Arquivo de Agosto, 2012

O blog “Bar do Alcides” publica a lista parcial de diversos maçons cujos nomes de vários deles são por nós conhecidos

E porque a sua divulgação julgo ser um imperativo da nossa consciência aqui reproduzo parte da lista para que por exemplo todos quantos sempre se admiraram pelo facto do Isaltino de Morais nunca ter sido preso e eu ter na altura referido porque se tratava dum membro da maçonaria e esse facto é suficientemente forte para impedir que tal acontecesse, porque os maçons como se constata por esta lista parcial além das funções que exercem pertencem a uma organização em que se auto-protegem, onde até não faltam magistrados judiciais.

Membros do Governo e Deputados

Rui Pereira (actual ministro da Administração Interna e ex-director dos serviços secretos)

António Castro Guerra (actual secretário de Estado adjunto, da Indústria e Inovação)

António Arnaut (ex-ministro socialista)

Jorge Coelho (ex-ministro socialista)

António Vitorino (ex-rninistro socialista, entretanto expulso do GOL)

Isaltino Morais (ex-ministro social-democrata e actual presidente da Câmara de Oeiras)

Almeida Santos (ex-ministro e ex-presidente do Parlamento)

João Cravinho (ex-ministro socialista)

Armando Vara (ex-ministro PS e actual administrador da CGD)

Rui Gomes da Silva (deputado e ex-ministro do PSD)

Carlos Zorrinho (ex-secretário de Estado PS e coordenador do Plano Tecnológico)

Fausto Correia (eurodeputado e ex-secretário de Estado socialista)

António Lamego (advogado)

António Pinto Pereira (advogado)

José António Barreiras (advogado)

Diamantino Lopes (ex-vice-bastonário da Ordem dos Advogados)

Rodrigo Santiago (advogado)

Nuno Godinho Matos (advogado)

Guerra da Mata (advogado)

Miguel Cardina (advogado)

Manuel Pinto (advogado)

Luís Moitinho de Oliveira (advogado)

Ricardo Sá Fernandes (advogado e ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais do PS)

Ricardo da Velha (desembargador jubilado e exparticipante no programa televisivo O Juiz Decide)

Jorge Silva Carvalho (chefe de gabinete de Júlio Pereira, director do Serviço de Informações da República Portuguesa)

José Manuel Anes (director da revista Segurança e Defesa)

José Fernandes Fafe (diplomata)

Fernando Reino (diplomata jubilado)

Abel Pinheiro (administrador da Grão-Pará)

Maldonado Gonelha (administrador da Caixa Geral de Depósitos e ex-ministro da Saúde socialista)

Fernando Lima Valadas (gestor da construtora Abrantina)

Amadeu Paiva (administrador da Unicre)

Carlos Monjardino (presidente da Fundação Oriente)

José Miguel Boquinhas (médico, presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental e ex-secretário de Estado socialista)

Germano de Sousa (ex-bastonárioda Ordem dos Médicos)

Cipriano Justo (médico e sindicalista)

Jacinto Simões (médico e ex-director do Hospital de Santa Cruz)

Santinho Cunha (médico legista)

Vasco Lourenço (militar de Abril)

Palma lnácio (ex-resistente antifascista e LADRÃO)

José Júlio Gonçalves (ex-reitor da Universidade Moderna)

António de Sousa Lara (professor e exsubsecretário de Estado da Cultura social democrata)

Lemos de Sousa (professor catedrático)

Jorge de Sá (professor e director da empresa de sondagens Aximage)

Fernando Condesso (professor)

José Manuel Fava (arquitecto e ex-sogro de José Sócrates)

Troufa Real (arquitecto)

José Jorge Letria (escritor)

Mário Zambujal (escritor)

José Fanha (escritor)

Fausto (cantor)

Carlos Alberto Moniz (cantor)

José Nuno Martins (apresentador)

Nicolau Breyner (actor)

Moita Flores (argumentista e presidente da Câmara Municipal de Santarém)

Henrique Monteiro (director do jornal Expresso)

João Proença (secretário-geral da UGT)

O meu comentário
Obviamente que estes são apenas os duma loja, porque o universo da maçonaria envolve outras lojas, das quais são membros, outros militantes do PSD,  nomeadamente o Miguel Relvas entre outros.

