Saiu o Louçã mas no BE ainda continuam radicais que vão contribuir para o seu desmantelamento

Ontem gostei de ouvir o discurso do Daniel Oliveira, um militante do Bloco de Esquerda que, contrariamente a muitos dos seus camaradas não vê no PS um adversário a abater. Se é certo que o PS desde que Mário Soares engavetou o socialismo, se colocou à linha de rumo do PSD, passando a parecer em termos de opinião pública mais do mesmo, também é certo que em matéria da preservação dos direitos sociais o partido socialista tem tido um comportamento diferente do adversário com quem tem disputado o poder. Na minha opinião o actual líder do PS, pelas posições que tem assumido e lhe têm valido fortes criticas, não é a pessoa indicada para imprimir no PS as reformas necessárias para duma vez por todas o socialismo ser retirado da gaveta, sob pena de, se não o fizer, ser obrigado a alterar a designação para Partido Conservador. E foi isso que o Daniel Oliveira fez sentir no seu discurso ao partido socialista, esta necessidade que curiosamente o líder do PS fez parecer ter intenção de reformular o partido,  mas que ninguém acredita. Mas este militante do BE que pelas posições anteriormente assumidas demonstra não ser um radical, afirmou ontem, que a ascensão ao poder jamais deverá ser pensada com a exclusão do partido socialista. Os seus camaradas Fernando Rosas e outros da mesma linha radical do ex-líder Francisco Louçã, não admitem tal hipótese, pensando erradamente que o descontentamento popular os levará ao poder, tal como aparentemente aconteceu na Grécia, mas cujas expectativas do seu congénere grego, o Syriza, caíram por terra após a realização de eleições. O eleitorado português já o demonstrou através dos vários actos eleitorais que os partidos de extrema esquerda não terão nunca a possibilidade de isoladamente ascenderem ao poder. E se os seus líderes se animam com as adesões ás ultimas manifestações populares, quer organizadas por partidos quer por gente anónima, que isso é o sinal da sua provável ascensão ao poder, desenganem-se porque isso jamais acontecerá no nosso País. Por isso e sem correr qualquer risco de me enganar, o PCP e o BE, se continuarem a insistir no mesmo erro de atacar o seu adversário político, o partido socialista, jamais chegarão ao poder, não passando de meros contestatários no parlamento, com mais ou menos um deputado na sua bancada.

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