Independentemente da forma como se pronunciaram os representantes sindicais da magistratura judicial face às apreciações e considerações feitas por Marinho Pinto, assumindo uma postura de indiferença por se julgarem superiores, atitude essa que reforça a opinião do bastonário da sua arrogância no exercício da sua função, deveriam atentar na opinião dos representantes das forças económicas do País em que sem qualquer tibieza acusaram a justiça como sendo a principal responsável pelo atraso no seu desenvolvimento face à morosidade com que tratam os processos judiciais que as empresas interpõem e algumas das quais a chegam a levar à falência. Mas muito provavelmente também esta afirmação terá sido ignorada pelos representantes sindicais dos magistrados judiciais que se continuam a considerar intocáveis quanto à qualidade do exercício judicial e a lentidão desesperante com que a justiça é aplicada aos prevericadores.
Assisti atentamente à grande entrevista que acabou de ter lugar na RTP1 conduzida por Judite de Sousa em que mais uma vez Marinho Pinto, demonstrou a sua notável frontalidade nos temas que abordou algumas das quais tal como ele lembrou e muito bem já vêm há muito a ser denunciadas por ele em várias livros e órgãos de comunicação social as quais apenas e só têm servido não para modificar os procedimentos dos magistrados judiciais, mas apenas e só para ficarmos a saber que estes pura e simplesmente o tentam ignorar nas suas afirmações com que os ataca.












Não vi a entrevista, com pena minha. Tenho de ver se a leio em qualquer lado.
Raul,
Infelizmente neste país a maioria das vezes o não ser politicamente correcto, e falar com frontalidade, é considerado um escandâlo. Seriam precisas muito mais pessoas assim com voz activa no nosso país, para pelo menos se tentar modificar alguma coisa.
Abraço.
Assisti mais uma vez à Grande Entrevista da RTP 1 depois de ter passado a tarde toda enquanto conduzia a ouvir o lastimável circo na TSF, directamente do nosso parlamento onde aqueles “senhores que nós elegemos para nos governar” debatiam o Estado da Nação.
Fiquei estupefacto mais uma vez com a frontalidade de Marinho Pinto e é pena este senhor ser apenas Bastonário da Ordem dos Advogados e não bastonário de todas as ordens incluindo a Ordem no Parlamento.
Não admira portanto a desordem que existe neste país, quando o parlamento dá exemplos destes.
Felizmente há poucos anos atrás e por intermédio de uma grande amiga tive a oportunidade de conhecer uma grande maioria de estudantes do CEJ, aquilo a que se dá o nome de “nova fornada de Juizes e/ou Procuradores do Ministério Publico”.
Realmente há algo neles que se distingue em relação ao jovem português comum.
Do simples estagiário de oficiosas com um futuro incerto a Juiz ou PMP há um salto tão grande e em tão curto espaço de tempo, há uma sensação de poder tão elevada, um inchaço, uma arrogância, que altera os comportamentos, a maneira de ser e a própria maneira de estar destes “apenas jovens”.
Esquecem-se facilmente que antes de serem condutores, foram peões… e continuaram sempre a sê-lo, ao contrário do que aquelas mentes brilhantes pensam.
Em vez de lutarem contra a morte de alguém que simplesmente nos quer mostrar umas verdades, lutem em prol dessas verdades, juntem-se a ele e dêem o exemplo.
Não dormiria nunca em paz, sabendo que o povo português com o esforço do seu trabalho vos sustenta e que vocês ainda se queixam das regalias avultadas que exibem!
Gostava de deixar no ar… será que essas regalias avultadas justificam o vosso trabalho?
O simples pescador é capaz de suar mais para fornecer o peixinho fresquinho das vossas farras, e vejam as regalias que têm!… (um pescador paga impostos).
Tem toda a razão caro Trindade quando afirma fazerem falta outras vozes denunciantes as quais incomodam e de que maneira os destinatários dessas denuncias. Mas esta é a democracia que ainda não chegou ao nosso país. Acredito piamente que os magistrados judiciais possam até estar a pensar numa forma como entalar o bastonário face à sua frontalidade que até tem fundamento, pelos exemplos que citou. Mas como este poder é intocável independentemente das razões que o justifiquem vai continuar tudo na mesma ainda que o bastonário da ordem dos advogados e não só vários cidadãos e associações industriais sejam críticos quanto ao mau funcionamento da justiça, nada disso contribuirá para que os destinatários dessas criticas modifiquem ou alterem os seus procedimentos.
forca bastonario porque a maioria do povo esta contigo……..