da France Presse, em Washington
Pesquisadores norte-americanos desenvolveram uma nova técnica fotônica capaz de aumentar em até mil vezes os detalhes internos do corpo humano e, portanto, detectar tumores muito menores do que os registados actualmente.
A técnica, baseada na espectroscopia Raman, aumenta as possibilidades das imagens moleculares.
“Essa nova forma de imagem é totalmente diferente de tudo o que existia antes na medicina”, assinalou Sanjiv Sam Gambhir, professor de radiologia da Universidade de Stanford (EUA) e principal autor do estudo publicado na segunda-feira na revista científica “PNAS”.
O efeito Raman, observado e interpretado corretamente nos anos 20 por um físico indiano, é um fenômeno óptico pelo qual um meio pode difundir a luz, alterando ligeiramente sua freqüência.
Largamente utilizado na indústria e nas pesquisas científicas, a espectroscopia Raman permite caracterizar a composição molecular e a estrutura de um material.
Segundo o pesquisador, essa é a primeira vez que o efeito é adaptado para fornecer imagens do interior do corpo humano.
Os sinais emitidos graças à espectroscopia Raman são mais potentes e mais persistentes do que os dos métodos disponíveis hoje. O tipo de partícula utilizada pode fornecer informações sobre vários alvos moleculares simultaneamente, explica Sanjiv Sam Gambhir.
“Normalmente, podemos medir apenas uma ou duas coisas ao mesmo tempo. Agora, podemos ver dez, 20, ou mesmo 30 alvos ao mesmo tempo”, afirma.
da Folha Online
Uma boa notícia sem dúvida, mas resta saber quando este novo método chega ao mercado de forma a podermos todos dispor rapidamente deste novo recurso na avaliação do nosso estado de saúde no tocante à existência dos tais pequenos tumores que não são facilmente detectáveis pelos métodos actualmente existentes o que fazem com que quando o são, já na fase do seu desenvolvimento, ser tarde para serem combatidos e tratados de maneira a serem eliminados.








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