Acabei de ouvir agora algo que até me causou um forte arrepio na espinha

Afirmou o pivot do telejornal que a ANA que como todos sabemos é a entidade que gere os aeroportos do País e que por acaso até é das empresas públicas que apresenta lucros, vai ser vendida por negociação particular. Ou seja será o governo sem a presença de qualquer tipo de observadores que vai escolher a quem irá vender a ANA. Ora sendo esta empresa pública lucrativa como anteriormente referi facilmente se consegue apurar o seu real valor que confesso ainda não ouvi em nenhum órgão da comunicação social fazer qualquer referência. E claro está que isto ocorreu-me logo comparar com as adjudicações de obras públicas que são efectuadas por ajuste directo. Ou seja uma autarquia ou um qualquer organismo do Estado pretende lançar a concurso uma obra com determinada dimensão para a qual a Lei impõe a realização dum concurso que, quando público, tem a participação quer os concorrentes quer doutras pessoas que pretendam assistir. Ou seja as chamadas regras dos jogo na apreciação das propostas não podem ser viciadas. Mas quer as autarquias, quer organismos do Estado conseguem contornar a Lei e através de expedientes conseguem ao invés de concurso adjudicarem a empreitada da obra por ajuste directo. Para quem não sabe eu explico. Convida-se o empreiteiro com o qual habitualmente se concertam os arranjinhos (vulgo as luvas) para apresentar uma proposta para a realização de determinada empreitada. O empreiteiro convidado apresenta uma proposta em cujo valor estão incluídas as luvas a distribuir aos diversos beneficiários. Isto funciona sempre com dinheiro vivo, nada de pagamentos em cheques nem transferências bancárias porque é preciso acautelar a negociata. E a obra é realizada a um custo astronómico porque além da margem de lucro do empreiteiro a quem foi feito o ajuste directo há todo um universo de pessoas a comerem por conta. Ora esta negociata da privatização da ANA por negociação particular vai exactamente funcionar da mesma forma. Vou vendê-la a quem muito bem entenderem por um preço inferior ao real valor da empresa que gere os aeroportos e depois obviamente o beneficiário com o negócio compensará quem lho proporcionou. Estão a ver. Tudo isto na maior transparência a que já nos habituou este governo.

Isto está atingir o máximo do tolerável, face à expressão do 1º. ministro da histeria colectiva e do seu conselheiro económico a gritaria.

E é esta gente que tem militantes responsáveis por diversos golpes, quer a nível bancário que mexeram substancialmente no défice do país que se permitem fazer afirmações como aquela que acabei de ouvir ao conselheiro económico do governo que isto não se resolve com gritaria. É verdade, estou inteiramente de acordo com esta afirmação isto não se resolve com gritaria. Temos nós que vos aturamos e já estamos fartos de passar à fase seguinte. E quando isso acontecer estou certo de que vocês de calarão duma vez por todas.

Mas que raio de gente é esta que admira os EUA, o que a Alemanha está a fazer aos países em dificuldade e que depois de 48 anos de ditadura continua a reeleger forças da direita para governar

Isto é uma pergunta que deixo no ar, mas para a qual julgo ter a resposta. Existe ainda na nossa sociedade muita gente na qual me incluo que viveu no período ditatorial. Uns acomodaram-se durante o regime e há medida que foram tendo filhos incutiram-lhes a ideia de que este modelo de sociedade satisfazia porque na orientação educacional o slogan era 1º. Pátria e depois família. Ou seja o ditador conseguiu incutir nas mentes manipuláveis a ideia de que mais importante do que a família era a Pátria. A cultura e defesa destes princípios sem dúvida que se enraizou daí o facto de constantemente sermos confrontados com atitudes de jovens que não têm, nunca tiveram,  nem nunca terão a noção do que foi a ditadura de Salazar finalizada por Marcelo Caetano, por imposição do Movimento dos Capitães de Abril. E tal como existiam no regime da ditadura vários grupos económicos que eram donos e senhores do país, hoje em dia acontece exactamente o mesmo. Apenas com uma diferença,  um maior número de novos ricos, alguns deles proporcionados pelo partido que está no poder e são em número expressivo, alguns dos quais a sua forma de enriquecimento é conhecida por toda a gente. Essa mesma gente que quando os EUA invadiram o Iraque,  aplaudiram-nos com entusiasmo porque os norte-americanos lhes venderam a ideia que o Saddam Hussein possuía armas químicas o que constituía um enorme perigo para o mundo. Como ficou provado não passou duma enorme mentira mas entretanto o Iraque está destruído e praticamente com uma guerra civil instalada. Mas as intervenções dos norte-americanos não se resumem ao Iraque eles estão por detrás de todos os conflitos que se desenrolam quer em África, quer no médio oriente e de momento não estão na América Latina mas já por lá andaram a fomentar conflitos. E porque tal como já por diversas vezes escrevi os EUA têm a mais poderosa industria de equipamento militares, cujos proprietários e isso já foi por diversas vezes provado, apoiam candidaturas para as eleições presidenciais, o que obviamente prova a decisão e prontidão com que esses mesmos candidatos quando no exercício da presidência dos EUA, declaram guerra a determinados países, conseguindo nessas declarações o beneplácito das Nações Unidas. Pois curiosamente neste nosso País existe um número considerável de fãs dos EUA e sobretudo da instabilidade que eles causam em conflitos nos diversos países soberanos aos quais depois fornecem o armamento. Julgo que não estarei errado se disser que os fãs dos norte-americanos são os mesmos que servem de sustentáculo ao partido da direita que tem prejudicado Portugal. Mas a sua admiração não se resume à simpatia que têm pelos EUA, nutrem o mesmo sentimento pela Alemanha e a sua chanceler Angela Merkel que nos tem prejudicado sobremaneira e que numa linha semelhante à do Adolfo Hitler, não usando a força das armas,  usa a força económica para nos espezinhar. 

