Os padrões a que nos habituaram no conceito de família são do meu ponto de vista absolutamente estúpidos, mas explico porquê

É usual e natural qualquer um de nós quando nos consociarmos quer religiosamente ou civilmente, passarmos a definir, se formos homens na nossa conjuge como nossa mulher. Sempre achei estúpida a definição porquanto a mulher que escolhemos para connosco viver, por muito ou pouco tempo, enquanto formamos a nosso família, não é nossa propriedade. E é dentro desse princípio que acho absolutamente estúpido quando nos referimos à companheira que escolhemos e connosco vive ser nossa. Não é nunca foi nem nunca será. E isto aplica-se exactamente a todas as mulheres que no âmbito do mesmo princípio afirma o meu marido. Não concordo absolutamente nada com este princípio de definir que a constituição dum casal se transforme num direito de propriedade. O mesmo já não se aplica quando na relação íntima do casal surgem os filhos e nesse caso estou inteiramente de acordo que utilizemos a definição de filho ou filha, porque quer um quer outra, são fruto da semente que depositamos na mãe e que floresceu. Os nossos filhos esses sim são nossos, não no sentido de propriedade, mas porque fomos nós que lhes demos o ser. Daí achar muito mais correcto porque isso corresponde à realidade quando nos referimos aos nossos filhos tal afirmarmos, do que erradamente dizermos a minha mulher ou o meu marido, porque isso é, em termos dum contrato que é estabelecido quando nos consorciamos, comparar com a celebração dum qualquer outros contrato comercial ou industrial que estabelecemos com um sócio. Discordo em absoluto que se estabeleça esse tipo de comparação. Um casamento não define o direito de propriedade quer para o homem, quer para a mulher e quem se dispuser a perder o seu tempo a ler este post que fique lá com as suas convicções porque esta é a minha interpretação.

Por todo o interesse que merece conhecer-se esta realidade partilho este excelente documento com os parabéns aos autores

A CONSOLIDAÇÃO DE UMA NOVA FASE DO CAPITALISMO
Posted: 03 Jan 2022 01:27 PM PST

 

# Publicado em português do Brasil
Paula Giménez e Matías Caciabue* | Carta Maior

Estamos nos habituando a ouvir, através das nossas múltiplas telas, declarações de grandes milionários afirmando que o mundo mudou para sempre. Bill Gates, fundador da Microsoft, prevê para 2022 arealização de “reuniões por meio de avatares digitais em espaços 3D”. Marck Zuckerberg, CEO do Facebook, apresentou o Metaverse, um conglomerado de serviços digitais cujo desenvolvimento significaria uma “encarnação da internet”.

Também Elon Musk, o CEO da Tesla e SpaceX, projeta uma “cidade do futuro, Starbase, desde a qual será possível viajar a Marte”, enquanto Larry Fink, CEO do poderoso Fundo Financeiro de Investimento Global BlackRock, nos avisa que as mudanças climáticas devem trazer uma “reformulação fundamental das finanças”.

Para onde eles estão indo? Qual é a ligação entre a nova era digital e as finanças? Por que a mudança climática é uma variável em jogo?

Há anos, os capitais que controlam o sistema econômico mundial vêm conduzindo um processo de digitalização e financeirização da economia. A crise de 2008 revelou os níveis de concentração e centralização do capital mundial em um punhado de bancos e fundos de investimento, controlando a rede financeira transnacional.

Esses mesmos atores financeiros fomentaram a criação de “indústrias intensivas em conhecimento”, desencadeando a chamada quarta revolução industrial. Tudo isso foi acelerado com o isolamento causado pela pandemia de covid-19. A partir daí, grande parte de nossas relações (econômicas, políticas e sociais) passaram a ser mediadas pela virtualidade.

O mundo está, portanto, passando por uma transformação estrutural. Esses mesmos bilionários chamam isso de “transição tecnológica, climática e socioeconômica”. Ninguém pode negar que essa transição decorre do vertiginoso desenvolvimento das forças produtivas da nascente revolução tecnológica e do surpreendente salto na composição orgânica do capital, que permite a digitalização, a virtualização e a automação dos processos econômicos. Em suma, o salto na escala científico-tecnológica promoveu um processo que está transformando profundamente as relações sociais de produção.

