Arquivo de Abril, 2014

Não resisti em reproduzir este artigo de opinião de Fernanda Câncio porque só por ignorância ou estupidez poderemos ouvir dizer esta barbaridade “estamos pior que no 24 de Abril de 1974”

No fim da estrada
por FERNANDA CÂNCIO Ontem

A história está juncada de revoluções traídas. Escrito sobre a russa de 1917, Animal Farm, de Orwell, podia ser sobre quase todas: à esperança e ao deslumbramento iniciais seguem-se o terror de ver outros (ou os mesmos) tomarem o lugar dos antigos senhores.
Poucas – não vamos debater se o 25 de Abril foi ou não uma revolução – podem ser 40 anos depois celebradas sem que o essencial da sua promessa se tenha perdido. Mas por mais que haja quem, reclamando-se dos alvores abrilistas, decrete que do dia inicial de Sophia só resta um encantamento amargo, não é assim. Todas as suas grandes promessas foram cumpridas. A quem afiança que “há liberdade mas” e prossegue com “não há verdadeira democracia”, ou “verdadeira justiça”, ou “verdadeira igualdade”, certificando até, em alguns casos (entre os quais pontua, incrivelmente, Mário Soares), “viver-se pior agora do que pré-74”, só podemos apontar o caminho do Instituto Nacional de Estatística.
A paz, o pão, a habitação, saúde, educação – todas as reivindicações da canção Liberdade, de Sérgio Godinho, se concretizaram. Tínhamos uma guerra estulta e brutal – 169 mil soldados foram enviados para as colónias, morrendo mais de 8000 – e deixámos de ter. Havia fome – calcula-se que 10% da população portuguesa emigrou nos anos 60, grande parte “a salto”, para engrossar bairros de lata nos países de destino – e hoje, persistindo carência, desemprego e exclusão, não há comparação possível. Havia dezenas de milhares de barracas – grande parte das casas eram como barracas – e hoje são uma realidade residual. Havia números de mortalidade infantil africanos, uma rede hospitalar incipiente, e temos hoje um Serviço Nacional de Saúde que ombreia com os melhores e uma mortalidade infantil entre as dez mais baixas do mundo (só entre 1990 e 2011 diminuiu 77%). Em 1970, a taxa de analfabetismo raiava os 30%, hoje é 5%; a taxa de escolarização no secundário era 3,8%, agora é 72,3%; os doutoramentos contavam-se anualmente em dezenas, agora são milhares.
Quem, do PC ao PNR, passando por este Governo de maçães, resume os 40 anos a “desperdício”, “corrupção” e “traição” não está bem da cabeça. Outra coisa é dizer que é tudo perfeito, que chegámos ao fim da estrada da canção de Gomes Ferreira (o escritor, não confundir). Aliás, a ideia de que um golpe de Estado nos colocaria, por milagre, na terra do leite e do mel, bastando-nos agradecer a dádiva, comunga da infantilidade amorfa que nos fez, como país, aguentar 48 anos de uma ditadura tacanha. Se há falhanço nestas quatro décadas é esse – o de tanta gente achar que a política é uma coisa que lhe acontece, não algo que se faz. Ter nojo “dos políticos”, achando que “são todos iguais”, entregando-lhes ao mesmo tempo o destino, é capaz de ser uma grande estupidez – e para isso é que, de certeza, não foi feito o 25 de Abril.

A previsão que eu gostaria se concretizasse após as eleições legislativas de 2015

