Arquivo de Abril, 2010

É fácil por esta forma as autoridades de saúde culparem os doentes crónicos dos seus disparates pelas suas enfermidades

Hoje a imprensa em título refere que metade da população portuguesa sofre de doença crónica e um dos responsáveis pela Saúde no nosso país termina assim:

«São doenças que estão a crescer em todo o mundo ocidental com o aumento da esperança de vida, mas também devido aos comportamentos e ao aumento dos fatores de risco, como a obesidade e o tabaco», adiantou Luís Campos.

Esta é a forma mais fácil encontrada pelas autoridades de saúde para esconderem a outra realidade que todos nós conhecemos.

A degradação do meio-ambiente face ao ar que respiramos, sendo que uma das graves enfermidades crónicas é do foro respiratório,  de quem será a culpa.

Mas não só. As substancias usadas na conservação dos alimentos pré-cozinhados, cada vez mais em voga e comercializados nas cadeias de distribuição, também são um contributo no aparecimento de alguns males estares.

Os próprios medicamentos que são receitados pelos técnicos de saúde são eles também responsáveis face aos efeitos secundários pelo aparecimento de algumas enfermidades.

E sobretudo e ainda os alimentos que são produzidos à pressão isto é quer a nível agricola quer a nível pecuário, são utilizadas substancias para o seu rápido crescimento e desenvolvimento.

É evidente que as pessoas sempre cometeram disparates. Antigamente havia muito mais fumadores que agora há e o numero de mortes causadas pelo tabaco não era nada que assustasse e desmotivasse os fumadores.

Porque será que quando se avaliam técnicamente os factores que contribuem para risco de se contrariem doenças crónicas não se vai mais ao fundo para apurar as verdadeiras razões. Alguém tem dúvidas de que as apontadas pelos responsáveis de saúde não são as suficientes nem da exclusiva responsabilidade dos doentes.

Baptista Bastos no DN de hoje brinda-nos com este excelente artigo de opinião

Fazendo especialmente referência ao discurso de Aguiar Branco que citou Lenine e esse facto motivou uma gargalhada colectiva da parte dos deputados do PCP e do BE. Mas que bem lhes serve a carapuça enfiada por este notável autor

Será que as estruturas sindicais afectas aos transportes vão manter as suas posições grevistas

Depois do anúncio feito pelos responsáveis pelas empresas de transportes ferroviários e rodoviários da impossibilidade financeira de poderem aceitar as reivindicações dos seus trabalhadores, será que as suas estruturas sindicais vão manter os pré-avisos de greve sabendo de antemão que não vão ter qualquer êxito com as mesmas a não ser o de acelerar o seu processo de falência e o de prejudicar os utentes utilizadores dos transportes que são obrigados a recorrer a vários tipos de solução alternativa para não faltarem ao trabalho e poderem vir a ser prejudicados por um patrão menos compreensivo. Sim porque neste caso concreto o prejuízo,  nunca é para as empresas transportadoras porque parte da receita foi previamente arrecadada através da compra dos respectivos passes, mas sim  exclusivamente dos utentes que os utilizam.

Acabei de ouvir na TVI uma notícia sobre um movimento de Sortelha anti-parque eólico, absolutamento incompreensível

E não deixo de forma nenhuma de fazer referência a este facto, porque conheço muito bem a aldeia histórica de Sortelha e inclusivamente até há muito pouco tempo o “template” deste blog era constituído por imagens recolhidas deste local.

Não consigo entender a motivação deste grupo de pessoas que se estão a movimentar no sentido de impedir a instalação a 500 metros em linha recta dum parque eólico, junto à aldeia de Sortelha.

Esta atitude trouxe-me de imediato à memória o que aconteceu com a inviabilização da barragem hidro-eléctrica de Vila Nova de Foz Côa, para preservação das gravuras rupestres, opção essa que segundo um dos industriais de restauração onde da ultima vez que lá jantei, me confidenciou que foi o maior erro cometido na medida em que Vila Nova de Foz Côa teria incontestavelmente desenvolvido muito mais com o empreendimento que a EDP queria fazer do que com o resultado da romagem ridícula de turistas internos e estrangeiros que para lá se deslocam que nem sequer chegam a dar animação aos poucos recursos hoteleiros que existem porque os poucos que para lá se deslocam após visitarem as gravuras não ficam em Vila Nova de Foz Côa, pouco contribuindo para o desenvolvimento do concelho.

É altura de se acabar com o capricho duns quantos neste País,  em prejuízo de muitos mais.

