Lembram-se que há uma semana foi revelada uma sondagem que dava a vitória a Fernando Medina por quase 47% face ao seu opositor Carlos Moedas com 26,6% de intenções de voto

Acabo de ouvir no telejornal das 13H00, que foram feitas hoje buscas na Câmara Municipal de Lisboa. Não acham isto curioso. Claro que a direita e os seus apoiantes acham isto absolutamente normal, porque a táctica e sempre a mesma. Um carta anónima que aparece na Polícia Judiciária e esta de imediato faz o seu papel. Foi desde sempre assim e assim tem continuado a ser. Depois aparecem as virgens ofendidas que comentam nas televisões, rádios e jornais a indignarem-se porque e só se pode interpretar este tipo de acções como uma permanente táctica suja da direita, que isto não tem nada a ver com acções de carácter político. Não é a primeira vez que isto acontece na autarquia de Lisboa nem será a última porque a direita não sabe, porque não possui argumentos válidos no combate político de se afirmar, face ao seu opositor o PS. Certamente que esta será mais uma denúncia de alguém da direita que espera alterar a tendência do eleitorado de voltar a eleger Fernando Medina, como o seu gestor autárquico. Isto é vergonhoso e ilustra bem os efeitos de 48 anos de ditadura de Salazar cujos chefes de família, admiradores deste ditador, transmitiram aos seus filhos estes princípios nada dignos na utilização da política para recorrer a todos os expedientes da denuncia falaciosa, que neste caso, uma vez projectada pela comunicação social, sempre dá os seus frutos. 

Convém lembrar a estupidez da avaliação de que o PS tem mais anos de governação de que os partidos da direita

Que pena tenho a forma estúpida como os comentadores políticos deste País, analisam a permanência governativa do PS, nestes quase 47 anos de democracia, culpando-o de todos os males dela resultantes, nomeadamente os défices, a vinda do FMI e do BCE, para nos salvar, numa convicção não menos estúpida de que a direita é menos culpada do que tem estado a acontecer no País, esquecendo-se ou pelo menos não atribuir especial importância aos 48 anos de governação do regime ditatorial de Salazar que sendo de direita, ou melhor face à existência da PIDE, de extrema direita, representou em 40 anos de atraso no desenvolvimento do País, na miséria que na altura nele grassava e  na fuga de milhares de portugueses que emigraram para vários países na altura com principal relevância para França, em que viveram no chamado bidonville, ou seja em condições absolutamente deploráveis mas pelos vistos depressa se esqueceram porque talvez a maioria deles conseguiram superar as suas condições de vida e depressa se esqueceram da miserável vida que tiveram nos primeiros anos em que abandonaram o seu País. Mas isso explica-se pela sua falta de cultura democrática e a sua não aprendizagem. De resto este fenómeno teve os mesmos reflexos nos nossos compatriotas que emigraram para outros países. Mas o objectivo deste post não visa lembrar o que representam os nossos compatriotas emigrados nos vários países do mundo, relativamente à sua simpatia política pela direita. Fugiram do seu País porque não lhes foram garantidas condições condignas para viver e por isso se alhearam do que foi e representou o regime ditatorial de Salazar de extrema direita, baseado num dispositivo de polícia política que massacrou contestatários, matou-os da forma mais hedionda, mas nem sequer isso os fez mudar de opinião. O objectivo deste post é lembrar os representantes políticos da direita que afirmam que o PS é o partido mais responsável pelo período mais longo de governação, face aos diversos governos que liderou, alguns dos quais curiosamente, em coligação com partidos da direita, que tal afirmação é absolutamente falaciosa, tendo em vista que foram durante 48 anos quem durou o regime ditatorial da António de Oliveira Salazar, através da sua convicção religiosa, consumada na subida do cardeal António Cerejeira, a dono duma fábrica de pneus denominada Mabor um regime de extrema direita, baseada numa polícia política que prendia, torturava e matava quem se lhe opusesse e o qual apenas e só foi responsável por 40 anos de atraso do nosso País.