Acabei há pouco de ouvir o antigo titular da pasta do ambiente Carlos Pimenta referir a necessidade de se encontrarem soluções alternativas de energia

Oh senhor engenheiro, elas já existem no mercado só que as condicionantes impostas pelos governos desmotivam os consumidores nelas optarem. A solução do GPL já existe no nosso mercado há vários anos. Em nenhum país da Europa existem restrições aos automóveis que funcionam a GPL. Mas no nosso e porque todos os governos que têm passado por Portugal, têm sempre a preocupação de proteger a GALP a empresa que tem sido o refúgio económico para muitos de ex-membros do governo, nomeadamente e com maior peso para militantes do PSD. Esta é a realidade senhor engenheiro Carlos Pimenta. E porque não interessa pese embora no governo de Sócrates quisesse num absoluto faz de conta parecer ter como intenção de estimular energias alternativas, alterou o IA o famigerado Imposto Automóvel, pelo ISV, Imposto Sobre Veículos, deixando o dito incidir sobre a cilindrada dos automóveis e passando a incidir sobre o CO2. Obviamente que esta medida beneficiou sobremaneira os veículos com funcionamento a GPL pois este combustível é menos poluente que o gasóleo e gasolina. Só que o governo de Sócrates nem sequer este e já passou do ano de exercício mexeram nas limitações impostas aos automobilistas que usam nos seus automóveis o GPL. Neste país em que nas grandes urbes a dificuldade em parquear ao ar livre é por demais evidente em certas zonas, para quem possui um automóvel que funcione a GPL o parqueamento fechado não é, continua a não ser uma alternativa porque lhe está vedado através da legislação esse acesso. Mas não só. Aliás ainda há dias abordei esta questão. Nós somos um país de grande produção de vinho, o álcool que dele resulta, para além daquele que é aproveitado para uso doméstico e outra parte para produção de aguardentes e brandis, a maior parte do álcool resultante da produção vinícola é queimado. No Brasil com é sabido o álcool garante, tal como foi recentemente revelado, quase 80% do consumo de combustível dos automóveis que por lá circulam e como temos conhecimento o Brasil é um produtor já com expressão de petróleo. Lembro-me que há uns anos atrás foi feito um ensaio na zona do Alentejo para a produção de beterraba em larga escola com vista a obtenção de álcool o qual se destinava a ser utilizado como energia alternativa ao petróleo que importamos. A experiência resultou mas não passou disso, porque o objectivo é continuar a engordar a GALP e a quadrilha a ela ligada, num manifesto prejuízo dos consumidores. Portanto senhor engenheiro Carlos Pimenta não venham com sugestões cujas soluções já existem só que não interessa nem convém aos beneficiários da exploração dos produtos petrolíferos.