Segundo um infográfico elaborado em 2020 por Andrés Llorente, acadêmico que analisa o mercado financeiro, três grandes fundos de investimento globais (BlackRock, State Street e Vanguard) representam, juntos, 19,81% do índice de ações industriais (Dow Jones) de Wall Street. O estudo mostra, por sua vez, a presença de cada um desses fundos, em proporções semelhantes, nas principais empresas de setores estratégicos da indústria mundial.

Articulados em uma complexa rede financeira, esses fundos concentram o controle de setores estratégicos, como a conectividade 5G e 6G, inteligência artificial, chips, semicondutores, dispositivos, plataformas de serviços de internet, indústria aeroespacial, bio e nanotecnologia, energia de transição e agricultura tecnológica (AgroTech).

Este emaranhado financeiro e tecnológico configura um sistema baseado em transformação digital, hiperconectividade, sistemas ciberfísicos, além de robótica colaborativa e sensível. Todos esses desdobramentos são decisivos para definir quem conformará a fração do capital que acumula e detém o poder econômico no século XXI, já iniciado.
Quais projetos estão competindo por esta reconfiguração?

O contexto pandêmico revelou, mais do que qualquer episódio ou conflito, tudo o que está em jogo. Quem controlar esses setores tecnológicos estratégicos vai definir quem será o grande vencedor do século em curso.

Como a Guerra do Vietnã, as lutas de libertação no terceiro mundo, a quebra dos acordos de Bretton Woods e a conversão do dólar em moeda hegemônica, a crise do petróleo de 1973, a entrada da China no capitalismo mundial a partir da estratégia de Deng Xiaoping de “um país, dois sistemas”, a ascensão da doutrina neoliberal com Reagan e Thatcher à frente do sistema institucional anglo-americano e a dissolução da União Soviética marcaram, como um todo, o fim da chamada “Era de Ouro” do capitalismo pós-guerra. A crise global causada pela pandemia iniciou a consolidação definitiva de uma nova fase do capital.

É no marco desse capitalismo em sua nova fase digital que se intensificam as lutas pela governança global, enquadradas na já conhecida tensão entre Estados Unidos e China, mais como redes financeiras e tecnológicas do que como Estados. Está se delineando uma nova geopolítica mundial, com a mudança do centro de gravidade para o eixo da Ásia-Pacífico.

Pode-se afirmar, em outras palavras, que o centro de poder formado por uma nova aristocracia financeira e tecnológica ultrapassou amplamente os Estados. A luta intercapitalista, ou seja, a luta entre as diferentes frações do capital para impor sua visão consubstanciada em um projeto estratégico, não se restringe a limites territorialmente definidos nos Estados, mas se constitui em uma rede que existe acima e apesar deles.

Essa nova personificação se enfrenta em dois blocos de poder, duas visões de mundo que expressam seus interesses em programas políticos: o digital financeirizado da Huawei e o digital financeirizado da Amazon. Esclarecemos, no entanto, que a complexidade do comportamento desta realidade requer a superação de leituras lineares para sua abordagem.

Esses dois blocos de poder expressam seu interesse por meio de dois projetos estratégicos para o mundo, com uma sede territorial nos Estados Unidos e outra na China, também conhecida como “as duas rotas”.

Uma rota, a do projeto digital financeirizado da Huawei, com sede na China, mas com capitais globais e com grande influência do Partido Comunista Chinês, lançou “A Nova Rota da Seda”, ou “Rota Digital da Seda”, como a descreveu Xi Jinping: “uma proposta global de integração em infraestrutura, economia e finanças”.

Depois do chamado milagre chinês, sua escala não parou mais de crescer. Agora, este projeto é baseado no plano de desenvolvimento para 2035, elaborado pelo gigante asiático, que propõe aumentar o investimento em setores de tecnologia cruciais, incluindo veículos inteligentes, novos robôs, big data, investigação biológica e agricultura molecular.

A outra rota, o projeto digital financeirizado da Amazon, com sede nos Estados Unidos, encabeça a chamada “Rota do Megabyte”, já anunciada por Trump em 2019. Seu sucessor, Joe Biden, assumiu o projeto e lançou uma proposta de infraestrutura que acrescenta, por exemplo, um investimento de 50 bilhões de dólares para desenvolver a indústria de semicondutores. Em junho de 2021, graças a uma iniciativa norte-americana, o G7 lançou o plano B3W ou “Reconstruir Melhor para o Mundo”, um projeto direcionado a nações da América Latina, Caribe, África e Indo-Pacífico.

