Arquivo de Setembro, 2012

Bastante tendencioso este artigo de opinião publicado no Autoblog, se tivermos em linha de conta que noutros países como por exemplo nos EUA nenhuma destas marcas alemãs tem preferência sobre a Lexus ou Infiniti

Teste Audi A4 Avant 2.0 TDI 163 cv

por Daniel Murias de 30 de Sep del 2012

 

Nada a fazer. Lexus , Volvo e Infiniti Eu tento de todas as maneiras, mas que é difícil derrubar o trio alemão liderando o segmento de sedan premium. Os clientes ainda preferem, de longe, a BMW , Mercedes e Audi . Este sucesso é devido a uma reputação de solidez, qualidades dinâmicas (ou desportividade ou conforto), ampla gama de motores diesel, especialmente, de alta tecnologia (mesmo opcional) e um alto valor residual faz a andorinha público com um preço de compra elevado um pouco. Para Audi, as contas A4 para mais de um terço do total das vendas da Audi. Cada novo A4 é uma aposta que a marca deve ganhar, é uma parte essencial do sucesso da marca. Ao mesmo tempo em seu segmento, o prémio continua a ser o líder indiscutível. Enquanto o BMW Série 3 a concorrência é cada vez mais difícil (e, talvez, agora ainda mais com a chegada do corpo na Série 3 Touring). Introduzido em 2008, o A4 partes uma plataforma com o A5. No mesmo ano, no Salão Automóvel de Genebra apresentou o Avant pausa corpo. Como o A5, o A4 tem sido acompanhado por um ligeiro restyling algumas atualizações em mecânica (direção eletromecânica, consumo reduzido) e que entrou em vigor no início deste ano. E agora vem as nossas mãos, o modelo gama homogénea, o A4 2.0 TDI 163 cv. E fá-lo com o corpo Avant, um favorito no mercado espanhol.

O meu comentário

Teria sido prudente da parte do autor do artigo sublinhar que este dita preferência se circunscreve a países europeus não mais que isso.

Muito sinceramente começo a não entender muita gente que encabeça os movimentos de contestação

Se é verdade que o País tem sido mal governado pelas duas forças políticas que têm disputado o poder após o 25 de Abril, o PSD e o PS, como tem sido manifestado pelos contestatários não partidários, também é voz corrente que a estas mesmas pessoas os partidos de extrema-esquerda que nunca tiveram responsabilidades governativas, não lhes servem porque afirmam não têm igualmente competência para assumirem a governação e outros haverá que ainda não afastaram a ideia do papão de criancinhas que o PCP lhes incute. Daí o facto de, neste universo de descontentamento e tomando por base a ultima sondagem o PSD desceu nas intenções de voto, o PS não subiu, e o BE e o PCP ficaram-se por 11% e 13% respectivamente, o que se eventualmente fossemos para eleições antecipadas, dificilmente estes dois partidos se entenderiam para formar um governo de coligação, dado que o PS jamais o aceitaria coligar-se na formação dum governo com qualquer uma das duas forças de extrema-esquerda. Ou seja não teríamos solução para a formação dum novo governo. E aqui ocorre-me perguntar. Afinal como é que os contestatários dos partidos existentes no nosso quadro político querem resolver o problema senão têm nenhuma solução ou sugestão.  É certo que também não podemos tomar como referência o número dos anti-partidários, porquanto ainda que pudesse ser o mesmo determinado por uma qualquer estatística não me parece a avaliar por todos quantos têm ao longo destas 30 décadas escolhido as forças partidárias da sua preferência, que o seu número fosse suplantado. Por isso julgo que,  seria muito conveniente,  que todos quantos acham que não existe no nosso quadro político uma força com capacidade para gerir os destinos desta Nação, que proponham soluções pois caso contrário nunca mais saímos da indefinição.

Olhem só. O Relvas volta a aparecer na celebração dum acordo que não vai resolver nada

Segundo os parceiros sociais, com excepção da CGTP que participaram na assinatura do acordo com o governo que visa estimular o emprego jovem, as palavras proferidas pelo responsável pela confederação da indústria, foram mais que esclarecedoras. O emprego não se estimula por este processo mas sim com reformas doutro tipo. Ora se atentarmos nesta expressão só podemos concluir que isto não passa de mais uma manobra de diversão, mas diga-se de mau gosto protagonizada pelo governo representado pelo pastel de nata o ainda ministro da economia que muito provavelmente será um dos candidatos a remodelar e até o próprio Relvas em que os barões do PSD são quase por unanimidade de opinião que deve sair do governo. Isto do aparecimento do Miguel Relvas,  importa realçar, acontece porque, esgotado todo o ataque que lhe foi movido pelas razões sobejamente conhecidas, deixou-se entretanto de se falar nele e por isso esse facto motivou-o a voltar aos écrans das televisões, não porque dele venha seja o que for de útil para o país e sobretudo para os portugueses mas porque ele está convencido de que se esgotaram todos os argumentos que serviram de base ao ataque que lhe foi desferido e para ele a vida continua como nada se tivesse registado. É assim. Quem tem lata, descaramento e sobretudo falta de vergonha nunca se dá por vencido.

Entregar uma pasta ministerial a alguém que há 40 anos seria um medíocre guarda-livros, hoje com a designação pomposa de técnico de contas ou gestor o resultado está à vista

Não tem competência para o exercício do cargo, por duas ordens de razões. Não sabe gerir o sector de saúde e sobretudo o seu conceito humano é absolutamente errado, porque deve apenas e só interpretar, a sua protecção e da sua família. Se isto é um ministro da saúde, mudem-no e ponham lá um arrumador de carros em locais super-lotados.

