Arquivo de Junho, 2012

Os bairros sociais e outras coisas mais que por lá se vêm são fenómenos piramidais

Sabermos que por exemplo um trabalhador com um emprego relativamente modesto emprego que possui seja detentor duma moradia num bairro de construção clandestina, embora hoje no âmbito da actualização dos planos directores municipais, já esteja urbanizada e dentro da respectiva garagem um automóvel da gama média, pessoalmente não me causa grande estranheza o facto. Isto porque foram pessoas que não encontrando outra solução para resolverem o seu problema habitacional construíram eles próprios as suas próprias casas, algumas convenhamos de um notável mau gosto. A vida de alguma privação na maioria dos casos fez com que terminassem a construção sem recurso a crédito bancário não sendo o que acontece com a maioria das pessoas que compraram casa com recurso a crédito bancário e o seu rendimento familiar é na sua maior parte absorvido pela prestação mensal que paga ao banco. Mas não é disso que quero  tratar. O que pretendo é chamar a atenção para algo que só agora a imprensa escrita está a revelar preocupação quando afinal este fenómeno já se regista no nosso país há vários anos. É sabido que os chamados bairros de lata foram sendo demolidos e os seus moradores alojados em bairros sociais construídos para o efeito. Sendo que os bairros de lata eram em maior número habitados por gente oriunda dos países de expressão oficial portuguesa e pessoas de etnia cigana, embora em muito menor número outras pessoas. Nos bairros sociais que alojaram os moradores dos bairros de lata que foram demolidos, utilizam-se as seguintes modalidades. Uns moradores compraram as fracções autónomas que lhes foram atribuídas a preços módicos e os aparentemente mais carenciados estão a habitar os apartamentos em regime de aluguer. Curiosamente alguns dos que estão a viver em bairro sociais em regime de arrendamento possuem nos parques de estacionamento automóvel existentes nos mesmos bairros automóveis Mercedes Benz, BMW e outras marcas, carros cujo custo é superior nalguns casos a 50 mil euros. Mais curiosamente é que um número significativo de pessoas são beneficiados com o RSI. Ou seja estão a ser duplamente beneficiadas, porque aqueles que cumprem com os seus compromissos com a habitação social que nem sequer são elevados, fazem-no com parte do valor que recebem do RSI, porque outras há que têm rendas em atraso. Pois é de muitos desses a quem é atribuído o RSI que se receiam eventuais reacções e embora quem o faça tenha conhecimento de que o tal Mercedes Benz ou BMW de elevado custo que está parqueado é seu, mas o medo impede-os de suspenderem-lhes o recebimento  do referido subsídio.

Não podia estar mais de acordo do que com esta opinião do autor cujo artigo transcrevo

O PS afasta-se da nossa vida

O PS de Seguro assegura quê?, ao abster-se em tudo o que exige posição clara e consentânea com o que o nome “socialista” comporta e define. Mas o PS de Seguro continua a ambiguidade moral (já nem sequer se lhe impõe mais) a que habituou os portugueses. Não há “neutra- lidade” em nenhuma actividade humana – e muito menos em política. Durante a II Guerra Mundial, Salazar colocou em trânsito a aberração da “neutralidade activa”, mas a sua ideologia pendia para o lado nazi. Um comportamento que não é carne, nem peixe, nem arenque vermelho e dissimula as mais sórdidas patifarias.

A invocação da frase: “Somos um partido responsável”, de que Seguro é useiro e vezeiro, converteu-se numa farsa. E surpreende a indiferença resignada manifestada pelos militantes do PS. Desde a sua ascensão ao poder, Seguro, devido a uma astúcia tão infantil como amolgada, nada mais tem feito do que exercícios de “neutralidade.” O que diz, as pequenas batalhas verbais em que se envolve são irrelevantes e representam, afinal, compromissos presumidamente temporários, porém, na prática, sustentáculos efectivos do Governo.

Não há “neutralidade” em nenhuma actividade humana, escrevi. Este absurdo teve uma tradução imoral na “distanciação” jornalística. Os malefícios desta falácia afastaram leitores e levaram ao nojo e à rejeição veemente os que sabem das regras da arte. O jornalista, segundo esta tese, não devia “tomar partido”: sem indignação, sem protesto, massa inerte com olhos desprovidos de emoção. Um ser “neutral”, infenso ao que ocorria em seu redor; um gravador com o maniqueísmo da tábua rasa. Os “ideólogos” desta proposta ignoravam a história do nosso jornalismo, e tinham lido mal alguns teóricos anglo-saxónicos. Haja Deus e haja Freud!

O PS “distanciou-se” tanto da realidade portuguesa, através da “neutralidade” inscrita numa estratégia ditada pelas circunstâncias, que abriu a porta a todas as indignidades. A menor relação, o mais vago discurso alimentam as maiores suspeições. Ser “neutral” em assuntos tão importantes como (por exemplo) o Código do Trabalho, ou o apoio ao “acordo” de concertação social, é uma aquiescência vil. Mas a lista de ignomínias é imensa, e contribui para o descrédito não apenas daquele partido como da própria ideia de socialismo.

O projecto de Seguro é de tal forma pífio e inconsistente que foi preciso Pedro Silva Pereira, braço direito de José Sócrates, defender, na Assembleia da República, a honra do convento. O seu discurso estabeleceu o facto político do dia, como assinalou, na SIC Notícias, o jornalista Filipe Santos Costa, cuja perspicácia nada tem a ver com a baça rotina dos habituais comentadores do óbvio. Ele é um dos dois ou três que não agridem a inteligência de quem os ouve e restituem-nos o gosto da palavra dita.

A anunciada medida de impedir alguém que conduzindo um automóvel tenha provocado mortes, julgo que deveria ser definitiva

Já escrevi várias vezes sobre esta matéria e sempre sendo de opinião de que um condutor independentemente das razões apuradas que em resultado dum acidente de viação por si provocado, originando vítimas mortais deveria ficar impedido de voltar a conduzir. Por acaso e a propósito disso assisti hoje na Parede a um episódio que só não resultou em atropelamento porque o peão uma senhora que num cruzamento tinha o semáforo verde para efectuar o atravessamento foi obrigada a parar e,  protestando com uma condutora de origem africana que entendeu que a prioridade era sua. E mais ainda, como a pessoa que fazia o atravessamento com o sinal de peão em verde provavelmente deve ter proferido algo que a condutora não gostou de ouvir, esta abandonou o carro sem qualquer sinalização saindo a correr atrás de quem a advertiu para a irregularidade cometida eventualmente para se tirar de razões. Não vi o desfecho porque segui o meu trajecto. O Código da Estrada em relação aos acidentes que causam mortes  tem de ser implacável em relação aos causadores dos mesmos independentemente dos motivos. A inibição definitiva de condução. E isto não pode, nem deve ter em conta mais nenhum outro factor atenuante, porque uma vida não tem preço.

O nosso pantera negra está hospitalizado e a razão é simples. Ele deve evitar emoções

Compreende-se perfeitamente que o Eusébio tenha sido nomeado embaixador de futebol em sinal do reconhecimento por tudo quando fez pela selecção enquanto seu jogador, razão porque além de não criticar a sua designação apoio-a incondicionalmente. No entanto o estado de saúde do Eusébio tem-se revelado débil com repetidos internamentos hospitalares o que sendo problemas do foro cardíaco as emoções para ele deveria ser evitáveis. E o “Pantera Negra” foi internado numa unidade de saúde, em Poznan onde passou a noite devendo regressar, segundo a imprensa a Portugal. 

As rápidas melhoras do Eusébio e que seja impedido de assistir ao confronto de Portugal com a Espanha na quarta-feira para que se evitem males maiores.

