Esta entrevista de Jerónimo de Sousa à TVI, foi importante na medida em que a sua aposta só tem retorno na continuidade do apoio ao governo do PS

Em entrevista ontem concedida por Jerónimo de Sousa o líder do PCP à TVI24, conduzida por Miguel Sousa Tavares, foi bastante importante, porque contrariamente ao que muitos pensam que os maus resultados do PCP, são resultantes do apoio que o partido tem assumido no parlamento ao governo do PS, está longe, muito longe mesmo,  de se revelar a causa de alguns maus resultados eleitorais. Direi mesmo que acho inteligente da parte do líder do partido ter um entendimento diferente da leitura que têm sido as causas atribuídas ao partido dalguns dos seus maus resultados. E senão, vejamos. A única forma do PCP desde que o PS assumiu na legislatura anterior o poder, aliás com o desafio lançado por Jerónimo de Sousa, serviu ao partido, para através da sua actividade política poder ter sempre invocado ser através da imposição das suas condições ao governo do PS, conseguir averbar pontos, na conquista de determinados benefícios para todos quantos vêm no seu papel de trabalhadores por conta de outrem,  resultados. Nada disto seria possível conseguir através de negociações com o principal partido da oposição o PSD ou mesmo até num governo de coligação de direita, que tão pouco alguma vez perderia tempo a negociar com o PCP. Ou seja, o PCP não perdeu, nem perde agora,  nada em termos eleitorais, pelo facto de apoiar um governo do PS, bem pelo contrário, neste apoio se o mantiver terá sempre ganhos perante o eleitorado trabalhador, porque para que aceite continuar a poiar o PS, este terá sempre que ceder a algumas das suas exigências do seu caderno reivindicativo. Obviamente que o PS por razões óbvias não tem condições para aceitar todas as reivindicações propostas pelo PCP porque não há condições financeiras que possam suportar tais encargos, mas o PS inteligentemente cede naquelas que têm viabilidade, o que acaba por ser um trunfo do qual se pode servir o líder do PCP para mais tarde poder usá-lo. Daí concordar que, inteligentemente Jerónimo de Sousa afirme,  que os últimos resultados eleitorais em relação a perdas de autarquias e algum decréscimo nas legislativas, nada tem a ver com o apoio que o seu partido em termos parlamentares tem dispensado ao PS. E julgo que esta sua leitura e aposta em continuar a apoiar um governo do PS, só beneficia do PCP, ao contrário da leitura que tem sido feita, porque enquanto o PCP mantiver esta postura, vai continuar a conseguir a satisfação de algumas das suas reivindicações as quais são beneficiadoras de trabalhadores, no dia em que o PCP deixar de apoiar o PS no poder, só terá a perder, se a direita regressar ao poder,  porque nessa altura só haverá uma preocupação, proteger apenas e só o empresariado, pois quem nele trabalhe, nunca fará parte das preocupações do governo de direita e as provas já são mais do que suficientes. 

A invasão do Iraque ocorreu em 20 de Março de 2003, sob os hospícios do Durão Barroso que proporcionou encontro nos Açores, com os principais decisores mundiais

Porque na altura o então presidente dos EUA George Bush, falsamente anunciara que o Saddam Hussein, presidente do Iraque era detentor de armas de destruição massiva. A invasão decorreu com a conivência das Nações Unidas e posteriormente provou-se que o argumento das armas de destruição massiva, servira apenas de pretexto para derrubar o Saddam Hussein. Como se constatou depois nunca mais no Iraque houve tranquilidade e alguma paz, porque apesar do então ditador controlar as disputas étnicas nada do que hoje por lá se verifica significa que os iraquianos tenham beneficiado com a invasão. O seu país está destruído, os seus monumentos não foram poupados porque o ISIS por lá se instalou e embora na altura da invasão se tenha pensado que os EUA iriam ser os reconstrutores da toda a enorme destruição que por lá se registou e continua a registar, para além das vítimas mortais que não param de aumentar os iraquianos que ajudaram a destruir a estátua do ditador certamente hoje não se sentem confortáveis. Mas curiosamente os EUA não foram responsabilizados pela chacina que se tem verificado por lá. Recordar este lamentável acontecimento no Iraque, isto porque era tido como um dos principais produtores de petróleo, tem por objectivo chegar ao que neste momento se observa em Myanmar antiga Birmânia, em que através dum golpe de estado levado a cabo pelos oficiais daquele País depuseram a vencedora das eleições numa manifestação de total desprezo pelo respeito da democracia, com o argumento e sempre o falacioso para se deporem regimes, de que as eleições tinham sido fraudulentas. Apesar das recomendações da ONU, que sempre classifiquei duma organização internacional fantoche ao serviço dos EUA, para libertarem a Aung San Suu Kyi vencedora das eleições e prémio Nobel da Paz em 1991, não só isso, acontece como ainda a fazer-lhe companhia estão presas várias centenas de seus apoiantes. É lamentável que a ONU não tenha ainda convocada uma assembleia extraordinária para com a mesmo leveza com que deliberaram com base num argumento falacioso, destituir o ditador Saddam Hussein, porque se tratava dum país produtor de petróleo, existindo agora razões mais do que suficientes, para declarar uma invasão a Myanmar para destituir os militares que através dum golpe de estado em desrespeito por um poder eleito democraticamente, as Nações Unidas não se sentem minimamente motivadas em restituir o poder a quem o ganhou, pelo simples facto de que a riqueza daquele país assente essencialmente numa agricultura intensiva, a qual não é sequer motivador de enriquecimento de qualquer outro país com poder de decisão na ONU e entretanto os militares ao serviço dos oficiais golpistas, vão matando com balas reais os contestatários deste golpe de estado.

