Arquivo de Novembro, 2004

São afirmações destas que me chateiam

Há pouco no Telejornal os que se julgam entendidos nestas matérias explicaram que a razão que levou o Presidente da República a optar por esta decisão que confesso surpreendeu-me, foi o facto do mesmo se ter reunido com os principais agentes económicos do Pais e estes terem manifestado o seu desencanto com as metas orçamentais para 2005 do orçamento de Bagão Félix apadrinhado por Santana Lopes. Ora já há muito tempo que nós constituimos a força da produção deste País mas não passamos de meros números, que andamos a dizer que as políticas económicas desta coligação não têm sido as mais convenientes
E é esta merda que me chateia. Nós que somos considerados os números somos necessários nos actos eleitorais para a escolha partidária através da qual é constituído um governo, no entanto a nossa opinião não é suficiente válida nem consistente para fazer crer a um Presidente que não existiam condições para que se mantivessem estas forças políticas na governação do País, meia dúzia de empresários endinheirados são suficientes para fazer com que o mais alto magistrado da Nação tome uma posição sobre esta matéria. Dá vontade de dizer já que assim é então deixemos aos agentes económicos a opção da escolha política para governar o País.

De elementar justiça alterar o conteúdo do post anterior

Afinal há pouco tempo
Decidiu o Presidente
Dissolver o Parlamento
Correr com esta gente

Confesso não contava
Com esta sua decisão
Mas que ela me agradava
Não tenham dúvidas, não

Teve o demitido a lata
No final da reunião
Tentar convencer a malta
Que não havia razão

Pois em anteriores governos
Onde houveram demissões
Não se lhes puseram termos
Convocando eleições

Como se fosse possível
Tolerar mais esta gente
Numa governação incrível
Liderada por um incompetente

Fomos então libertados
do pesadelo que nos consumia
Claro que ficaram irritados
Porque nenhum deles o previa

Resta agora preparar-mo-nos
Para novo acto eleitoral
Pois é necessário encararmos
Como um imperativo nacional

Azáfama presidencial

No palácio de Belém
Anda grande actividade
Um constante vaivém
Por uma total inutilidade

Ficou esta comprovada
No período que passou
A governação não valeu nada
Porque o elenco fracassou

Mas a culpa de tudo isto
Foi do nosso Presidente
Por não por isso previsto
Ao nomear um incompetente

Aliás é o que mais se vê
No nosso quadro político
Sabemos todos porquê
Daí este sentido crítico

Mas o nosso Presidente
Que errou ao escolhê-lo
Não corre com esta gente
Como é, seu dever fazê-lo

Justificou até agora
Com a estabilidade governamental
Será que não vê, ou ignora
O que se passa em Portugal

Quanto mais iremos estar
Nesta expectativa desesperante
Temos pois que aguentar
Esta espécie de governante

Não é mais compreensível
Dar-lhe outra oportunidade
Face à certeza previsível
De errar na continuidade

Mas se tal acontecer
Pode crer numa verdade
Que ele vai comprometer
A sua falta de equidade

Se o arrependimento matasse a primeira dama neste momento era viúva

Obviamente que jamais lhe desejaria um tal fim. Votei nele eu e a minha família no 1º. e 2º. mandatos, contribuindo assim modestamente para a sua eleição e reeleição. Gostei do seu desempenho no primeiro mandato que embora fosse o PS a governar, mandou vários diplomas para verificação da sua Constitucionalidade e outros para correcção de disparates. O exercício deste seu segundo mandato quanto a mim pauta-se pela negativa sobretudo no maior erro político que ele próprio hoje demonstrou pelo seu semblante ter cometido. Convidar um presidente de um partido o qual através de uma solução de última hora protagonizado pelo então líder José Manuel Barroso e transformá-lo num 1º. ministro, acontecimento que jamais passaria pela cabeça de qualquer comum português, só por si, revelou ter assumido o compromisso com o ex-primeiro ministro na aceitação do cargo europeu para o qual o mesmo havia sido indigitado. Nunca foi determinada a razão do porquê desta sua opção embora o mesmo tenha afirmado ter sido a necessidade de manter a estabilidade política do País. Até nisso se enganou, no curto período de governação liderada por esta escolha que nem sequer foi sufragada pelo eleitorado mas sim por uma indigitação proposta pelo conselho nacional de um partido, facto que dada a minha enorme ignorância me deixou muitas dúvidas quanto à sua legitimidade, no âmbito do nosso quadro parlamentar, mas dizia, o Presidente da República não tem tido neste período, outra coisa que não seja uma continuada instabilidade politico ou governativa, notando até o cidadão comum que este governo só está preso por arames. Mas como provávelmente lhe custa admitir o erro que cometeu, prefere não recuar na sua decisão e manter a todo o custo esta coligação governamental até ao final do mandato. Curiosamente numa sondagem de hoje revela que os portugueses já se habituara à ideia de que eles irão terminar o mandato tal a convicção de que palavra do Presidente não volta a atrás.

Minha Balada da Chuva

No final da outra semana
Não choveu muito, mas amiúde
Neste tempo não se engana
Quem prefere a quietude

Várias vezes caíu morrinha
Conhecida por molha tolos
Por quem não usou sombrinha
Para abrigar os miolos

No registo dos aguaceiros
aparece muita gentinha
uns são uns tipos porreiros
outros dão-nos uma porradinha

Uma porradinha por três
mesmo no nosso autómovel
porque ninguém é capaz
de travar e ficar imóvel

Por causarem acidentes
Pois claro, de viação
Por razões mais que evidentes
Da sua má condução

Normalmente os apressados
Que utilizam a condução
Em veículos errados
Movidos a combustão

Deveriam experimentar
Conduzir outros veículos
Quiçá de atracção animal
Para diminuirem os riscos

É que já não há pachorra
Para os perigos circulantes
Pois vamos levar com a porra
Dos seguros penalizantes

Somos todos a pagar
Contínuas actualizações
Mas isto só vai acabar
Quando acabarem os ladrões

Com um tempo destes

JulianneMoore-EndOfTheAffair-bdf.jpg

Que fazer

Tentativa de afogamento numa banheira

laetitia_casta_10.jpg

Vejam só para o que lhe havia de dar.


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