Arquivo de Outubro, 2008

O mercado imobiliário está em recessão e esta realidade foi por mim prevista já a algum tempo sem que tenha merecido qualquer atenção

Obviamente que esta minha opinião como afirmo em título baseada em informação recolhida não mereceu por parte das minhas visitas habituais qualquer comentário talvez, julgo eu, por entenderem ser uma afirmação sem qualquer consistência apenas baseada numa opinião pessoal. Mas efectivamente eu tinha razão e a prova está à vista. Os valores do mercado imobiliário já caíram 5% nos distritos mais importantes em termos de procura e no Alentejo chegou já aos 8% e segundo a comunicação social, o veículo que continua com a exclusividade da informação palpável na opinião de quem a produz e de quem a lê, dizia, a tendência é para continuar em queda o valor do mercado imobiliário. Ontem mesmo e numa atitude reveladora de honestidade, um promotor imobiliário afirmou, contrariamente à reacção habitual de quem se dedica a este tipo der negócio, de que não era possível continuar a verificar-se esta escalada contínua de preços das casas com gente a mudar de habitação como quase quem muda de camisa o que vão ser vítimas da sua própria opção. Ou seja a última mudança de casa vai representar para quem esteve sempre convencido que teve uma mais valia, uma perda do valor real na actual habitação porquanto ela vai continuar a depreciar o seu preço. E obviamente embora essa situação não deva preocupar aqueles que estão bem na vida e compraram ou continuam a comprar habitação de luxo em condomínios fechados, também perderão muito dinheiro na depreciação das suas casas, embora como anteriormente referi isso os possa preocupar muito pouco face aos ordenados principescos que recebem e a facilidade com que os aplicam no mercado imobiliário. Mas e isso também já o referi o fenómeno da crise não se ficará por aqui. A seguir observar-se-á o mesmo problema em relação aos automóveis, uma vez que nada justifica nem nunca justificou o preço que atingiram no mercado, independentemente do facto do seu preço base ser ou não agravado com impostos estatais. De resto a industria automóvel está já a revelar entrada em recessão com supressão de milhares de postos de trabalho, redução de produção e consequentemente de horários de trabalho com vista a reduzirem os custos de produção que como referi atingiram valores absolutamente desproporcionados, basta lembrar-mo-nos que em 1974 um automóvel utilitário até 1200 cc de cilindrada custava à volta de 500 euros e hoje o seu custo representa 20 vezes mais o que nada tem a ver com a melhoria salarial verificada até à presente data.

O Estado até ao momento arrecadou 58,4 milhões de euros do multas ao novo Código da Estrada o que confirma aquilo que sempre afirmei quanto ao seu objectivo

Contrariamente à ideia que nos quiseram fazer passar os responsáveis pela Prevenção Rodoviária o agravamento das coimas provocado pela aplicação do Novo Código da Estrada, ao invés de ter um efeito dissuasor dos prevericadores em cometerem infracções graves ou muitos graves, apenas tem servido para o Estado aumentar e de que maneira a sua receita proveniente das coimas aplicadas aos infractores e nada mais do que isso porque embora tenha havido uma diminuição da sinistralidade rodoviária ela não se deveu ao medo do custo das coimas mas sim à diminuição significativa do tráfego automóvel motivado pelo constante aumento dos combustíveis o que levou muita gente a utilizar muito menos o seu automóvel nas suas deslocações. Mas vamos continuar a ouvir estes entendidos todos em matéria rodoviária que de facto a diminuição da sinistralidade se deve ao efeito dissuasor causado pelo aumento das coimas, mas efectivamente a realidade é outra ou seja esta, cujo resultado foi o Estado arrecadar a quantia de 58,4 milhões de euros de receita por multas aplicadas por transgressão ao Código da Estrada.

Entrevista CM: Bagão Félix “Este Orçamento de Estado é manhoso”

Já cá faltava a opinião deste que foi a negação como Ministro das Finanças do governo anterior que ele sim utilizou expedientes manhosos para tapar o défice e como todos estamos recordados deu o resultado que sabemos. O curioso é que a comunicação social não se cansa de constantemente recolher a opinião destes economistas de trazer por casa, que são normalmente responsáveis pelos maus resultados da crise económica pela qual estamos agora a passar. Quando membros de governo nunca tiveram soluções para resolver problemas, mas quando fora dele e de novo acomodados na Banca ou nos Seguros donde provêm tem sempre soluções ou pelo menos não se coibem de rotular aqueles que afinal acabam por ter semelhante desempenho em funções governativas, no favorecimento dos mesmos em detrimento dos habituais desfarorecidos.

O governo avaliza o financiamento de 20 mil milhões de euros à banca mas diz que vai estar atento à forma de aplicação dos respectivos montantes

É de conhecimento geral que a Banca embora esteja sujeita em termos da sua actividade à fiscalização e controlo por parte do Banco de Portugal, sempre utilizou paraísos fiscais para lavagem de dinheiro e aumento dos lucros, sem que tenha nunca sido apanhada por quem deveria ter exercido esse controlo. Numa entrevista do 1º. Ministro ao DN, este afirma que o governo vai estar atento à aplicação dos fundos que vão ser solicitados pela Banca no âmbito do aval de 20 mil milhões de euros que o governo colocou à sua disposição para fazer face à crise financeira, porque segundo José Sócrates os montantes solicitados devem servir para socorrer as famílias portugueses em dificuldades, bem como as empresas que também estejam nestas condições. Ou seja a Banca quando recorrer ao montante que o Estado colocou à sua disposição não pode utilizar esse valor para realizar operações com vista a obter lucros fáceis e rápidos em negociatas pouco transparentes e semelhantes aquelas que levaram a que acontecesse esta crise. A intenção do 1º. ministro é sem dúvida muito nobre mas pessoalmente tenho muitas dúvidas de que através dos mecanismos de que dispõe o Governo neste caso o Banco de Portugal, possa efectivamente haver um controlo apertado sobre a aplicação dos montantes solicitados pela Banca para fazer face à crise. Sim porque de bons intencionados como se costuma dizer, está o inferno cheio.