 

Não há memória nestes quase 46 anos de democracia o ataque mais torpe da história protagonizado pela direita sob os hospícios da justiça ao PS

Serão os órgãos judiciais que em definitivo decidirão sobre os crimes praticados ou não por José Sócrates, na altura em que o mesmo exerceu o cargo de primeiro ministro e por apenso lhe adicionaram outros crimes embora já não ocupasse o referido cargo. E é por isso que recordo a todos os indignados deste País que por descuido ou mera conveniência se esquecem do maior crime alguma vez cometido em Portugal que foi cometido pelo então José Oliveira e Costa, ex-secretário de estado dos assuntos fiscais, que integrou o elenco governativo liderado pelo então primeiro ministro Aníbal Cavaco Silva. Foi como todos sabemos o maior crime económico lesa País que já se traduziu num encargo para os contribuintes de mais de nove mil milhões de euros, mas cujo prejuízo resultou em beneficio em termos de riqueza registada para alguns barões do PSD, um dos quais Manuel Dias Loureiro que tem um palacete no Algarve e um resort em Cabo Verde e curiosamente este nunca sequer chegou a ser arguido de qualquer processo, apesar de se lhe terem sido conhecidos negócios ruinosos através da empresa que então geria a SLN. Que nos lembremos face ao comportamento da comunicação social a falência do BPN não só nunca comprometeu o PSD como o esterco do jornalismo sequer alguma vez insinuou que o PSD teria de ser culpabilizado pelos actos criminosos cometidos pelos então barões que participaram na falência do PBN, banco aliás fundado com esse propósito, face ao desfecho a que assistimos. Não sabemos se José Sócrates cometeu os crimes que lhe foram imputados pelos investigadores dos processo Marquês, mas há algo que jamais esqueceremos. Ele veio voluntáriamente de Paris e mal chegou ao aeroporto tinha a comunicação social à sua espera, a televisão que registou a sua chegada e ao requinte a que assistimos de ter sido algemado quando foi introduzido na viatura da judiciária. O José Oliveira e Costa nunca foi submetido a nada semelhante ou comparável apesar de ter sido o principal responsável pela falência do BPN. É importante lembrar os indignados deste país que continuam a entrar em êxtase com algo que envolva alguém do PS e ao mesmo tempo para questão da mesma plenitude em termos de gravidade a ignorar o que advém de actos lesivos do erário público. Sócrates insiste em que esta sua culpabilização não passa dum julgamento político. Independentemente da sua culpabilidade ou não que caberá aos tribunais aferir, num facto evidente ele tem toda a razão. A sua prisão e a iniciação do processo Marquês é absolutamente comparável ao processo Lava Jacto em que Lula da Silva foi igualmente da mesma forma tratado. E se a dignidade fizesse parte de todos os subscritores da demissão do juiz Ivo Rosa, deveriam numa breve reflexão concluir da denuncia do papel que se prestam algo semelhante aos apoiantes do Sérgio Moro. 

José Oliveira e Costa foi o fundador do BPN em conjunto com outros barões do PSD e deu o mote para a transformação bancária numa quadrilha de banqueiros

