Mariana Pereira de Almeida
De Londres
Medicamentos podem dobrar chance de paragem cardíaca
Substâncias conhecidas como thiazolidinediones, usadas no tratamento da diabetes, podem dobrar o risco de uma paragem cardíaca, segundo uma pesquisa liderada pela Universidade de East Anglia, na Grã-Bretanha.
Elas ajudam a tornar as células mais sensíveis à insulina, hormonio que permite a absorção de glicose para produzir energia.
Os pesquisadores avaliam que a retenção de líquido provocada pela substância pode ser o problema.
Os principais genéricos dela são o Rosiglitazone (do laboratório GlaxoSmithKline), cujo nome comercial é Avandia, e o Pioglitazone, também chamado de Actos (vendido no Brasil pelo laboratório Abbott).
O levantamento estima que uma em cada 50 pessoas que tomaram um dos remédios durante mais de dois anos precisa de internação hospitalar por causa de problemas no coração.
“Isso significa que os medicamentos para a diabetes podem ter provocado milhares de casos de paragem cardíaca”, disse o coordenador da pesquisa, Yoon Loke.
No ano passado, os médicos britânicos emitiram 1,5 milhão de receitas recomendando o uso do Rosiglitazone e do Pioglitazone.
O estudo, que foi publicado na revista Diabetes Care, pede que as autoridades reguladoras repensem a venda das drogas.
Os pacientes foram aconselhados a não parar de tomar os remédios de repente, e sim consultar um médico.
Os dois medicamentos são comercializados no Brasil. Há um mês, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou no seu site uma nota do laboratório que produz o Avandia defendendo o uso do produto.
O texto é uma resposta a um outro artigo contra o medicamento publicado no New England Journal of Medicine.
da BBC Brasil
Esta é mais uma daquelas notícias que vem reforçar a minha convicção que os medicamentos além de não se mostrarem eficazes no tratamento de certas enfermidades, acabam por muitas vezes prejudicarem os doentes noutros orgãos que se encontram sãos e neste caso até contribuirem para a sua morte.