Sempre o afirmei e não me canso de o repetir existe um vasto universo de portugueses que não sabe usar a liberdade

A maior parte dos cidadãos portugueses não sabem usar nem a liberdade de expressão nem a da acção. Relativamente ao uso da liberdade de expressão julgam-se no direito de insultar de forma absolutamente inaceitável, as mais altas instâncias do Estado, num claro desrespeito pelas mesmas. A nível da acção é absolutamente incompreensível que trabalhadores de empresas públicas que sempre foram altamente deficitárias, embora os seus trabalhadores comparativamente com outros sectores laborais do país ganhem francamente mais, se julgam no direito de ainda reivindicarem mais aumentos pese embora tenham a consciência, ou melhor a falta dela de que efectivamente não é possível os gestores dessas empresas deficitárias aceitarem as suas reivindicações de aumentos salariais face ao risco de completo colapso. A isto chama-se, não se pode rotular com outra expressão, irresponsabilidade de quem não sabe usar dum direito que a Constituição lhe consagra. Ainda não atingimos a situação grave que a Grécia está neste momento a viver, mas lá chegaremos face a este tipo de atitudes assumidas por aqueles que se julgam no direito de puxar a já difícil situação económica do País, mais para o fundo. Mas já o referi não faltará muito tempo para estes sindicatos e os trabalhadores que representam pagarem bem caro tudo isto para o qual estão a contribuir, no dia em que o PSD assumir a governação e tal como prometeu o seu líder privatizar todas as empresas do Estado que dão prejuízo. E elas até vão ser facilmente despachadas. A preços muito abaixo do seu valor real e isto porque o então 1º. ministro do PSD não estará minimamente interessado em continuar a assistir ao acumular do défice avultado da CP, da Carris, da TAP e por aí fora.

No actual quadro de graves dificuldades orçamentais do Estado esta greve dos maquinistas da CP configura uma irresponsabilidade a qual em tempo próximo terá a devida resposta

A CP, tal como a TAP,  são empresas publicas que ao longo dos anos têm registado prejuízos avultados, aos quais não são alheios os cadernos reivindicativos dos seus trabalhadores. As greves um direito constitucionalmente consagrado têm sido utilizadas desmesuradamente pelos trabalhadores de ambas empresas e os resultados estão à vista o substancial aumento dos prejuízos que vão registando e dos quais vamos tendo conhecimento. Obviamente que o PCP já havia anunciado o seu propósito de lançar a instabilidade social e como na área do privado o poder reivindicativo pura e simplesmente deixou de existir, nos diversos sectores laborais, resolvem então incentivar os trabalhadores das empresas públicas mesmo altamente deficitárias para fazerem greve. E aí está a greve dos maquinistas a afectar milhares de trabalhadores que, esquecendo-se de estar a prejudicar todos os outros, aqueles cujos patrões se estão pouco ralando para o facto de o seu colaborador se confrontar com a utilização do seu transporte habitual, lhe estão a criar problemas. Segundo anunciou o novo líder do PSD, isto recuando face à sua anunciada intenção de retirar o Estado dos negócios, que afinal só vai privatizar as empresas públicas deficitárias. Pois os senhores maquinistas, os revisores e demais empregados da CP que se preparem, e acabem de afundar a empresa já de si afundada em défice porque nas próximas eleições legislativas e o PSD com a ascensão ao poder vão passar a ser empregados duma qualquer empresa ou grupo de empresas que passarão a explorar as linhas férreas do país e a partir daí deixa de haver cadernos reivindicativos, porque a sua instabilidade no emprego vai ser tal que não haverá mais PCP, nem CGTP-IN por detrás das suas acções, a anunciar greves laborais.

Vencer o cancro tem sido reportado por diversos canais de televisão, considerando-se os seus vencedores uns heróis

Percebo que o objectivo desta anunciada  heroicidade de alguém, através dos écrans de televisão, visa estimular e incentivar os doentes oncológicos de molde a minimizarem os efeitos causados pela sua grave enfermidade. Mas muito sinceramente acho um tanto ridículo alguém que foi acometido por esta enfermidade e pelo facto da mesma ter sido detectada numa fase inicial em que o seu portador não possui metásteses, após ter sido submetido a uma intervenção cirúrgica para remoção do tumor, tenha ficado limpo.

Insisto não me parece que faça muito sentido estar a considerar esse doente que teve a sorte de,  através dum diagnóstico precoce, lhe ter sido detectado um tumor e este ter sido removido sem ter afectado mais nenhum órgão para além daquele onde se localizava. Mas até neste caso é preciso ter alguma sorte porque podem não existir metásteses, mas se o órgão afectado não for passível de remoção, a cirúrgia não ocorre e claro que o recurso aos tratamentos de quimio e radioterapia, só por si não são a solução para travar o desfecho trágico.

Fui há dois anos contemplado com um tumor maligno no intestino grosso, o qual pela sua proximidade do recto, embora tenha previamente sido submetido a um tratamento conjunto de químio e radioterapia para redução da massa tumoral o que ocorreu em 87%, não evitou que ficasse ostomizado. Achei que a submissão a estes tratamentos foi uma perda de tempo e sobretudo porque não foi fácil a aguentar a sua conjugação, porque o objectivo foi evitar a perda do recto, que se sabia de antemão não ser possível evitar, poderia ter-me sido poupado.

Se há coisas que sinceramente me chateiam é quando há hora do almoço passa na televisão uma reportagem sobre o tema vencer o cancro os colegas afirmarem imediatamente aqui também temos um vencedor, referindo-se à minha pessoa. Tenho a convicção porque e ciência não consegue nem agora nem nos tempos mais próximos encontrar resposta para este que é já um dos grave flagelos no nosso país que tem dizimado imensas pessoas, afirmar-se sempre que alguém por razões de alguma sorte,  face ao azar em contrair a doença, se tenha libertado dum tumor que lhe foi diagnosticado a tempo e horas de evitar a sua progressão, seja só por isso considerado um herói.


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