Já não consigo ouvir um telejornal face à projecção que dão a esta manifesta incompetência governamental

Os abutres dos bancos comerciais estão a desejar que esta palhaçada governamental lhes entregue ao desbarato o banco do Estado que afinal é nosso. Tenho dúvidas que o governo tenha legitimidade para o fazer ao abrigo da Constituição. Mas ainda que o tenha. Eu como muitos milhares de portugueses vou aqui e agora afirmar que não pensem privatizar a CGD. Nunca usei um qualquer banco privado, ou melhor da única vez que tentei alargar a minha relação a esse nível fiquei absolutamente desolado e jurei a mim mesmo que jamais tentaria abrir uma conta num banco comercial, face a um incidente que tive no então Banco Fonseca &  Burnay que deixou de existir mas foi suficiente para jamais confiar a minha pequena poupança a um banco privado. Sim porque foi disso que se tratou. O governo actual porque está no exercício pode privatizar tudo quanto entender, mas um facto não pode ignorar. A democracia permite-nos escolher as forças políticas que nos sacrificam e massacram, mas também dispomos daqueles que são o seu total inverso. Se porventura os eleitores descontentes e sobretudo os abstencionistas que são dúvida em número muito mais representativos face à direita que elegeu esta coligação, podemos nas próximas legislativas que embora faltem quase três anos para se cumprir a legislatura, reverter completamente o curso das acções empreendidas por este governo. E seria muito interessante uma coligação de partidos da extrema-esquerda ascendendo à governação de Portugal começar por nacional a CGD se efectivamente isso acontecer. E de seguida nacional a GALP, a EDP, a PT e todos as empresas que foram privatizadas voltarem ás mãos do Estado, sem qualquer compensação para os accionistas que já mamaram o suficiente e senão se sentem bem vão para o raio que os parta. Já imaginaram bem a receita que toda esta nacionalização representaria para o  Estado. Pois é. Tenham juizinho senhores governantes. Porque o próximo acto eleitoral, que será as autárquicas pode já servir de indicador da vossa corrida e a seguir as legislativas vai confirmar essa intenção, contrariamente ao que vocês estão a contar, ou seja irem pertencer aos conselhos de administração das empresas que vão privatizar, ficarem como aliás se justificaria no desemprego. E utilizando o instrumento de fácil despedimento que vocês aprovaram e as respectivas indemnizações vocês irão com um há frente e outro atrás. Não brinquem com o fogo que vocês vão-se queimar.

Isto só pode ser entendido como um golpe palaciano deste governo

A notícia começou a ser divulgada ontem na imprensa escrita e os canais de televisão deram “eco” a este que não passa dum golpe palaciano deste governo. Trata-se das buscas realizadas aos ex-membros do governo do PS e a altura não poderia ser melhor escolhida. Sim porque estando ultimamente o governo a ser atacado fortemente quer pelo povo quer pelos partidos da oposição, nada melhor que uma notícia bombástica destas para aliviar a carga. Curiosamente o canal da SIC, no seu programa designado “opinião pública” em que os telespectadores podem participar, tratou exactamente deste tema o que obviamente levou a que muita gente tivesse estranhado a oportunidade do momento. E como, embora estes governantes queiram fazer do povo parvo, as pessoas não o são de imediato muitos dos participantes acharam curiosa esta a altura para que fossem realizadas as buscas aos ex-governantes do PS.

Esta enorme desmotivação revelada por parte de muitos dos que participaram nas manifestações obrigam-nos a uma forte reflexão pelo perigo que isso pode representar

Alargar a base de esclarecimento, alargar a manifestação de descontentamento, desenvolver e alargar a participação activa e consciente dos cidadãos. Pela busca de alternativas a este caminhar para o abismo, que nos sacode há anos, e que com este governo se intensificou, para patamares impensáveis, porém normais, para quem está a tirar partido da situação. Ou seja, uma ínfima minoria que, tanto cá dentro como lá fora, não quer saber se há crise, dado que continua a enriquecer, mais e mais, como os números sobejamente provam.

 

No jornal Público de hoje (23 de Set 2012) Teresa de Sousa diz:

 

“… aquilo a que os americanos chamam de trickle-down economics (muito resumidamente, se se derem todas as condições aos ricos para se tornarem ainda mais ricos, alguma coisa sobrará para os outros) deixou de ser praticável nas sociedades democrática porque acabou o crédito fácil e barato que conseguiu manter durante algum tempo as classes médias mais ou menos satisfeitas, enquanto aumentavam as desigualdades sociais. Acresce que esta teoria aplicada a um país extremamente frágil social e economicamente como é o nosso é um passaporte para o desastre. O caminho só pode ser concertação, concertação, concertação. E muita imaginação…

 

E mais:

 

“… a única coisa importante da sondagem da Católica da semana passada é o facto de 87 por cento dos inquiridos se considerarem descrentes da democracia.”

 

Assim, podemos estar a caminho de uma enorme tragédia, e não só em Portugal, se os cidadãos descreem da democracia (por causa do comportamento intencional, consciente, dos políticos e tecnocratas ministros e outros governantes deste nosso tempo, que temos vindo a permitir (pelo voto e não só) que estejam à frente dos destinos do nosso e de outros países. É que, em tais situações, as sociedades regridem, podendo passar a preferir soluções de configuração ditatorial, cujas consequências são do tipo que a história infelizmente regista.

 

É por isso que esta, como outras manifestações de profundo descontentamento, devem ser conhecidas e fortemente divulgadas. Para ajudar a desenvolver e alargar a participação activa e consciente dos cidadãos.


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