quer para o próprio doente. Urge por isso que sejam tomadas medidas nesse sentido independentemente das naturais contestações do sector interessado em manter este estado de coisas.
Uma resposta para “do DesperdÃcio de Medicamentos ás pontes Vasco da Gama”





São os lobys. Os governos vão deixando passar o tempo, as farmácias engordam e o povo (sempre ele) paga.