Arquivo de Setembro, 2010

Que caía o governo quanto antes, para irmos para eleições

  • Caía o governo quanto antes
  • para irmos para eleições
  • e termos novos governantes
  • com as mesmas soluções

  • Deste que tem sido contestado
  • desde a vitória eleitoral
  • e nunca sequer foi respeitado
  • num qualquer telejornal

  • Não acredito nas promessas
  • nem tão pouco nas soluções
  • que a oposição em palestras
  • afirma ter por convicções

  • O País não tem recursos
  • nem sequer é competitivo
  • até mesmo nos concursos
  • somos um caso perdido

  • Venham pois os sindicatos
  • com as suas reivindicações
  • o momento não é de recato
  • que se convoquem manifestações

O deita abaixo dos economistas ditos de referência pelo PSD a continuarem com as soluções já conhecidas

E elas vão entre outras sugestões, ao contínuo aconselhamento da redução dos salários da função pública, extinção de alguns serviços entre outras. Sendo eles uns críticos da elevada taxa de desemprego que se regista em Portugal, ainda querem através duma das suas sugestões que o governo mande mais gente para o desemprego. Ouvir estes economistas ditos de referência, todos eles ligados ideológicamente ao PSD, leva-nos a fazer uma retrospectiva sobre o desempenho que estes iluminados do deita abaixo tiveram aquando membros de governos e tanto quanto nos lembramos também eles deram o seu enorme contributo para estado calamitoso que agora tanto invocam. E mais ainda estes mesmos indivíduos que aconselham reduções salariais na função pública e até despedimentos por desnecessários certos serviços públicos, acumulam pensões de reforma por poucos anos que serviram e mal a causa pública. Melhor fariam estes senhores que se calassem pelo rídiculo em que caem ao estarem sempre a falar numa crise para a qual também eles contribuiram e continuam a contribuir através das suas altas pensões que auferem sabendo nós que as soluções para esta crise não passa por nenhum deles.

Finalmente este governo acordou para um problema que já há muito deveria ter sido resolvido

Ou seja acabar com a especulação imobiliária, esta praticada sobretudo pelos detentores de terrenos. Já há muito que ando a abordar este tema porque não é admissível que o custo de construção do m2 no nosso País seja tão elevado mas tal como foi há pouco referido na peça televisiva isso se deve exclusivamente aos detentores de terrenos que os adquiriram com uma finalidade e depois foi a esses terrenos dada outra finalidade, ou seja e mais concretamente transformaram os terrenos agrícolas próximos da grande urbe em terrenos urbanizáveis para construção. Conheci há 19 anos atrás um construtor civil de grande envergadura na linha de Sintra que resolveu experimentar comprar um terreno em S. João do Estoril para construir um prédio. O especulador, dono do terreno, vendeu-o na altura por 235 mil contos, sendo que apenas menos de metade desse valor constou da escritura porque o restante foi pago por fora. Como era a primeira experiência desse construtor na zona da Costa do Estoril o prédio foi construído com um projecto bastante agradável e uma qualidade acima da média, tendo o seu custo sido francamente inferior ao preço do terreno. Como o custo dos apartamentos era na altura algo elevado o prédio esteve três anos para ser vendido o que obviamente resultou num prejuízo do referido empreiteiro. Mas se esta experiência havia corrido mal, logo de seguida se meteu noutra que resultou numa verdadeira catástrofe em termos de investimento e obviamente para isso contribuiu de novo o custo do terreno que comprado por quem novamente praticando especulação utilizou uma área significativa de terreno para agricultura e o conseguiu urbanizar vendendo-o a preços que acabaram por resultar na falência do empreiteiro que conheci e já nem sequer está entre nós. Curiosamente conheço alguns que há mais de 30 anos compraram terrenos agrícolas em zonas limítrofes a povoações já existentes no Concelho de Cascais e na altura esses mesmos terrenos serviam de pasto a rebanhos de cabras e ovelhas e hoje esses detentores dos terrenos fazem parte dos novos ricos deste país porque conseguiram vender esses terrenos agrícolas para construção de edifícios em propriedade horizontal a preços que lhes proporcionaram um verdadeiro totoloto. E o fisco até os conhece e se os quiser agora taxar ainda vai a tempo. Já que só agora se lembraram de mexer na Lei dos solos isto é tentar parar a especulação, apliquem impostos aqueles que enriqueceram à conta da especulação dos terrenos.

Esta está mesmo boa por isso partilho, acabadinha de receber

Voluntários da Vidigueira

Um fogo deflagrou num Monte Alentejano.
Os bombeiros foram imediatamente chamados para extinguir as chamas.
O fogo estava cada vez mais forte, e os bombeiros não conseguiam dominar as chamas.

A situação já estava a ficar fora de controlo, quando alguém sugeriu que se chamasse o grupo voluntário da Vidigueira.

Apesar de alguma dúvida quanto às capacidades e equipamento dos voluntários, seria mais uma forma de auxílio. Assim foi.

Os voluntários chegaram num camião velho, desgastado pelos anos e operações de combate.
Passaram em grande velocidade e dirigiram-se em linha recta para o centro do incêndio!

Foram mesmo até ao meio das chamas e pararam.

Estupefacta a população assistiu a tudo.
Os voluntários saltaram todos para fora do camião e começaram a pulverizar freneticamente em todos os sentidos.
Como estavam mesmo no meio do fogo, as chamas dividiram-se, e restaram duas porções facilmente controláveis.

