Arquivo de Novembro, 2012

Não há maneira do líder do PCP perceber que o PS embora não tenha vindo a seguir uma política muito diferente do PSD não é a mesma coisa

Estive a assistir ao discurso do líder do PCP Jerónimo de Sousa e mais uma vez concluí que para ele o inimigo número um continua a ser o PS. De tal forma que por decisões assumidas pelo PCP no Parlamento, como foi o caso da votação do PEC IV apresentado pelo governo de José Sócrates o seu partido foi um patrocinador deste governo. E não vale a pena virem com argumentos com os quais tentam negar a evidência porque os factos por si só provam essa tendência. E curiosamente para o PCP e segundo acabei de ouvir a alguns participantes neste congresso, até o Bloco de Esquerda é uma espécie de partido que alberga dissidentes do PS, isto é aqueles militantes mais à esquerda. E pensa este PCP baseado no sucesso de manifestações, concentrações e contestações, que num acto de eleições legislativas antecipadas teria a hipótese de ser o próximo governo. Santa ingenuidade desta gente. Nem agora, nem proximamente , nem nunca o PCP, face ao que durante quase 40 anos de democracia os eleitores votantes portugueses demonstraram serão algum dia governo. Admito que num governo do PS formado por militantes de tendência esquerdista e face a um governo minoritário o PCP pudesse ser convidado para formar um governo de coligação, mas com a manifestação constante destas posições do líder do PCP e dos órgãos do partido que comungam da mesma opinião, nem desta forma algum dia o PCP chegará ao poder.  Mas é pena porque já tiveram tempo de perceber que tanto eles como o Bloco de Esquerda são vistos, pelo eleitorado como os contestatários de toda e qualquer política económica e social, mas não tem sido com esta postura que conseguem aumentar a sua representatividade parlamentar. Quer o PCP quer o BE tanto sobem como descem dependendo da conjuntura do país e da reacção de descontentamento do eleitorado votante, mas quer o aumento na percentagem de votos quer na descida a diferença não tem sido significativa e isso já há muito lhes deveria servir de indicador para mudar de discurso e embora possuam razões suficientes para condenarem as políticas do PS, a sua actuação em vez de os aproximar afasta. E já tiveram mais que tempo suficiente para se desenganarem quanto à sua eventual possibilidade de ascenderam à governação.

Afinal quem assume a responsabilidade dos prejuízos causados aos nossos automóveis causados pela degradada rede viária nas localidades

Tem chovido copiosamente e esse facto está a contribuir para, sobretudo nos remendos efectuados nos pavimentos da rede viária que foram objecto trabalhos levados a efeitos pela empresa distribuidora de gás natural, pelos SMAS e pelos telefones e cujo remendos na reposição do pavimento são normalmente deficientemente realizados. Estão a surgir verdadeiras crateras no asfalto que são tapadas com a água da chuva que cai o que não possibilidade a ninguém condutor poder precaver-se e evitar rebentar com uma jante de liga leve, um pneu ou até mesmo um amortecedor e porque não danificar a a direcção assistida. Há pouco quando me deslocava do meu local de trabalho para casa fui surpreendido por uma dessas crateras em que a roda do automóvel nela mergulhou provocando um enorme ruído, provocado pelo embate da roda no respectivo buraco. Como contínua a chover não faço ideia de quais terão sido as consequências, algo que só poderei avaliar quando o tempo melhorar. Mas admitindo que elas existem a quem depois devo pedir responsabilidades dado que, como proprietário dum automóvel, tal como qualquer outro estou sujeito a pagar os impostos que a legislação impõe. É que parece-me bem que neste país os automobilistas são têm apenas obrigações, porque os direito são cada vez menos reconhecidos. Se queremos circular temos de pagar o IUC, porque entretanto quando adquirimos o automóvel já tivemos de pagar 23% de IVA e ISV. Para o automóvel circular temos de o abastecer com combustível que para além do Imposto Sobre Produtos Petrolíferos, temos ainda de pagar 23% de IVA, ou seja o combustível que utilizamos nos nossos automóveis é duplamente taxado. Se queremos usar o carro para nos deslocarmos a qualquer sítio, para o parquearmos, temos de pagar igualmente e dependendo do período que necessitemos para tratar de qualquer assunto de este for demorado o custo do parqueamento é absolutamente exorbitante. Posto isto. Dá vontade de perguntar a todos os responsáveis por este constante saque aos automobilistas, quais são pois os seus direitos.