Em seu discurso ao Congresso em abril deste ano, Biden disse que “estamos competindo com a China e outros países para vencer o Século XXI”. No entanto, e ao contrário do bom senso e da agenda pública, a disputa entre os Estados Unidos e a China não diminuiu o investimento de capital dos grandes fundos de investimento globais nos dois países. Ao menos no ano passado, aconteceu exatamente o contrário.

Um informe da empresa de investigação Rhodium Group, divulgado em fevereiro de 2021 pelo jornal britânico Financial Times, mostrou a profundidade dos laços de investimento entre os Estados Unidos e a China, além das estatísticas oficiais. Este relatório afirma que “a dinâmica do capital supera em muito a retórica competitiva que as duas potências podem apresentar em termos geopolíticos, já que, apesar de todos os esforços do governo Trump, os investimentos dos Estados Unidos na China só aumentaram”, conclui.

Por exemplo, em setembro passado, a Black Rock se tornou a primeira administradora de ativos estrangeiros a operar um negócio de propriedade integral na indústria de fundos mútuos da China, um negócio de3,6 triliões de dólares. Os dados mostram que a rede financeira tem capacidade de interpenetração e controle além dos limites dos países.

Enquanto os dois projetos acima mencionados desenham o futuro do planeta, os Estados funcionam como cadeias de suprimentos. Suas funções são adquirir dívidas, vender produtos, especular com títulos e, claro, construir paliativos para as dolorosas condições de vida em que vivem as grandes maiorias sociais.

De fato, as grandes figuras dessa nova aristocracia financeira e tecnológica se confrontam entre si e utilizam os Estados como instrumento a partir do qual sanções, leis antitruste, controle de dados e listas negras de empresas são implementadas como instrumentos para essa disputa.

Para onde estão nos levando?

O mundo que procuram impor inclui cidades inteligentes, interligadas através de 6G, com o teletrabalho como modo de vida, a internet das coisas, a digitalização absoluta da vida doméstica, do trabalho, a vida educacional e social. Esses níveis de conectividade criam as condições para um aumento da hipervigilância e do controle e previsão de nossos comportamentos. Uma espécie de panóptico foucaultiano em cada dispositivo.

Shoshana Zuboff, professora emérita da Escola de Negócios de Harvard, descreveu em seu livro “The Era of Surveillance Capitalism” como “as empresas tornam-se capazes de influenciar e modificar o comportamento individual e coletivo, em escala. Uma vez que controlam espaços críticos de conexão e comunicação, conseguem impor uma intervenção direta na autonomia humana”. Ela completa dizendo que as empresas capturam nossos dados e nos devolvem “com mensagens destinadas a ajustar, manipular e modificar nossas atitudes, minando nossa própria capacidade de agir e pensar por nós mesmos”.

A revolução tecnológica em curso afirma, por si só, que existem as condições para resolver os grandes problemas da humanidade. Mas, por outro lado, no Fórum Econômico Mundial de Davos, que aconteceu em fevereiro de 2021, foram listadas oito previsões para o futuro, entre as quais a primeira era que: “em 2030, você não terá nada, mas você será feliz”.

Esta revolução do capital já mostra suas consequências. Por um lado, a obsolescência cada vez mais evidente dos modelos de produção e consumo, como é o caso da energia fóssil, onde chega a ser considerada a aplicação de um imposto sobre o carbono pela utilização deste tipo de combustível. Uma crise que traz consigo o aumento dos preços da energia, a expansão dos processos inflacionários e a escassez de alimentos e produtos.

O aumento das desigualdades é outra consequência. A concentração de riqueza não é uma novidade, mas a pandemia aprofundou as desigualdades. O Banco Mundial estima que os surtos sucessivos de covid-19 aumentaram o número de cidadãos que vivem em extrema pobreza em 100 milhões, chegando a um total de 711 milhões, a maioria vivendo na África e na Ásia. Os pobres do mundo representam dezesseis vezes a população da Argentina.

