Arquivo de Julho, 2013

Os vendilhões da Pátria têm sido os partidos do arco do poder

Ninguém minimamente atento ao que tem sido nestes quase 4 décadas de governação pelos chamados partidos do arco do poder, não pode tirar outra conclusão que não seja a de que têm sido eles os vendilhões da Pátria. É indiferente o facto de ter sido o PS aquele que mais tempo esteve no poder comparativamente ao seu rival PSD. Coloquei rival intencionalmente na medida em que nas linhas de governação não existe qualquer rivalidade. Deste o fundador do Partido Socialista Mário Soares que engavetou o socialismo, nenhum dos líderes que se lhe seguiram e cumpriram mandatos na governação alguma vez se atreveram a tirar o socialismo da gaveta. Estamos de resto perante um partido que de socialista apenas e só tem na sua designação. O Partido Socialista de resto quando ganha eleições ao PSD perde o apoio eleitoral que este logo a seguir lhe ganha. E isto porque os eleitores votantes temem vá-se lá saber muito bem porquê, os partidos de extrema esquerda e confiando nas promessas eleitorais dos dois partidos do arco da governação insistem em neles votar para logo a seguir à sua ascensão ao poder se arrependerem visto as promessas eleitorais não serem cumpridas bem pelo contrário., as medidas governamentais serem elas sim lesivas dos seus interesses. Mas o facto das governações que se registaram ao longo destes 39 anos terem sido desastrosas do ponto de vista das medidas preconizadas sendo elas normalmente de favorecimento dos grandes grupos económicos, tem havido um crescendo na corrupção por parte dalguns responsáveis por cargos públicos que delapidaram recursos que não possuímos e nos levaram à crise que agora estamos a viver. Referem agora os políticos no poder que somos um protectorado em termos económicos e financeiros dos países ricos da Europa, porque os portugueses gastaram acima das suas possibilidades e agora chegou a altura de termos de arcar com esse compromisso.  Nada de mais falso e isso está comprovado por diversos investigadores nomeadamente a historiadora Raquel Varela. O país chegou à situação em que se encontra, primeiro porque a Banca ávida pelo lucro fácil investiu para dos seus elevados lucros em activos tóxicos tendo com isso perdido milhões de euros. Depois porque os diversos governos aceitaram de ânimo leve destruir a nossa frota pesqueira e a produção agrícola, era então primeiro ministro o actual presidente da república, o que nos colocou numa situação de quase total dependência dos exterior dos produtos nacionais, tendo enriquecido com isso uns amigalhaços do PSD que possuíamos grandes propriedades no Alentejo e que receberam chorudas verbas por nada produziram o mesmo acontecendo com os industrias das pescas que aceitaram abater as suas frotas de barcos de pesca.  Mas não bastando isso e sobre o patrocínio de barões do PSD ocorreu em Portugal a falência do BPN que representa a maior fraude alguma vez registada em Portugal e cujos responsáveis saíram ilibados porque o Tribunal se declarou incompetente para julgar este processo que envolveu apenas e só destacados membros do PSD alguns dos quais até fazem parte da esfera do poder. Perante estes factos que não podem ser desmentidos, traduzem a mais pura realidade só podemos concluir que estamos perante vendilhões da Pátria, todos quantos passaram pela governação em Portugal.

Por concordar com o articulista reproduzo este artigo de opinião publicado no “Expresso”, embora não tenha dúvidas que não é isso que vai acontecer

Cavaco Silva vai ter de convocar eleições antecipadas

Portugal vive actualmente um período negro. Não só do ponto de vista económico-financeiro, mas sobretudo do ponto de vista político. Aquilo que sucedeu nas duas últimas semanas foi uma autêntica paródia política (para ser simpático!). O resultado das negociações propostas pelo Presidente da República terminou como se esperava: com uma enorme e rotundo desacordo, com o PS a saltar fora. Vamos ser sérios e realistas: o fracasso das negociações era o único resultado possível. Porquê? Vejamos.

Em primeiro lugar, o processo negocial começou logo com um pecado original: Passos Coelho anunciou que aceitava o repto do Presidente da República, mas que era inflexível quanto às metas fundamentais do seu programa. E quais eram essas metas? Redução dos funcionários públicos, manutenção do nível fiscal e privatizações. E quais são as discordâncias de fundo do PS em relação á governação passista/portista? Ora, estão relacionadas precisamente com esses três pontos. Portanto, se Passos Coelho é inflexível quanto a esses três pontos e António José Seguro o quer verdadeiramente esses três pontos, à partida, o acordo é impossível! Como é que pode haver um acordo de vontades entre duas partes, se essas partes são, no processo de formação do acordo, inflexíveis quanto a pontos cruciais do objecto negocial? É impossível! É, pois, quase anedótico ouvir PS e PSD falarem de “boa-fé negocial”: esta é mais uma expressão da retórica deste poder caduco. Nem sequer têm noção do ridículo em que caiem quando, na mesma frase, expressam duas ideias altamente contraditórias: entrámos no processo de boa fé, mas inflexíveis. Pois… Devem achar que os portugueses são estúpidos.

Em segundo lugar, António José Seguro não se pode fazer de vítima ofendida. Porque António José Seguro, ao contrário do que pretendem os novos seguristas convertidos que pululam por aí na blogosfera e na imprensa escrita, não foi nenhum Patriota ou homem com Sentido de Estado neste processo. Bem pelo contrário: António José Seguro foi um medroso. Então, cabe na cabeça de alguém que o partido que está a negociar um acordo de salvação nacional com o Governo, vota, no Parlamento, uma moção de censura a esse mesmo Governo? Quer dizer: os parlamentares socialistas votam uma moção de censura que teoricamente serve para derrubar o Governo, enquanto que os responsáveis máximos do partido estavam à mesa das negociações com o Governo que queriam derrubar! Isto não é infantil. Isto não é amadorismo político. Em português, só há duas palavras para descrever o comportamento do PS: ridículo e risível (por acaso, a palavra que me passou pela cabeça é estúpido, mas não a vou dizer pela consideração, muito pouca, que ainda tenho por António José Seguro). Portanto, Portugal – que é o mais importante, a nossa Pátria – parou, com prejuízos sérios para a nossa economia, para que os políticos-politiqueiros andassem a brincar durante uma semana aos polícias e aos cowboys. E agora vem o ponto ainda mais censurável: brincadeira que mereceu o alto patrocínio de Sua Excelência, o Presidente da República.

O mais surpreendente nesta história é que Cavaco Silva sabia que PSD e PS tinham posições políticas irreconciliáveis, sendo, por conseguinte, quase impossível um acordo – quanto mais um acordo de governação. E achou que bastava forçar os dois partidos para conversarem, tomar uns chazinhos nas respectivas sedes partidárias, para que passassem a falar melhor. Puro engano. Por conseguinte, o grande perdedor deste processo é Cavaco Silva. Note-se: cavaco Silva, desta vez, nem sequer poderá “lavar as mãos” deste falhanço e atirar as responsabilidades para outrem – é que Cavaco Silva esteve presente nas negociações, por intermédio de David Justino, consultor de Cavaco Silva para os assuntos sociais. Portanto, Justino, um funcionário da Casa Civil do Presidente, esteve com os partidos nas negociações – e não conseguiu nenhum resultado útil. Ou seja, já nem os partidos políticos respeitam Cavaco Silva.

Dito isto, Cavaco Silva terá de tomar uma decisão clara, que será comunicada hoje às 20h30. Repito: Cavaco Silva perdeu toda a sua autoridade com esta paródia nacional de que ele é co-autor. Foi profundamente desrespeitado pelos partidos políticos. Aceitar a remodelação governamental proposta por Passos Coelho, seria um desastre para Cavaco Silva – pois torna-o o único responsável pela semana de brincadeira que Portugal viveu. Logo, existindo coerência e racionalidade nas decisões políticas de Cavaco Silva, a única saída airosa que tem para manter alguma autoridade é dissolver a Assembleia da República – e convocar eleições antecipadas já. É cero que é reescrever uma frase do seu discurso de dia 10 – mas aceitar a remodelação proposta por Passos Coelho e Paulo Portas é anular completamente o seu discurso e auto-criticar a sua intervenção na gestão da crise política.

Por último, repare-se que Cavaco Silva afirmou, nas Selvagens, que é imune a pressões. Ora, Marques Mendes, em nome do Governo, ontem já começou a pressionar o Presidente para viabilizar a solução governativa Coelho/Portas. Porventura, este será mais um dado a ter em conta por Cavaco Silva…Ou então não, já que racionalidade e coerência parecem não existir lá para os lados do Palácio de Belém com o actual inquilino…

Email: politicoesfera@gmail.com

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/cavaco-silva-vai-ter-de-convocar-eleicoes-antecipadas=f821840#ixzz2ZgJbZxOs

As últimas sondagens reveladas pela comunicação social deixam-me perplexo

É certo que acreditar no pasquim Correio da Manhã de que 53% dos portugueses inquiridos desejam que Passos Coelho continue como 1º. ministro além de caricato é inacreditável. Leva-me logo a desconfiar das fontes através das quais foram efectuados estes inquéritos. Isto porque em contacto diário com público a noção que tenho é duma total aversão a essa personagem que assumiu o papel e mal de 1º. ministro. Não consigo ouvir que seja uma única pessoa a achar que Passos Coelho tenha competência e agora depois destes últimos episódios condições para continuar a exercer o cargo. Considero pois que este resultado só pode estar viciado, o que também não me surpreende tendo em vista a fonte tendencialmente apoiante desta quadrilha governamental.

Esta proposta de salvação nacional de Cavaco Silva tripartida não passa de mais uma rasteira ao partido socialista

E é lamentável que o líder António José Seguro não tenha ainda percebido que o inquilino de Belém sempre fez para prejudicar o partido socialista quer no seu primeiro mandato quer neste. E não vale a pena o senhor Presidente  mesmo a mil quilómetros de distância continuar a atacar os que não concordam com mais uma das suas rasteiras para isto usando termos futebolísticos derrubar o adversário. Não serão só os barões do PS que não só não entendem esta adesão a um acordo como ainda uma possível concordância. Nem esta coligação governamental tem competência para salvar o País e muito menos o promotor da sua continuidade. A dívida é sabido não é pagável torna-se necessário e imprescindível renogociar e sobretudo terá de haver um perdão de parte da dívida. A menos que seja estabelecido um tecto de juros absolutamente comportáveis pelo nosso País de molde a que possamos honrar os nossos compromissos e um qualquer dia do qualquer ano terminemos este compromisso, honrando-o. Mas esse hipótese não tenho dúvidas em afirmar nunca será possível nem com esta quadrilha no governo e muito menos com o seu patrono que apesar das nossas dificuldades económicas fez questão de ir gastar mais cento e sessenta mil euros com a deslocação ás Ilhas Selvagens o que pessoalmente não acredito que apenas seja esse o montante.

Muito bem observado por este jornalista que demonstra mais uma vez a sua honestidade intelectual neste artigo de opinião publicado no DN

1- Cavaco não se importou que este Governo demonstrasse a sua incompetência a toda a hora, conviveu calmamente com a profunda impreparação, suportou o deslumbramento ideológico e a ignorância, mas não aguentou ser humilhado e chantageado pelos líderes da coligação. Enquanto foi com o País, o Presidente aguentou, quando lhe tocou a ele, a conversa foi outra e acabou a confiança. Digamos que se esperava bem mais de Cavaco Silva. Mas, convenhamos, nem este presidente, disposto a tudo para não exercer as suas funções, poderia pactuar com o lamentável espectáculo das últimas semanas. Nem o mais inconsciente dos presidentes teria mantido a confiança nos presidentes dos partidos da coligação.

Passos e o ex-político Portas são tão credíveis e Cavaco Silva confia tanto neles que aquela espécie de golpe de Estado, em que um partido com 12% dos votos passava a governar o País sob o olhar de um primeiro-ministro que passaria a ser um rei das Berlengas com residência em São Bento, não lhe mereceu uma palavrinha que fosse.

Como é que o Presidente quer que CDS, PSD e PS façam um acordo, ou seja, que confiem uns nos outros quando ele próprio não tem o mínimo de confiança nos líderes dos dois partidos da coligação? Que parte do “vocês estão a mais” Passos e Portas não perceberam?

2- Parece, porém, que Passos e Portas não perceberam que o Presidente não confia neles e nem quer ouvir falar do take-overdo Governo pelo CDS. O primeiro-ministro, aliás, confessou no debate do Estado da Nação que ainda tem de interpretar “aquilo”, leia-se o discurso do Presidente da República. Talvez fosse por isso que repetiu que tem um mandato e quer cumpri-lo, esquecendo que Cavaco já lhe tinha, pelo menos, cortado um ano.

Já Portas, o politicamente incompatível, ou pelo seu óbvio problema em entender o significado das palavras ou por estar irritado por lhe terem estragado a barganha, insistiu. Disse, no seu discurso, que a remodelação proposta era a solução para todos os problemas de coesão governamental. Só faltou mesmo dizer que ele e Passos beberam alguma coisa que lhes tinha finalmente feito ter sentido de Estado.

 

Talvez por estar a ver que Passos e Portas, o que obedece à sua consciência, não teriam percebido a parte do discurso em que demonstrava que já não contava com eles, talvez por não estar a gostar do espectáculo degradante que estava a ser levado à cena no hemiciclo, em que um ex-ministro demissionário ou ex-futuro vice-primeiro-ministro ou actual ninguém sabe o quê discursava, ex-futuros ex-ministros sorriam como se nada fosse, ex-futuros ministros fantasmas pairavam sobre a sala e um primeiro-ministro reafirmava o sucesso da sua política sem sequer sorrir, o Presidente da República fez um comunicado durante o debate do Estado da Nação ordenando aos partidos que se despachassem. Mais, lembrou que transmitiu aos líderes dos partidos quais eram os elementos que deviam ser tomados em conta.

Comunicar aos partidos àquela hora que tinham de chegar depressa a um acordo e quais eram os elementos que deviam ter em conta foi como dizer que o que se estava a passar na Assembleia era uma perda de tempo e que ele, e não os partidos, é que sabia o que estava em causa.

3- Cavaco tinha razão: aquele debate foi uma perda de tempo. Como também é uma perda de tempo o que ele está, tarde e a más horas, a tentar fazer. Promover um acordo de regime com estes interlocutores, neste momento, já não faz sentido. É inútil repetir que a perda de credibilidade em Passos e Portas é total, que a falta de sentido de Estado dos dois é chocante. É inútil voltar a lembrar o desastre das políticas. É inútil recordar a carta de Gaspar, a demissão de Portas, a sucessão de trapalhadas. É demasiado evidente que este Governo já não governa, apenas estrebucha e que não há remodelação que o regenere.

Claro que o Presidente sabe que um acordo com esta gente é impossível, que manter o País onze meses em campanha eleitoral é insustentável, que Seguro não pode aceitar nenhum tipo de acordo, que o resgate ou outro nome que lhe queiram dar é inevitável. Cavaco está apenas a fingir que acredita num acordo para que possa marcar eleições antecipadas agora dizendo que tentou tudo.

Sim, fazer já eleições é uma péssima solução, mas é a melhor de todas. A que permite limpar o ar, a que permitirá montar uma solução de consenso com alguma credibilidade, sem estes líderes, portanto.

As falsas expectativas criadas em torno da indefinição da decisão de Cavaco Silva

Pessoalmente não acredito que Cavaco Silva, apesar de não haver acordo entre o PS e os partidos da coligação para um consenso governamental, não tenho dúvidas nenhumas que a opção de eleições antecipadas já não irá acontecer. O Presidente da República nunca gostou de ser contrariado e apesar dos prejuízos que esta indefinição da sua parte estão a causar ao País relativamente ao aumento dos juros dos empréstimos ele vai levar a sua teimosia por diante ainda que em última opção acabe por concordar com a solução proposta pelos líderes dos partidos que formam a coligação governamental. Mas nunca jamais ele fará o que a oposição está apostada como condição única, a convocação urgente de eleições legislativas antecipadas. E estes braços de ferro em curso vão continuar a traduzir-se num enorme prejuízo para os cobres do Estado dado que os abutres aproveitam esta indefinição governamental para continuar a aumentar os juros dos empréstimos e assim contribuírem para o crescendo substancial da dívida.

Ouvida que foi a intenção de Cavaco Silva sobre a situação política, só poderemos tirar uma conclusão

Não será viável a solução apresentada, apesar de se poder concluir que o actual governo já não tem a sua confiança política, daí ele querer que o PS passe igualmente a fazer parte da solução, mas obviamente que este partido jamais aceitará seja através de que moderador das negociações for, participar num governo de transição pese embora a promessa de dissolução da Assembleia da República em Junho de 2014 e portanto esta espécie de governo da Salvação Nacional. E Cavaco Silva sabe perfeitamente que o PS não irá aceitar esta solução que ele encontrou e por isso face à sua afirmação deste governo se encontrar na plenitude das suas funções, isso acontecerá então apenas e só até ao próximo ano visto a partir de Junho serem convocadas eleições antecipadas uma vez que o PS jamais irá participar na solução do Presidente da República, nem sequer a isso é obrigação. Pois ao PS assiste-lhe o mesmo direito de afirmar se Cavaco Silva entende que a marcar agora de eleições antecipadas, não servem o País a este partido pode haver o mesmo entendimento.


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