Arquivo de Dezembro, 2013

O meu aplauso a Pedro Tadeu por este artigo de opinião publicado no DN

por PEDRO TADEU Ontem

Já li e ouvi tantas interpretações sobre a decisão do Tribunal Constituicional de impedir o corte de pensões aos reformados do Estado que fico meio abananado: como é que 11 dos 13 juízes assinam uma declaração de inconstitucionalidade (duas juízas votaram da mesma maneira mas com razões diferentes) e os políticos afetos ao Governo encontram ali argumentos para preparar outra proposta de lei que obtenha a finalidade agora falhada?

O melhor mesmo é citar o dito acórdão e a hipótese académica que ele abre: “Uma medida que pudesse intervir de forma a reduzir o montante de pensões a pagamento teria de ser uma medida tal que encontrasse um forte apoio numa solução sistémica, estrutural, destinada efetivamente a atingir os três desideratos (…): sustentabilidade do sistema público de pensões, igualdade proporcional e solidariedade entre gerações.”

Mais à frente os juízes reforçam: “Será o sistema e seus valores, designadamente a garantia da sua sustentabilidade e a sua equidade interna, a conferir sentido aos sacrifícios impostos aos respetivos beneficiários, desse modo justificando-os e legitimando-os à luz do princípio da tutela da confiança.”

Procuro alguém que seja capaz de construir um projeto de redução de pensões do Estado que assegure a sustentabilidade do sistema público, a igualdade proporcional dos sacrifícios pedidos aos beneficiários, a solidariedade geracional, a equidade dos valores praticados e, ao mesmo tempo, não rompa a confiança entre Estado e cidadãos pelo fim das garantias anteriormente dadas. Olho e, simplesmente, não me parece possível encontrar tal génio que desenhe a impossível quadratura desse círculo. E, aposto, não será viável esse hipotético projeto obter consenso jurídico suficiente para ser viabilizado.

O que isto quer dizer, tornando simples a preposição colocada pelos juristas do Palácio Ratton, parece-me evidente: não é possível aplicar um corte repentino e significativo às pensões pagas aos aposentados da função pública (e aos outros também) sem provocar uma ou várias injustiças. Ora, por definição, nenhum tribunal pode validar injustiças, muito menos o guardião da Lei Fundamental.

Na ânsia de resolver a crise financeira do Estado o atual poder entende que cometer injustiças é apenas um meio para atingir um fim. Passos Coelho, que há dois anos e meio tomou posse, não percebeu que esse raciocínio, iníquo, acabaria na morte da gestão política que o eleitorado validou. Aparentemente, ao prometer voltar à carga, nem sequer entende que agora é a sua própria sobrevivência política pessoal que está em causa. Por mim, ainda bem.

A realidade do aparelho do partido socialista que não quer ver

Esta última sondagem divulgada, revela que a coligação que actualmente governa, pode, na eventualmente de eleições antecipadas ou não, voltar a ser eleita para cumprir um novo mandato. Isto porque o eleitorado que vota nos partidos do centro onde se inclui o PS não reconhece na actual direcção deste partido qualquer competência para mudar o rumo que este governo tem dado ao país. De resto as sucessivas sondagens que nos têm sido apresentadas são bem a prova do que acabo de escrever. É de lamentar que o aparelho do partido socialista que continua a apoiar a actual direcção  não entenda isso e não perceba num cenário de eleições legislativas mesmo a realizar no final desta legislatura, não venha esta coligação reaccionária e trucidadora do país a conseguir a sua reeleição para cumprir um segundo mandato. Apesar de haver muitas vozes críticas no partido socialista que não se revêm nesta direcção do seu partido, os elementos que constituem o seu aparelho, não querem entender porque têm como prioridade atingir os seus objectivos pessoais face de resto ao que lhes é sempre prometido, pois como a pratica já nos demonstrou quem se compromete com a liderança escolhida, tem preferencialmente assegurados os melhores lugares no exercício da governação e noutros que sejam deles dependentes. Talvez por isso a afirmação de Pedro Passos Coelho de que não tem medo de eleições, faça muito sentido face ás intenções de voto que têm sido reveladas e não conseguem descolar o partido socialista desta verdadeira desgraça que foi a constituição dum governo apoiado em partidos da direita. E como se isso não bastasse o PS alberga no seu seio gente que apesar de terem pertencido ao PCP, como Vital Moreira, ainda ajudem menos o partido, face ás suas tomadas de posição e declarações públicas, a descolar-se das intenções de voto do eleitorado. Em resumo e para concluir, se os militantes do PS não decidirem no próximo congresso substituírem a actual direcção, arriscam-se no ano de 2015, apesar de tudo de negativo quanto tem representado a governação dos partidos que formam a coligação, a voltar a perder para estes  as próximas eleições legislativas, ao contrário de pensarem que o poder vai cair nas mãos do António José Seguro, realidade que não irá acontecer.