Muito boa esta pedrada no charco do Ferreira Fernandes publicada no DN

Ontem, de cada vez que havia golo alemão, as câmaras apontavam para uma modesta dona de casa, daquelas que em Salónica ou na Beira Interior ainda vestem o mesmo casaquito de antes da crise (e já lá vão três anos). Golo, e ela saltava da cadeira e erguia os dois braços acima da cabeça como quem agarra o varão superior da Carris ou da Ethel, autocarros de Atenas. Como o salto e o pendurar-se no varão se repetiu por quatro golos, pudemos reconhecer a mulher: era Angela Merkel. Clara operação de propaganda, para demonstrar aos gastadores povos resgatados que uma chanceler alemã anda de transportes públicos e mal vestida… Mas, como todas as propagandas, podendo ter efeitos contrários quando desmontada. Desde logo, para quem pretende ser poupado, o desperdiçar de golos: Portugal, acusado de gastar mais do que produz, produziu a mesma ida para a meia-final conseguida ontem pela Alemanha, gastando um só golo. Depois, no estádio, Merkel estava lá só para o forrobodó tão filmado. E o que fazia, no mesmo lugar, o seu homólogo grego? Leiam a ficha do jogo: o primeiro golo grego foi marcado por… Samaras. Quer dizer, o primeiro-ministro grego não só precisa de ter um segundo emprego como, neste, produz. Já para não falar no contraste que fazem as fartas carnes da tal senhora do varão com a notícia também ontem conhecida de o ministro das Finanças grego, Vasilis Rapanos, ter desmaiado, talvez de larica. Disto não quer saber o Bundesbank.

Contrariamente ao que alguns jogadores da selecção afirmaram os adeptos portugueses sempre os respeitaram e apoiaram

E a prová-lo está toda esta enorme manifestação de euforia pelos últimos resultados obtidos que já catapultaram a nossa selecção para as meias finais do Campeonato Europeu. Mas continuo a insistir e ninguém me conseguirá provar o contrário. Esta reacção dos jogadores da selecção, cujo mérito e competência nunca esteve em causa, foi motivada pelas várias criticas de que foram alvo e isso contribuiu para ferir o seu amor próprio e reagirem de forma a provarem aquilo que são capazes isto é mostrarem o seu real valor. Daí e insisto achar despropositadas as afirmações quer dos jogadores relativamente ao respeito que merecem quer do próprio seleccionador que também não foi muito feliz nas suas declarações. Abstraindo-nos dessas infelizes declarações penso que por unânimidade os adeptos portugueses apoiam e acarinham a nossa selecção. 

De besta a bestial foi novamente a posição que aqueles que sempre defenderam Cristiano Ronaldo, pensam ter sido a ideia dos que o criticaram

Uns criticaram-no e eu fiz parte desse grupo de críticos, por uma razão muito simples, estava-mos a fazê-lo em relação ao melhor jogador mundial que nos últimos jogos da selecção tinha tido uma prestação medíocre. Mas todos quantos foram tolerantes em relação à má prestação nos últimos jogos da selecção, criticaram sempre os críticos de Ronaldo. Ninguém dos que assumiram a crítica o fez sem qualquer razão, porque não se estava a avaliar  um jogador qualquer, mas sim o tido como melhor do Mundo. E quer queiram quer não aqueles que criticaram quem criticou o desempenho do Ronaldo, isso serviu de chicotada psicológica e hoje assistimos a um desempenho da parte do Ronaldo, consentâneo com o seu real valor e isso ficou bem patente nos dois golos que marcou e poderiam ter sido mais se a sorte nos tivesse favorecido. Não se trata pois de se transformar a besta em bestial. Apenas e só a crítica foi importante e resultou. Cristiano Ronaldo hoje empenhou-se a conseguiu demonstrar que efectivamente é um excelente jogador e não foi pelo facto de ter tido más prestações nos últimos jogos da selecção que os críticos o transformaram em besta, ele simplesmente não tinha demonstrado ser bestial nos jogos em que jogou mal. Quanto aos críticos daqueles que criticaram o Cristiano Ronaldo por uma realidade indesmentível, penso que não o favoreceram nada do ponto de vista da estimulação para o seu empenhamento.


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