Tudo aponta que o PS venha no final de 2015 substituir esta coligação governamental. A margem da vitória não será significativa face à manutenção da actual direcção que não inspira qualquer confiança ao eleitorado, mas uma certeza há. Quer o PSD quer o CDS vão ser os partidos derrotados nas próximas legislativas de 2015. Os recados de Cavaco Silva apesar de serem repetitivos deveriam levar o PS a reflectir atempadamente com que forças políticas se irá entender no sentido de conseguir formar governo para substituição do actual. Pessoalmente acho que seria um enorme disparate o PS tentar entendimentos com o PSD, já sem o actual líder que vai levar uma vassourada da militância do seu partido e Paulo Portas que vai ter exactamente o mesmo resultado, já que nenhum deles apesar de novas lideranças nos seus partidos vai ceder ás propostas do PS, isto numa atitude meramente revanchista face ao não entendimento que repetidamente tem sido solicitado pelos partidos da coligação. O PS deveria sim,  uma vez que não aceita a continuidade desta política de austeridade e a submissão pura e simples do actual governo ás imposições da “troika”, estabelecer acordos de principio quer com o PCP quer com o BE ou com um ou só com outro, por forma a conseguir formar governo dado que Cavaco Silva não irá nomear um governo minoritário pelo facto de passado pouco tempo o mesmo ser derrubado na Assembleia da República, dizia, o PS deveria entender-se com os dois ou apenas um deles dos partidos da extrema esquerda, para com base nesse argumento para a formação dum governo e a continuidade do respeito pelos compromissos então assumidos pelo actual governo, obrigar a que a “troika” e o FMI se sentem à mesa para renegociar os acordos agora estabelecidos sob pena do seu incumprimento. E obviamente que os credores não teriam outra alternativa senão a de aceitar a renegociação sob pena de incumprimento do pagamento da dívida por falta de recursos financeiros do País. Mas com esta direcção que o PS possuí actualmente não tenho ilusões. Vão ao beija mão da próxima direcção do PSD ou do CDS e estes pobviamente irão obrigar o PS a aceitar as suas condições que serão o cumprimento puro e simples dos acordos recentemente negociados.

Uma realidade que jamais o grupo VAG alemão conseguirá atingir embora faça tudo para o conseguir

A Toyota anunciou que durante um ano vendeu mais de 10 milhões de veículos
O Japão News – 24 de abril
O grupo Toyota Motor Corp tornou-se o primeiro do mundo a alcançar vendas de automóveis globais anuais de mais de 10 milhões de unidades.
As vendas da controladora e duas unidades Daihatsu Motor Co. e Hino Motors Ltd., totalizaram 10,13 milhões de unidades no ano fiscal 2013, que terminou em Março, mais de 4,5 por cento em relação ao ano anterior, anunciou a Toyota esta quarta-feira.

Mas a minha experiência no chamado universo automóvel não se confina há quase vintena de carros de possuí até hoje

Quanto fiz os 21 anos de idade e porque antes não era possível obter-se a carta de condução, candidatei-me e obtive a carta de ligeiros, pesados e motos. E o facto de possuir carta de pesados possibilitou-me poder conduzir camiões de amigos que, cansados em longos percursos das chamadas picadas angolanas me passavam o volante dos seus camiões. Tive a experiência de conduzir Mercedes Benz de grande tonelagem, Scania Vabis e Volvo, descarregados e com a sua carga máxima o que me deu algum prazer. Foram sem dúvida as marcas de preferência das empesas de camionagem uma vez que se tratava de camiões duráreis e fiáveis com excelentes respostas em termos de rentabilidade. Outras marcas havia que eram uma verdadeira desilusão como sendo a marca MAN e a Leyland que era uma marca inglesa que se traduzia numa verdadeira dor de cabeça para quem os possuía. Muito maus mesmos esta marca de camiões. Mas os ingleses não se destacavam, só em matéria de camiões na sua muito má qualidade. Os tão célebres Land-Rover de caixa aberta, longa e curta ou de carroceria fechada também longa e curta, com aqueles vidros de correr em calhas de alumínio que faziam um chinfrim ensurdecedor. Eram os jeeps que mais circulavam em Angola sobretudo nas zonas do interior e eu fiz muitas centenas de milhares de quilometros em vários jeeps da marca Land-Rover, que tinham uma caixa de velocidades muito rija e pouco precisa, não eram nada fiáveis e as visitas à oficina eram feitas com alguma frequência para além dum conforto absolutamente insuportável que proporcionavam aos seus ocupantes. Tive isso sim o prazer de igualmente fazer largos milhares de quilometros num jeep Toyota Land Cruiser a gasolina que isso sim tinha qualidade. A dada altura um amigo que tive que era filho dum fazendeiro de café e possuía um jeep Toyota Land Cruiser a dada altura resolveu comprar um automóvel desportivo. Foi a Luanda e adquiriu um Ford Mustang dado que em Angola nos anos 40, 50 e até aos anos 60 circulavam bastantes veículos oriundos dos EUA. Quando chegou ao Songo-Uige for ter comigo para me mostrar a sua bomba novinha em folha e fez questão de que eu a fosse experimentar. E assim aconteceu escolhi uma estrada que até se encontrava o seu piso em bom estado e tinha pouco tráfego automóvel e fui experimentar o seu Ford Mustang. Apanhei uma enorme susto quando ao atingir uma alta velocidade a frente do carro deu a sensação que queria levantar com a deslocação do ar. Parei o Mustang abri o capot e verifiquei que a zona do motor não era forrada e aí percebi a razão. Quando cheguei junto do meu amigo que tinha feito questão de que eu fosse experimentar a sua máquina disse Carlos volta a Luanda e entrega o carro ao stand onde o compraste porque qualquer dia mataste com ele, porque numa estrada asfaltada se fores com elevada velocidade e com a deslocação do ar a frente do carro tende a levantar. E ele assim fez nessa mesma semana voltou a Luanda e foi devolver o carro face à instabilidade. Tendo trazido um Ford Capri 3.000 RS que também tive o prazer de o experimentar. Nessa altura chegavam a Angola os automóveis japoneses que passaram a conquistar todos aqueles que antes tinha tido outras marcas de carros nomeadamente europeus e que estavam desiludidos com a sua enorme falta de qualidade como aconteceu com amigos que cometerem a asneira de comprar NSU e que cada vez que faziam uma viagem longa tinham que levá-lo à oficina por razões de sobreaquecimento do motor resultante do facto do mesmo estar na rectaguarda ou seja a sua mala era na parte da frente. Foi de resto uma marca de automóveis que por ser tão má desapareceu passado alguns anos do mercado automóvel. E curiosamente era fabricado no Japão.

