Não creio que António Costa se sinta diminuído pelo facto de não ter sido convidado para invocação do 1º. ano da catástrofe de Pedrógão

Julgo que António Costa deverá estar pouco preocupado com o facto de não ter sido convidado para a invocação do fatídico dia em que Pedrógão assistiu a uma catástrofe alguma vez registada em Portugal, a partir do ano em que se institucionalizou a abertura da chamada “Época dos Incêndios” ou seja a partir da altura em que começaram a aparecer diversos interesses e interessados relacionados com os incêndios florestais e os negócios que a partir dessa altura passaram a florescer. Já é altura de passarmos duma vez por todas a interpretar a verdadeira realidade que se institucionalizou em Portugal há várias décadas e que ninguém com responsabilidade governativa teve ainda a coragem de denunciar. O flagelo dos incêndios não reside no facto de não haver limpeza das matas. O flagelo dos incêndios existe porque existe muita gente que lucra com o resultado que decorre desse flagelo. Este não resulta de causas naturais, porque isso é conversa para os bois ouvirem que não a entendem. A partir da altura em que a madeira oriunda das frondosas matas de Cabinda, mas não só, deixaram de servir os negociantes de madeira foi então instituída esta forma de ultrapassar esta carência de matéria prima. E como há 40 anos Portugal dispunha duma densa mancha florestal, essa mesma mancha passou a ser destruída não no seu todo mas a permitir a carência de matéria prima para alimentar a industria ligada aos madeireiros, mas não só. As empresas produtoras de pasta de papel floresceram de forma substancial e curiosamente Portugal até é considerado o País produto da melhor pasta de papel.. E no dia em que houver coragem política e que o poder acabe com esta pouca vergonha que é o negócio relacionado com os incêndios florestais, deixa de haver incêndios.

O PCP por muito esticar a corda das reivindicações dos professores tanto pode subir umas décimas nas intenções de voto, como descê-las

Os partidos de esquerda PCP e BE que apoiam no Parlamento o governo do PS, tem-se notado as oscilações que se revelam nos resultados das sondagens quer para cima quer para baixo na tendência do eleitorado. É certo que quer um quer o outro partido parceiro, têm subido umas décimas, com maior revelo o BE que remeteu o CDS para a 5ª posição, tendo em vista a revelação do último barómetro que conhecemos. É certo que ambos parceiros têm beneficiado destas ligeiras subidas, porque têm reclamado para si o mérito das reposições salariais e das pensões de reforma, argumentando que são as suas pressões sobre o governo do PS que tal tem sido conseguido. Esse mérito apesar de não ser um exclusivo dos partidos que apoiam o governo, também é do PS que no que tem sido até ao momento conseguido também ao mesmo se deve pois é quem faz a gestão do orçamento e isso é preciso fazê-lo com cautela, para que não haja desvio dos compromissos assumidos com a UE e não se voltar a resvalar para o abismo onde já havíamos caído. O PCP sempre chamou a si a luta dos professores o que não é de estranhar mas este endurecimento por ser o seu estilo não lhe irá granjear mais umas décimas nas intenções de voto porquanto na classe docente além de existir quem milite nos partidos da direita, outros há que militam no PCP, no BE no PS, e ainda outros que apesar da sua não militância têm obviamente as suas simpatias políticas. E obviamente que quem não se identificar com os partidos das esquerda mas sim com os da direita, apesar de até poderem reconhecer este empenhamento do PCP no sentido da tentativa de melhorar o seu ordenado mensal, não será por essa razão que vão nele votar nas próximas eleições. O governo do PS e muito bem tem tido a suficiente precaução para não cometer desaires orçamentais até porque a função pública não confina ao corpo docente em exercício neste País. Existe todo um universo de categorias na Função Pública, que tem o mesmo direito que os professores e aos quais também foi aplicada a congelação das suas carreiras e se debatem exactamente com o mesmo objectivo dos docentes que é ver as suas carreiras descongeladas e obviamente os seus vencimentos melhorados, situação que no seu conjunto obviamente terá de ser muito bem ponderada, porque envolverá muitos milhões de milhares de euros, quando houver condições financeiras para satisfazer estes objectivos das demais carreiras do funcionalismo público. Até porque tudo isso deve ser muito bem ponderado e as negociações devem ter em conta um médio prazo para que sejam aplicados os critérios de progressão nas carreiras de forma a que os valores a serem aplicados sejam inscritos nas respectivas rubricas orçamentais, mas tendo sempre em vista que a aplicação das progressões nas carreiras deverão sempre serem vistas por um todo e não apenas na satisfação duma classe profissional, porque como é sabido, a progressão quando aplicada, implica o pagamento de retroactivos aos contemplados e isso envolve verbas avultadas. Portanto o governo tem de manter a sua prudência tal como tem vindo a fazer, sem receio de que o próximo orçamento venha a não ter o apoio do PCP ou até mesmo do BE, porque se isso acontecesse, o que pessoalmente não creio, poderíamos ter de ir para eleições legislativas antecipadas e o único partido que com elas beneficiaria era exactamente o PS. E julgo que o PCP e o BE, prudentemente não irão cair nesse erro pois seriam castigados eleitoralmente. 