O primeiro ministro como socialista que se presa põe há discussão pública o dinheiro para aplicação da bazuca

Claro está que esta possibilidade, jamais seria proporcionada se estivesse em exercício um governo de direita. Nem quero mesmo imaginar o que seria tendo em vista porque é algo do qual não me posso esquecer, quando o Aníbal Cavaco Silva, foi repetidamente primeiro ministro, numa altura em que os milhões de euros entravam diariamente em Portugal e que ele nunca se dispôs a fazer consultas públicas para a aplicação desse dinheiro, e as empresas especializadas que na altura foram criadas, num absoluto sucesso pelo plano apresentado nos novos investimentos no sector agropecuário, conseguirão transformar vários militantes do PSD e até mesmo amigos deles, numa espécie de novos ricos. Foi tão escandaloso que até na altura a comunicação social que apesar de já nesse tempo ser tendencialmente de direita, mas pelas situações observadas eram de tal forma, nojentas, que as denunciaram nos jornais, nas televisões e nas rádios. E o actual primeiro ministro não quer que nada disso se volte a repetir, apesar de, como sabemos, não houve qualquer tipo de consequências para a escandalosa forma como foram utilizados milhões de euros para beneficiar gente do PSD. Como António Costa não quer nem deseja que algo semelhante ao reinado do Cavaco Silva volte a repetir-se, proporciona à discussão pública a forma de aplicação do dinheiro da bazuca o qual não constitui qualquer encargo para o País, mas que deve ser canalizado para sectores que devem preocupar os governantes. É nesse aspecto que me atrevo também e face à realidade do País, chamar a atenção do primeiro ministro que estar a continuar a injectar dinheiro no sector económico será seguir a mesma opção de que se serviu Cavaco Silva, por isso não será essa a opção prioritária da injecção do dinheiro a fundo perdido originário da UE. O SNS como todos sabemos continua com carências, mas estas têm a relevância que agora é reconhecida porque vivemos uma estado de pandemia, que pode, assim se espera acabar a qualquer dia. Portanto não me parece que seja inteligente considerar que o SNS é um sector prioritário, para nela injectar milhares de milhões de euros. Isso tem de ser observado comedidamente, tendo em atenção a pressão dos interessados que no SNS trabalham. Porque este coisa em tempos normais de prestação de serviços paralelos, não me parece que deles o SNS beneficie. Tenho provas disso e possa se alguém tiver dúvidas citá-las. Todos nós temos consciência de que a nossa população está envelhecida e os que ainda não estão para lá caminham. O maior número de IPSS estão ligadas à igreja católica, poucas são as que não estão, ou ás misericórdias. Neste período de pandemia, ficamos com uma certeza. As IPSS da misericórdias foram aqueles que do ponto de vista dos contágios, as que pior responderam em termos de condições de funcionamento apesar de, como sabemos, absorverem milhares de milhões de euros de apoios da Segurança Social. Atrevo mesmo a afirmar que pereceram mais utentes nos lares das Misericórdias de que em qualquer outro sector social. Daí achar que esta má experiência nos devem levar a aconselhar o governo a que deve incluir no plano de aplicação das verbas da bazuca, um valor significativo de molde a quem as populações através dos respectivos bairros de moradores se constituam em associações de moradores, por forma a se lançarem em empreendimentos de carácter social, nomeadamente a edificação de lares para a terceira idade, tendo em vista não só darem resposta à carência que hoje e até já ontem se registava no sector e ajudarem a criar estruturas de apoio social não só para as actuais carências existentes hoje, como aquelas que num futuro próximo se irão verificar. Quanto ao sector económico, este a partir do momento que seja debelada a situação de pandemia e isso até pode acontecer ainda antes do fim de ano, voltará à normalidade, não no imediato, mas gradualmente, só o problema social não se resolve dessa forma.

