Arquivo de Maio, 2008



O senhor professor Marcelo tem uma visão distorcida da realidade do eleitorado votante

E eu vou-lhe demonstrar porquê. Segundo acabou de afirmar na RTP 1 a probabilidade de Manuela Ferreira Leite ganhar a liderança do PSD é elevada face aos candidatos que mais directamente a disputam. Ou seja, vencerá o Pedro Passos Coelho e Pedro Santana Lopes. Na sua opinião isso signficará que além de Manuela Ferreira Leite poder ganhar as eleições legislativas a José Sócrates, em ultima análise conseguirá pelo menos evitar que o PS volte a ter maioria absoluta.

Nada de mais errado direi mesmo nada de mais idiota tal afirmação. Tal como eu que após o 25 de Abril fiz sempre questão de cumprir o dever de cidadania, ou seja, votar em toda e qualquer eleição, muitos dos eleitores que são o sustentáculo desta democracia utilizam o chamado voto útil ou seja o voto estratégico.

Por exemplo nas últimas legislativas que proporcionaram a maioria absoluta ao PS, resultado que era mais do que líquido, eu e muitos outros eleitores que conheço alguns, por não acreditar no socialismo de José Sócrates, escolhemos um partido de esquerda para fortalecer a sua intervenção no parlamento e de alguma forma consegui-mo-lo.

Não me passa minimamente pela cabeça a possibilidade de alterar esta estratégia se porventura o próximo presidente do PSD venha a ser por exemplo Pedro Passos Coelho. Todavia, se eventualmente for Manuela Ferreira Leite a líder maioritariamente escolhida pelos militantes do PSD, não hesitarei nas próximas legislativas em votar no PS, ainda que consciente de que vou contribuir para a renovação do mandato de José Sócrates. É que a qualidade de Manuela Ferreira Leite demonstrada como governante foi tão mediocre que não terei qualquer hesitação em votar PS para evitar com o meu voto que ela volte a ser governante do meu País.

Já está a decorrer o Salão Automóvel de Madrid

As novidades ali apresentadas são as mesmas que foram exibidas no Salão Automóvel de Lisboa, com excepção deste modelo da Suzuki que por não ter esta marca participado neste salão não tivemos oportunidade de o ver. É mais um utilitário para juntar as tantos outros doutras marcas e modelos que
por serem económicos são habitualmente preferidos pelos consumidores sobretudo agora que os combustíveis estão pela hora da morte. As fotos deste Splash foram retiradas do “El Mundo”:

As transformações climatéricas estão a ocorrer a um rítmo superior ao previsto pelos cientistas

De resto basta comparar-mos o tempo que fez no ano passado e aquele que tem estado a fazer este ano. Nesta altura, no ano passado já se tinham registado incêndios florestais de grande dimensão e consequente devastação. Estamos praticamente a uma semana de terminar o mês de Maio e nem sequer tive a oportunidade porque a temperatura não permitiu sequer pisar a areia duma qualquer praia o que no ano passado já tinha por esta altura acontecido com alguma frequência.
As previsões apontam para a manutenção deste estado de tempo o qual para além de afectar a cultura de cereais, está por força da queda de algum granizo a produzir avultados prejuízos na agricultura nos locais onde a mesma se regista.
Esta queda pluviométrica em Maio porque em Abril é que acontecem “as águas mil”, está a favorecer a reserva de água nas albufeiras e a justificar o investimento anunciado pelo actual executivo de mais 10 barragens hidro-eléctricas, tendo em vista o aproveitamento deste recurso que sendo natural apenas obriga a investir milhões de euros na construção das mesmas. Por outro lado mantendo-se este estado de tempo o número de incêndios florestais que normalmente se registam no período estival são obviamente mais reduzidos o que traduz a poupança de recursos no combate como convém e sobremaneira que aconteça, embora os contratos com as empresas privadas de combate aéreo aos
incêndios sejam celebrados antes de se conhecer o número de ocorrências.
Estamos pois perante uma boa perspectiva face à pluviosidade que se tem registado de muito provavelmente estarmos num ano em que por força disso se registarão menos incêndios florestais.
Espero bem não me vir a enganar nesta minha desejada previsão.

A preto e branco

Ou o preto no branco

Os passeios de fim de semana têm os dias contados

É notório o decréscimo de trânsito automóvel ao fim de semana e isso sem dúvida alguma é o reflexo da subida continuada dos preços dos combustíveis. Na admira portanto que ao sábado sempre que damos uma volta pelas zonas balneares não encontramos qualquer tipo de problema em termos de filas de trânsito e também já não encontramos os postos de abastecimentos com carros em fila a aguardar a oportunidade de abastecimento, bem pelo contrário quase conseguimos abastecer de imediato no momento em que paramos junto da bomba de combustível.

