Arquivo de Fevereiro, 2006

As remunerações muito elevadas nem sempre traduzem boas contrapartidas

Como é sabido o Real de Madrid é o clube de Espanha que possui os maiores craques internacionais do futebol. Foi com esta aposta que o Presidente demissionário levou a equipa a conquistar há dois anos atrás os títulos mais importantes disputados pela mesma. Este ano as vedetas pagas principescamente, não têm correspondido ás expectativas dos adeptos, somando derrotas algumas duas quais vexatórias. Eu também assim penso, que nada mais desmotivador para um prestador dum serviço, que uma má remuneração, pois não estimula quem a recebe.
Mas no caso dos jogadores do Real de Madrid, que explicação se pode dar para os desaires que se registam nos jogos em que participam, se, ao que se saiba não lhes reduziram os seus vencimentos.

A Microsoft apresentou nesta segunda-feira o seu novo sistema operacional, que entrará no mercado ainda neste ano.

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O Windows Vista substituirá o Windows e terá seis diferentes versões: duas para uso comercial, três para uso doméstico e uma para mercados emergentes.

“Vivemos em um mundo digital, que está mais do que nunca repleto de informações, mais coisas a fazer e com mais formas de comunicação,” disse Mike Sievert, vice-presidente de Gerência de Produtos e Marketing de Windows.

Uma das versões para uso doméstico vai permitir a gravação e o arquivo de programas de televisão.

Vista business

O Vista Business, para uso comercial, vai ter uma versão básica para empresas de todos os tamanhos e vai trazer novas ferramentas para gerir a organização de arquivos nos PCs.

A versão Enterprise do Vista vai ter também um sistema de codificação (criptografia) incluindo um sistema BitLocker para impedir que dados confidenciais possam ser acessados se um computador for roubado ou perdido.

A versão básica doméstica (Home Basics) é destinada aos que querem usar a internet, e-mails, criar e editar documentos básicos e fazer buscas.

A versão Premium do Vista Home tem ainda uma nova interface gráfica chamada Aero.

O Vista também vai ter mais formas de organizar fotos, sons e filmes. E ferramentas para ajudar as pessoas a gravarem ou “queimarem” DVDs.

Os usuários de PCs com a versão Premium também vão poder conectar seus computadores ao console de games Xbox 360.

O Vista Ultimate tem todas as funções das versões comercial e doméstica.

Para os países em desenvolvimento, onde PCs menos poderosos ainda são a regra, uma versão chamada Starter vai ser vendida.

O Vista vai ter ainda uma versão feita especialmente para os europeus, já que a União Europeia exige a remoção do Windows media player.

Segundo a Microsoft, a actual versão do Windows XP também está disponível em seis versões, mas elas se diferenciam pelo tipo de hardware que as pessoas estão usando.

As versões do Vista, no entanto, foram organizadas pelo que as pessoas planejam fazer com seus computadores.

“Não queremos que os clientes sejam forçados a comprar algo que não atenda suas necessidades,” disse Barry Goffe, director de Gerência de Produtos para Clientes de Windows.

da BBC Brasil

Muito bem. E quanto é que a Microsoft através das respectivas cadeias de distribuição nos vai levar por este novo sistema operativo. Será que vai manter a política dos mesmos custos que agora são praticados. Então só nos restará a alternativa de mantermos o sistema que presentemente possuimos.

A ambição desmedida não nos tem beneficiado, bem pelo contrário

Filipe Pinto através do post Uma questão de mentalidade , inicia brilhantemente a sua colaboração no blog do amigo Armando, apontando com a mesma precisão cirúrgica com que o cirurgião usa o bisturi, os males com que enferma a nossa sociedade seja ela a constituída pelos iletrados ou pelos alfabetizados de má formação. Não poderia estar mais de acordo com tal ponto de vista daí a motivação em dar continuidade ao raciocínio. Em Portugal antes de integrar a CE, tudo se produzia quer no sector agrícola, quer nas pescas, têxteis, calçado vidros, etc. etc.. Embora a diversidade fosse vasta e a qualidade aceitável, na altura as fábricas que laboravam com maquinaria obsoleta, a sua produção era essencialmente assegurada por uma pesada mão-de-obra, que, sendo mal remunerada garantia aos seus proprietários a possibilidade de sobreviver. O poder reivindicativo dos trabalhadores foi-se acentuando e há medida que as suas grelhas salariais foram melhorando, complicou-se a sobrevivência das empresas que, deixaram de ser competitivas face à concorrência externa, cujas fábricas estão modernamente a laborar com um mínimo de trabalhadores. As falências foram acontecendo, algumas das quais de cariz fraudulento, nunca resultando em condenação para os seus autores. Destruíram-se frotas de barcos de pesca num sector em que nunca fomos competitivos e a industria do calçado, para além da têxtil e vidreira estão em vias de extinção. Já nem sequer se pratica a chamada agricultora de subsistência, essa também em vias de extinção. Resta-nos a produção vinícola, na qual não se tem apostado devidamente embora nos certames internacionais os nossos vinhos sejam aqueles que mais prémios arrebatam. Possuímos o chamado queijo da Serra cuja qualidade é inigualável em termos internacionais, que, não tem tido os necessários apoios. Produzimos azeite de elevadíssima qualidade o qual também tem arrebatado prémios em alguns certames internacionais e que não são do ponto de vista dos organismos responsáveis devidamente apoiados. Em conclusão. Em vez de nos dedicarmos exclusivamente à produção daqueles produtos em que nos destacamos pela sua qualidade comprovada face aos prémios obtidos em certames internacionais da especialidade, passamos a vida a subsidiar projectos que não têm a mínima viabilidade de ganharem mercado nem interna nem externamente, contribuindo apenas para o enriquecimento de alguns dos autores desses mesmos projectos.

Crise, mas qual crise

Hoje quando me deslocava de casa para o emprego, sem praticamente transito automóvel, falando com os meus botões, disse para mim, eh pá, pelos vistos muito pessoal foi festejar o Carnaval para fora. E nem a propósito, na rádio que normalmente sintonizo, surge a notícia de que este ano os portugueses foram em grande número para fora cá dentro e em muitos casos mesmo lá para fora. De tal maneira que em relação à Serra da Estrela e zonas envolventes a taxa de ocupação é de quase 100%, tal como na região Algarvia e na Ilha da Madeira. Não foram revelados os índices daqueles que rumaram para o estrangeiro, mas por aqui podemos concluir que afinal a crise em Portugal não passa dum bluff. E se tivermos em atenção o comunicado da semana passada da banca em que corrigia para 2% a taxa do crédito mal parado, face ao anterior indicador que revelava uma percentagem significativamente superior, podemos com este indicador reforçar e de que maneira a conclusão de que afinal a crise é mesmo só para alguns, cuja estatística não importa apurar, porque o importante é continuar a transmitir para o exterior uma imagem dum País virtual.

Até terça-feira teremos os telejornais ocupados com transmissões alusivas a uma tradição copiada, porque é mais fácil optar por esta do que andar em busca de notícias mais importantes para divulgar

Considerar os desfiles carnavalescos como uma tradição portuguesa é no mínimo caricato pois como se sabe essa forma de festejar é genuinamente brasileira fazendo parte da sua cultura. Dá-me vontade de rir ouvir os repórteres de televisão referindo-se por exemplo ao Carnaval da Madeira, à existência de escolas de samba e imagine-se onde chega a estupidez da afirmação, referirem que ali se realiza uma miniatura do Brasil. Isso só se for quando o palhaço mandante nele participa, o que não aconteceu este ano, daí a afluência de turistas ter decrescido.

Presunção e água benta cada qual toma a que quer

Este título vem a propósito da abordagem feita pelo amigo
Oliveirinha
, que num interessante post refere a necessidade que as entidades responsáveis sentiram em
alterar a designação de várias profissões, por outras muito mais pomposas embora os titulares façam rigorosamente o mesmo que faziam antes quando se chamavam contínuos ou serventes nos estabelecimentos de ensino ou num qualquer outro serviço público. Mas como se generalizou esse tipo de preocupação, em distinguir por exemplo os licenciados dos outros, estes duma maneira geral fazem questão de publicamente fazerem saber que são drs., engenheiros, arquitectos etc.. Alguns chegam mesmo ao ridículo que utilizarem cheques cujos seus nomes são precedidos de dr., engº. etc.. Aliás haverá maior ridículo que entre colegas do mesmo curso, sobretudo os médicos têm muito esse hábito, em vez de se tratarem pelos nomes próprios que, por sinal até constam da chapa que trazem pendurada na bata, tratam-se por drs, exibindo assim a sua vaidade. Até admito que um cientista, ou um especialista de renome se possa sentir vaidoso por se destacar entre os demais no campo da investigação e no exercício da sua profissão, mas sinceramente acho tão ridículo chamar a um varredor um técnico de qualquer coisa, como chamar dr a um individuo que tirou um curso numa universidade privada e que não lhe serve de nada, porque nem sequer consegue um emprego por inexistência no mercado de trabalho dum local para o qual a sua habilitação académica não lhe permite exercê-lo.

A concessionária das auto-estradas, Brisa, presta um medíocre serviço

Desde que foi construído o troço que liga a auto-estrada de Cascais aos IC 19 e 23, cerca de uns dois quilómetros antes da portagem de Queluz Massamá, que o pavimento provocava uma forte trepidação no interior dos automóveis que circulam por aqui. Esta deficiência de construção nunca foi superada e ontem, por força das intensas chuvadas que têm caído tive a sensação de que estaria a viajar de barco e com um mar algo agitado.
A concessionária Brisa já nos demonstrou que embora seja rápida a actualizar as portagens, não é na manutenção dos pavimentos e quando os realiza fá-lo de forma deficiente, até porque os remendos que recentemente efectuou na zona do Jamor estão também eles a abrir fissuras que castigam significativamente as suspensões dos automóveis. Mas como se as mesmas se danificarem quem tem de resolver esse problema são os utentes que utilizam as auto-estradas eles estão-se pouco ralando. E depois ainda há quem se admire que estas empresas fecham o exercício do ano económico sempre com elevados lucros.


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