Isto acaba por ser uma questão de conceito, entre na nossa vida normal, estarmos numa fila dum restaurante para almoçar ou optarmos por take-away

Fui sempre um preferencial optante pelas refeições em casa porque sabemos a qualidade dos produtos adquiridos e mais importante ainda a qualidade da confecção e a higiene dos produtos manipulados. Mas tenho de reconhecer que temos hábitos cultivados ao longo dos anos, que neste caso da pandemia, somos tentados a experiências as quais não nos decepcionam. Neste quase já ano e meio de pandemia, temos por vezes experimentado recorrer ao recurso do takeaway e dessa experiência temos chegado à conclusão que não é de todo de desprezar e muito menos de abdicar pelas razões que explico. Das experiências realizadas a qualidade de confecção, tendo em vista as opções do cardápio oferecido, têm-se revelado interessantes, ou seja não temos de estar em filas de espera, não ocupamos os espaços da restauração, não utilizamos o serviço de mesa que tem custos para os proprietários dos restaurantes e temos a possibilidade em casa de, para acompanhar o repasto escolhido, qual o vinho, ou qualquer outra bebida que fazemos questão de a acompanhar. E é sobretudo neste parte, no tocante aos vinhos escolhidos, que por vezes uma ou duas garrafas custam quase mais do que as refeições encomendadas. Também temos a noção de que em termos de margem de lucro dum restaurante quase sempre os vinhos especiais de reserva que os clientes apostam em acompanhar as suas refeições em termos do lucro do restaurante têm uma margem largamente superior aquela que é obtida através da ementa escolhida. Isto é tudo entendível sobretudo quando se aposta fazer uma refeição num restaurante e para quem é apreciador de a acompanhar com um bom vinho, ou até julgar que é, mandar vir uma ou duas garrafas cujo custo é francamente superior, ao da refeição consumida. Também se consegue entender que todos aqueles clientes que normalmente ao fim de semana, se deslocavam para várias zonas do País em passeio e também com o objectivo de fazerem uma refeição num restaurante, lhes dava muito maior prazer do que agora encomendarem no serviço de takeaway uma refeição que apesar do prazer nem de perto nem de longe poder ser o mesmo, acaba no fundo por ser uma interessante alternativa. Vou continuar a apostar neste forma, apesar de escassa em termos de defesa daqueles que tenta sobreviver à crise do encerramento dos restaurantes, a não abdicar deste recurso, que não me desagrada de todo.    

O caraças com a treta de que a sorte favorece os audazes

Desde que o euromilhões foi lançado, passei a ser um insistente apostador. Os gastos nem sequer me proponho avaliá-los, para não produzir em que me for ler a ideia de que nenhum viciado do jogo é por ele contemplado. Sei disso e tenho essa prova. Para mim o facto de por exemplo o Bill Gates ter uma fundação e esta de quando em vez ajudar através da estruturas que ninguém sabe se efectivamente chegam a beneficiar aqueles para as quais as verbas da dita fundação as destinas, mas ele é visto como um contribuidor para causas humanitárias. Não sei se será tanto assim porque como sabemos em relação ás fundações que existem em Portugal e elas são muitas, acontece que são mais aqueles que beneficiam de apoios do Estado do que aquilo a que se propõem nos projectos que os movem. Mas isso é algo que não me diz respeito e por isso quedo-me por aqui. Voltando ao início deste post, sempre que preencho um boletim do euromilhões e sobretudo quando o prémio envolve um chorudo prémio acumulado, vem-me à memória o propósito, com prejuízo até de ajudar pessoas de família, de, porque a situação de catástrofes e ataques islâmicos que ocorrem em Moçambique um sentimento de pena que me constrange, face à situação de miséria e fome que os moçambicanos atravessam, sem que as ONGs no terreno consigam dar a devida resposta porque os meios de que dispõem também eles são cada vez mais escassos. Apostei forte na extracção de ontem do euromilhões e nem sequer para servir de incentivo consegui sequer ter o último prémio, que já muito raramente o tenho conseguido, mas que tão pouco me serve de estimulante. E é aqui que me atrevo a afirmar que a sorte protege os audazes porque isso não passa duma tanga, ou treta ou qualquer outra coisa que a queiram classificar. Isto porquê. Porque se por exemplo ontem ou na terça feira, tivesse a sorte de ser contemplado com o jackpot do euromilhões, apesar de ter a certeza que iria abdicar de confortar muitos dos familiares directos, não teria a mínima dúvida, de que iria pessoalmente a Moçambique reunir com as OMGs que operam no terreno para me inteirar das necessidades daquele povo fustigado ultimamente pelas intempéries e em face das necessidades apresentadas corresponder plenamente com as mesmas. Sim porque neste contexto dos milionários bafejados pela sorte do euromilhões ainda não ouvi, ninguém que, independentemente do valor arrecadado, se tenha solidarizado com qualquer das causas e são inúmeras aqueles que temos conhecido.