Como já nos habituou o Pedro Marques Lopes, brinda-nos no DN com mais este excelente artigo de opinião

1-Não chegarão a 4 mil milhões, mas existem seguramente muitíssimas razões para que se reforme o Estado. Sabemos que há gente a mais em muitos serviços públicos e a menos em outros tantos; conhecemos a ineficiência do Estado em variadíssimos casos; vivemos com a burocracia doentia e a loucura de termos de atravessar um calvário de patamares e decisores para obter simples licenças; um nunca acabar de repartições, empresas, institutos e afins para tratar de tudo e de nada, e muitas vezes das mesmas coisas; não há quem não consiga acrescentar et ceteras aos problemas de funcionamento do Estado. O Estado quis entrar em tantas actividades, quis jogar em tantos tabuleiros, que esqueceu as suas tarefas essenciais.

Não tem sido por falta de falar dela que a reforma do Estado ainda não foi feita: não há político que não encha o peito, faça ar de estadista e fale da necessidade absoluta de se reformar o Estado.

Também não faltaram institutos, secretarias de Estado e mesmo ministérios para tratar do assunto.

A bem da verdade, foram sendo feitas algumas melhorias e só mesmo por muita má vontade ou falta de conhecimento da realidade é que se pode dizer que as coisas não estão melhores do que, por exemplo, há dez anos. Isso tem acontecido não directamente por influência daquelas entidades especializadas, mas pelo método que normalmente funciona: pessoas competentes, com vontade de trabalhar, conhecedoras das realidade sectoriais e obedecendo a um plano bem pensado.

Todos sabemos, porém, que está muito por fazer.

Existirão muitas maneiras de começar um debate sobre a reforma do Estado, e existe, pelo menos, uma que impede qualquer discussão, qualquer plano, qualquer tipo de pensamento: “Vamos cortar 4 mil milhões na despesa do Estado.”

Coberto de razão está o Presidente da República quando diz que, no fundo, essa “reforma” chama-se Orçamento do Estado. Todos os anos o Governo propõe tirar daqui, pôr ali, diminuir a verba para esta actividade, aumentar para esta.

Começar por dizer que temos de cortar 4 mil milhões e chamar-lhe reforma é não saber o que quer dizer a palavra. Aliás, o porta-voz do Conselho de Ministros para assuntos delicados, Marques Mendes, quando anunciou a reforma apenas enunciou onde iam ser cortadas as verbas, nada mais que isso.

Uma reforma é muitíssimo mais que isso. Envolve estratégia, pensamento, estudo. Três palavras, entre outras, que não são propriamente o forte do actual Governo. Cortar eles sabem, o resto está à vista.

Sejam francos: não é reforma nenhuma, são cortes na despesa no valor de 4 mil milhões de euros – que irão ter consequências profundas, ninguém duvide – mas feitos com a “simples” intenção de cortar na despesa. Sem qualquer estratégia ou visão.

E ninguém desculpe os demagogos que sem vergonha nenhuma vêm dizer que um edifício, torto é certo, construído durante décadas se pode replanificar em três meses. Cortar, até em três dias o trabalho se faz; refazer e domar o monstro é outra coisa.

2-Uma coisa é cortar 4 mil milhões de euros na despesa do Estado, outra é reformar o Estado e outra ainda é repensar as funções do Estado.

Com o habitual pouco cuidado na utilização das palavras, o Governo tem umas vezes falado em reforma do Estado e outras em repensar as funções do Estado.

Cavaco Silva tentou esclarecer e disse ao jornal i : “Parece que o que está em causa é uma reforma profunda das funções do Estado…” Às tantas…

Pois, parece haver muita gente distraída, mas talvez fosse bom lembrar que há para aí um documento que traz definidas as funções e tarefas do Estado – chama-se Constituição.

É legítimo – e aconselhável – apresentar um projecto de revisão constitucional ou iniciar uma discussão sobre quais devem ser as tarefas e funções do Estado. O projecto será aprovado ou não, a discussão será mais ou menos profícua.

O que não pode ser feito é alterar a Constituição duma maneira clandestina secando financeiramente serviços, prestações ou o que seja que o texto prescreva.

Não é que eu pense que o Governo quer fazer isso. Acho que, coitado, a única coisa que sabe fazer é cortes cegos e seguir as ordens de Gaspar e dos loucos da troika, mas que pode ser a consequência dos seus actos, lá isso pode.

Acho o texto constitucional obsoleto, demasiado programático, carregado duma ideologia que já não espelha os valores dos portugueses. Mas é o que temos, e até ser alterado tem de ser respeitado. Chama-se Democracia.