Impressionado com o trabalho dos voluntários da Vidigueira, o dono do monte respirou de alivio quando viu a sua herdade ser poupada à devastação das chamas.
Na hora pôs as mãos na algibeira e passou imediatamente um cheque de 5000 euros à corporação voluntária.

Um repórter do jornal local perguntou logo ao comandante dos bombeiros:
– “5000 euros! Já pensou o que vai fazer ao dinheiro?”

– “Penso que é óbvio, não é?” – responde o comandante a sacudir a cinza do capacete…
– “A primeira coisa que vamos fazer é arranjar a porra dos travões do camião!!!”

Suar a camisola

Os jogadores de futebol dos considerados grandes clubes e que ganham verdadeiras fortunas,  assim se pode considerar, a maioria deles não justificam o ordenado,  porque raramente o seu esforço fisíco transparece através do suor na camisola. Nos anos 50 e 60 as consideradas vedetas do futebol, embora ganhando ordenados absolutamente normais para a época tinham o chamadc amor à camisola e por essa razão chegavam ao final dum encontro de futebol com a sua camisola encharcada em suor. E alguns clubes porque o reconheceram a sua dedicação têm-nos hoje embora com uma idade avançada, ligados a várias actividades, compensando-os por isso. As escolas de formação conhecidas como academias pertencentes aos grandes clubes de futebol, têm lançado no mercado futebolistas de grande valor com os quais esses mesmos clubes que os formam ganham bastante dinheiro, vendendo os seus passes a clubes estrangeiros. Por vezes até se chega ao caricato de venderem o excelente jogador nacional e em sua troca comprarem o passe dum jogador medíocre, cujo rendimento na equipa é inferior ao do jogador nacional vendido. Ontem Fábio Coentrão fez-me lembrar mais uma vez as épocas do José Augusto, Simões, Cavado, etc. jogadores que recordamos com saudade e que muitas alegrias nos deram nas conquistas de títulos que nos proporcionaram porque nessa altura havia amor à camisola e ela era suada mesmo em tempo de inverno.

Há pouco um dos promotores do desfile dos Porsches afirmou que não se trata de exibicionismo daqueles que estão bem na vida

E acrescentou, hoje qualquer pessoa que disponha de 20.000 euros ou até menos pode dispor dum Porsche se o desejar. Não me contive mandei uma estridente gargalhada, porquanto este tipo de afirmações só podem representar uma forma de gozar por parte dos endinheirados, com aqueles que nem sequer dispõem de dinheiro para comprar um automóvel utilitário. Eu até acredito que quem tiver 20.000 euros pode comprar um Porsche desde que a aquisição seja feita na Alemanha. Só que ao importá-lo para Portugal confronta-se logo com um enorme problema, a nível da burrocracia alfandegária em que, para além duma série de procedimentos que a Lei obriga, depois é confrontando com o pagamento do ISV onde muito provávelmente pode vir a ter de pagar mais de 5 mil euros de imposto. É certo que por cá também se vendem Porsches usados mas não são aos preços indicados na reportagem mas com a agravante de quem os compra pode adquirir uma dor de cabeça pois os de  preços acessíveis estão em condições de ir para a sucata, porque quem os possuía ao vender a um stand de usados tem essa noção. Portanto senhores promotores de desfiles de automóveis topos de gama. Deixem de gozar com os pobres.

Os gostos não se discutem e já o referi por diversas vezes em outras abordagens

De quando em vez surge-nos no pequeno écran da televisão uma reportagem sobre uma concentração de coleccionadores de determinados modelos de marcas de automóveis. Hoje há falta duma reportagem  foram exibidas duas concentrações. Um dos coleccionadores ou mais correctamente,  amantes dos Porsche antigos e do Citroen 2 cavalos, instado pela reportagem referiu amar o seu carro. Se calhar alguns, porque dedicam tanto amor há sua sucata circulante gostam mais dela do que dos seus entes que lhes deveriam ser queridos.  Mas insisto não tenham nada a ver com os gostos e preferências de cada um. Todavia não as consigo entender. Isto porque nunca me fidelizei a uma marca do que quer que fosse, um simples electrodoméstico, a uma aparelhagem de alta fidelidade, tão pouco sequer a uma marca de automóveis. Sou amante da evolução e nada do que seja antigo me seduz ou desperta em mim qualquer interesse ou admiração,  com excepção e apenas isso, ao nível de grandes monumentos e museus, esses sim a demonstração de que em termos arquitectónicos muito pouca evolução aconteceu. Hoje somos confrontados com grandes obras públicas algumas das quais são verdadeiros atentados à nossa sensibilidade. De resto basta comparar-mos. O Centro Cultural de Belém, que custou a módica quantia de 40 milhões de contos com aquele que constitui uma das maiores atracções turísticas da grande Lisboa o Mosteiro dos Jerónimos. É verdade que este fenómeno dos grandes monumentos que simbolizam uma época, não se resumem, apenas e só ao nosso País também se regista por todos os demais países do Mundo que possuem grandes museus e monumentos antigos que efectivamente representam a atracção turística dos mesmos, os quais conseguem sem margem para dúvidas envergonhar tudo quanto a arquitectura dita moderna tem neste domínio sido produzida. Mas insisto sou capaz de percorrer centenas ou milhares de quilómetros para visitar um museu ou ou momento da época dos nossos antepassados, mas em contrapartida olhar sequer para o automóvel antigo que por mim se cruze, ainda que, para os apreciadores e detentores desses modelos, represente a sua paixão.


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