Arquivo de Março, 2011

O que faz falta é animar a malta é o que faz falta

  • Vou-me fartar de divertir
  • com a falta de soluções
  • que temos de admitir
  • neste período de eleições
  • Um governo de gestão
  • como o próprio nome indica
  • não pode exceder funções
  • que essa mesma gestão limita
  • Os utentes das SCUts
  • podem pois ficar tranquilos
  • portagens já não se discute
  • o PSD será que vai consegui-los
  • Vai pois faltar dinheiro
  • para diversos compromissos
  • neste problema financeiro
  • vai muita gente encher chouriços

Venham pois as eleições que somos nós que decidimos

Os partidos da oposição
são candidatos a vencedores
mas só um ganha as eleições
e os restantes são perdedores

Da direita à esquerda
é enorme o convencimento
mas é sempre a mesma merda
só metem mais um no parlamento

Paulo Portas está convencido
que pode ganhar as eleições
com a canção do bandido
que ele usa nas intervenções

Os responsáveis do PCP
têm o mesmo objectivo
mas tudo quanto a gente vê
é um resultado comprometido

O maior partido da oposição
tirou um Coelho da cartola
pensando que ganha a eleição
mas o eleitorado está bem da tola

E face às linhas de orientação
anunciadas pelo líder do partido
o eleitorado vai dizer que não
às privatizações que são um perigo

 

 


Muito interessante por isso partilho

Embora as respostas sociais em termos de investimentos estejam ainda em crescendo, as edificações geram sempre alguma controvérsia

Os equipamentos sociais de iniciativa privada embora sejam apoiados pelo sector público, nomeadamente o Estado e autarquias nesta fase ainda em crescendo, continuam a não satisfazer as necessidades das populações locais dado o largo universo de pessoas que carecem de apoio geriátrico e não só. E foi a pensar na necessidade de colmatar essa lacuna que foi lançado com o apoio da Câmara Municipal de Cascais, a edificação do Complexo Paroquial da Abóboda, que se designará mais propriamente por Complexo Paroquial da Nossa Senhora da Conceição da Abóboda e possuirá as valências de Centro de Dia p/3ª. Idade, Apoio Domiciliário, Centro de Juventude e ainda um Centro Fúnebre. O investimento é vultuoso previstos para o custo da obra estão 3,1 milhões de euros, cuja autarquia de Cascais comparticipará com o montante de 750 mil euros, sendo que o restante será suportado pela respectiva paróquia. A realização desta obra que está em curso não tem sido pacífica, bem pelo contrário, tem merecido da parte dos moradores da zona envolvente e de alguns comerciantes, enorme contestação, porque os primeiros alegam os inconvenientes resultantes do ruído causado pelas máquinas envolvidas na execução da obra e os comerciantes pela circunstância de o espaço onde está a decorrer a edificação  que então era utilizado pelos automobilistas para parquearem os seus automóveis, deixaram de o poder fazer naquele local, invocando prejuízos na sua actividade face às dificuldades com que os seus eventuais clientes se confrontam. Curiosamente neste país já se tornou lugar comum as pessoas reclamarem por tudo e por nada mesmo que mais tarde essas mesmas pessoas venham a reconhecer a utilidade, até para si próprias, destes equipamentos, os quais quando alguém tem deles necessidade e na devida altura não encontra respostas lamenta o facto, sem ter a conta que antes teve a postura de contestar algo que mais tarde lhe vem fazendo falta. Ou seja contestam um equipamento que se destina a uma comunidade que dela carece.

Estas são duas das imagens do investimento que está em curso.

Porque havemos de continuar a andar com as calças na mão se o Brasil nos pode ajudar

A ajuda foi prometida quer pelo ex-presidente do Brasil quer pela actual titular do cargo. O Brasil vai dentro de poucos anos ocupar a oitava posição no ranking da economia Mundial tal como foi já anunciado. Já inclusivamente financiou o Fundo Monetário Internacional em vários milhões de dólares. Porque carga de água havemos de continuar dependentes desta cambada de chulos que nos estão a explorar escandalosamente, se podemos negociar com  um país irmão que está poderoso economicamente e nos pode ajudar com condições mais favoráveis.

