Arquivo de Dezembro, 2012

A liberalização do mercado energético, tal como aconteceu com o da distribuição de combustíveis e das comunicações não passa dum embuste

Pessoalmente nunca me senti tentado a partir do momento em que surgiram no mercado liberalizado das telecomunicações os diversos operadores ditos concorrentes da PT, embora sistematicamente pressionado pelos respectivos comerciais que me batiam à porta ou me abordavam através do telefone das diversas empresas que surgiram no mercado a minha resposta foi sempre a mesma não estou interessado porque estou bem servido. Sempre fui cliente fidelizado da PT e do ponto de vista da qualidade do serviço pouco ou nada terei a criticar. Mas entretanto fui chamando a atenção de diversos amigos que, aliciados por preços ditos convidativos mudaram de operador de telecomunicações. Todos eles sem excepção voltaram para a PT porque chegarem à conclusão que tinham feito uma má escolha porque o benefício inicial do custo das chamadas acabou por se perder ao fim de algum tempo para além de inconvenientes na prestação do serviço. Disse-lhes eu avisei. Como todos estamos lembrados a liberalização do preço dos combustíveis contrariamente ao argumento do idiota do então primeiro ministro José Manuel Durão Barroso, não trouxe qualquer vantagem para os consumidores bem pelo contrário, os combustíveis não pararam de subir atingindo valores absolutamente proibitivos. E não vale a pena virem com o argumento das oscilações nos mercados internacionais do preço do barril do petróleo, que embora possa justificar um ligeiro aumento não justifica o brutal aumento que os combustíveis tiveram. E a provar o que afirmo está o facto de que no ano transacto no 2º. semestre a GALP vendendo apenas metade dos hectolitros de combustíveis no país pela natural quebra, lucrou o dobro em relação ao ano de 2010. Por estas razões fica provado que a liberalizou do fornecimento de bens contrariamente ao argumento dos responsáveis governativos de que a concorrência é benéfica para os consumidores isso não passa dum embuste, como aliás tem vindo a ser provado. A liberalização do mercado energético, vai exactamente produzir o mesmo efeito do que as situações anteriormente citadas. De resto ao que parece segundo a imprensa escrita a Endesa uma das empresas de distribuição de energia eléctrica, está confrontada com processos judiciais por cobrança indevida a clientes  julgo que não domésticos dado que estes têm até 2015 para fazerem as suas opções. E tal como em relação ás telecomunicações fui sempre um cliente PT, já optei pela EDP Comercial em substituição da Universal não muito preocupado com o facto de aparentemente não ter compensação em matéria de preço final, mas apenas e só pela convicção de que o mercado liberalizado não passa dum embuste.

Segundo o Autoblog este concept será a aposta da Gazoo Racing baseado na transformação do Toyota GT86

Trata-se dum motor sobrealimentado que debita 320 cavalos de potência. As imagens foram surripiadas do Autoblog.

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O meu grande aplauso à Fernanda Câncio pelo seu artigo de opinião publicado no DN

Shakespeare, lembrava ontem Rui Pereira no Correio da Manhã, pôs a verdade na boca de um bobo. Podia também ter escrito que não há fúria na terra como a dos jornalistas gozados.

Sim, o sentido de humor faz muita falta. Se o usássemos mais veríamos como esta parábola do Artur nos faz o retrato, na sua genial redução ao absurdo. Com o seu “nós lá na ONU” e o seu discurso ouvido com reverência e sem contraditório, Artur faz alguma diferença de António (Borges) e o seu ‘nós lá na Goldman Sachs” ou “nós lá no FMI”, o “nós lá na troika” de Abebe (Selassie), ou o “nós lá no BCE” de Vítor (Gaspar)? Num caso é falso e nos outros é verdade, direis. Mas é o lugar de onde se fala que conta, ou o sentido que faz o que se diz, sua verdade e efeito?

Que o que o Artur dizia são disparates, ouvimos agora. Admitamos que sim; que é “o que as pessoas querem ouvir”, como ontem o diretor do Diário Económico, António Costa, afirmava no Twitter. Mas há dois anos, quando os media clamavam pelo pedido de resgate para a seguir cantarem loas às “soluções” e ditados da troika, e logo depois, durante a campanha eleitoral, repetirem, sem a questionar, a conversa das “gorduras do Estado”, era de quê, factos indesmentíveis, que ninguém queria ouvir, que se tratava? Onde estavam os jornalistas económicos quando PSD e CDS juravam que, uma vez no poder, bastaria “cortar no supérfluo” e nada de aumentar impostos, nada de fechar centros de saúde, escolas, racionalizar o Estado, tudo isso que o Governo anterior fazia, claro, por pura maldade? E onde estão agora, que até o Pedro admite ser a generalidade da despesa do Estado com prestações e serviços sociais, os reconhecimentos de terem sido levados ao engano, os mea culpa por não terem feito “o trabalho de casa”? Onde estão as acusações de burla e os apodos de burlão a quem vendeu a história falsa?

Difícil encontrar hoje um analista ou jornalista que não faça pouco das previsões do Vitor, não é? Mas quem não se recorda de ter sido apresentado como “um técnico brilhante e apolítico”, “uma infalível máquina de contas”, e a sua austeridade como “o único caminho”? E já não se lembram de como o Pedro era “um homem sério”, “sensato”, “bem falante” (!), que “não enganava ninguém”, e o Álvaro um brilhante académico que trazia do Canadá a saída para todos os problemas?

Artur mentiu, arranjou uns cartões falsos, pretendeu ser autor de um estudo que não é dele e pertencer a uma organização prestigiada que, de resto, nada faz – para não variar da sua atitude geral – para se defender de tal reivindicação. E assim fez discursos, deu entrevistas e chegou à TV. Foi uma bela partida; se fosse a ele fazia disto tese académica ou reportagem, com o título “Como enganei os media portugueses, como são fáceis de enganar, e como enganam quem os consome”. Às tantas ganha o Pulitzer. Merece. Até porque, ao contrário dos outros burlões, e tantos são, não nos fez mal algum.

Mais uma vez tiro o meu chapéu a Baptista Bastos por este seu artigo de opinião publicado no dia 21 no Jornal de Negócios

Chegamos a esta data com o desespero de quem não vê melhoras na situação.

Chegamos a esta data com o desespero de quem não vê melhoras na situação. O ano foi terrível, não só pela imposição de uma ideologia que contradiz os princípios do humano, como pelo rol de mentiras, dissimulações, aldrabices que parece ter-se tornado em trivialidade. Aguentamos viver neste embuste? Aguentam, aguentam!, exclamou, grave e impositivo, o garboso banqueiro Ulrich, conferindo à extraordinária afirmação o cunho de um carácter e a marca de uma certeza em que só ele quer acreditar.
Entretanto, os ministros andam de um lado para o outro, sorrateiros e amedrontados, rodeados de guarda-costas, incapazes de olhar de frente quem os interpela. Há qualquer coisa de sórdido nesta situação, que parece prolongar-se até à náusea. As ondas de indignação e de protesto que varrem, transversalmente, o País não comovem o Governo. Os dias rolam sobre os dias e os meses varam os meses, sendo que, a toda a hora, algo acontece que nos humilha, entristece e desatina, como povo e como nação.
Um garotelho, pertencente a uma coisa que dá pelo nome de Juventude Social-Democrata, quis ter graça e invectivou Mário Soares, servindo-se, inapropriadamente, da frase chula que Juan Carlos de Espanha apostrofou Hugo Chavez. Não é mau que os mais novos sejam novos e irrespeitosos; o pior é quando o não são e assumem os ditos dos mais velhos. Soares tem os defeitos que se lhe conhecem, mas é notável que alguém com quase noventa anos se indigne, proteste e vitupere, com o vigor de quem se não resigna.
O panorama, neste fim de ano, é a moldura de uma queda abismal e trágica. Tivemos o azar de colocar em Belém um indivíduo inculto, possidónio, que só age para um lado e, mesmo assim, canhestramente. O dr. Cavaco é o almirante Américo Thomaz ressurrecto. E só não dá vontade de rir porque o seu comportamento é trágico: arrasta consigo, com as suas dubiedades e indefinições, um país inteiro.

 

Os milhões de portugueses que protestam, nas ruas de todo o país, encontram, na surdez indiferente do poder, um desprezo que se não coaduna com a própria natureza de quem deveria ter princípios democráticos. Mas o Governo anda de bandeira republicana na lapela do casaco, numa manifestação desarvorada de grotesco, e possui, da República (cujo feriado aboliu), um conceito de eguariço.

 

Uma pessoa de bem nada de bom ou de bem pode dizer deste Governo. É pena. Porque é outro, mais outro, a depredar os nossos sonhos e esperanças. O pior é que, quem vier, e quando vier, não saberá como sair da embrulhada. A Esquerda é o que é; e o PS tem um secretário-geral sem brio, sem grandeza e sem energia. E está rodeado de gente que o não aprecia, que o bajula porque ele é o que é: a evolução na continuidade.
Creio que o facto mais relevante ocorrido este ano foi a manifestação “inorgânica” de Setembro. Mas também creio que esse protesto imponente e impressionante não passou de isso mesmo: imponente, impressionante e sem continuidade ou de continuidade intermitente. Estamos a ser roubados em nome da legalidade do voto, e ainda não conseguimos alterar a natureza da situação. Circulam abaixo-assinados, como no antigamente da história, e, lendo-os, verifico que os nomes são os mesmos de há cinquenta anos. Velhos combatentes que se não resignam; porém, velhos. É bonito e exaltante; porém, velhos.
Passos Coelho e os seus estão a vender o País a retalho. As privatizações levantam sérias apreensões a muita gente; e a pressa com que elas estão a realizar-se acentuam as suspeitas da existência de negócios pouco claros. Aliás, tudo o que este Governo faz, diz ou pratica levanta logo um muro de desconfianças. A própria manutenção de Miguel Relvas como ministro faz parte do cardápio de preocupações generalizadas.
Não vejo como poder dizer algumas frases de contentamento, numa situação degradada moralmente e desesperada socialmente, como a nossa. Olhem: leiam livros, leiam os nossos grandes clássicos; frequentem a Bíblia, fonte de ensinamentos e de resistência; descubram a obra poética de Ruy Belo, que faria oitenta anos em Fevereiro; e tenham vergonha por aqueles que a não têm.