Para que conste não por uma questão de vaidade mas apenas e só para demonstrar a minha experiência com o mundo automóvel

Em 1965 com 21 anos de idade adquiro uma moto Honda 150 que fez as minhas delícias mas que a determinada altura e face a um grande susto que apanhei porque vi a morte à minha frente desisti deste tipo de meio de transporte fiz uma rifa americana através da qual consegui angariar um valor em dobro daquele que a moto me havia custado. Estava no Songo, Distrito do Uíge, em Angola. Com esse dinheiro resolvi comprar o meu primeiro automóvel e falando com um pseudo amigo aconselhou-me um carro que seu irmão possuía com 12 anos um Volkswagen carocha aquele modelo cujo pisca-pisca, era um dispositivo que saía a meio do carro indicando assim a mudança de direcção. Foi um barrete que enfiei pois fartei-me de gastar dinheiro com reparações mecânicas com o mesmo. Resolvi vendê-lo e com muita dificuldade lá consegui, comprando de seguida um automóvel Taunus 17 TS a um cunhado que mo vendeu. O único problema que tive foi com a suspensão mas ainda assim não o mantive por muito tempo, apesar de ter sido o carro com o qual fiz o passeio de lua-de-mel após o casamento e depois passando por Luanda tive de mandar reparar a suspensão. Vendi-o e então comprei o primeiro automóvel novo a estrear um Saab 96 que o trouxe a Portugal em viagem de férias em 1972, tendo-o vendido em 1973 na capital do Huambo, comprando o Renault 17 TL , também novo, mas que foi uma autentica desilusão, desde os canhões das fechaduras que partiam com uma frequência incrível até ao consumo de gasolina com o então mal-fadado carburador Solex que chegou a consumir 16 litros de gasolina a cada 100 quilómetros. No processo da descolonização vendi o automóvel, tendo adquirido um Fiat 850 Sport que  era tão bom que até um semi-eixo partiu. Chegado a Portugal em 1975, cometi o erro de adquirir uma FIAT 600 usado a um indíviduo que morava na Rua da Escola de Medicina Veterinária em Lisboa. Uma desgraça completa um barrete dum tamanhão. Desfiz-me dele passado alguns meses porque era mais o tempo que estava na oficina do que o período que me proporciona o seu uso. Comprei então um Honda N360 novo com o qual consegui fazer mais de 100 mil quilómetros e embora me tenha custado 75 contos como o preço dos carros estava a subir consegui vendê-lo por 90 o que achei um verdadeiro feito, dado que os automóveis depreciam e nunca são uma mais valia. Comprei então Um Suzuky 800 com um motor tricilindrico representado pela Cimpomóvel o mesmo representante da Saab e do Honda que como foi o lançamento da marca em Portugal os seus preços eram comparativamente com outros marcas do mesmo segmento de utilitários muito apelativo. Custou na altura 360 contos e embora tenha também nele percorrido mais de 100 quilometros, vendi-o também com lucro porque entretanto o seu valor em novo tinha passado para mais de 800 contos. Vendi-o por 400 contos. Comprei então um Opel Corsa 1.2 de 5 portas também novo. Foi um automóvel com o qual nunca tive problemas mecânicos apenas e só uma avaria eléctrica. Nessa altura comprei também usado um Fiat 127 com o qual o filha se deslocava para a faculdade e em reparações mecânicas gastei tanto dinheiro como se tivesse comprado um carro novo, tendo posteriormente adquirido em sua substituição e igualmente usado um Opel Corsa GT. O Opel Corsa 1.2 mantive-o 5 anos tendo depois vendido e comprado um automóvel novo um Nissan Sunny 1.4 a gasolina. Foi