Os loucos são cómodos
Quaisquer que sejam as razões, Marques Mendes, é um místico e o seu inimigo, o actual primeiro-ministro, um fanático. Tão grande quanto o misticismo de Mendes, com a diferença entre ambos que Sócrates leva a sua loucura até ao fim enquanto que o líder do PSD não passa de um mero e pequeno tabelião pronunciando sentenças de um inquisidor.
A verdade constrange e raramente lidamos bem com ela. Contornando-a, age-se com prudência do político, sublinhando-a com a hipocrisia é outro item necessário ao desempenho desta função é e em jeito de rodapé usando a habilidade inata desta classe.
Marques Mendes anseia com o Poder enquanto Sócrates deseja executá-lo em nome de causas que não conhecemos; a resposta mais próxima encontra-se algures no “Grupo de Macau”, com um projecto bem estruturado e definido ao pormenor para governar Portugal. Certamente que este projecto nada tem de bom para a maioria dos portugueses, que completamente alheios se divertem a adivinhar resultados futebolísticos e a colocar a malfadada bandeira em tudo o que é sítio, num clamor geral de patriotismo exacerbado pela infâmia da omissão.
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