Esta enorme desmotivação revelada por parte de muitos dos que participaram nas manifestações obrigam-nos a uma forte reflexão pelo perigo que isso pode representar

Alargar a base de esclarecimento, alargar a manifestação de descontentamento, desenvolver e alargar a participação activa e consciente dos cidadãos. Pela busca de alternativas a este caminhar para o abismo, que nos sacode há anos, e que com este governo se intensificou, para patamares impensáveis, porém normais, para quem está a tirar partido da situação. Ou seja, uma ínfima minoria que, tanto cá dentro como lá fora, não quer saber se há crise, dado que continua a enriquecer, mais e mais, como os números sobejamente provam.

 

No jornal Público de hoje (23 de Set 2012) Teresa de Sousa diz:

 

“… aquilo a que os americanos chamam de trickle-down economics (muito resumidamente, se se derem todas as condições aos ricos para se tornarem ainda mais ricos, alguma coisa sobrará para os outros) deixou de ser praticável nas sociedades democrática porque acabou o crédito fácil e barato que conseguiu manter durante algum tempo as classes médias mais ou menos satisfeitas, enquanto aumentavam as desigualdades sociais. Acresce que esta teoria aplicada a um país extremamente frágil social e economicamente como é o nosso é um passaporte para o desastre. O caminho só pode ser concertação, concertação, concertação. E muita imaginação…

 

E mais:

 

“… a única coisa importante da sondagem da Católica da semana passada é o facto de 87 por cento dos inquiridos se considerarem descrentes da democracia.”

 

Assim, podemos estar a caminho de uma enorme tragédia, e não só em Portugal, se os cidadãos descreem da democracia (por causa do comportamento intencional, consciente, dos políticos e tecnocratas ministros e outros governantes deste nosso tempo, que temos vindo a permitir (pelo voto e não só) que estejam à frente dos destinos do nosso e de outros países. É que, em tais situações, as sociedades regridem, podendo passar a preferir soluções de configuração ditatorial, cujas consequências são do tipo que a história infelizmente regista.

 

É por isso que esta, como outras manifestações de profundo descontentamento, devem ser conhecidas e fortemente divulgadas. Para ajudar a desenvolver e alargar a participação activa e consciente dos cidadãos.

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  • não a favoreceu. Bem longe disso. 7 years ago
  • Isto por aqui está desinteressante, ninguém aborda ninguém, por falta de tema desafiante, adeus e passem muito bem 7 years ago
  • Será que a ideia de rasgar, vai contemplar o plano tecnológico, para que Portugal possa ficar, mais atrasado no resultado lógico 7 years ago
  • a compra de de tamiflu que nem sequer está aconselhado para combater esta estirpe 7 years ago

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