Enquanto isso, os 10% mais ricos da população concentram 76% da riqueza mundial, conforme revelado pela Oxfam em seu relatório publicado em 10 de janeiro de 2020. Ou seja, cerca de 2 mil bilionários do mundo têm mais riqueza do que 4,6 bilhões de pessoas.

Só em 2020, 255 milhões de pessoas perderam seus empregos, e se espera que em 2022 haverá mais de 100 milhões de pessoas se mudando do seu local de origem e solicitando asilo como refugiados.

As projeções da OIT (Organização Internacional do Trabalho), em um relatório sobre o “Emprego Mundial e Perspectivas Sociais: Tendências para 2021” indicam que o déficit de empregos resultante da crise global chegará a 75 milhões quando se tenha um balanço final de 2021. Também se espera que esse índice caia para 23 milhões em 2022.

A correspondente escassez de jornada de trabalho, que engloba a escassez de empregos e a redução de horas, equivale a 100 milhões de empregos de tempo integral em 2021, e 26 milhões de empregos de tempo integral em 2022. Soma-se a esse cenário os níveis persistentes de desemprego, subutilização da força de trabalho e más condições de trabalho, dilemas que já estavam vigentes antes da pandemia. O número de desempregados no mundo em 2022 está projetado em 205 milhões, bem acima dos 187 milhões de 2019.

Em apenas nove meses, as mil pessoas com as maiores fortunas do mundo já haviam recuperado as perdas econômicas causadas pela pandemia de covid-19, enquanto as pessoas mais pobres poderiam precisar de mais de uma década para se recuperar dos impactos econômicos, segundo um relatório da Oxfam publicado em janeiro de 2021.

Na América Latina e no Caribe, 20% da população concentra 83% da riqueza. O número de bilionários na região cresceu de 27 para 104 desde 2000. Em nítido contraste, a pobreza extrema está aumentando. Em 2019, 66 milhões de pessoas – ou seja, 10,7% da população – viviam em extrema pobreza, segundo dados da CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe).

A política do medo e da incerteza também se estabeleceu como uma das consequências que terão maior impacto a longo prazo. Em um estado de guerra multidimensional, o controle de nossos corpos e mentes torna-se um objetivo estratégico. O medo se torna uma arma poderosa de controle social. A mídia e as redes sociais afetam a psique coletiva, desarticulam o tecido social e manipulam a opinião pública.

Depressão, pânico, ansiedade, angústia, fobias, são os diagnósticos frequentes que, em 2020, impulsionaram o aumento do consumo de psicofármacos. Somente na Argentina, durante a pandemia de covid-19, o clonazepam e o alprazolam figuraram entre os 15 psicotrópicos mais vendidos no país, e “os pedidos pelos produtos desse grupo farmacológico aumentaram 6,5%, ou seja, o mercado foi ampliado em 6,9 milhões de unidades”.

É evidente que as consequências desse processo de concentração econômica afetam de forma significativa, principalmente as classes subalternas, cada vez mais alienadas, mais separadas de sua produção.

A máscara que não deixa ver

A vida concebida em termos de consumo, não só de substâncias, mas também de mercadoria, impõe o ideal de felicidade em torno da posse de dinheiro, mostrando o paradigma da ostentação, a “felicidade”exposta em fotos com “filtros” nas redes sociais.

É claro que essas condições são acessíveis apenas a uma pequena minoria. Não poder realizar esse sonho faz com que as pessoas adoeçam, se desumanizem e se frustrem enormemente, levando a comportamentos como o vício, a banalização, o individualismo e uma série de valores que revelam até que ponto é o capitalismo que está doente.

A relação entre pessoas (entre corpos) é dominada pela mercantilização. Marx fala do dinheiro como uma forma que “oculta, em vez de revelar, o caráter social dos empregos privados e, portanto, as relações sociais entre os trabalhadores individuais”. Desse modo, realiza-se a manifestação fetichista do capitalismo, onde, ao não observar que os bens são produto de uma relação social, eles substituem o sujeito. O objeto mercadoria é personificado, separando o sujeito do objeto.

