Mas afinal em que ficamos
Setembro 24, 2005 de jodoas
Ontem no post em formato de verso referi sob o tÃtulo “Contestação Social” que a manutenção de algumas regalias só para determinadas classes profissionais ao serviço do Estado, isto para não lhes chamar funcionários públicos pois eles não se consideram, contribuem largamente para o agravamento do défice do OE mas não menos grave do que isso para o descontentamento de todos os outros trabalhadores da Função Pública que não usufruem desses benefÃcios sociais.
Fui interpretado como um defensor do princÃpio que este governo está a agir correctamente no sentido de ter escolhido os trabalhadores do Estado como os bodes expiatórios da crise orçamental com que o paÃs se confronta.
Julgo importante que não se devam continuar a manter privilégios a determinados profissionais do Estado em detrimento de outros pois tal quanto mais não seja configura a imoralidade do reconhecimento. As regalias sociais do meu ponto de vista devem ser niveladas para que não haja descontentamentos.
Além disso é bem visÃvel a reacção dos trabalhadores privados a estas medidas governamentais. A sua maioria, para não me atrever a afirmar quase a existência de unanimidade dos trabalhadores privados são de opinião que não devem ser mantidos tais privilégios, nem sequer devia ter alguma vez sido atribuÃdos.
Por um lado a opinião pública considera uma imoralidade que determinados profissionais da função pública, continuem a usufruir destes benefÃcios sociais por outro contesta-se que eles acabem. Afinal em que ficamos.
4 Respostas para “Mas afinal em que ficamos”





Depende do que considera privilégios. A assistência garantida à generalidade dos cidadãos é uma merda e não creio que alguém com um pingo de dignidade possa defender que se estenda a toda a população. Mas, em contrapartida, os nossos impostos e contribuições, são usados para pagar reformas escandalosas, acumuldas com vencimentos, e tudo o mais que os bandidos que nos governam entendem promover e praticar, para os amigos mafiosos.
Quanto à unanimidade relativa ao fim dos privilégios, é natural. Aliás é nisso que o governo “aposta”, de acordo com a postura normal, do primeiro ministro, de mentiroso, demagogo e provocador, para dividir os cidadãos e nos desviar do essencial.
Nem concordo com o aumento da idade da reforma.
O que temos que exigir é que o governo reslva os problemas do país pela positiva, actuando na economia e não continuando a destruir, com medidas repressivas, prepotentes e reaccionárias. O que é que os cidadãos ganham com isso? Pode-me explicar? Então porqu^r “tomar as dores” e a defesa do governo em medidas tão perversas, com o pretexto da moralização? a moralização que é imprescindível e essencial, a começar por eles próprios, eles não fazem! E nunca farão se nós formos no engodo e passarmos a repetir este tipo de patacoadas, dando-lhes margem de manobra. a moralização a começar por eles é um tema antigo, muito discutido e debatido e defendido, mas quanto a isso fazem-se “orelhas moucas”, porque é o que convém.
Moralize-se onde se deve a actue-se, de forma eficiente e sensata, na economia, que os nossos problemas se resolvem. Mas não se resolvem com guerrinhas da treta.
Aliás teno imensa curiosidade em ver como vai acabar o “braço de ferro” com o pessoal da justiça. Vale uma apostinha que o governo vai ceder, em toda a linha, sem sequer conseguir aumentar a eficiência e dignidade do sector, como devia? Cá estamos para observar. É fácil esgalhar sobre os que estão na mó de baixo, mas eu sou absolutamente e visceralmente contra. O progresso dum país mede-se, sobretudo, pelo bem-estar do seu povo. Não é para aí que se caminha com estas moralizações desmoralizantes e prepotentes.
Mas eu concordo com a consulta aos cidadãos. Só peço que me deixem entrar na discussão e que sejam postos, em paralelo, as regalias e vencimentos absurdos dos políticos (incluindo o financiamento dos partidos), o número, desmesurado, de deputados, bem como as reformas desmedidas pagas aos que, até hoje, têm ajudado a destruir o país.
Bora lá fazer a consulta?
Pronto ainda bem e sempre assim foi que da discussão nasce a luz. O Governo antes de implementar as medidas de uniformização das regalias sociais na função pública submete a referendo popular e já nas próximas eleições autárquias no final da votação dos candidatos concorrentes acrescenta um quadrado precedido da pergunta: Concorda que com a uniformização das regalias sociais da função pública. Depois mediante o resultado ou avança com as anunciadas medidas ou pura e simplesmente deixa estar como estão, no caso da maioria do eleitorado
discordar com essa uniformização.
No essencial, sibscrevo o comentário assinado por Biranta.
Não percebo porque é que a uniformização se tem de fazer pelo pior… Eu concordo com a uniformização!
Também não percebo porque é que a “uniformização” se há-de estender apenas às classes baixas, à populaça, nos diferentes sistemas. Porque é que a uniformização não se estende às regalias dos políticos, deputados e seus amigos? É que a uniformização dos sistemas de assistência pelo melhor deles é comportável pelas finanças públicas, se bem geridas. A uniformização, aos cidadãos, das regalias dos políticos é que é incomportável. Duma vez por todas sejamos coerentes e democráticos, nos procedimentos que defendemos. É fácil, para o governo, pisar nos outros, sem bolir com os seus próprios privilégios e dos amigos. Mas isso não é democrático, nem socialista.
Só para dizer que a pergunta a fazer, á população, não é essa, nem nesse contexto…