Já muito se escreveu sobre o Banco Português do Atlântico, essa jóia da coroa criada por conhecidos barões do PSD, alguns dos quais, integraram governos liderados por Cavaco Silva e que através da criação de várias empresas através das quais o dinheiro do depositantes acabou por ser desviado para investimentos dessas empresas satélites que transformaram alguns dos responsáveis, em novos ricos nomeadamente o Manuel Dias Loureiro que possui um resort em Cabo Verde e que nunca sequer chegou a ser constituído arguido. A seguir a este final trágico para os depositantes que haviam confiado as suas poupanças do BPN, outro artista semelhante ao José Oliveira e Costa, fundou o BPP, designadamente Banco Privado Português, no qual alguns abastados depositantes confiaram ao seu principal presidente desta organização bancária as suas aplicações. Correu como é sabido da mesma forma que se havia registado no BPN. Estava então na liderança do governo do PS o primeiro ministro José Sócrates, que depois de ter cometido o enorme erro por aconselhamento do seu ministro das finanças, não deixar falir o BPN, não quis seguir o mesmo em relação ao BPP e daí a razão de ontem numa entrevista do João Rendeiro à TVI, ter chamado de banana ao então ministro das finanças Fernando Teixeira dos Santos, porque desta vez Sócrates não quis salvar o Rendeiro e o seu BPP depois da sua falência. Estamos perante sem dúvida numa situação nunca vista em qualquer outro País do Mundo. Ou seja bancos portugueses em que os seus banqueiros os transformaram numa fonte de rendimento pessoal levando-os à falência, em prejuízo dos depositantes e que no caso do BPN a factura a ser suportada pelos contribuintes portugueses, já ultrapassou os nove mil milhões de euros. Posteriormente repetiu-se o mesmo registado com o BES e com um resultado em todo semelhante aos anteriores. Ou seja, os depositantes a serem os principais lesados por se verem privados, não só do rendimento que as suas aplicações lhe deveriam garantir, mas furtados das suas próprias poupanças confiados ao BES. Curiosamente apesar de tudo isto representar para os contribuintes portugueses uma responsabilidade que não lhes cabe mas que estão a suportar o prejuízo, não há um único responsável por este que não pode ser interpretado doutra forma, como um verdadeiro roubo consumado por banqueiros responsáveis por estes bancos, nenhum deles está condenado e a cumprir qualquer pena. Mas neste momento as atenções estão todos viradas para o processo Marquês em que o ex-primeiro ministro que foi detido quando resolveu regressar de Paris para vir esclarecer o que se havia passado, foi detido no aeroporto de Lisboa, algemado e com uma bateria de jornalistas e televisão que registaram o momento, tendo-se esquecido o juiz responsável pela instrução do processo, se esquecido de contratar uma fanfarra para dar uma melhor colorido a esta detenção. José Sócrates já foi há vários anos, julgado e condenado na praça pública, mas os propagandistas da direita querem ainda mais. Que o juiz IVO Rosa, na próxima sexta-feira, submeta o processo a julgamento, apesar de como todos sabemos, a provas constantes do processo, não são factuais, mas não passam de meras deduções dos investigadores. Mesmo que o juiz Ivo Rosa decida que Sócrates não vá a julgamento, não haverá, por toda a propaganda que sempre foi feita, nenhum daqueles que emprenharam pelos ouvidos, que acredite na inocência de José Sócrates, considerando que o juiz que tal decidiu, está comprometido, tal pensamento sequer os assaltar em relação ao juiz Carlos Alexandre que tantas certezas teve de tudo quanto deduziu.

Nenhum de nós tem qualquer dificuldade em demonstrar a vantagem duma governação do PS face à duma qualquer dos partidos da direita