Basta, portanto, obter o objeto, como se fosse algo mágico, místico, que se consegue com dinheiro, e que, agora, é levado até a sua casa pelas plataformas de comércio eletrônico. Nessa relação, o indivíduo é apenas a personificação do dinheiro. E tudo isso gerando uma aparente sensação de “liberdade”. Uma realidade que nos parece mascarada, mistificada, oculta. Por trás desse sistema de relações, o “sentimento” de igualdade e liberdade se esvai, e a coerção surge como elemento central para a reprodução do sistema.

É irreversível?

Com o desenvolvimento alcançado a nível científico e tecnológico, a humanidade poderá viver na prosperidade. As pessoas podem usufruir de dignas condições sociais, ambientais, sanitárias, educacionais e de trabalho, tecendo redes territoriais, respeitando a natureza e os demais, consolidando outra forma de desenhar a sociedade humana.

Uma comunidade organizada que aproveita a liberdade potencial conferida pelo desenvolvimento tecnológico atual, onde o trabalho vivo necessário (capital variável) para a produção da riqueza social é cada vez mais reduzido. Não é por acaso que centenas de centrais sindicais em todo o mundo lutam por jornadas de trabalho reduzidas e semanas de trabalho inferiores a quatro dias.

No entanto, os processos de acumulação e concentração, inerentes ao desenvolvimento do capitalismo como sistema, só são possíveis à custa da fome e do sofrimento de grandes maiorias. O capital sabe que a exploração econômica é a principal variável da dominação política. A revolução tecnológica acelera o processo de apropriação da riqueza por aqueles poucos bilionários, algo que o discurso “libertário” contemporâneo coloca como “digno”, “natural” e “inevitável”, e, portanto, impossível de modificar. Mas, a história é sempre produto da ação de homens e mulheres.

Isso possibilita o desenvolvimento de uma individualidade comunitária, coletiva, geradora de consciência social e promotora de crises com a matriz da “sede por dinheiro sem dinheiro”, criando condições para que essa “sede” seja coletivizada e rompa os laços místicos, mágicos apreendidos e impostos. Observar o desenvolvimento disso tem a ver com a habilidade de romper com o sentido comum.

Os corpos predispostos ao coletivo, à comunidade, estabelecem uma    relação material com a realidade. São formados como sujeitos, estabelecendo a relação com os objetos do mundo, não mais mediados pela necessidade dos outros de ser um corpo que produz e consome, mas pela necessidade organizada de ser um corpo que produz poder, de transformar as relações sociais de produção, de desvendar suas forças místicas e deixar a máscara cair de uma vez por todas.

*Paula Giménez é psicóloga, mestra em Segurança e Defesa Nacional, e em Segurança Internacionale Estudos Estratégicos. Matías Caciabue é cientista político e professor da Universidade de Hurlingham. Ambos são investigadores do Centro Latino-Americano de Análise Estratégica (CLAE)

*Publicado originalmente em estrategia.la | Tradução de Victor Farinelli

Mas era só mesmo isto que nos faltava termos de responder a um questionário de compra online correspondendo à resposta que convém ao vendedor

Sempre fui muito crítico ao gosto de muita gente pelos cafés tirados em máquinas domésticas a ditas máquinas de café de cápsulas. Isto porque nasci num País que outrora foi o oitavo produtor de café robusta e com a idade adulta aprendi através de técnicos da especialidade com os quais privei a saber apreciar um bom café. E todas as pessoas que têm na sua casa uma máquina de café por cápsulas, não sabem apreciar um bom café, porque apesar de acharem que estão a beber um café natural é, tudo menos isso porque os diversos sabores que quem os toma escolhe, são obtidos através de aditivos,  sabe-se lá como são obtidos. O verdadeiro café que se bebe nos restaurantes ou nos cafés em máquinas de tiragem industrial não são aditivados e se forem tirados com um bom café, sabem a tal. Também tive durante algum tempo, não muito uma máquina doméstica de cápsulas inicialmente numa campanha de lançamento,  uma oferecida e mais tarde outra comprada. Desisti,  porque gosto mesmo de café e um verdadeiro café não tem aditivos com sabor a isto e a outros vários sabores. Não esquecer que a brilhante ideia surgiu da Nestlé, que pelos vários problemas com que já se confrontou, não prima por defender o que é natural ser bom. Mas o objectivo deste post é o do título e quanto à opção das pessoas que continuam a achar que a sua máquina de café de cápsulas tira um verdadeiro café essa certeza é lá com elas. Quando resolvi desfazer-me da segunda máquina de cápsulas, pesquisei na internet por uma máquina de marca italiana com alguma qualidade e acabei por comprar uma fabricada na Áustria. Durou alguns anos, mas nada dura a vida toda. Nova pesquisa na internet e encontrei uma firma que tinha uma máquina pensando eu de fabrico espanhola, mas afinal era apenas a marca, porque o seu fabrico foi na China, Comprei a máquina nesse firma com interessante preço e a entrega ocorreu com uma rapidez a que não estava habituado. Recebi hoje um inquérito resposta de satisfação deste produto vendido pela tal firma. Comecei a responder usando a máxima da classificação em termos de satisfação, mas surpresa minha quando chego ao ítem em que a minha resposta de satisfação tinha de corresponder aquela que vinha no questionário, mas como eu optei por aquilo que achei a área de resposta ficou tracejada a vermelho. Claro está que desisti de responder ao inquérito de satisfação porque não sou nenhum robot e como tal tenho opinião própria, achei ridículo esta forma de valorização que as empresas entendem que deve ser assim, a resposta de satisfação dos clientes.

