Não poderia estar mais de acordo com este artigo de opinião da sua autora publicado no DN

Sem querer armar em defensora dos inábeis da semana, como Marcelo Rebelo de Sousa, a verdade é que a moda mudou para “tiro ao Álvaro”. E por mais erros que o ministro da Economia venha cometendo, a culpa está longe de ser apenas sua. Primeiro facto que importa sublinhar: Santos Pereira, de entre essa quota sagrada em que parecem ter-se tornado os “independentes”, foi uma primeira escolha de Passos Coelho, ao contrário, por exemplo, de Vítor Gaspar. Algumas gafes e muitas armadilhas depois, está agora a ser uma vítima clara da pouca experiência política e da muita ingenuidade pessoal, mas também de falta de apoio num megaministério que exigia que lhe tivessem sido disponibilizados mais e melhores números dois e até outros conselheiros. Mas, sobretudo, sofre da erosão causada por muitos críticos internos. Abandonado à sua sorte, depois dos méritos do acordo de concertação lhe terem sido retirados e de ter ficado sem as grandes pastas, Álvaro é apenas um capataz a cumprir ordens, num Governo que optou pelo excesso de finanças e por um défice de economia. Ontem, Passos Coelho parecia um presidente de clube antes de demitir o treinador e deu-lhe um voto de confiança. O primeiro-ministro já percebeu que ou assume o erro do megaministério e o divide em dois, ou arranja uma figura que aceite as tarefas atuais que o ministro ainda desempenha. Depois mandará Santos Pereira para o olho de uma OCDE qualquer…

As pontes de Ferreira do Amaral

O já chamado caso Lusoponte é, tão-só, uma enorme trapalhada do Ministério da Economia (outra vez). Uma trapalhada que deixa a nu várias fragilidades governativas e a suspeita de que haverá por aí muitos pagamentos duplicados e milhões perdidos que a qualquer momento se podem tornar trunfos para Francisco Louçã. Ficou claro que do que se tratou foi de uma decisão tomada sem estudo logo após o Governo tomar posse (e que até já estava prevista por José Sócrates), sob aperto da troika e da necessidade de ir buscar todos os tostões possíveis, desconhecendo os pormenores do contrato e fazendo fé num futuro acordo com a empresa. Mas como o ex-ministro das Obras Públicas de Cavaco Silva Ferreira do Amaral sabe bem como gerir negócios e crenças, o acordo ainda está por se fazer e a Lusoponte ganhou uma posição de força para negociar melhores compartidas. Ora esse, sim, é o problema que devia estar a ser debatido: o das contrapartidas de todas as parcerias público-privadas, as grandes sanguessugas do dinheiro do País. Estes 4,4 milhões são um grão de areia nos acordos entre a empresa e o Estado e uma nanopartícula de todos os contratos semelhantes desse monstro que são as PPP e que Passos tirou de cima dos ombros de Álvaro Santos Pereira para pôr às canelas de António Borges.

CDS passa pelos intervalos da chuva

Isto não é pacífico de se afirmar, mas Alberto João Jardim tem razão. Paulo Portas tem gerido a quota de envolvimento em assuntos quentes dos ministros CDS no Governo como vem gerindo o seu ministério: com muita diplomacia e bastante economia no que a polémicas diz respeito. Portas anda a somar créditos pelo mundo, mantendo controlo apertado ao que passa dentro das fronteiras. Começa a marcar terreno na guerra das autárquicas, avançando com nomes que põem em causa as coligações com o PSD em áreas fundamentais só para avisar que está bem vivo e deixando que Miguel Relvas se entretenha com o que começou por ser uma megarreforma dos municípios e está transformado na reforma dos pequeninos: uns cortes meramente quantitativos de freguesias, que não têm em conta muitas proximidades locais, pouco contam em poupanças e nada mudam de verdadeiramente significativo. De resto, não fosse Mota Soares ter decidido mudar de cilindradas e a seca vir atrapalhar Assunção Cristas, e podia dizer-se que o CDS governativo estava mesmo a passar pelos intervalos da chuva.

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