Depois duma aturada pesquisa, mas cheguei à conclusão que o google não tem efectivamente resposta para tudo quanto nós pesquisamos. Mas fiz esta tentativa, para demonstrar aos ignorantes que continuam a apoiar os partidos da direita que não têm nada, mas mesmo nada, para além das privatizações que os governos da direita realizaram em termos de obras públicas de relevo, para além daquelas auto-estradas que no tempo do Cavaco com dinheiros da UE tiveram um custo substancialmente superior, porque pelos vistos os projectistas não acautelaram nem as pontes pedonais, nem as ligações com as povoações limítrofes, facto que fez disparar largamente o custo por exemplo da A/5, só me lembro da edificação do Centro Cultural de Belém a obra emblemática do Aníbal Cavaco Silva, que na altura foi adjudicada por dez milhões de contos, porque ainda não tínhamos aderido ao euro e o seu custo final foi de quarenta milhões de contos e que me lembro, ninguém se incomodou. Fiz várias tentativas com isso. A Ponte Vasco da Gama, foi uma iniciativa do governo socialista de António Guterres cuja inauguração foi culminada com uma feijoada que passou a fazer parte do Guiness e que posteriormente o governo da direita concedeu a sua exploração, tal como já o havia feito à ponte 25 de Abril à Lusoponte. Mas os governos do PS não se limitaram em termos de obras públicas, ficarem-se pela grande obra que foi a Ponte Vasco da Gama. O ex-primeiro ministro José Sócrates, aquele que na opinião dos trapaceiros da direita, foi quem levou o País à banca rota, o que esteve sempre longe de ser verdade, porque os défices já vinham detrás., foi o responsável pelo Túnel do Marão cujo valor em termos das populações nunca foi suficientemente reconhecido, mas que não deixa por isso de ser uma obra pública relevante e eu fiz questão de por lá passar para aferir da sua importância. Mas o considerado governante bandido, na opinião da direita e porque não até da própria esquerda, foi mais longe, chamando no seu governo a tarefa de renovar o parques escolar cujos estabelecimentos de ensino com mais anos de edificação estavam num mísero estado. E ainda não ficando por aqui, sabendo da carência dos alunos mais carenciados dos meios informáticos, proporcionou-lhes através da oferta dos computadores Magalhães essa tão importante dádiva. Foram concluídos alguns dos seus projectos, mas não o foram outros como por exemplo a via rápida que liga a Guarda a Trás-os-Montes, mas os utilizadores da mesma por lá passam sem nada pagaram alguns senão muitos sem sequer saber de quem foi tal iniciativa. Fico por aqui, apenas e só com o objectivo de demonstrar que os governos da direita não se preocupam com o bem comum, mas sim com o bem estar dos seus.

O conceito de vivermos em comunidade nem sempre é devidamente interpretado sobretudo por quem acha que não tem obrigações para com os outros

Desde sempre o meu sentimento de vivência em comunidade teve como valor não só o meu interesse pessoal mas dos demais que partilham comigo, neste caso o prédio em que habito cuja fracção adquiri há mais de três décadas e quando administrador do condomínio não lembram a ninguém o que me propus fazer em prol dos demais, porque não teve custos e que a partir de determinada altura porque me fartei foi resolvido entregar-se a administração a uma empresa vocacionada para esta área. Ontem ao fim da tarde quando saímos de casa para ir buscar o nosso neto à escola, no hall de entrada do prédio cheirava intensamente a gás, porque quando era administrador do prédio tal como os de outros prédios demos um vigoroso não como resposta à instalação do gás natural, face ao lamentável aspecto que todos os prédios que tal optaram passaram a ter, com a tubagem do gás natural desde a entrada do prédio até ás fracções autónomas, ser exterior à parede. No início da semana, por razões dum problema que nem sequer nos foi explicado pela GALP porque antes o fornecedor do gás era a ESSO, ficamos privados do abastecimento durante um dia e meio até que o problema fosse resolvido. Claro que as condutas de gás que abastecem uma vasta zona de prédios ficaram vazias. Ao ser reposto o abastecimento do gás, naturalmente que no prédio em que habito, com a pressão do mesmo deve ter provocado uma ruptura da conduta interna do prédio, razão porque se registava aquele cheiro intenso de gás. Abrimos de imediato a porta de entrada do prédio para dissipação do cheiro a gás e quando voltamos por volta das 19H00 o cheiro persistia. Não hesitei porque pelos vistos mais ninguém com isso se preocupou em ligar à GALP solicitando um piquete de emergência para detecção da fuga. pois o risco era óbvio, com a concentração do gás. Veio de imediato uma equipa que constactou o cheiro intenso e apesar de,  com a aparelhagem não ter sido detectada a origem. acabaram por cortar o abastecimento do gás ao prédio e selarem de forma a que o problema seja detectado e posterior resolução. Claro que dei disso em tempo oportuno à administração do prédio para diligenciar no sentido de resolver o problema. E assim dei por forma à obrigação que a consciência me dita em não só tentar preservar e vida pessoal dos meus e dos outros se tal atitude de mim depender. 

