Arquivo de Dezembro, 2011

Já antes o tinha escrito e volto a repetir

Quem tudo quer tudo perde e é o que vai acontecer com as previsões orçamentais em termos de receita deste governo da estupidez que passa produtos com IVA taxados a 6% para 23%. O reflexo que este brutal aumento deste imposto sobre produtos que eram taxados por valor mínimo, vai ser sentido de tal forma que haverá muitas empresas produtoras de alimentos pré-congelados e pré-cozinhados no caso dos entalados que vão pura e simplesmente falir uma vez que o não escoamento do que produzem vai inviabilizar a continuidade da sua existência. Por isso a previsão que este governo da estupidez faz em termos de receita dois mil milhões resultante desta aumento brutal do IVA, vai ficar muito aquém deste valor e prevejo mesmo que talvez nem metade do valor previsto venha a ser arrecadado. De resto este mesmo raciocínio se aplica ás portagens das ex-Scuts e na actualização agora anunciada para as auto-estradas onde desde sempre se praticaram cobrança de portagens. Que justificação terá a Brisa para este anunciado aumento quando reduziu substancialmente o número de portageiros face há automatização da cobrança de portagens, que não sejam apenas e só o de aumentar os lucros que vão registando. Sim porque quando se reduzem custos de operação só pode haver esta leitura a menos que queira já neste ano arrecadar o valor gasto com o sistema que foi introduzido nas cabines das portagens em que se reduziram substancialmente o número de trabalhadores.  Não tenho a mínima dúvida que as previsões orçamentais vão, face a esta estupidez no critério do aumento do IVA, ficarão muito abaixo do objectivo pretendido. Só teremos de esperar qual vai ser a seguir a medida adoptada para minimizar os efeitos desta estupidez.

Ano novo, vida velha

  • O ano que hoje termina
  • não deixa boas recordações
  • mas no Novo ninguém imagina
  • como serão as convulsões 

  • É impossível que este povo
  • se acomode com a situação 
  • não aconteça nada de novo 
  • nem que seja outra revolução

  • Nesta crise que nos afecta
  • ninguém tem sido responsabilizado
  • nem a consolação nos resta
  • que essa culpa é do eleitorado

  • Com a massa salarial a decrescer
  • e o desemprego a aumentar
  • impossível será podem crer
  • que isto não tenha que rebentar

  • Ano Novo,  Vida Velha 
  • é o que teremos pela frente
  • as modificações nesta terra
  • prejudicarão ainda mais gente

 

 

 

 

Pelos vistos os chineses vão compensar o bom negócio que fizeram com a compra da EDP com um mau negócio a aquisição do BCP

É sabido que Jardim Gonçalves, conseguiu com a manobra de aumento de capital, tapar o buraco que causou no banco que liderava, com acções que já chegaram a valer menos que o custo duma bica. Se é certo que ainda os membros do actual  conselho de administração se dão ao luxo de viajar em jactos particulares alugados para o efeito nas suas deslocações, isso não traduz nenhum sinal de desafogo financeiro, bem pelo contrário. Esta instituição tem efectivamente projecção internacional porque se instalou em diversos mercados embora que se saiba, os resultados em nada têm contribuído para a melhoria da situação financeira deste banco, que como já se viu e ficou provado, tem muito parra e pouca uva. Os chineses que se saiba não são ingénuos e muito provavelmente ao manifestarem o seu interesse na aquisição deste Banco, ou é para o fazerem a preço de saldo, o que não me causaria qualquer surpresa, ou então, enganados que estão sobre a sua realidade, vão estragar o bom negócio que fizeram com a aquisição da EDP, comprando um banco que apenas e só tem papel, vulgo acções, mas mesmo muitas, para demonstrar a sua mais valia a qual no mercado de capitais, como anteriormente referi já chegou a valer menos que o preço duma bica.

 

Como anteriormente referi não me dispus a ouvir o 1º. ministro na sua mensagem de Natal

Porque não consegui encontrar qualquer motivação para o fazer, tal como deve ter acontecido com muitos milhares de outras pessoas. Referi também que da parte das pessoas com quem privo habitualmente não me pareceu existir qualquer interesse e por isso não foi feita qualquer alusão a tal comunicação. Mas hoje encontrei a resposta certa na visão correcta de Baptista Bastos no seu artigo publicado no DN.

O primeiro-ministro foi às televisões, admitindo-se, com modesta expectativa, que iria sossegar a nação. Não sossegou ninguém. Surgiu um homem alquebrado, de rosto fechado e descaído, exausto e confuso, conferindo ao discurso uma futilidade patética. Entre o apelo à confiança e a surpreendente declaração sobre a necessidade de se “democratizar a economia”, com o concurso do povo, nada do que disse produziu o mínimo estremecimento de emoção. O dr. Passos não motiva, não congrega, não aquece nem arrefece. E é cada vez mais visível o esforço que faz para convencer aqueles dos outros e os próprios que o cercam.