Sejam pelo menos uma vez na vida senhores lideres dos partidos da oposição sérios no reconhecimento da governação neste segundo mandato do PS com o surgimento desta pandemia

O procedimento e comportamento dos partidos da oposição ao PS da direita à esquerda, pautam-se por uma falta de honestidade na avaliação do que tem sido a governação do PS neste mandato que foi interrompido pela não aprovação do OE para 2022, tendo em vista o que representaram as contingências governativas ditadas pelo surgimento desta pandemia. Desde os sectores, começando pela saúde, passando pela restauração e hotelaria, pelo sector da cultura e todo o universo que constitui a nossa sociedade, toda a gente a clamar por melhores condições salariais, de apoio social e de apoio essencialmente aos sectores cujas restrições resultantes da pandemia exigiram o encerramento de várias actividades económicas. Nem sequer quero imaginar o que seria termos um governo da direita, sempre com a preocupação de preservar o interesse económico das empresas o que teríamos assistido. E nada disto tem a ver, por nem sequer é comparável, porque o esforço exigido à governação foi francamente pior, aquilo que foi a governação de Pedro Passos Coelho, com a vinda da troika e a sua opção em ir muito além das exigências da dita. Mas apesar de tudo,  temos vindo a assistir, que o nosso País face ás medidas governativas ter dado cartas a outros países europeus que foram vários a enaltecerem o nosso pela forma como decorreu a vacinação e os resultados que têm sido obtidos com o decréscimo do número de mortos pelo Covid, os internamentos em enfermaria e nas UCI, os líderes dos partidos da oposição continuam a encher as suas cloacas, desacreditando tudo quanto nesta fase tem sido a governação do PS. Dificilmente será compreensível que o eleitorado no dia 30 de Janeiro nas eleições legislativas não reconheça o mérito que teve o governo do PS na superação do que foi a gravidade desta pandemia e ao invés de corresponder ao apelo que lhes é solicitado desde a direita à esquerda de penalizarem o PS, além de não o fazerem, optarem sim como sinal de reconhecimento por esta governação, lhe conferirem a maioria absoluta no resultado eleitoral. A ingratidão se tal reconhecimento não for tido em conta, servirá para podermos julgar todos aqueles que na hora da verdade que serão as eleições não terem entendido o óbvio.

As preocupações ambientais jamais se passarão pela gestão no poder de partidos de direita ou liberais