Fernando Medina face à notícia da SIC da existência de seis milhões de ratos em Lisboa, tem necessidade de recorrer a tal censo de forma a debelar este flagelo.

Não há dúvida nenhuma que a SIC do Francisco Pinto Balsemão é dum rigor informativo que espanta qualquer ser humano. Então oiçam só esta notícia. Em Lisboa existem seis milhões de ratazanas, a vaguear pela cidade. Como é que estes propagandistas baratos chegam ao apuramento deste número de ratazanas existentes na cidade de Lisboa. Sinceramente já não há paciência para se ouvir tanto disparate informativo. Pois bem. Sempre houve e vai continuar a haver ratazanas nos colectores dos esgotos domésticos, quer em Lisboa, quer em qualquer cidade ou vila do país. Na minha aérea de residência durante várias décadas e na gestão do autarca modelo, as baratas invadiam os prédios através da rede de esgotos e isso aconteceu durante várias décadas. Era baratas enormes que até tínhamos alguma dificuldades de as matar tal a sua resistência até ao esmagamento duma vassourada. Reclamamos sucessivamente durante décadas e nunca fomos atendidos na nossa reclamação, apesar de invocarmos que a origem desse foco de baratas provinha da rede de esgotos domésticos. Por tanta insistência ter havido, assistimos já lá vão, talvez uns 5 anos, ou seja na gestão do Paulo Vistas, finalmente a CMO resolveu intervir na rede de esgotos domésticos, realizando por diversas vezes desbaratizações, o que levou a que neste momento não nos confrontemos com a existência desses insectos incomodativos.

A comunicação social, continua a insistir numa propaganda anti PS que há alguns anos atrás surtiu efeito desejado, mas que agora já não resulta

Tenho insistido em chamar a atenção para este insistente erro da comunicação social, sempre que o PS está no poder, no constante deita abaixo, cuja cegueira é tal que até das diversas farsas e farpas que lançam, da sua constante insistência, querem transformá-las em verdade. Esse esquema foi como sabemos aqui há uns anos atrás concebido por um brasileiro era então na altura secretário-geral do PS Eduardo Ferro Rodrigues e que na altura o PS nas sondagens então divulgadas, estava à beira de atingir a sua maioria absoluta. E nessa altura este esquema do tal brasileiro ao serviço do PSD, surtiu efeito, porquanto a propaganda era de tal forma intensa levada a cabo pelos mesmos promotores de agora, toda a comunicação social que convenceram que o então secretário-geral do PS estava envolvido no processo da Casa Pia. Mas como a história não se repete, apesar de na altura o resultado ter sortido efeito a comunicação social ao serviço dos grandes grupos económicos ligados à direita, mas não só, até a estação do chamado serviço público, faz igualmente coro, com as demais nesta contínua campanha de descrédito do PS, baseada em falsidades, a que as mesmas pessoas que antes foram por eles enganadas, já não voltam a cair ingenuamente nesta propaganda falaciosa. E o resultado está bem à vista. Os partidos da direita não descolam das percentagens mais baixas que alguma vez obtiveram a avaliar-se pelos barómetros nas intenções de voto.

