Nunca os banqueiros dispuseram duma conjuntura tão favorável ao seu enriquecimento
Maio 1, 2008 de jodoas
Não há memória de nos lembrarmos de que tivesse havido outra época tão propícia e favorável ao enriquecimento acentuado dos banqueiros. Como todos se lembrarão qualquer Banco há uns anos atrás começava por aliciar os seus clientes através dum simples depósito à ordem pagando-lhes se porventura o saldo médio mensal fosse interessante juros no final do ano. Para continuarem a cativar o cliente os pagamentos inter-bancários não eram sujeitos à cobrança de qualquer taxa de serviço. Isso levava a que alguns clientes que conseguiam fazer algumas poupanças se dirigiam ao seu Banco e ali efectuavam as aplicações aconselhadas pelo respectivo balcão. Mas hoje em dia por inércia do Banco de Portugal a entidade fiscalizadora e reguladora da actividade bancária, esses benefícios que a Banca então concedia aos seus clientes deixaram pura e simplesmente de se praticarem. Independentemente do saldo médio à ordem, ainda que interessante possa ter o cliente no final do ano o seu Banco pura e simplesmente não lhe credita qualquer valor de juros e com a agravante se porventura o saldo mínimo for inferior ao valor estipulado são-lhe debitadas despesas de manutenção. Ou seja o Banco de Portugal consente que a Banca tenha deixado de pagar juros por depósitos à ordem mas em contrapartida permite-lhes que cobrem ao cliente despesas no caso do saldo for inferior ao mínimo exigido. Mas o despautério não se fica por aqui, além da Banca cobrar pelas operações interbancárias que eventualmente o cliente realize, também já cobra pelas operações feitas no seio do próprio banco, ou seja se o cliente fizer uma operação bancária dentro do mesmo banco também lhe são debitadas despesas. Estamos perante um verdadeiro escândalo consentido pelas entidades fiscalizadoras da actividade bancária que nos vai levar a reflectir se valerá a pena recorrermos a estas instituições quer para lhes confiar a guarda do nosso dinheiro quer ainda para através delas efectuarmos qualquer tipo de pagamento de serviços ou compra de bens.Pessoalmente a vontade que cada vez mais tenho é a de voltar aos tempos da minha infância em que não existia actividade bancária e os pagamentos dos serviços eram efectuados através dos correios e da compra de bens a dinheiro vivo.





É bem verdade. Ainda há uns dias cobraram-me 18€ de despesas de manutenção do depósito à ordem (Banco Popular) . Pergunto-me eu: Mas que despesas é que estes senhores têm por eu ter uma média abaixo de 750€, POR TRIMESTRE? Já não tenho muito e sou penalizado por ter pouco? Será que existe algum movimento organizado que faça frente a esta perversão bancária? Nem mesmo uma petição? Ou isto só vai parar quando estivermos todos a viver na rua? Uma vez disseram-me: Não são as pessoas que precisam dos bancos. Na verdade, a natureza parasítica dos bancos faz com que o contrário seja verdade.