São os próprios responsáveis da saúde que comparam a actual situação a um cenário de guerra

Pois então imaginemos que ao invés desta batalha está a ser travada contra um vírus invisível, estivéssemos na realidade perante uma guerra convencional, com bombardeamentos sucessivos e com a chegada de vítimas aos hospitais já nem sequer em ambulâncias porque não seriam suficientes para efectuar a sua evacuação. Imaginemos que neste verdadeiro cenário de guerra bélica estivessem presentes como aliás agora estão, especialista em medicina nas várias especialidades, mas sendo estrangeiros no nosso país os organismos corporativos de certificação de médicos e enfermeiros, não os reconhecendo com a habilitação para o exercício da profissão se opusessem a que tal acontecesse. Imaginemos que como sabemos num cenário de guerra convencional não são os políticos no poder que decidem seja o que for, são os oficiais superiores. Imaginemos à porta dum qualquer dos nossos hospitais um enorme número de feridos de guerra à espera de que os meios próprios dos hospitais, havendo cá fora, por solidariedade face à sua qualificação profissional e o seu juramento, vários médicos estrangeiros, sem terem sido reconhecidos como tal para o exercício da função, estarem dispostos para ajudarem a diminuir o esforço dos seus colegas e melhorarem a resposta relativamente ao número de feridos à porta do hospital. Imaginemos o que ressalvo, nem a tal se atreviam que o bastonário da ordem dos médicos ou até a dos enfermeiros presentes na entrada dum hospital a assistir ao cenário e junto dele um oficial superior das forças armadas igualmente presente. Imaginemos o oficial superior das forças armadas, perante a informação de alguém responsável do hospital de que face à falta de meios humanos não será possível atender a mais nenhum ferido e se porventura e Miguel e a Cavaca, dissessem ao general ou fosse qual fosse a patente do oficial, que não,  tenha paciência mas nenhum destes ditos profissionais de saúde está devidamente reconhecido no nosso País. Sabem o que acontecia. Se o oficial fosse muito tolerante ou contemporizador com a arrogância dos dois lideres das corporações que representam, dava ordens para que os levassem para as masmorras e ali ficassem algum tempo para perderem as manias. Mas se porventura fosse um oficial que estivesse descontrolado face ao cenário de guerra e aos números de vítimas mortais e feridos em larga escala, puxava da pistola e calava-os no momento. Ou seja numa cenário de guerra a tolerância apesar de desejável, nem sempre se consegue manter. E o porquê deste post. Na sequência do que anterior publiquei, já é mais do que hora para se reconhecem os profissionais de saúde que escolheram o nosso país para continuarem as suas vidas, mas apesar de serem profissionais de saúde os representantes das corporações, não lhe reconhecem tal direito.