Os promotores da manifestação do próximo dia 28 de Maio, deliberadamente esquecem-se que a culpa dos sucessivos aumentos dos preços de combustíveis se deve exclusivamente a Durão Barroso

Quando o então primeiro ministro José Manuel Durão Barroso teve a brilhante ideia de terminar com os preços regulados, tal como na altura António Guterres conseguirá manter, não assistimos a qualquer tipo de manifestações ou contestações que agora se verificam, apesar de cada vez mais vermos o parque automóvel a aumentar significativamente e as artérias rodoviárias carregadas de trânsito automóvel. Quando Guterres foi 1º. ministro e de quando em vez os combustíveis subiam 1 cêntimo ou dois os que agora organizam manifestações promoviam contestações a esse aumento com fortes perturbações no trânsito, recorda-se aquela célebre manifestação na Ponte 25 de Abril. Liberalizados os preços então por Durão Barroso, que utilizou o argumento de que essa liberalização iria beneficiar largamente os consumidores, tendo em vista a chamada lei da concorrência. Foi como todos nos lembramos um verdadeiro embuste esse argumento invocado, porque nunca mais se verificou outra coisa que não fosse o aumento permanente do preço dos combustíveis pela simples razão de que os revendedores que depois desta medida apareceram que nem cogumelos a atestar que o negócio é efectivamente rentável, constatando-se assim uma verdadeira concertação entre os ditos revendedores de combustíveis que apesar de sempre negarem tal procedimento o certo é que ela se pratica. Os manifestantes que agora estão a promover a contestação para o dia 28 de Maio, certamente já nem sequer se lembrarão que o causador deste registo que nos afecta a todos e beneficia os negociantes de combustíveis, foi Durão Barroso, mas ocorre que este esquecimento é deliberado.

Faço questão de partilhar este alerta porque tal como se afirma “vale mais prevenir do que remediar”

90 medicamentos que fazem mais mal do que bem
Caro leitor, caro leitor,

Prescrever a revista médica publicou uma lista de 90 medicamentos para evitar. É melhor a “regra de melhores cuidados”, escreveu ela. [1]

Infelizmente Incluem-se nesta lista de medicamentos atuais:

o Celebrex, o gel Voltarène® e Ketum® contra a dor;

o Ercéfuryl®, por exemplo, contra a diarreia;

o Primalan® e Fenergan® contra alergias;

o Seroplex® contra a depressão.

Todos estes medicamentos estão na lista negra Prescrire: eles podem causar ataque cardíaco, trombose, gangrena, e outros desastres.

No entanto, uma lista perturbador muito incompleta
A lista é longa de medicamentos autorizados:

1) não têm qualquer efeito positivo sobre os pacientes, para além do efeito placebo;

2) pode causar efeitos colaterais terríveis, incluindo a morte.

Eu não estou indo para listar essas drogas porque:

1) Você encontra livre, seguindo este link ;

2) Seria chato porque a maioria não lhe diz respeito;

3) Seria inútil porque eles incluem medicamentos que não são comercializados em França;

4) Acima de tudo eu sou um pouco mal-at-facilidade com a seleção de Prescrire. Feito por médicos em vez opostas para abordagens alternativas, continua a ser muito favorável à medicina química. Esse preconceito empurra para endossar muitos ainda altamente questionáveis ​​medicamentos (estatinas, antidepressivos, antiinflamatórios) e outra parte em oferecer nenhuma alternativa natural aos pacientes.

Banir o “inimigo de dentro” que o impede de perder peso!
Um terapeuta suíço desenvolveu um método para perder peso depois de 45 anos, e não há nem um plano nem um programa de esportes ou uma “pílula milagrosa” …

Esta é caçar o “inimigo de dentro” que o impede de perder peso. Com este método, você vai encontrar a silhueta de seus sonhos em 60 dias! 
Na sequência da carta desta data:

Nota ainda listou um “erro” (voluntário?): Especifique inclui entre as “drogas perigosas” glucosamina, que é, no entanto, um nutriente tudo o que é mais natural contra a osteoartrite, e que tem nenhum risco! Isso colocou na lista negra de glucosamina é justificada por possíveis alergias, uma vez que é extraído do marisco. Mas neste caso, incluem todas as drogas na lista uma vez que, todos, sem exceção, podem causar alergias em pessoas que são alérgicas …!

