Irlandeses não têm muito o que comemorar
Julho 31, 2005 de jodoas
A promessa do IRA em acabar com sua campanha sangrenta de violência de 36 anos, respingada em dezenas de jornais matinais de Belfast, não mudou nada na verdade, dizem alguns habitantes daqui. Explosões e ataques de larga escala acabaram principalmente com o cessar-fogo do grupo em 1994, disseram, mas a violência de baixa escala e o crime organizado continuaram.
“Está a mesma coisa que uma semana atrás, um mês atrás, um ano atrás”, disse Anthony McIntyre, ex-membro do IRA que escreve frequentemente sobre as polÃticas irlandesas. O IRA “continuar” com a disciplina do IRA, intimidando pessoas que se opõem a ela. Isso ainda pode fazer com que pessoas deixem de ir a clubes e não consigam arrumar emprego”.
Catherine McCartney, uma das seis mulheres que lideraram uma campanha internacional para destacar a violência do IRA depois de membros do grupo terem matado seu irmão, disse estar surpresa em ouvir o que chamou de reações “eufóricas” em relação ao divulgado pelo primeiro ministro da Inglaterra, Tony Blair, e pela irlandesa Bertir Ahern.
“Eu pensei: “Será que eles tomaram pÃlulas para amnésia, ou o que?”, disse McCartney. “Isso não é histórico. Só será histórico se for colocado em prática”.
Apesar do ceticismo alastrado, alguns resultados tangÃveis foram imediatamente visÃveis. O governo britânico prometeu uma legislação que permitiria aos desertores do IRA fora do paÃs a voltarem para casa sem medo de se submeterem a processos.
Em Armagh, região rural na fronteira com a República Irlandesa onde o apoio ao IRA sempre foi muito forte, o exército inglês começou a desmantelar uma base militar e duas das torres de guarda no alto da montanha que, por uma geração inteira, usaram equipamentos sofisticados de vigilância para espionar a privacidade das pessoas.
O exército inglês, que possui mais de 10 mil soldados na Irlanda do Norte, removeu uma quantidade similar de instalações nos últimos anos.
The New York Times
17:45 30/07
Brian Lavery
Uma resposta para “Irlandeses não têm muito o que comemorar”





Garanto-te que ainda não entendi bem o alcançe disto; Estou convencidíssimo que há alguma coisa “na manga”.
Aguardemos.
Um abração do
Zecatelhado