Das várias centenas de emigrantes que entraram no nosso País muitos deles são profissionais de saúde detentores de cédulas que os certificaram nos países donde são oriundos

Muitos deles exercem as mais diversas actividades para as quais nada têm que ver com as suas qualificações profissionais, São oriundos de países latino-americanos, do Brasil e doutros países dos quais saíram com a expectativa de no nosso,  construírem um futuro melhor. Obviamente que os licenciados nas mais variadas qualificações em saúde, nenhum deles a exercer as funções da sua competência, só porque no nosso País as entidades corporativas que fazem a certificação não lhes reconhecem essa qualificação. Estamos como sabemos a viver uma situação pandémica de proporções imprevistas que estão a causar na resposta hospitalar uma sobrecarga desumana, porque apesar de Todosse reerguerem hospitais de campanha e se criarem mais camas em alternativa ás respostas hospitalares a falta de profissionais de saúde não acompanha nem de perto nem de longe a resposta pronta de mais camas, pois que nos interessa a nós que elas existam se não se conseguem recrutar profissionais de saúde para acompanharem os doentes que seja colocados nas situações criadas em alternativa. A inteligência e sobretudo o acautelamento de preservar evitar a exaustão dos profissionais de saúde, aconselharia os dirigentes corporativos das entidades que têm a seu cargo o reconhecimento da qualificação profissional dos emigrantes que se radicaram no nosso País e aos quais não lhes é reconhecido a sua qualificação, com receio talvez de demonstrarem estar a altura do desempenho da sua função, continuam estes a preencherem os quadros dos supermercados e doutras actividades que nada têm que ver com a sua verdadeira qualificação profissional, que não lhes é reconhecida. Estamos como muito bem já foi afirmado numa situação de guerra, esta não de tiros ou misseis disparados, mas numa matança provocada por um vírus oculto. O bom sendo aconselharia que, para conseguirmos colmatar a falta de profissionais de saúde se fizesse um reconhecimento dos profissionais de saúde oriundos doutros países e cujas cédulas certificadoras da sua qualificação, não são pelos responsáveis corporativos dos nossos profissionais de saúde, os analisassem e tendo em vista a situação dramática que vivemos os certificassem, nem que fosse a título temporário, para que eles ajudassem a reforçar os efectivos nos hospitais do SNS. Mas não. Isso não vai acontecer e porque temos a noção de que não interessa aos responsáveis pelas corporações que isso aconteça, visto que lhes é mais fácil, criticar a titular da saúde por não conseguir por falta de meios humanos, colmatar a falta de profissionais nos hospitais, vamos continuar a assistir a este coro de culpas da ministra da saúde que não dispõe de competência para certificar as cédulas dos profissionais de saúde oriundos doutros países.

O regime anterior era sustentado através da existência do analfabetismo por ele instituído

Mas hoje em dia, os ainda defensores daquele regime abjeto que vigorou durante 48 anos, muitos deles avôs das gerações pós 25 de Abril e porque não, ainda alguns pais, querem fazer ressurgir um regime semelhante. Surgiu para tal um partido, que teve logo um mau começo, porque recorreu a assinaturas falsas de apoiantes para que o mesmo fosse legalizado. Depois de corrigidas as anomalias que eram as mais diversas, o Tribunal Constitucional acabou por reconhecer o partido Chega legal, apesar deste através do seu programa político, revelar logo à partida um enorme perigo para a democracia instituída no 25 de Abril de 1974. O líder deste partido não se revê nesta Constituição e apesar da sua inexpressão política a qual futuramente lhe será comprovada, insiste na sua quase total revogação. Obviamente que não irá ter essa oportunidade porque felizmente os filhos e os netos dos saudosistas do passado não querem nem muito menos desejam que o nosso País volte a ser, como era o caso no dia 24 de Abril de 1974, o País europeu, que denotava um atraso civilizacional de 40 anos. Sim meus caros amigos era isso que Portugal revelava na véspera do 25 de Abril. Uma única auto-estrada que ligava Lisboa ao Porto e um troço que ligava Lisboa ao Estádio Nacional. Um País com o maior índice de analfabetismo na Europa, o que já não o é presentemente apesar de ainda estar um pouco longe do objectivo pretendido. O surgimento dum partido de extrema direita em Portugal, apesar de outros ensaios já antes tentados como por exemplo o PNR já integrado no Chega, não deixa de ser um acontecimento preocupante apesar como anteriormente referi, não haver a mínima hipótese do mesmo vir a ter uma expressão eleitoral que nos faça temer o futuro, tendo em vista outras experiências já ocorridas noutros países europeus e como temos vindo a dar conta a tendência é para o seu desaparecimento face à diminuição da sua expressão eleitoral. Mas nada disto nos deve desacautelar e toda a nossa atenção face à movimentação desta perigosa gente, elevar o nosso nível de salvaguarda da nossa democracia, algo que jamais nos dispomos dela abdicar.