Mais um excelente artigo de opinião de Baptista Bastos publicado no DN

As peripécias da revolução portuguesa sempre tiveram características incomuns. A via original para o socialismo foi um estribilho mais do que um conceito. Até hoje ninguém conseguiu descobrir qual a natureza dessa originalidade. Era uma época em que se bebia em excesso e quase tudo era permitido ou aceito com benigna complacência. Zeca Afonso comentava, irónico, que o álcool era, afinal, a via original para o nosso socialismo. O PREC constituiu mais do que um acrónimo: foi um modo de se tentar ludibriar a História e uma maneira, um pouco louca, um pouco ingénua de se viver a vida. Até então, as coisas eram direitinhas, brunidas, organizadas em esquadrias. Falava-se baixinho, escrevia-se baixinho, amava-se baixinho.

Julgávamos ter estilhaçado o que fora medonha punição, e que éramos os donos do nosso destino. Foi quando uma marcha de José Mário Branco nos reenviou para a realidade: “Qual é a tua, ó meu / andares a dizer quem manda aqui sou eu?!” Todas as festas acabam em melancolia. A nossa fechou em carácter fúnebre. E nunca parou de assim ser, com breves intervalos cómicos. Abstenho-me de os mencionar, por evidentes. Os protagonistas foram promovidos.

De tropeção em tropeção, chegámos a isto. A decência e a dignidade têm sido espezinhadas; repetem-se os mesmos rituais de substituição com os mesmos rostos, idênticas mentiras, semelhantes desaforos. Sai Sócrates, entra Passos. O sotaque não é diferente. E a farsa, agora, é quase trágica. Passos não vai melhorar a vida portuguesa, e até já ameaçou com impostos quando, há dias, dissera rigorosamente o contrário. Por outro lado, na hipótese de uma “ampla” coligação, os senhores do poder admitem PS-PSD-CDS, mas rejeitam liminarmente José Sócrates. É uma situação improvável. Mas as negaças do poder dispõem de meios extremamente persuasivos. Tem-se, assim, que o secretário-geral do PS, reeleito com margem devastadora, é uma espécie de zombie. Que fazer com este homem?

A questão, permanentemente omitida, é que o infortúnio de muitos e os privilégios de meia dúzia assentam uma frase de Balzac: “Todas as fortunas têm origem num crime”; ou na interrogação de Garrett nas Viagens na Minha Terra: “Quanto custa um rico a um país?”, e na consequente resposta: miséria, fome, desespero.

Tanto o PS quanto o PSD ou a tal coligação, antevista mas já vista, têm liquidado a nossa força e tripudiado sobre a nossa soberania. Não estão interessados nessas minudências. E nós vamo-los aceitando, com a benevolência indolente, que parece ser a marca de um mau fado e de uma inevitabilidade.

Ajuda a Portugal por parte do Brasil porque não

Postei há relativamente pouco tempo, que Portugal dada as suas afinidades com o Brasil, deveria pedir-lhe ajuda e isso de modo algum seria desprestigiante. Até porque o que me havia motivado a efectuar a abordagem tinha sido o facto de ter tido conhecimento de que o Brasil tinha financiado com elevado montante o FMI. Ora tendo nós excelentes relações com os governantes brasileiros, porque carga de água havemos de estar dependentes do FMI a quem o Brasil empresta dinheiro, podendo negociar directamente, porque nada nem ninguém nos impede de o fazer. E em relação à China que nos tem também comprado dívida, a vantagem de negociação com o Brasil será obviamente muito mais benéfica para Portugal por os chineses não têm qualquer afinidade com o nosso povo. Julgo que este pedido de ajuda peca por tardia e tão pouco nos devemos envergonhar por fazê-lo.


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