Confesso que não gosto nada de ser repetitivo mas as circunstâncias a isso me obrigam

Já por diversas vezes escrevi que muita pouca gente, mesmo depois de decorridos 38 anos sobre a revolução dos cravos, sabe interpretar a democracia. E a razão porque me fez voltar a este tema foram as manifestações das ditas associações de defesa dos animais e anti-touradas exibidas no telejornal das 13H00. Pelo que foi dado observar pelas imagens embora não tenham sido reveladas o número de associações presentes os participantes eram francamente diminutos. E nada de estranho nisto porque essas ditas associações de defesa dos animais de anti-touradas não têm qualquer representatividade o que em democracia isso conta zero. Tal como conta zero a afirmação do presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo cuja representatividade é apenas e só aquela que lhe foi conferida pelo eleitorado que nele votou. Vamos lá ver se começamos efectivamente a interpretar a democracia no sentido de respeitar as maiorias, mas atenção representativas. Não sou particularmente adepto do espectáculo tauromáquico e digo muito sinceramente quando apenas por mero acaso e numa mudança de canal televisivo assisto a uma investida com consequências por vezes até graves do touro fico satisfeito porque chegou a vez dele se vingar dos maus tratos que lhe são infligidos. Esta minha postura é na razão porque seno espectáculo quem lida com o touro tem por objectivo martirizá-lo, o animal tem o mesmo direito de o fazer e se o colher com gravidade é-me absolutamente indiferente que o toureiro, o forcado ou qualquer outro lidador saia maltratado nessa lide. E porque  democraticamente vejo que no espectáculo tauromáquico o touro sendo um animal criado para o efeito da lide, é corpulento pode inclusivamente pesar 500 quilos ou até mais tem uma força brutal que pode derrubar o cavalo cujo cavaleiro o está a lidar e inclusivamente matá-lo acho que estas manifestações que são levadas a efeito com todo o direito democrático de quem as realiza, não podem nem devem ser tidas como representativas da abolição do toureio equestre que é praticado em Portugal e se os responsáveis que aliás já o deveriam ter feito tiverem dúvidas quanto à não representatividade das associações de defesa dos animais e os da anti-touradas, que realizem nas próximas eleições autárquicas um referendo sobre se a festa tauromáquica deve ou não manter-se em Portugal e duma vez por todas acaba-se com estes equívocos.

1 Response to “Confesso que não gosto nada de ser repetitivo mas as circunstâncias a isso me obrigam”



Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s




Arquivos

Central Blogs

congeminações

Central Blogs

Categorias

congeminações

  • 694,113 hits

4shared

Estou no blog.com.pt - comunidade de bloggers em língua portuguesa
Listed on BlogShares
Powered by BannerFans.com
Twingly BlogRank

twitter

congeminacoes

Follow me on Twitter


%d bloggers like this: