Por partilhar da indignação expressa na missiva que o meu amigo João Baptista Coelho enviou ao presidente da CML, aqui vai a sua transcrição

João Baptista Coelho

R. Almada Negreiros, 229 – Tires

2785-128 S. DOMINGOS DE RANA

Outubro, 7, 2012.

Exmº. Senhor

Dr. António Costa

Presidente da Câmara Municipal de Lisboa

Excelência

Respeitosos cumprimentos.

Sou um cidadão português já com 85 anos de idade, a quem o tempo lhe deu uma certa experiência da vida. Alguém que se procura esclarecer sobre o que se passa à sua volta, para traçar linhas de rumo que se coadunem com a verdade e com a justiça, com as quais me possa respeitar a mim próprio como Homem.

E porque dois casos muito recentes me estão a perturbar a consciência, para os aceitar como normais ou para rejeitá-los de imediato, permito-me incomodar V. Excia. (por ser quem me possa esclarecer cabalmente), com uma pergunta, apoiada em duas imagens televisivas, relacionadas com as comemorações do 102º aniversário da implantação da República em Portugal, onde o município de Lisboa está presente direta e indiretamente.

1ª. Imagem – Uma mulher do povo presente na mini-manifestação junto do Pátio da Galé, em Lisboa, em 5 de Outubro, a gritar, desesperadamente, que tinha de estender a mão à caridade do seu filho para que pudesse sobreviver duma miserável pensão de sobrevivência de pouco mais de duzentos euros mensais. Isto, quando falava o senhor Presidente da República.

2ª. Imagem – A mostra, no mesmo dia, da sala onde iria processar-se o banquete comemorativo do evento, com vislumbres de luxo quase faraónico, onde estariam presentes figuras gradas da Nação.

O contraste, brutal e trágico, destas duas imagens, num tempo em que a nossa governação nos diz que procura repartir os sacrifícios e as benesses de forma equitativa, não poderia deixar de trazer-me, de espontâneo e ao pensamento, uma questão, para a qual procuro resposta. E a pergunta, aqui vai.. Direta e sem evasivas.

Pergunta – Quem teria pago os custos do opíparo e principesco repasto?! Cada um dos convivas “de per si”?!O município?! Ou os cofres do Estado?!

É que eu … também estendo a mão à caridade de meu filho!!!

Subjacente a esta questão, fica de pé a incerteza duma resposta que me seja dada em tempo útil. Lembro que, há dezenas de anos, no tempo em que o signatário era trabalhador por conta de outrem, a uma questão de ordem fiscal que coloquei ao então primeiro ministro Oliveira Salazar, obtive resposta, dele, pessoalmente, em 8 (oito) dias!

Esclareço, a finalizar, que do teor desta minha carta, não farei qualquer segredo, findo um tempo razoável para recebimento de resposta de V.Excia.

Com a renovação dos meus cumprimentos de respeito, subscrevo-me

João Baptista Coelho

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