Tenho vindo já de há largos tempos a acompanhar as preocupações dos movimentos ambientalistas e notado nos meus netos o reflexo dessa preocupação. Há cinco anos convencido que abdicando da minha locomoção pessoal num veículo a diesel estava tal como muitos milhões de outros utilizadores deste tipo de veículos a contribuir para a destruição do meio ambiente, resolvi na altura optar por adquirir um veículo de locomoção a gasolina, mas híbrido. Apesar do registo no decréscimo da sua produção no CO2 acabei por chegar à conclusão de que não seria desta forma que eu iria contribuir para modestamente melhorar a qualidade do meio ambiente e dessa forma ajudar no futuro a que os filhos dos meus netos e dos outros avós pudessem ter assegurado a melhoria do meio ambiente. Vendi o meu carro com apenas 27.500 kms porque não era nesta solução que eu modestamente iria contribuir para melhorar o meio ambiente. Adquiri um veículo eléctrico com a certeza de que este jamais contribuiria para degradar o meio ambiente e da mesma forma que muitos outros estão a optar por esta solução, acabamos por ser aqueles que, embora modestamente estarão a apostar numa solução que não irá prejudicar o futuro dos nossos bisnetos. Tenho a noção de que esta minha contribuição e a dos outros que nesta solução apostam não é suficiente e está longe, mesmo muito longe,  de poder significar que a solução da melhoria do ambiente passará apenas e tão só por quem possuindo um automóvel de locomoção por combustíveis fósseis, resolva deles se desfazer e o substituir por um automóvel eléctrico. Não,  a solução não passa apenas pela substituição dos carros de funcionamento com combustíveis fósseis por locomoção eléctrica, o meio ambiente envolve sobretudo as explorações industriais dos grandes grupos económicos que, protegidos por governos de direita e liberais, continuam a apostar neste tipo de exploração, sem terem a mínima preocupação com o facto de estarem a continuar a contribuir para destruírem o meio ambiente, sempre com a preocupação de salvaguardarem o resultado no enriquecimento do seu negócio.

Por pior que continuem a dizer do PS a nossa Nação não encontra na direita melhor solução

Como se verifica o PS sempre que assume o poder é permanentemente atacado pela oposição quer pelos partidos da direita quer até mesmo pelos da esquerda, estes apesar de saberem que é no apoio ao PS que encontram respostas para algumas das suas propostas, as quais jamais teriam a mínima viabilidade num governo liderado pela direita, mas ainda assim não se poupam a contínuas criticas constantes ao partido que lhes satisfaz algumas das suas exigências constantes dos seus programas. Neste momento os lideres do PCP e do BE não se poupam nos esforços em denegrir o PS apesar de António Costa continuar a insistir na afirmação de que não está no seu horizonte um governo do bloco central o Jerónimo de Sousa, já quase tem esta tecla em que continuar a bater, quase gasta. A solução ideal para o País seria sem dúvida o eleitorado apostar numa maioria absoluta do PS para que houvesse uma governação de 4 anos, sem sobressaltos, nem voltar à instabilidade governativa que se verificou nesta legislatura que por chumbo do orçamento para 2022, resultou na dissolução do Parlamento e irmos para eleições legislativas antecipadas. O País tem a prova mais que provada que a melhor solução passa pela continuidade da governação do PS. 

Excelente oportunidade de negócio face ás ofertas de mercado conhecidas

Vendo Lexus IS 300H modelo FSPORT matriculado em Junho de 2016, com 27.500 quilómetros. O motivo da transacção reside na opção por mobilidade exclusivamente eléctrica. Para eventuais interessados, contactar-me através do email constante deste blog, que prestarei toda a informação necessária. Aqui deixo algumas imagens.

O PS não pode estar já anunciar que após as legislativas é possível uma nova geringonça. Não o PS tem é de pedir ao eleitorado maioria absoluta

Não concordei nada com a afirmação do ministro Augusto Santos Silva de que, em resultado das eleições legislativas antecipadas, possa ressurgir uma nova geringonça. Tal como ouvindo hoje Ana Catarina Mendes igualmente a adiantar igual possibilidade. Não, não e não. Não é isso que o PS deve querer almejar. O PS tem de pedir ao eleitorado uma maioria absoluta, para deixar de estar dependente de partidos que olhando exclusivamente para os seus programas políticos querem transformar os orçamentos elaborados pelo PS e submetidos à discussão para apreciação e votação, acabem reprovados, porque os parceiros da geringonça acham que o PS não subscreveu os seus programas e como tal não os aprova. Ou seja o PS apesar de ganhar as eleições é obrigado, para ter a garantia de aprovação dos seus orçamentos, nele incluir os programas eleitorais dos parceiros da geringonça. Não não é isso que nós que nos batemos para valorizar o PS com esta sua viragem à esquerda se coloque numa posição de subserviência perante os seus parceiros para que estes, só aprovem os orçamentos, se respeitarem os seus programas eleitorais, era só o que faltava. Portanto temos que alertar o eleitorado que se quiserem manter os apoios sociais, as melhorias salarias, as melhorias das pensões de reforma,  o apoio aos mais necessitados, encontram resposta no PS, garantindo-lhes uma maioria absoluta sem recorrer como parece que responsáveis do partido insistem que se deve continuar na dependência de apoios dos partidos da esquerda, com os comportamentos a que recentemente assistimos. Não Ana Catarina Mendes e Augusto dos Santos Silva, anunciar uma eventual repetição duma geringonça não é isto que nós socialistas de esquerda queremos, o que queremos é que António Costa faça um apelo ao eleitorado para lhe proporcionar uma maioria estável sem ter de andar a esmolar apoios.