Não é propriamente uma cana mas só me falta o foguete para festejar o crescimento do emprego

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Artigo publicado no jornal francês Liberation Cristina Semblano, economista, que deveria encher de vergonha Passos Coelho e os seus conselheiros económicos

Economia de Guerra em Portugal

CRISTINA SEMBLANO ECONOMIST, A ECONOMIA ENSINA PORTUGUÊS NA UNIVERSIDADE DE PARIS IV-SORBONNE 10 DE DEZEMBRO DE 2013 ÀS 17:06

 

Portugal é um país desesperado. O  desemprego oficial aproxima-se dos 20%, tem diminuído ao longo dos últimos dois trimestres “em favor” de um declínio na força de trabalho. Este é o resultado da emigração em massa que pode atingir ou exceder a dos anos 60 que representou um grande êxodo de portugueses, fugindo da pobreza, da ditadura e da guerra colonial (1) . Metade dos desempregados não recebem subsídio de desemprego e existem milhares de pessoas excluídas do apoio ao rendimento, a abonos de família ou complemento social velhice.

 

É que, embora eles não estejam em guerra, Portugal, sob a égide da troika, em seu terceiro ano de economia de guerra, apesar (ou por causa) dos resultados das políticas económicas desastrosas cometidos por três anos. Porque Portugal é um país onde podemos dizer, com a precisão desta experiência de laboratório, os biliões de sacrifícios impostos à população não teve nenhum efeito sobre a dívida cujo progresso é vertiginoso ou sobre o déficit revisado sistematicamente para cima para cada avaliação da troika.

No entanto, é fornecido com os resultados desta experiência que Lisboa introduziu o orçamento mais austero na história da democracia desde 1977. O ajuste fiscal representa 2,3% do PIB e é principalmente por meio de dreno direto sobre salários e pensões do serviço público dos funcionários públicos.

Nestas condições, só o governo pode fingir acreditar que, apesar da redução drástica do novo rendimento disponível que conduzirá inevitavelmente o “seu” orçamento, o consumo privado e do investimento vai estar lá para apoiar sua hipótese de crescimento 0,8%. Especialmente desde a violenta carga tributária de 2013 será mantida e que 2014 vai ver novas reduções nos gastos com educação, saúde e transferências sociais. Descansam as exportações, mas estas são dependentes da procura externa.

Como em qualquer economia de guerra que prevalece em Portugal só há perdedores. Enquanto apenas funcionários e público aposentado vão contribuir  em 82% para o esforço de guerra, em 2014, ele vai ser extensivo a bancos e monopólios de energia com uma contribuição excepcional de 4%, e o governo tenha intenção de reduzior o IRC em 19% ou 17% para as empresas, em 2016, em conformidade com o princípio sacrossanto da criação de um clima neoliberal propício ao investimento. Há outros vencedores da crise, começando com os credores a quem se destina, em 2014, a título de juros, um “ninho de ovos” equivalente ao orçamento da saúde. É para estes credores que os  sacrifícios são exigidos ao povo dum país mais pobre e desigual da UE. É para eles que as escolas, como as drogas são racionados, o que limita o acesso a parte de cuidados de saúde da população.