Mas eu parar. Eu não quero criticar. A prescrição equipe fez um grande trabalho e temos de fazer justiça. Este documento fornece informações valiosas para todos os pacientes, muito importante saber quando você está prescrita medicação.

Por exemplo:

Cuidado com medicamentos contra resfriados
Hay fez nariz, tosse, tosse … É doloroso, sim, mas Prescrever recomenda formalmente não tomar remédio, e esperar.

É imperativo evitar, em especial:

descongestionantes tais (sprays para o nariz ou boca), que “exposta a eventos cardiovasculares graves ou até mesmo fatais.” Estes medicamentos são efedrina, nafazolina, oximetazolina, fenilefrina, pseudoefedrina e tuaminoheptano;

Folcodina usado contra a tosse, que pode causar sensibilização curare, e fazer futuro anestesia perigosa;

O ambroxol ou Muxol ® e bromexina ou Bisolvon ® para dissolver o muco que “não têm eficácia clínica provada para além do efeito placebo” mas pode matar (anafilaxia);

Tixocortol contra dor de garganta que pode causar edema grave (angioedema).

A segunda classe de drogas realmente são antidepressivos para evitar:

Os antidepressivos são um desastre
Você sabe que minha aversão aos antidepressivos.

Como um dos meus amigos médicos, é uma loucura para dar às pessoas “de drogas que não entendemos contra uma doença que não inclui qualquer um. “

No entanto, isso é o que fazemos com essas drogas que todos, incluindo prescrição, reconhece que os efeitos são incertos, por muito tempo para obter, e vêm apenas risco de preço significativa para o paciente.

Prescrever muito sensatamente recomenda evitar a agomelatina (Valdoxan ®), duloxetina (Cymbalta ®), o citalopram (Seropram ®) e escitalopram (Seroplex ®), milnaciprano (Ixel ®), venlafaxina (Effexor ®) e tianeptina (Stablon ®).

Tem sido uma grande lista.

Mas também recomenda evitar outras drogas psicotrópicas, por causa de seus “efeitos adversos muito significativos”: a dapoxetina (Priligy ®) e Etifoxine (Stresam ®).

A lista também contém medicamentos contra infecções, terapia de reposição hormonal (contra os sintomas da menopausa), medicamentos contra náuseas, vómitos, diabetes, problemas cardíacos, etc.

Para a lista completa, eu lhe dar de volta o link aqui.

Mas basta aqui para lidar com mais detalhes o caso muito doloroso de doenças graves, a curto prazo fatal:

Critical Illness estágio final: Cuidado com as drogas que estão intensificando o sofrimento !!
Em caso de doença fatal no curto prazo (avançado Alzheimer, câncer terminal, terminal de esclerose múltipla) Prescrire é particularmente cauteloso.

Ele salienta que é uma terra onde os excessos da medicina são mais frequentes.

“Cuidadores sentir justificado para tentar tratamentos” Last Chance “” que têm muito pouca chance de obter qualquer melhoria, e carregam o risco de efeitos secundários graves, explica Prescrire.

E eles “nem sempre alertar os pacientes, ou fornecer informações incompletas, conscientemente ou não. “.

Por quê?

Porque eles sentem que não há qualquer maneira “nada a perder” e que esses pacientes também são mais propensos do que outros a aceitar drogas não foram comprovadas.

“No entanto, os pacientes em impasse terapêutico não são cobaias”, diz prescrever.

E, de fato: é desumano e até mesmo contrário à missão da medicina, agravar o estado de saúde das pessoas já terrivelmente afetadas pela doença.

Um sistema médico que considera que é bom para ferir alguém, só porque a pessoa já está sofrendo muito, pode realmente ser considerado também como um pouco … doente.