O anúncio da concessão da exploração da RTP tem estado na ordem do dia e não é caso para menos

As manifestações a nível de grupos de pessoas e não só, são de total repúdio por esta intenção do governo. Porque se estes gajos,  que me desculpem quem me lê, pois já atingi o limite da minha tolerância a este governo, pensam que podem fazer tudo quanto lhes apetece, estão redondamente enganados. E é bom que ponderem sobre isto para que não tenham que vir a arrepender-se. A RTP é uma estação de televisão criada no regime da ditadura, mas pertence ao povo que afinal é o Estado que infelizmente está mal representado por estes malfeitores que alguns eleitores resolveram escolher. A RTP não é,  nunca deverá ser, um instrumento do poder, daí a legitimidade da sua administração entender que o objectivo proposto é contestável e não desejável. Confesso que sempre me chocaram as remunerações principescas que alguns dos profissionais da RTP auferem, porque mesmo antes de a taxa audiovisual ser cobrada através da factura da EDP, posso afirmar e comprovar que muito antes e voluntariamente paguei a taxa à RTP algo que a maioria dos portugueses o não fazia e até era por isso criticado. Por isso mesmo, sendo um contribuinte de algumas décadas da televisão pública, não aceito nem admito que um qualquer governo se atreva a acabar com o canal público que foi pioneiro em televisão, tal como as rádios que igualmente foram também nessa área pioneiras, decidindo entregar a sua exploração a privados, direito esse que tão pouco a Constituição da República, lhes confere. Tenham pois juízinho senhores ditos governantes, porque o facto de alguns eleitores, sim porque tão pouco o número de votos obtidos vos confere legitimidade em termos representativos, não se exorbitem as vossas competência.

Não poderia ficar indiferente a este excelente artigo de opinião de Baptista Bastos publicado no DN de hoje

O país que pensa assistiu, entre o perplexo e o estarrecido, às declarações do sr. António Borges a Judite Sousa, na TVI. Perplexo porque viu um assessor substituir o Governo numa entrevista importante. Estarrecido pela frieza gélida com que o senhorito falou no extermínio do serviço público de informação, em troca de coisa alguma. A certa altura da extraordinária conversa, o sr. Borges, impávido e sereno, disse que a questão dos despedimentos previsíveis diria respeito ao novo “operador” logo que a RTP e a RDP fossem desmanteladas. O Governo lavava dali as mãos. Só um tolo admitiria que o preopinante falava com voz própria. Ele mais não era do que o eco, à sorrelfa, de Miguel Relvas, dissimulado nos bastidores pelas públicas razões conhecidas.

Há algo de desprezível na conduta moral de quem se serve de um outro para dizer o que, no momento, não está interessado em afirmar; e de repugnante, naquele que se substitui com a cara, a voz e a ideia. Ambos se equivalem e ambos são a imagem restituída da baderna a que chegámos.

A esta farsa não estará alheio o primeiro-ministro. Não passa pela cabeça de ninguém que o enredo foi montado sem o seu conhecimento. De qualquer das formas, ele terá de esclarecer o assunto. O sr. Borges, ao falar, como falou, assertivo e veemente, da privatização da RTP e da RDP, do que vai mudar e do que vai ser concessionado; dos funcionários que a entidade “compradora” entenderá, ou não, estarem a mais; da extinção absoluta do serviço público e da sua eventual entrega a interesses estrangeiros – disse-o com conhecimento de causa e no registo comum a um governante.

Este desvio do discurso cultural e político transforma-se num apelo ao desmantelamento dos percursos habituais das nossas heranças. Além da gravidade da proposta, e da natureza agressiva do seu conteúdo, que tende a subalternizar a própria democracia, parece-me insultuoso que seja um estranho ao Governo a dar notícia dos factos. E a pôr em causa, com displicente indiferença, a vida de quase duas mil pessoas.

As atitudes deste Executivo têm dissolvido o pouco que nos restava de orgulho nacional. Nenhuma neutralidade pode arbitrar estas pequenas infâmias. E são-no porque o desdém demonstrado pelos governantes parece querer criar as suas próprias razões.

A mística do neoliberalismo, perante um mundo sem pátria e de pensamento único, tem como objectivo o domínio pela obediência, pela submissão e pelo medo. O papel do sr. António Borges é o de um factotum desprovido de toda a singularidade. Em causa estão a grande crise de valores de que enferma a nossa época e a supremacia da finança sobre a diversidade civilizacional. Alegremente, caminhamos para o desconhecido, sabendo-se, de antemão, pelo que resulta da experiência, a configuração da catástrofe.

Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo acordo ortográfico.


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  • não a favoreceu. Bem longe disso. 7 years ago
  • Isto por aqui está desinteressante, ninguém aborda ninguém, por falta de tema desafiante, adeus e passem muito bem 7 years ago
  • Será que a ideia de rasgar, vai contemplar o plano tecnológico, para que Portugal possa ficar, mais atrasado no resultado lógico 7 years ago
  • a compra de de tamiflu que nem sequer está aconselhado para combater esta estirpe 7 years ago

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