Neste nosso País relativamente aos hospitais centenários que fazem parte do SNS continua a ser muito mal gerido, a opção por remendar

É uma pena as obras de beneficiação e remodelação a que assistimos nos hospitais mais antigos na área da grande Lisboa, que apesar de ser uma forma de desperdício de dinheiro, as ditas obras não lhes conferem melhor funcionalidade. A começar pelas instalações que pela sua antiguidade as canalizações estão à vista, as instalações eléctricas igualmente e como é sabido a necessidade de renovar a rede de esgotos das instalações hospitalares conferem-lhes o mesmo aspecto da zona de barracas dos bairros clandestinos. Isto não é culpa de nenhum governo em particular mas de todos, insisto de todos quantos têm estado no poder durante o 25 de Abril de 1974. Os remendos a que têm sido sujeitos o hospital universitário de Santa Maria, Capuchos, Santa Marta etc. etc., não passam de verdadeiros desperdícios de dinheiro, porque além de não lhes conferirem melhor funcionalidade, em termos de aspecto, as suas instalações são deploráveis, porque alguns dos hospitais quando submetidos a obras de remodelação e beneficiação ainda recorrem enquanto as mesmas decorrem a instalações de contentores em substituição das áreas que são submetidas a essas obras. Esta opção é errada, porque não confere ás instalações dos hospitais obsoletos melhores condições nem capacidade de resposta para além de absorver muitos milhares de euros nesse tipo de obras. Como todos sabemos a extensa área onde antes se realizava a Feira Popular, que é propriedade da CML, ainda não tem definido qualquer projecto para ali ser implementado. Seria esse um dos locais onde deveria ser construído um novo hospital no âmbito do SNS, para substituir o hospital dos Capuchos e o de Santa Marta, que um quer outro absolutamente incapazes de responder ás exigência dum hospital moderno e com condições de funcionalidade quer para os seus doentes, quer para o conjunto de profissionais de saúde que ali presta serviço. Mas também se impõe substituir o hospital universitário da Santa Maria que pela sua antiguidade, o seu uso e inoperacionalidade, porque as obras de remodelação e ampliação que não passam de meros remendos, não alteram tudo quanto proporcionam quer aos utentes, quer aos profissionais de saúde. Não será altura de, duma vez por todas os responsáveis governativos e da área da saúde pensarem em renovar o nosso parques hospital, substituindo os hospitais obsoletos com muitos décadas por hospitais modernos quer em instalações quer em equipamentos em vez de continuarem a desperdiçar dinheiro a remendar as instalações de hospitais antiquados. Quando é que neste País inteligentemente se pensam que desistir de fazer remendos em instalações é preferível investir totalmente numas novas instalações.

Afinal o PR foi incorrecto para com o governo relativamente a um problema criado pelo oficial que faz parte da sua Casa Civil

E apesar desse seu criticável procedimento que deu origem a um ataque feroz de toda a comunicação social e críticas dos partidos da oposição, ficou-se agora a saber que o ministro da defesa não deveria  ir ao parlamento apresentar as justificações que o PSD exige e quem deveria ir, isso sim,  era o oficial da Casa Civil do PR que deu origem a que fosse criada esta situação. Fica muito mal ao PR o consentimento duma situação destas criada por alguém que escolheu para fazer parte da sua Casa Cível e que ajudou a comprometer o governo sem qualquer culpa, porque não houve da parte nem do ministro da defesa nem do primeiro ministro nenhuma tentativa de subverter os poderes que estão confiados ao PR. Desagradavelmente pelos vistos esta questão dos três equívocos não está explicada apesar de se ter deles conhecimento por portas e travessas.


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