 

Estamos muitos a retroceder, no nível das nossas vidas, mas temos que perceber, que não é pelas nossas dívidas

  1. Estamos muitos a retroceder
  2. no nível das nossas vidas 
  3. mas temos de compreender
  4. que não é pelas nossas dívidas
  5. Houve quem sempre viveu 
  6. acima das suas possibilidades
  7. e por sistema a crédito recorreu 
  8. para exibir suas vaidades 
  9. Vamos tendo conhecimento 
  10. que membros dalguns partidos
  11. tem no seu enriquecimento
  12. procedimentos de bandidos
  13. A justiça não os pune
  14. por algum comprometimento
  15. dado que também a une 
  16. um certo relacionamento 
  17. Advogados e juízes frequentaram
  18. sabemos a mesma universidade
  19. por essa razão nunca condenaram
  20. quem faz parte da sua amizade 
  21. O nosso sistema judicial está 
  22. como se vê muito conspurcado
  23. como temos visto não há 
  24. político corrupto condenado

Segundo o Autoblog a procura no Japão do Subaru Forester ultrapassou em 4 a expectativa do fabricante

Foram inicialmente previstas a venda de 2.000 unidades mensais deste modelo recentemente lançado no mercado, mas nas 4 primeiras semanas foram vendidos no Japão 8.149 Subaru Forester. Eis imagens surripiadas do Autoblog.

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Sinais dos tempos ou o sintoma do regresso ao passado

O episódio que continua a ser relatado na comunicação social relativamente ao condenável a todos os títulos procedimento do gerente do banco Santander, trouxe-me à memória um episódio que se passou comigo e de imediato vou relatar dadas as semelhanças. Chegado de Angola com a minha família e alojado em casa de famílias passados alguns meses senti a necessidade de tentar possuir a minha própria habitação ainda que em regime de aluguer. Com algumas poupanças que consegui efectuar em virtude das despesas serem partilhadas com os familiares que me acolheram, resolvi adquirir um automóvel usado a fim de poder mais facilmente e aos fins de semana uma vez que me encontrava a trabalhar nos dias úteis, procurar um apartamento disponível para arrendar ou eventualmente nessa impossibilidade adquirir através de crédito bancário. Na altura e próximo do local onde mais tarde adquiri o apartamento que possuo, encontravam-se vários edifícios na altura de recente construção em processo de venda em propriedade horizontal. E como gostei do local resolvi estacionar o meu FIAT 600, usado, em frente da porta principal do edifício. No átrio de entrada encontrava-se um indivíduo de fato e gravata que ao ver-nos entrar nem sequer manifestou qualquer interesse em perguntar o que queríamos. Mas ainda assim, após saudá-lo perguntei-lhe se tinha apartamentos para alugar. A resposta foi imediata que só dispunham de apartamentos para venda não para aluguer, acrescentando de seguida e não me parece que vocês tivessem condições económicas para poderem adquirir nesta urbanização um apartamento. Sinceramente que me apeteceu naquele momento ser mal-educado com o indivíduo, cuja atitude revelou tratar-se de alguém que não estava a altura de atender potenciais clientes na compra de apartamentos ou seja ainda imbuído daquele espírito que alguns porteiros de prédios cultivaram durante a ditadura, mas reservei o comentário para o regresso na companhia do familiar que me acolheu e fomos unânimes em concluir que, para algumas pessoas o tempo da outra senhora ainda se mantinha.


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  • RT @fernando_cabral Blogger da Geórgia explica ataque ao twitter http://bit.ly/Oybo5: Fica assim provado que os russos são uns tipos porreir 7 years ago
  • não a favoreceu. Bem longe disso. 7 years ago
  • Isto por aqui está desinteressante, ninguém aborda ninguém, por falta de tema desafiante, adeus e passem muito bem 7 years ago
  • Será que a ideia de rasgar, vai contemplar o plano tecnológico, para que Portugal possa ficar, mais atrasado no resultado lógico 7 years ago
  • a compra de de tamiflu que nem sequer está aconselhado para combater esta estirpe 7 years ago

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