No panorama televisivo dos nossos canais, nada é aproveitável do ponto de vista jornalístico, mas ainda assim o único que merece a minha preferência é o canal dois da RTP

Pelo que nos vamos apercebendo das reacções registadas de todos aqueles, com acesso ao universo de sinal por cabo, a conclusão que facilmente podemos tirar é que duma maneira geral quer os operadores privados de televisão quer e neste caso mais grave ainda, por ser um canal do sector público, para o qual contribuem os consumidores de electricidade, quer queira ou não são obrigados estupidamente a contribuir para a RTP e a RDP, os quais tiveram sempre na linha da frente para defenderem interesses políticos da direita, já seria altura de se lhes acabar com esta mama, porque apesar de serem suportados também pelas receitas provenientes do erário público, têm receitas provenientes de publicidade, o que deveria ser banido, pela concorrência desleal que está a ser imposta aos canais privados, que esses sim vivem exclusivamente das receitas provenientes da publicidade. Antes de existirem os canais privados de televisão e da entrada em vigor da tão famigerada taxa, estávamos nos anos 70 quase 80, que me lembro, pois na altura o que hoje se observa, nada tinha a ver com o que antes se observava e repito, na altura fui um subscritor voluntário da taxa de televisão, para a qual até se verificar o actual regime proteccionista com o qual em nada concordo, deixei de pagar pela adesão anterior e passei como os milhões de consumidores de energia eléctrica deste País, a pagar a taxa na factura de electricidade. O único canal público que me interessa continuar a ver é a RTP2 que ultrapassa do meu ponto de vista os demais da estação pública em termos de qualidade de programação. E tudo quanto me parece, face ao que vou ouvindo de amigos ou conhecidos sobre lançamento de novos programas, a mediocridade jornalística mantém-se tal como os objectivos de quem na estação trabalha. Revelarem as suas tendência políticas à direita.

Esta entrevista de Jerónimo de Sousa à TVI, foi importante na medida em que a sua aposta só tem retorno na continuidade do apoio ao governo do PS

Em entrevista ontem concedida por Jerónimo de Sousa o líder do PCP à TVI24, conduzida por Miguel Sousa Tavares, foi bastante importante, porque contrariamente ao que muitos pensam que os maus resultados do PCP, são resultantes do apoio que o partido tem assumido no parlamento ao governo do PS, está longe, muito longe mesmo,  de se revelar a causa de alguns maus resultados eleitorais. Direi mesmo que acho inteligente da parte do líder do partido ter um entendimento diferente da leitura que têm sido as causas atribuídas ao partido dalguns dos seus maus resultados. E senão, vejamos. A única forma do PCP desde que o PS assumiu na legislatura anterior o poder, aliás com o desafio lançado por Jerónimo de Sousa, serviu ao partido, para através da sua actividade política poder ter sempre invocado ser através da imposição das suas condições ao governo do PS, conseguir averbar pontos, na conquista de determinados benefícios para todos quantos vêm no seu papel de trabalhadores por conta de outrem,  resultados. Nada disto seria possível conseguir através de negociações com o principal partido da oposição o PSD ou mesmo até num governo de coligação de direita, que tão pouco alguma vez perderia tempo a negociar com o PCP. Ou seja, o PCP não perdeu, nem perde agora,  nada em termos eleitorais, pelo facto de apoiar um governo do PS, bem pelo contrário, neste apoio se o mantiver terá sempre ganhos perante o eleitorado trabalhador, porque para que aceite continuar a poiar o PS, este terá sempre que ceder a algumas das suas exigências do seu caderno reivindicativo. Obviamente que o PS por razões óbvias não tem condições para aceitar todas as reivindicações propostas pelo PCP porque não há condições financeiras que possam suportar tais encargos, mas o PS inteligentemente cede naquelas que têm viabilidade, o que acaba por ser um trunfo do qual se pode servir o líder do PCP para mais tarde poder usá-lo. Daí concordar que, inteligentemente Jerónimo de Sousa afirme,  que os últimos resultados eleitorais em relação a perdas de autarquias e algum decréscimo nas legislativas, nada tem a ver com o apoio que o seu partido em termos parlamentares tem dispensado ao PS. E julgo que esta sua leitura e aposta em continuar a apoiar um governo do PS, só beneficia do PCP, ao contrário da leitura que tem sido feita, porque enquanto o PCP mantiver esta postura, vai continuar a conseguir a satisfação de algumas das suas reivindicações as quais são beneficiadoras de trabalhadores, no dia em que o PCP deixar de apoiar o PS no poder, só terá a perder, se a direita regressar ao poder,  porque nessa altura só haverá uma preocupação, proteger apenas e só o empresariado, pois quem nele trabalhe, nunca fará parte das preocupações do governo de direita e as provas já são mais do que suficientes. 

