Arquivo de Dezembro, 2003

A farsa testemunhal

Os últimos desenvolvimentos relacionados com o caso “Casa Pia”, deixam-nos perplexos. É evidente que a única certeza de que dispomos é a de que as crianças foram vitimas de abusos sexuais. Quanto a esta infeliz realidade ninguém tem dúvidas. Mas também podemos concluir que alguém se lembrou de aproveitar este processo, para através duma farsa testemunhal, enlamear o PS atingindo os seus dirigentes de maior relevo e isso torna-se demasiado óbvio até para aqueles que, sendo ingénuos, já começam a perceber que muito para além do objectivo do processo judicial apurar a verdade para punir os culpados, tem o mesmo servido simultâneamente para desprestigiar o PS envolvendo em calúnias alguns dos seus destacados dirigentes, lançando no eleitorado menos esclarecido uma desconfiança que lhes motive a sua penalização nas próximas eleições. Face ao anunciado envolvimento das personalidades referidas nos telejornais, embora se diga que é citado apenas por uma testemunha no processo a qual não teve consistência em termos judiciais, a realidade é que os jornalistas das televisões, de forma enfática, noticiam repetidamente o facto, causando o impacto que acaba por consubstanciar o objectivo que se visa com a notícia. Procedimento demasiado baixo do jornalismo televisivo, que se denuncia nos propósitos de servir a clientela da direita, numa tentativa desesperada de manter o poder nas actuais força políticas, não deixando ao PS nenhum espaço de manobra face a toda a
campanha urdida em torno de um processo que mexeu com os sentimentos do povo português, que deseja a sua conclusão o mais rápido possível e a punição exemplar dos culpados.

Mensagem de Ano Novo

Está quase a findar o ano
recheado de desgraças
desejando que no próximo
acabem tantas trapaças.

Aos bloggeres um desejo
com muita sinceridade
não transformem os blogs
numa feira de vaidades

Que a abordagem dos temas
nos motive muita atenção
neste cenário de problemas
criados pela governação

No universo recente
da amistosa comunicação
atentos a quem mente
manipulando a informação

Que contribuamos no fundo
para em discussão salutar
ajudando a melhorar mundo
para que tristeza venha a passar

Bom Ano de 2004 para todos

O sentido de oportunidade duma Fundação

Pelos últimos acontecimentos registados neste País, cada vez mais se comprova que o recurso há constituição de “Fundações”, se torna um meio para obtenção de benefícios que são consagrados às ditas, para as quais pouco ou nada se exige como contrapartida. Já existem Fundações para todos os gostos e provavelmente irão ainda constituir-se mais. Pelos vistos não existe nenhuma limitação há sua existência e presentemente a sua quantidade quase se assemelha a uma cultura de cogumelos. Com excepção da Fundação Calouste Gulbenkian que efectivamente tem desenvolvido neste País uma actividade quer do ponto de vista cultural, quer artístico, quer social, digna da destaque.Todas as outras e são mesmo muitas,passam despercebidas nas actividades a que se dedicam sabendo-se no entanto que os benefícios que colhem, esses sim, absolutamente palpáveis e contribuem substancialmente para o emagrecimento da receita fiscal. Aliás este recurso sistemático há constituição de Fundações, quer por designação individual quer colectiva, cada vez mais nos suscita muitas dúvidas quanto às suas reais intenções levando-nos mesmo a pensar que os objectivos são pouco transparentes. Quem porventura conhece a entidade fiscalizadora do funcionamento das Fundações e quem fiscaliza o exercício da actividade para que foi constituída? E dirão. Isso é conhecido através dos relatórios e contas da actividade, publicados ao fim de cada ano, no Diário da República e nos Jornais Diários em que tal é publicitado.
Sabemos que sim. Como também sabemos que as empresas que embora não publicitando os seus relatórios e contas, apresentam os seus resultados de exercício sempre negativos e vão sobrevivendo ano após ano, sem falirem conseguindo ludibriar o fisco descaradamente. Parece chegada a altura de se por um travão a esta desenfreada constituição de Fundações, que no fundo não servem senão para subverter as nobres intenções dos legisladores na sua criação, tendo em vista os objectivos que acabam por atingir.