Esta pandemia, para além das vítimas mortais e infectados que causou e continuar a causar, contribuiu para a redução substancial da agressão ambiental

Curiosamente ninguém ainda ouviu os técnicos da meteorologia e geofísica referir o porquê desta vaga de frio que tem estado a assolar vários países europeus com temperaturas que segundo residentes auscultados em certas zonas de diversos países são unânimes em afirmar que já há mais de um século que não se registavam temperaturas tão baixas e em certos locais a surpresa é enorme face aos nevões que se têm registado. É-me indiferente que os especialistas pela meteorologia venham referir que a causa destes registos são originados por massas de ar vindos de determinados sítios os quais em contacto com o vento geram tempestades ás quais atribuem nomes. Seria, isto questionado por um ignorando nesta e noutras matérias que os técnicos tão sabedores destes fenómenos climáticos nos explicassem verdadeiramente as razões que estão a motivar este frio excessivo para além de nos virem explicar que tal se deve à tempestade Filomena ou outro nome qualquer. É sabido que este mais do que um ano de pandemia e das restrições todas que têm sido impostas quer no âmbito de circulação automóvel, quer na diminuição drástica dos transportes aéreos, quer ainda dos enormes navios transatlânticos de turismo, a poluição atmosférica em tudo o Mundo tem registado um decréscimo significativo e muito provavelmente as razões que estão na explicação deste fenómeno este ano de temperaturas muito baixas que têm provocado queda intensa e neve como já há vários anos não se tenha verificado, tenha exactamente a ver com a baixa de agressão do meio ambiente e este registo. É o que me parece, apesar de ser apenas um mero observador ignorante em matéria de registo meteorológicos e as razões pelas quais os mesmos se verificam.

Em 2020, ano em que a pandemia se instalou em todo o mundo 831 automóveis topo de gama foi o número vendido segundo as notícias

Lanço aqui um repto aos ditos jornalistas de investigação se esta notícia em título não seria mais do que justificada para investigarem quem foram os empresários que num ano difícil para grande parte dos trabalhadores que perderam os seus empregos e outros que viram o seu salário a ser reduzido porque o Estado através da lay-off assegurou o seu pagamento e face que agora foi anunciado pelo ministra do emprego e segurança social e o seu colega da economia, que vão passar a receber o seu salário a cem por cento face ás medidas que vão ser ditadas pelo confinamento no País, seria muito interessante que os jornalistas que se dizem de investigação fossem apurar quais foram no âmbito das vendas do automóveis topo de gama alguns dos quais a custarem quase meio milhão de euros. Quem são aqueles que apoiam o André Ventura que deve haver vários, quais são aqueles que desde o primeiro momento colocaram os seus trabalhadores no regime de lay-off, alguns dos quais mantiveram as suas unidades de produção a funcionar, quais foram aqueles que apesar de recorrem ao lay-off, despediram parte dos seus trabalhadores e quais são aqueles que recorreram a empréstimos bancários na ordem de vários milhares de milhões de euros. É que segundo os colaboradores das concessionárias de automóveis topo de gama citando os próprios empresários, a vida é para ser vivida e desfrutada, independentemente das contrariedades. Sim porque muitos deles entre o abdicar da sua bela vida e dos seus caprichos e mandarem para casa os seus colaboradores porque o negócio não está de feição é encarado como uma atitude absolutamente normal, uma vez que entre despedir colaboradores de ânimo leve e por em risco da doce vida de fausto, não há razões para gente desta para hesitações. Além disso e porque o momento é propício a comportamentos destes, entre comprar um carro de meio milhão de euros ou mandar para cada metade dos trabalhadores para o desemprego e por a outra metade a ser o Estado a suportar os encargos com o seu salário, não há que ter a mínima dúvida. Não sou adivinho nem tenho sequer a pretensão de o ser. Mas não tenho dúvidas que alguns destes empresários que compraram automóveis topo de gama, são aqueles que a suas expensas, ou melhor a expensas de algum banco que os financiou, que estão a apostar no apoio da sua candidatura ás eleições presidenciais. Vou esperar sentado que, com excepção da Sandra Felgueiras, que tem motivações já por nós conhecidas à longo tempo, mas que outros jornalistas dito de investigação aceitem este meu desafio. E se resto não requer muito trabalho, basta ir aos stands de automóveis topo de gama e invocando a elaboração de mera estatística, perguntar aos colaboradores dos stands quem foram os clientes que adquiriram os automóveis, quais as marcas e respectivos custos.


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