Políticas de austeridade violentas a manter-se: eles geram  a sua própria intensificação  do suposto que elas ajudaram a cavar. Cada euro “salvo” em Portugal no déficit resulta numa perda de € 1,25 do PIB e um aumento de 8,76 euros de dívida que é a forma como os credores têm sempre garantia duma dívida ao financiamento.

Como os de outros países sob a intervenção “eficaz” pela troika, para falar deles, a dívida portugesa não será razoavelmente reembolsável. Não é o resultado que deriva de um povo que viveu para lá das suas possibilidades, mesmo que os especialistas do FMI sublinhem a necessidade de reduzir o salário mínimo em Portugal este é de 485 euros brutos por mês, um dos mais baixos na zona do euro e na UE.

Os países semiperiféricos, com uma economia de baixo valor acrescentado e altamente dependente de fora Portugal  membro da zona do euro, vive quase estagnação da economia, para que a dívida pública registe uma trajetória ascendente desde a crise financeira e as transferências significativas do orçamento do Estado para apoiar a economia e salvar os bancos. Incapaz de voltar-se para o Banco Central Europeu (BCE) para financiamento, Portugal tornou-se, depois da Grécia e Irlanda, a terceira vítima da especulação nos mercados financeiros, o que abriu o caminho para a intervenção Troika.

Depois de dois anos e meio e biliões de euros de sacrifícios impostos sobre sua população, Portugal é um país pobre, ele voltou para a taxa de natalidade do final do XIX º  século e a emigração em massa da era da ditadura. Sua população, uma das mais antigas nas reduções da UE. A dívida em relação ao PIB aumentou em quase 25 pontos e o déficit não está contido. Credores representados pela Troika já avisaram a quantidade de cortes de gastos que são necessários em 2015 como o “Memorando” termina em Junho de 2014.

Seja na forma de um novo plano de “resgate” ou de outra forma, no quadro actual das instituições europeias, Portugal permanece sob o domínio da troika e o seu povo será submetido a novos testes. Já existe um outro na Grécia e se houver dúvida permanece, a imagem das mães portuguesas forçadas a abandonar as suas crianças em instituições sociais, enquanto os recém-chegados ricos entram no clube dos milionários, como está demonstrado .

(1 ) O número de portugueses que emigraram em 2012 é estimado em 120.000, ou seja um êxodo de 10.000 pessoas, em média, por mês, numa população de cerca de 10,5 milhões de pessoas.

 

As alternativas para destronar os produtos derivados do petróleo são várias mas debatem-se com várias barreiras

Carros de célula de combustível

Pisando no acelerador

Planos dos fabricantes de automóveis para uso de hidrogênio como combustível parece que vai evitar o beco sem saída que o gás chegou a manter aeronaves no ar. Uma série de anúncios sobre veículos movidos a hidrogênio em recentes grandes exposições de carros em Tóquio e Los Angeles revigoraram sua reivindicação como combustível do futuro.Hyundai poderia ter um carro em produção no próximo ano. Mas as desvantagens de hidrogênio ainda ameaçam seu ressurgimento como um dos combustíveis limpos do futuro.

Nenhum dos sucessores do motor de combustão interna ainda definiu o ritmo da sua implementação.Os carros elétricos são caros; suas baterias levam um longo tempo para carregar, e consomem-se rapidamente. Os híbridos, que combinam motores de bateria e gasolina, também são caros e complexos. Assim, a necessidade de cumprir novas metas de quilometragem e de emissões de CO2 em todo o mundo renovou-se a fé de algumas montadoras em células a combustível. Este uso de  hidrogénio desenhado através duma membrana permeável ao revestido com uma camada de platina, onde o gás se combina com o oxigénio do ar para criar o vapor de água e de corrente que pode ser usado para executar os motores eléctricos.