Este é o título do IOL Diário “Especialista diz que «blogs estão a morrer». Concorda?

“«Os blogs estão a morrer, estão ultrapassados». A afirmação, que já está a gerar polémica no meio digital, e não só, é de Paul Boutin, um especialista em Internet, na edição digital da revista Wired. Boutin vai mais longe e dá mesmo um «conselho de amigo»: «Se está a pensar em criar um blog, não o faça. E caso já tenha um, encerre-o».

Para o especialista, o modelo está ultrapassado. «Escrever um blog hoje não é tão boa ideias como era há quatro anos porque a blogosfera se encheu de lixo», diz o especialista, «o que torna muito difícil fazer-se notar». «Só os bloggers profissionais conseguem sobressair», adianta………………………………………………..”

Comentário

Volta meia volta aparece um entendido ou julgando-se como tal com este tipo de afirmação de que a blogosfera está a morrer. O crescimento da blogosfera que tem sido notório face aos indicadores destrói completamente esta tese pelo que parece estarmos perante um especialista que se julga como tal mas demonstra que efectivamente não é. Ninguém tem dúvidas de que a blogosfera está cheia de lixo, tal como também o está a comunicação social tradicional e com esta nenhum especialista se manifesta nem preocupado com a sua existência nem com a eventualidade do seu desaparecimento. Do meu ponto de vista interpreto este tipo de afirmação como a necessidade de alguém a soldo dos grupos económicos que detêm a maioria dos orgãos de comunicação social, fazerem crer que efectivamente a blogosfera tem os dias contados, quando paradoxalmente até os próprios jornalistas duma maneira geral sentem a necessidade de criarem os seus próprios blogues, facto por si só contribui para desmontar a tese que este especialista defende. E tão pouco sequer a afirmação dele de que são os blogues pertencentes aos profissionais da comunicação social aqueles que mais visitas registam corresponde à verdade porquanto muitos daqueles que visito até nem registam um número significativo de visitas, logo de leitores. Daí achar que o especialista Paul Boutin está errado quanto à sua análise e conclusão.

O primeiro episódio da série televisiva “Liberdade 21” parece revelar estarmos perante um interessante programa

As já conhecidas razões da minha saúde ou melhor da falta dela, ditaram que, permaneça menos tempo a navegar na internet e a blogar e mais tempo deitado no sofá a digerir vários programas de televisão alguns dos quais de muito má qualidade e que apenas e só visam cativar audiência. Ontem na RTP 1, registou-se a estreia da séria “Liberdade 21” que embora se baseie numa série norte-americana também já passada em televisão, reveladora de que não estamos perante nenhuma ideia original em termos de produção televisiva, mas a avaliar pelo primeiro episódio ontem transmitido  estamos perante um interessante trabalho o qual já determinou a minha fidelização aos próximos episódios por me ter agradado o desempenho do elenco de actores escolhido neste escritório de advogados da “Liberdade 21”.

As nacionalizações à força da Banca não incomodam dadas as circunstâncias em que ocorrem os partidos de direita

Os acérrimos defensores das privatizações, paradoxalmente, dada a conjuntura internacional de crise financeira vêm com bons olhos as nacionalizações das banca, porque entendem, independentemente das causas que ditaram a ruptura financeira destas instituições, que cabe aos Estados das Nações, salvarem através dos seus orçamentos, uma actividade privada que sempre defenderam e que tem sido a principal responsável pela desgraça dos povos. Insistem no entanto que depois de resolvida esta crise os governos dos países que através da injecção de avultadas quantias retiradas do orçamento do Estado, devem devolver de novo aos privados as suas instituições financeiras geradoras de riqueza e desenvolvimento das Nações, independentemente de daqui a mais alguns anos voltar a registar-se pelas mesmas razões ou outras semelhantes igual crise financeira que leve à falência as referidas instituições. Nada de mais caricato e absurdo esta posição defendida pelos partidos de direita que têm sido o sustentáculo das instituições financeiras privadas, por onde numa manifesta promiscuidade, passam exercendo cargos nas suas administrações, quando deixam de exercer o poder político. Mas absurdo não se fica por aqui se tivermos em linha de conta que o actual executivo mantém nas suas intenções e ainda durante este mandato, privatizar o capital que detém na GALP uma empresa altamente lucrativa e que essa sim deveria ser imediatamente nacionalizada, comprando o Estado as posições dos accionistas privados, de molde a manter uma empresa que serviria de sustentáculo financeiro ao seu orçamento anual. Porque o objectivo é de continuar a proporcionar aqueles que continuam a deter a maior riqueza no País insistem os governantes em manter-lhes os negócios que são para si altamente lucrativos e que ao invés disso poderiam garantir ao Estado uma permanente fonte de receita.


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  • RT @fernando_cabral Blogger da Geórgia explica ataque ao twitter http://bit.ly/Oybo5: Fica assim provado que os russos são uns tipos porreir 7 years ago
  • não a favoreceu. Bem longe disso. 7 years ago
  • Isto por aqui está desinteressante, ninguém aborda ninguém, por falta de tema desafiante, adeus e passem muito bem 7 years ago
  • Será que a ideia de rasgar, vai contemplar o plano tecnológico, para que Portugal possa ficar, mais atrasado no resultado lógico 7 years ago
  • a compra de de tamiflu que nem sequer está aconselhado para combater esta estirpe 7 years ago

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