Os áulicos do costume aplaudiram, com fervor inconsistente; e o CDS-PP, muito calado nos últimos tempos, mandou um moço grave e soturno, cujo nome não fixei, proferir umas irrelevâncias apropriadas. As televisões, preguiçosas e desprovidas de critério, têm dado espaço e tempo a pessoas que o são sem ser coisíssima nenhuma. E que os partidos recorrem ao rebotalho dos aparatchiks por inexistência de figuras de proa. Diz-se, também, que a coligação não afina com muitos diapasões, e que a ausência do dr. Portas nos “eventos” mais chamativos se deve a um certo mal-estar.

A verdade é que o presidente do CDS possui grande presciência política e as suas faltas em actos públicos talvez sejam um sinal de prudência e de distanciação de muitos actos do Governo. Enquanto o dr. Passos fala, fala e não diz nada, e dá entrevistas umas atrás das outras, numa fastidiosa rotina de vacuidades, o seu parceiro de aliança afasta-se, com um recato que lhe não é próprio, ele, tão dado à fotografia, à imagem, à primeira fila.

A sociedade portuguesa está gravemente enferma e o Executivo não consegue dar conta do recado. Embrulha-se em quezílias pessoais (caso da ministra da Justiça e do bastonário da Ordem dos Advogados); em afirmações desprovidas de sentido e logo apressadamente desmentidas (Álvaro Santos Pereira); ou em embaraçosas declarações de princípio (Miguel Relvas), reveladoras de impreparações políticas fulcrais. O que deveria ser dito pelo Governo é comentado pela Igreja, com argumentação sólida. O cardeal-patriarca de Lisboa, cuja independência de espírito já o opôs, por exemplo, ao Vaticano (celibato dos padres e ordenação das mulheres, verbi gratia), anunciou que as desigualdades sociais só seriam vencidas se a ordem económica sob a qual vivemos fosse rapidamente substituída. E a Conferência Episcopal, insistindo em que não há social sem cidadania, favorece, no resguardo peculiar à instituição, a necessidade do compromisso com o protesto e com a resistência às iniquidades.

Meu Dilecto: estamos no fecho de um ano desgraçado e nocturno. Que Hermes, o deus do bom caminho, ilumine o que aí vem, e não nos deixe enveredar por veredas e azinhagas.

No SNS a ordem para poupar corresponde a uma forma de matar

Qualquer leigo em doenças oncológicas sabe que se a detenção dum tumor maligno for tardia, já não há nada a fazer a não ser aguardar a morte do paciente, pese embora sejam realizados tratamentos, porque como também se sabe ou pelo menos se tem consciência desta realidade, ninguém portador dum tumor maligno tratado pelo processo convencional de quimioterapia ou radioterapia, se cura. Num ou noutro caso o que a ciência médica consegue é prolongar por relativamente pouco tempo a vida do paciente mas em resultado da progressão da doença, com muito má qualidade de vida. Os tumores detectados a tempo e se a intervenção cirúrgica os eliminar, não ficando metásteses, os seus portadores conseguem ver resolvido o seu problema, foi aliás o meu caso. E por infelizmente passei por esta má experiência me permito afirmar que o senhor gestor do ministério da saúde a partir das medidas que adoptou vai conseguir reduzir significativamente os custos com a saúde porque quem for detentor dum tumor maligno mesmo detectado a tempo e horas, face ao compasso de espera, que as células malignas gostam imenso disso se encarregarão de eliminar o doente, quando lhe forem tardiamente colocados à sua disposição os meus de diagnóstico e tratamento. Reduz-se assim a despesa com a saúde dado que os tratamentos das doenças oncológicas são de custo muito elevado e ainda se poupa nos pagamentos de pensões ou subsídios aos portadores da doença, que, tratados tardiamente morrem mais depressa.

O saudoso José Afonso cantando os vampiros no seu refrão “repetia eles comem tudo eles comem tudo e não deixam nada”

O porquê deste título. Acabei de ouvir uma reportagem sobre uma nítida perseguição judicial a um empresário da restauração em Braga, que me suscitou de imediato repulsa e intuição para alterar o refrão da canção “Os Vampiros do Zeca Afonso que passaria a ser assim: ” Eles fazem tudo,  eles fazem tudo, e não lhes acontece nada.” Segundo a reportagem referiu por cima da pastelaria do empresário de Braga, vive um casal de magistrados, ele do ministério público,  ela juiz, que, a partir de determinada altura entenderam criar dificuldades ao empresário atiçando-o com a GNR, que, como aliás é hábito neste país,  são muito céleres neste tipo de actuações, mas não conseguem essa mesma eficácia no combate à criminalidade que está em crescendo.  Mas será que já não nos bastava o facto de estarmos sujeitos ás arbitrariedades do poder político, para igualmente nos sujeitarmos ás do poder judicial. Eu bem que tenho dito isto está mesmo a necessitar de acabar com este tipo de actuações à estalada.

Pois é, senhores da comunicação social, a internet está a roubar telespectadores aos canais de televisão e clientes das operadoras móveis

Uma das notícias que fizeram parte do alinhamento na RTP1, foi o destaque da quebra significativa de SMS que os detentores de telemóveis auscultados referiram à reportagem terem recebido e enviado nesta Quadra da Natal. A evidência dum facto indesmentível o da internet se tornar muito mais acessível e até mais agradável na sua utilização para os mais variados fins,  facto que os telemóveis estão longe de proporcionar agora e no futuro, face ás suas naturais limitações.


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