Vamos ver o caso do câncer, doença de Alzheimer e esclerose múltipla:

câncer
Recorda que prescrevem muitas drogas supostamente “anti-câncer” não têm efeitos positivos para compensar os perigos para os pacientes. A revista menciona defibrotida (Defitelio ®) mifamurtida (Mepact ®), o nintédanib (vargatef ®), o olaparibe (Lynparza ®), panobinostat (Farydak ®), trabectedina (Yondelis ®), vandetanibe (Caprelsa ®), vinflunina (Javlor ®), todos utilizados em oncologia.

No entanto, o meu conselho é pedir para a prova real da eficácia de qualquer tratamento de quimioterapia para o tumor tecidos sólidos seu médico perguntas precisas e insistentes.

A quimioterapia tem, de facto provou em cancros do sangue (leucemia), linfa, medula óssea e alguns outros. No entanto, muitas vezes, seu uso não é experimentalmente quando se trata de outros tipos de câncer. Isso significa que ele tem muito pouca chance de curá-lo, mas você não sofre efeitos colaterais menos graves.

O objetivo, então, é para avançar a pesquisa que tratá-lo. Mas você deve estar ciente de, e concorda que sofrer as conseqüências.

Alzheimer
São os mesmos medicamentos contra a doença de Alzheimer.

Todos têm “reações adversas desproporcionais (por vezes fatais) e expostos a muitas interações”, segundo prescrevem. Eles agravar os problemas mentais (transtornos neuropsiquiátricos) e causar problemas cardíacos.

Mas “nenhum de eficácia demonstrada para retardar a progressão para a dependência” !!

Por que então é dado, drogas contra a doença de Alzheimer?

A explicação é simples e cruel: porque não ouso dizer aos pacientes e suas famílias, que a medicina convencional não tem cura.

Estas drogas, que são muito caros, usados ​​para fazer as pessoas acreditarem que “cuida deles”, mesmo que seja uma farsa.

Este é o donepezil (Aricept ® e outros), galantamina (Reminyl ® ou outro), rivastigmina (Exelon ® ou outro) e inibidores da colinesterase.

A esclerose múltipla
Na esclerose múltipla, o quadro é o mesmo. Existe apenas um tratamento, efeitos limitados e muitos efeitos colaterais: interferão beta (AVONEX®, Rebif ®, Betaferon ® ou outros).

Mas, na verdade prescrever adverte contra três imunossupressor usado também contra a esclerose múltipla, mas ela disse “expostas a riscos desproporcionados e deve ser evitado”

Este é alemtuzumab (Lemtrada ®), natalizumab (Tysabri ®) e teriflunomida (Aubagio ®).

Estou ciente de que esta é uma lista árido e longa de nomes bárbaros. Mas se você tomar qualquer um destes medicamentos, é importante conhecer e conversar com o seu médico na próxima visita. Não pare o curso do tratamento, sem o seu acordo, mas estar preparado para fazer as perguntas certas.

A sua saúde!

Jean-Marc Dupuis

 

O futuro do jornalismo do meu ponto de vista não é nada promissor se os profissionais continuarem com a mesma linha editorial