Mas que atrevimento

Já começa a faltar a pachorra para aturar a irreverência dos meninos de côro (CDS/PP). O senhor Presidente da República no uso de um direito que lhe está consagrado na Constituição, indultou a enfermeira que se encontra encarcerada por condenação da pratica de aborto clandestino. Foi uma atitude absolutamente louvável, porquanto, a esses falsos moralistas e a outros tantos, se deve a criminalização destas praticas que não são mais, do que uma vergonha nacional. E o curioso nisto é que ainda se arrogam ao direito de exigir explicações como se efectivamente ele tivesse que dá-las a eles ou a quaisquer outros sobre os critérios que o levam a atribuir os indultos na quadra natalícia.

Opinião de constitucionalista

Jorge Miranda em artigo de opinião publicado no “Publico”, refere a inoportunidade de alterar nesta altura a nossa Constituição, opinião idêntica há do nosso PR. Da leitura que fez aos diversos projectos de revisão, destaca por exemplo, pela positiva, alterações propostas pelo PS, bem como da Juventude Socialista, salientando os aspectos negativos de outras propostas deste partido. Em relação ao PSD, interessante a sua forma de classificar o projecto “texto de deficiente técnica legislativa”.Ora como já nos vem habituando esta força política e o seu parceiro de coligação, na produção de diplomas abruptamente deficientes, recordando a alteração às Lei Laborais, o sistema de gestão hospitalar, a alteração da bonificação no crédito há habitação enfim um somatório de diplomas que visam na sua essência destruir os direitos consagrados pela nossa Constituição. Não é pois de estranhar que o professor Jorge Miranda co-autor da sua redacção, veja com preocupação o facto de que a Lei I do seu País, considerada por muitos especialistas como uma das mais avançadas da Europa, esteja um risco face há intenção por exemplo do CDS/PP, cujo projecto salienta “pontos muito negativos”,tenha a pretensão de regredir, e porque não, torná-la semelhante há de
1933, ou seja convertendo-a assim na mais atrasada da Europa, para como noutras matérias podermos continuar a desfrutar do lugar no podium da negatividade. O CDS deveria lembrar-se do seu peso eleitoral e não se permitir a estas veleidades, que o ridicularizam.

Termo “blogue” condenado ao fracasso

Segundo “O inimigo Público” o termo blogue está condenado a desaparecer a breve trecho, pese embora os bloggers entre si troquem elogios etc.. Tratando-se de um anexo do jornal de sátira provável estar a gracejar com este fenómeno, que a nós nos parece não estar minimamente condenado ao fracasso antes pelo contrário pela forte adesão que se vai notando, leva-nos a pensar que vai registar um enorme crescimento de bloques. É de resto uma forma que grande parte das pessoas escolheram para trocar opiniões e aqueles mais criativos colocarem ilustrações que os tornam mais atractivos a quem os visita. Por outro lado é uma forma de oportunidade de podermos criticar ou abordar questões que para os profissionais da comunicação social não lhes suscita interesse e que para nós se revela da maior importância a sua abordagem. Nós não estamos aqui para vender nada a ninguém e por conseguinte não nos interessam as questões que podem motivar o interesse na compra. O nosso objectivo é o de uma salutar convivência diária com aqueles que nos visitam e a quem nós retribuímos a visita registando ou não a nossa opinião sobre o tema escolhido. Este fenómeno não só está para durar como ainda para crescer, embora acredite que irá chegar a uma altura em que o entusiasmo acabará por refrear e haja alguns que desistam, mas o registo do seu desaparecimento não creio que aconteça em grande número.

Com que então ordem para matar

Ora aqui está a prova provada de mais um embuste. A deslocação da GNR em missão de paz , não passou disso mesmo. De resto, que se saiba as missões de paz cabem há Cruz Vermelha, Médicos sem fronteiras e outras organizações de cariz humanitário o que não é
propriamente a vocação de uma força militarizada. E assim se vão desmascarando as nobres intenções dos nossos governantes, numa confirmação de que podemos estar descansados e cada vez mais confiar nas medidas que tomam, cujos resultados se revelam bem diferentes do objectivo anunciado. Já tinha-mos consciência que esta missão envolvia um alto risco para os seus participantes, mas agora ficamos a saber que também já têm ordem para matar.


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