O hidrogênio é o poder está de novo na moda, em parte por causa de ajustes constante com a tecnologia.A Honda reduziu o tamanho de sua célula de combustível “pilha” em um terço, tornando-se pequeno o suficiente para encher sob o capô um motor convencional, onde iria. Hyundai afirma ter cortado os custos de produção em 50% nos últimos dois anos.Ambos revelaram novos veículos a células de combustível, em Los Angeles. Toyota revelou o seu novo modelo de carro, em Tóquio. Vários outros, incluindo General Motors, que recentemente formou uma parceria de células de combustível com a Honda, está perto de anunciar novos carros a hidrogênio.

A redução do preço das células a combustível de hidrogênio ajuda a competir com concorrentes de bateria carregada. Além disso, um tanque de hidrogênio pode ser recarregados ao mesmo tempo que seria necessário para encher o depósito. E onde a maioria dos veículos elétricos têm um alcance de 160 km abaixo, todos os três novos carros a hidrogênio estão prometendo até 480 km.

Obter o gás para encher um tanque de célula de combustível é um problema mais fundamental. O hidrogénio é geralmente amarrado em moléculas mais complexas, tais como os hidrocarbonetos. Os proponentes defendem extraí-lo a partir do gás natural, que é mais barato na América graças ao boom fracking. O problema é que o gás natural comprimido ou liquefeito já está sendo usado diretamente em caminhões e outros veículos da frota. Algumas montadoras lançaram versão de gás natural dos atuais modelos, que têm modificado motores de combustão interna, tornando-os muito mais barato do que as alternativas de células de combustível.

Outra fonte é a hidrólise, usando a eletricidade para separar a água em hidrogênio e oxigênio. Mas a energia necessária para coletar, armazenar e converter hidrogênio em eletricidade de volta significa que a abordagem “só faz sentido se você usar energia verde”, afirma Rudolf Krebs, chefe da Volkswagen de propulsão elétrica. VW vê pilhas de combustível como um backup futuro para baterias de híbridos.

Chefe da Nissan, Carlos Ghosn, um cético hidrogênio, levantou outra preocupação no show de Tóquio. “Onde está a infra-estrutura? Quem vai construir? “Há apenas um punhado de postos de abastecimento de hidrogênio na Califórnia, o primeiro mercado provável para carros com células de combustível, embora os legisladores estaduais aprovaram o financiamento para um esquema que iria criar 100 em 2020. Planos semelhantes estão em andamento no Japão e Alemanha. O hidrogênio pode encontrar um papel na limpeza de condução. Mas a energia da bateria e versões cada vez mais frugal de motores a gasolina e diesel vai provocar um engarrafamento de prováveis ​​fontes alternativas de energia para o futuro motorista.

Esta transcrição foi extraída do respectivo link

Eis algumas imagens de novos modelos de marcas japonesas expostas no Tokyo Motor Show realizado recentemente

Porque não tenho particular simpatia por qualquer marca europeia de automóveis limitei-me a escolher estas imagens destes modelos nipónicos sendo que gosto particularmente do Toyota GT86 Cabrio e o Lexus RC

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Esta última imagem duma aposta da marca Daihatsu será uma interessante escolha para quem use cadeira de rodas embora possa conduzir um automóvel.

Segundo o Autoblog anuncia este será o próximo maquinão da Subaru a ser comercializado dentro dum mês no Japão

As versões a gasolina e porque se trata de automóveis do fabricante desta marca com tracção integral permanente poderiam fazer muita mossa à concorrência se a marca estivesse bem representada em Portugal o que não acontece. A oferta inicia~se por um motor 1.6 DIT de 170 cavalos de potência e um de 2.0 com a mesma tecnologia com 300 cavalos o qual fará a delícia de qualquer acelera visto tratar-se dum automóvel de tracção ás 4 rodas. Estéticamente julgo ser bastante interessante esta nova aposta da marca Subaru que também chegará à Europa mais tarde.

 

 

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