Ontem só por casualidade estive a assistir a uma entrevista que o Miguel Sousa Tavares, concedeu à SIC notícias, um dos veículos de propaganda da direita atendendo a que o patrão da empresa é Francisco Pinto Balsemão um dos fundadores do PSD. Acresce referir que me lembro muito bem do pai do Miguel, o Francisco Sousa Tavares, um militante do PSD, que apesar de após o 25 de Abril ter sido deputado pelo PS, depressa voltou ás suas origens. Mas isso por agora não faz nenhum sentido referir, por isso passemos à entrevista em questão. Segundo o seu filho Miguel este está muito indignado com o facto de, a direcção do PS se ter demarcado de José Sócrates, através das várias declarações então feitas quer pelo pelo presidente do partido quer pelo seu deputado Galamba, mas não só, esquecendo o Miguel Sousa Tavares, de que a propaganda do PSD sempre se serviu do processo Marquês e do envolvimento de José Sócrates como arma de arremesso para atingir o PS, mas agora que alguns dos seus principais dirigentes se demarcaram o Miguel não gostou porque isto já não serve para continuar a servir de base para atingir o PS. Mas o título da entrevista versava sobre “Que futuro terá o jornalismo”. Antes de passar à opinião expressa pelo Miguel Sousa Tavares, permito-me emitir a minha. E a opinião que tenho acerca do jornalismo é de que o futuro não é muito promissor. E explico porquê. Como já todos nós demos conta, o jornalismo que se pratica a nível da imprensa escrita é servido por profissionais que, uns nasceram após o 25 de Abril, outros tinham apenas tenra idade. Como é sabido os chamados jornalistas da velha guarda, ou seja, aqueles que conheceram e bem o período da ditadura, por fartos dela pelo seu real conhecimento de procedimentos, foram aqueles profissionais que deram uma cobertura efusiva à revolução dos cravos e que um a um foram afastados pelas direcções de informação e de programas dando lugar a jornalistas que absurdamente se posicionaram na linha de orientação dos responsáveis quer dos jornais, quer das televisões, de voltarem aos editoriais que na altura da ditadura constituíam a sua linha de pensamento e actuação. Isto é pois a minha opinião que não a do Miguel Sousa Tavares, ontem manifestada na SIC Notícias. O segundo tema proposto pelos dois jornalistas, foi a opinião do Miguel sobre as redes sociais e o ataque feroz a que têm sido expostos os jornalistas da nossa praça. E a resposta foi de que, não participo das redes sociais porque na sua opinião o Miguel entende que são uma absoluta mentira. O quanto ele está enganado. Existe efectivamente muito mentira nas redes sociais mas essa é veiculada, por muita gente que nem sequer tem coragem de se identificar. Mas contrariamente à opinião do Miguel Sousa Tavares existe um imenso número de pessoas que estão presentes nas redes sociais e que por muito que lhes custe admitir, são muito mais sérias do que muitos jornalistas a quem o Miguel reputa de gente séria. E por uma simples razão. As pessoas sérias que estão nas redes sociais, não estão empenhadas em vender nada a ninguém, tal como de resto acontece com os jornalistas sobretudo com aqueles que trabalham na imprensa escrita e que são obrigados a falsear as notícias para venderem jornais e revistas. Quem está nas redes sociais e os que estão devidamente identificados são gente séria, que através destes recurso postos à sua disponibilidade, vão desmentindo as mentiras que os jornalistas da imprensa escrita duma maneira geral publicam e não são responsabilizados por essa mentira, porque ocultam a fonte, se é que ela alguma vez existiu, no seu estatuto deontológico. E claro que o Miguel Sousa Tavares, ignorando que todos nós percebemos que este tipo de refúgio dos jornalistas da nova escola, que não é mais do que a repetição daquela que se praticava no período da ditadura e os profissionais de então a partir do grito da liberdade, conseguiram demonstrar o seu verdadeiro profissionalismo não ao serviço duma causa que afinal abominavam, os actuais fazem com todo o gosto e prazer. Para concluir este meu post a ideia que tenho é de que. O jornalismo praticado a partir de jornais em papel e revistas tem os dias contados porque são cada vez menos os seus leitores, apesar de os profissionais serem pródigos na invenção de falsas notícias, uma vez que invocando o seu código deontológico não são obrigados a revelar as fontes, se é que elas até alguma vez existiram. Os profissionais que trabalham nas rádios terão sempre o seu espaço e uma audição regular como sempre tiveram apesar da imensidão de rádios inclusivé as locais. Os que trabalham nas televisões apesar de cada vez mais os diversos canais registarem uma quebra significativa de telespectadores, terão sempre num ou noutro programa um possível melhor interesse na sua visualização. Mas o futuro, por muito que custe ao Miguel Sousa Tavares admitir, continuará a passar pelas redes sociais, por muito que lhe custe e vai ter de o admitir mais tarde, porque se trata dum meio sério, de desmentir todas as inverdades que o jornalismo dito profissional, veicula.


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