A invasão do Iraque ocorreu em 20 de Março de 2003, sob os hospícios do Durão Barroso que proporcionou encontro nos Açores, com os principais decisores mundiais

Porque na altura o então presidente dos EUA George Bush, falsamente anunciara que o Saddam Hussein, presidente do Iraque era detentor de armas de destruição massiva. A invasão decorreu com a conivência das Nações Unidas e posteriormente provou-se que o argumento das armas de destruição massiva, servira apenas de pretexto para derrubar o Saddam Hussein. Como se constatou depois nunca mais no Iraque houve tranquilidade e alguma paz, porque apesar do então ditador controlar as disputas étnicas nada do que hoje por lá se verifica significa que os iraquianos tenham beneficiado com a invasão. O seu país está destruído, os seus monumentos não foram poupados porque o ISIS por lá se instalou e embora na altura da invasão se tenha pensado que os EUA iriam ser os reconstrutores da toda a enorme destruição que por lá se registou e continua a registar, para além das vítimas mortais que não param de aumentar os iraquianos que ajudaram a destruir a estátua do ditador certamente hoje não se sentem confortáveis. Mas curiosamente os EUA não foram responsabilizados pela chacina que se tem verificado por lá. Recordar este lamentável acontecimento no Iraque, isto porque era tido como um dos principais produtores de petróleo, tem por objectivo chegar ao que neste momento se observa em Myanmar antiga Birmânia, em que através dum golpe de estado levado a cabo pelos oficiais daquele País depuseram a vencedora das eleições numa manifestação de total desprezo pelo respeito da democracia, com o argumento e sempre o falacioso para se deporem regimes, de que as eleições tinham sido fraudulentas. Apesar das recomendações da ONU, que sempre classifiquei duma organização internacional fantoche ao serviço dos EUA, para libertarem a Aung San Suu Kyi vencedora das eleições e prémio Nobel da Paz em 1991, não só isso, acontece como ainda a fazer-lhe companhia estão presas várias centenas de seus apoiantes. É lamentável que a ONU não tenha ainda convocada uma assembleia extraordinária para com a mesmo leveza com que deliberaram com base num argumento falacioso, destituir o ditador Saddam Hussein, porque se tratava dum país produtor de petróleo, existindo agora razões mais do que suficientes, para declarar uma invasão a Myanmar para destituir os militares que através dum golpe de estado em desrespeito por um poder eleito democraticamente, as Nações Unidas não se sentem minimamente motivadas em restituir o poder a quem o ganhou, pelo simples facto de que a riqueza daquele país assente essencialmente numa agricultura intensiva, a qual não é sequer motivador de enriquecimento de qualquer outro país com poder de decisão na ONU e entretanto os militares ao serviço dos oficiais golpistas, vão matando com balas reais os contestatários deste golpe de estado.

