Por estar de acordo com esta opinião deste articulista, faço a transcrição parcial do seu artigo, publicado no DN.

Não gosto de gente que se esconde. Que não dá a cara. Que prefere o anonimato nos insultos, nas agressões e nas insinuações, seja no terreno físico das manifestações e dos protestos ou na virtual Internet, espaço livre e democrático onde todos os disparates parecem ser permitidos.

Serve esta introdução para refletir sobre o que aconteceu esta semana em frente à Assembleia da República.

Um bando de energúmenos, de cara tapada, resolveu sabotar a greve geral convocada pela CGTP. Armados de pedras de calçada portuguesa e mochilas com petardos e frascos de ácido para fabricar explosivos, decidiram aderir às manifestações de 14 de novembro, com o claro propósito de transformar as ruas de Lisboa num campo de batalha, com paralelo na pior Atenas de que temos memória.

A primeira conclusão, tão óbvia que até irrita, é que a jornada de luta sindical – uma das maiores em democracia, na contabilidade da CGTP – quase desapareceu do espaço mediático, passando este a ser ocupado pelo “gangue do calhau”. A partir das cinco da tarde de quarta-feira, ainda faltavam sete horas para o fim da greve, já só se falava de tensão, pedradas, rebentamentos, cordões policiais, grades derrubadas, caixotes de lixo a arder, vidros partidos, enfim, dos marginais. E, por fim, dos confrontos, da violência e do rasto de destruição por ela deixados. A greve geral, mais do que legítima, passou quase a nota de rodapé. E uma manifestação que juntou milhares de portugueses em protesto contra a brutalidade da austeridade viu os seus efeitos junto do Governo quase anulados.

É bom que se perceba que estes agitadores, que se escondem atrás das máscaras e dos lenços importados, e que atuam sob o pretexto do direito de manifestação, não passam de arruaceiros inimigos da Democracia. As consequências para o regime podem ser devastadoras. Não faltará quem, daqui a não muito tempo, caucionado pela ação destes vândalos, comece a falar de hooliganismo nas manifestações. De proibir a presença de certos indivíduos nos protestos de rua, o que corresponderá, naturalmente, a uma limitação inaceitável dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos. Do caos e da anarquia nascerá o inevitável populismo e a demagogia, criando-se assim um caldo de cultura propício à emergência de todo o tipo de extremismos.

 

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