Artigo Parcial

Os responsáveis do PSD depressa se esqueceram dos argumentos que utilizaram quando criticavam as medidas do PS

Certamente estarão lembrados aqueles que ultimamente têm ouvido os responsáveis do PSD, criticar o líder do PS, por este ser além de demagógico não ter alternativas para as soluções governativas inscritas no Orçamento de Estado para 2013. Ora no período de governação de José Sócrates, quando este era criticado pelos responsáveis do PSD sobre as medidas adoptadas e eram convidados pelo então 1º. ministro a apresentarem sugestões, a resposta lembrar-se-ão era sempre esta. Nós temos as soluções mas quem está no governo são vocês e é vossa essa responsabilidade. E desta forma os responsáveis do PSD se justificavam para não apresentar as soluções pedidas pelo PS, porque obviamente não as tinham como certamente não as terá o partido socialista. E não passamos disto, porque embora ambos os partidos tenham onde cortar as gorduras do Estado, que seria a extinção de alguns dos vários Institutos que não têm a mínima utilidade, para além daqueles que eles reconhecem que é o alojamento dos seus “boys” que depois de se empenharem nas campanhas eleitorais querem ver o seu esforço compensado e ainda acabarem com os subsídios atribuídos a diversas Fundações as quais também não têm a mínima utilidade, algumas das quais estão ligadas a destacados membros dos seus partidos. Se houvesse coragem política para acabar com estes apoios, não haveria necessidade de continuarem a massacrar os trabalhadores com o sucessivo aumento da carga fiscal. 

Como se prova por esta imagem os índios não foram extintos

 

E para se treinar em pinturas tudo serve como vê

Digam o que disserem protestem como quiserem, mas é assim que eles pensam

  • Digam o que disserem 
  • protestem como quiserem 
  • é assim que eles pensem 

 

  • aqueles que lá os puseram
  • pensam naquilo que fizeram
  • mas agora desesperam 
  • não há razões que os convençam 
  • Para esta trupe governativa
  • deixar de nos martirizar 
  • com a sua acção desmedida 
  • que nos tem de mobilizar 

 

  • Para num esforço concertado
  • acabarmos com este resultado
  • que está a afundar Portugal 
  • este governo não está habilitado
  • pelo período já comprovado 
  • que não tem estado a resultar  

 

  • Que importam as opiniões favoráveis
  • vindas de entidades externamente
  • se elas estão a ser desagradáveis
  • para quem está a viver pobremente 

Faz este mês 9 anos que o meu blog foi criado e em Novembro de 2004 festejei desta forma o 1º. aniversário

Neste dia a esta hora
Nasceu o congeminações
Tarefa muito embora
Com várias atribulações

A primeira foi o título
Com que o queria designar
não para o tornar um mito
de quem anda a navegar

Pedi sugestões à família
Mas estas ficaram de dar
Uma ajuda precisa
Para o poder titular

Acabei por ser eu
A ter que o escolher
Porque ninguém entendeu
Que isto era mesmo a valer

Foi ao longo deste ano
Que muito aconteceu
ultrapassando o engano
De quem muito escreveu

No início do postar
Calinadas foram muitas
Vinham-me logo arrear
Entendidos em batutas

Das reacções que fui tendo
Por tanto me enganar
Fui afinal aprendendo
A melhorar o blogar

Foi na Weblog que consegui
alojamento num instante
Nego-me a sair daqui
Sou sua parte integrante

Foram muitos os amigos
Que consegui arranjar
Naquele jantar convívio
No restaurante Brisa do Mar

Mas oportunidade não tive
De muitos poder contactar
No período em que estive
Nessa noite a conversar

Por isso valeu a pena
Muitas horas a blogar
Não resolvi qualquer problema
Mas vou continuar a tentar

Neste contacto diário
Com muita gente afinal
Vou revelando um ideário
Convicto e fraternal

O resultado afinal
é muito gratificante
E a prova racional
Não fica nada distante

Está aqui bem presente
Nesta minha estatística
Afinal muita boa gente
Brindou-me com a sua visita

Bem haja a todos aqueles
Que durante todo este tempo
Brindaram-me com os seus saberes
Que me transmitiu algum alento


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  • RT @fernando_cabral Blogger da Geórgia explica ataque ao twitter http://bit.ly/Oybo5: Fica assim provado que os russos são uns tipos porreir 7 years ago
  • não a favoreceu. Bem longe disso. 7 years ago
  • Isto por aqui está desinteressante, ninguém aborda ninguém, por falta de tema desafiante, adeus e passem muito bem 7 years ago
  • Será que a ideia de rasgar, vai contemplar o plano tecnológico, para que Portugal possa ficar, mais atrasado no resultado lógico 7 years ago
  • a compra de de tamiflu que nem sequer está aconselhado para combater esta estirpe 7 years ago

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