Os iluminados da Prevenção Rodoviária Portuguesa continuam a atribuir como uma das causas da sinistralidade grave ao excesso de velocidade

Devo lembrar que na Alemanha em vários percursos das suas auto-estradas não existe limite de velocidade e não é por essa razão que eles possuem índices de sinistralidade rodoviária elevada. Isto tem a ver essencialmente e como já o referi em diversas abordagens com o civismo dum povo. Mas não só e também, o problema reside na falta de habilitação dos instruendos proporcionada pelas escola de condução. Do ponto de vista do civismo o problema da sinistralidade reside no facto de muitos dos condutores que pelo país circulam não terem a noção da fragilidade e instabilidade dos automóveis ditos utilitários alguns dos quais pela sua leveza atingem velocidades elevadas sem que possam responder satisfatoriamente a uma necessidade duma travagem de emergência. Circulo tal como muitos outros em auto-estrada conduzindo automóveis da gama média cujo tara excede normalmente os 1.600 quilos e com potência de motor que permite atingir facilmente velocidades na ordem dos 200 kms/hora. Quase sempre ou até mesmo sempre que faço uma viagem constato que sou ultrapassado por automóveis da gama dos utilitários que utilizam velocidades acima dos 160 kms/hora e até mesmo chegam a atingir os 180Kms. hora. Acontece que um automóvel utilitário não chega sequer a pesar uma tonelada e obviamente a circular a uma elevada velocidade, na necessidade do seu condutor efectuar uma travagem de emergência o que normalmente acontece é,  ou despiste ou capotamento do veículo e na maior parte das vezes a saída da faixa de rodagem porque o deslizamento provocado pela travagem faz com que o automóvel não se mantenha na faixa de rodagem. Já assisti várias vezes a esse tipo de comportamento a ultima das quais no percurso para o Alentejo uma saída de estrada com a paragem veículo numa propriedade contigua à auto-estrada. Parece-me pois gratuita a afirmação por parte dos responsáveis pela sinistralidade automóvel que a principal causa é o excesso de velocidade. Não é verdade. É sim a ignorância dos proprietários de alguns modelos de automóveis que desconhecem as suas características quanto à sua segurança e vão para as auto-estradas dispostos a desafiar automóveis com maior estabilidade e segurança numa tentativa de demonstrar que o veículo que possuem tem a mesma capacidade de resposta  o que não é verdade e resulta por vezes em acidente rodoviário. Os senhores da Prevenção Rodoviária deveriam isso sim  propor aos legisladores que os automóveis da gama baixa os ditos utilitários, não pudessem circular em circunstância alguma acima dos 100 quilómetros hora, porque não possuem a segurança necessária e suficiente para suportarem uma travagem de emergência e manterem-se na mesma faixa de rodagem.

2 Responses to “Os iluminados da Prevenção Rodoviária Portuguesa continuam a atribuir como uma das causas da sinistralidade grave ao excesso de velocidade”


  1. 1 maceta Novembro 26, 2011 às 1:09 pm

    Pode ser uma das principais razões aliada à má formação dos condutores..

    abraço


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