Sem dúvida que já lá vão várias décadas em que nos meados e próximo do fim do mês assistia-mos a idêntico fenómeno. As pessoas que possuem automóvel utilizam-no apenas e só na restrita necessidade de o fazerem na tentativa de reduzirem os custos com os aumentos brutais que sofreram os combustíveis. Este procedimento a que muitas famílias estão a ser obrigadas, leva a que a venda de combustíveis por parte dos respectivos postos de abastecimento seja reduzida significativamente o que obviamente provocará uma queda nos lucros embora com a ganância desta exploração a margem de lucro tenha aumentado. Obviamente que esta opção a que estão a ser obrigados vários milhares de automobilistas para reduzirem as suas despesas com o custo do combustível terá várias implicações como as que foram anunciadas pela associação das empresas de distribuidores de combustíveis, desde o encerramento de postos de abastecimento ao despedimento de algumas dezenas ou até centenas de trabalhadores a eles afectos. Mas também aqui o Estado vê reduzida a receita resultante do ISP na medida em que embora a margem do imposto seja grande esta desce face à quebra do número de hectolitros de gasolina e gasóleo vendidos pelos respectivos postos de abastecimento. Ou seja a liberalização de preços de combustíveis tão levianamente patrocinada pelo então 1º. ministro Durão Barroso, deu este resultado que aliás era previsível e começou de imediato a ocorrer logo que tal aconteceu. E embora o governo tenha anunciado que a concorrência e preços tinha sido incumbida de apurar as razões que estão a motivar estes constantes aumentos, dado que o barril do petróleo tanto aumenta como por vezes baixa, ainda nenhum de nós teve conhecimento de qualquer conclusão. E como não poderia deixar de acontecer e mais grave ainda são os efeitos causados pelas constantes subidas nos produtos de primeira necessidade, que produzidos e transportados por veículos que consomem gasóleo, têm inevitavelmente de também subir.


A disputa na liderança do PSD

De acordo com os indicadores na intenção de voto dos militantes do PSD a liderança deste partido vai ser disputada, taco a taco, entre os candidatos Pedro Passos Coelho e Manuela Ferreira Leite. Passos Coelho representará a ala jovem de renovação do partido e Ferreira Leite a ala geriátrica do mesmo. Pessoalmente acredito que Passos Coelho vencerá as eleições no partido porquanto a sua ala jovem não aposta nem pode apostar numa liderança geriátrica que já deu provas mais que suficientes da sua incapacidade de renovação desta força política. Escusado será dizer que nenhum dos outros candidatos propostos nesta corrida nomeadamente Pedo Santana Lopes, não terá a mínima chance de chegar à liderança por via da escolha dos seus militantes porque estes têm a noção correcta e exacta da sua total incapacidade quer de liderar o partido e muito menos de derrotar o PS e José Sócrates. Espero é que duma vez por todas e passada que seja a eleição e a escolha do novo líder do PSD, Pedro Santana Lopes se capacite que efectivamente o seu papel como político se esgotou e há muito tempo.

Os combustíveis continuam a subir mas pouca gente atenta em escolher as opções mais favoráveis para minimizar os custos

No ano passado e já com os combustíveis a subirem significativamente resolvi trocar de carro por um que melhor minimizasse os efeitos dessa subida.

E escolhendo o período de férias em vez de as ir passar a qualquer lado, resolvi correr vários stands de automóveis cujos modelos me interessavam.

Mas as alternativas de automóveis aos de funcionamento a gasóleo e gasolina oferecidas pelo mercado são francamente muito reduzidas.

Com excepção da Honda e Toyota que oferecem os seus híbridos o que não me pareceu uma opção interessante porquanto a economia não é muito significativa para além dos modelos não proporcionarem uma potência interessante do ponto de vista de resposta cheguei mesmo a propor à Honda que estaria disposto a pagar a transformação do Cívic 1.800, para funcionamento a GPL, isto antes de ser matriculado de forma a beneficiar na redução do IA, uma vez que teria aqui uma vantagem, mas fui informado pelo importador que não faziam essas transformações nos seus automóveis porquanto o respectivo fabricante poder-se-ia escusar a manter a respectiva garantia.

Claro que a conclusão a que cheguei foi a de que os fabricantes de automóveis estão de alguma forma comprometidos com os produtores de combustíveis. Continuei a busca e acabei por encontrar através da internet que o Entreposto Comercial de Lisboa, na praça José Queirós, proponha um automóvel da marca Subaru Legacy de Bi-Fuel ou seja funcionamento combinado de gasolina e GPL, embora interesse andar sempre a GPL.

Lá fui ver o automóvel, gostei do modelo em carrinha e fiz o negócio. Beneficiei logo no acto da compra de um desconto de 6.000 euros de imposto automóvel e porque apanhei um período de campanha tive ainda direito a 1.000 lts de GPL, oferecidos pela GALP. Tendo em conta que o preço actual do GPL é praticamente metade do litro de gasóleo, não tenho qualquer dúvida que fiz uma excelente opção tendo em vista a potência do carro 160 cvs e a sua excelente resposta a funcionar a GPL.

Fiz questão de fazer esta abordagem porquanto a maioria das pessoas ao invés de continuarem a lamentar-se e a protestar por uma consequência inevitável que é esta da subida dos combustíveis face ao preço do barril de petróleo, deveriam pensar em fazer uma melhor opção em termos de escolha dum automóvel mais económico e menos poluente, em vez de insistirem em continuar a escolher modelos que não lhes oferecem qualquer alternativa para redução dos custos com o consumo dos combustíveis tradicionais, contribuindo de algum modo para que os fabricantes face à não significativa quebra nas vendas de automóveis, não sintam necessidade de recorrer a combustíveis mais económicos do que os actuais.


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