O primeiro ministro como socialista que se presa põe há discussão pública o dinheiro para aplicação da bazuca

Claro está que esta possibilidade, jamais seria proporcionada se estivesse em exercício um governo de direita. Nem quero mesmo imaginar o que seria tendo em vista porque é algo do qual não me posso esquecer, quando o Aníbal Cavaco Silva, foi repetidamente primeiro ministro, numa altura em que os milhões de euros entravam diariamente em Portugal e que ele nunca se dispôs a fazer consultas públicas para a aplicação desse dinheiro, e as empresas especializadas que na altura foram criadas, num absoluto sucesso pelo plano apresentado nos novos investimentos no sector agropecuário, conseguirão transformar vários militantes do PSD e até mesmo amigos deles, numa espécie de novos ricos. Foi tão escandaloso que até na altura a comunicação social que apesar de já nesse tempo ser tendencialmente de direita, mas pelas situações observadas eram de tal forma, nojentas, que as denunciaram nos jornais, nas televisões e nas rádios. E o actual primeiro ministro não quer que nada disso se volte a repetir, apesar de, como sabemos, não houve qualquer tipo de consequências para a escandalosa forma como foram utilizados milhões de euros para beneficiar gente do PSD. Como António Costa não quer nem deseja que algo semelhante ao reinado do Cavaco Silva volte a repetir-se, proporciona à discussão pública a forma de aplicação do dinheiro da bazuca o qual não constitui qualquer encargo para o País, mas que deve ser canalizado para sectores que devem preocupar os governantes. É nesse aspecto que me atrevo também e face à realidade do País, chamar a atenção do primeiro ministro que estar a continuar a injectar dinheiro no sector económico será seguir a mesma opção de que se serviu Cavaco Silva, por isso não será essa a opção prioritária da injecção do dinheiro a fundo perdido originário da UE. O SNS como todos sabemos continua com carências, mas estas têm a relevância que agora é reconhecida porque vivemos uma estado de pandemia, que pode, assim se espera acabar a qualquer dia. Portanto não me parece que seja inteligente considerar que o SNS é um sector prioritário, para nela injectar milhares de milhões de euros. Isso tem de ser observado comedidamente, tendo em atenção a pressão dos interessados que no SNS trabalham. Porque este coisa em tempos normais de prestação de serviços paralelos, não me parece que deles o SNS beneficie. Tenho provas disso e possa se alguém tiver dúvidas citá-las. Todos nós temos consciência de que a nossa população está envelhecida e os que ainda não estão para lá caminham. O maior número de IPSS estão ligadas à igreja católica, poucas são as que não estão, ou ás misericórdias. Neste período de pandemia, ficamos com uma certeza. As IPSS da misericórdias foram aqueles que do ponto de vista dos contágios, as que pior responderam em termos de condições de funcionamento apesar de, como sabemos, absorverem milhares de milhões de euros de apoios da Segurança Social. Atrevo mesmo a afirmar que pereceram mais utentes nos lares das Misericórdias de que em qualquer outro sector social. Daí achar que esta má experiência nos devem levar a aconselhar o governo a que deve incluir no plano de aplicação das verbas da bazuca, um valor significativo de molde a quem as populações através dos respectivos bairros de moradores se constituam em associações de moradores, por forma a se lançarem em empreendimentos de carácter social, nomeadamente a edificação de lares para a terceira idade, tendo em vista não só darem resposta à carência que hoje e até já ontem se registava no sector e ajudarem a criar estruturas de apoio social não só para as actuais carências existentes hoje, como aquelas que num futuro próximo se irão verificar. Quanto ao sector económico, este a partir do momento que seja debelada a situação de pandemia e isso até pode acontecer ainda antes do fim de ano, voltará à normalidade, não no imediato, mas gradualmente, só o problema social não se resolve dessa forma.


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