sem dúvida o automóvel que mais me satisfez em termos de comportamento e fiabilidade. Apenas um senão. Fui embatido por mais de 4 vezes por terceiros que distraidamente me amolgaram o carro e me obrigavam a levá-lo à oficina para o reparar de chapa e pintura obviamente assumindo os autores a responsabilidade pelo sucedido. Desfiz-me do carro porque já eram demasiadas as vezes por esta atracção fatal que me amarrotavam o carro. Vendi-o e comprei então também novo um Peugeot 406 TD que também o mantive por 5 anos, automóvel esse que nunca teve qualquer avaria e felizmente nunca um mau encontro com um terceiro distraído. Troquei-o por uma carrinha BMW série 3 TD nova, com a qual tive dois problemas sendo eles com a quebra do cabo dos elevadores dos vidros das portas. Este automóvel tal como o anterior ou seja o Peugeot 406 que tive ambos em viagem de passeio pelo norte do País mais concretamente na região de Trás-os-Montes quer um quer outro a dada altura revelaram sintomas de fadiga do motor, ou seja por utilizar várias subidas íngremes notei tal estar a acontecer. Troquei a carrinha BMW série três por um Subaru Legacy bi-fuel (gasolina e GPL), mas o facto de nesta tristeza de país os automóveis a GPL não poderem estacionar em parques fechados vi-me obrigado a desfazer-me do carro porque andado a fazer tratamento no hospital de S-. Francisco Xavier e ser difícil o estacionamento nas proximidades não o poder estacionar no parque o hospital. Mas antes de vender a carrinha BMW adquiri pela internet um Mercedes Benz SLK 230 Kompressor que após a legalização alfandegária que me custou como se costuma dizer os olhos da cara conservei o carro cerca dum ano e que fez as minhas delícias em termos de curtição. Para o conseguir despachar dado que o entusiasmo de conduzir este carro estava a ser demasiado oneroso em custo do combustível tive de adquirir um Mitsubishi Colt a diesel, novo que apenas o possuí cerca de 6 meses e troquei-o por um Suzuki Baleno a gasolina usado que também vendi posteriormente. Presentemente e julgo ficar por aqui o automóvel que fez as minhas delícias é um Lexus IS 2.0D . Ou seja ao longo da minha existência, até à presente data possuí 19 automóveis, tendo face ao comportamento de cada um construído uma opinião através da qual hoje me sinto com alguma autoridade para aconselhar ou desaconselhar determinadas opções que amigos queiram fazer em relação a certas marcas cuja fiabilidade é duvidosa ou direi mesmo inexistente.

Por estar inteiramente de acordo com este artigo de opinião aqui vai a transcrição

 

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Benfica: muito mais do que uma Nação, é um “Império”!

João Lemos Esteves
6:16 Segunda feira, 21 de abril de 2014

Finalmente aconteceu o que milhares de portugueses, eu incluído, esperavam: o Benfica tornou-se campeão nacional de Futebol. De facto, o Sport Lisboa é um fenómeno singular em Portugal: nenhum outro clube, nenhuma outra organização, nenhum outro ideal ou convicção estratégica ou político-ideológica conseguiria mobilizar tanta e tanta gente que se reuniu aqui em Lisboa (no Marquês de Pombal) – como também em todas as cidades, em todas as localidades da nossa querida Pátria. Mais: o Benfica é um factor de agregação do mundo lusófono – as comemorações estendem-se a todos os países de expressão portuguesa, vivendo e sobrevivendo muito para além de possíveis traumas históricos. É nisto que, afinal de contas, se traduz a mística benfiquista: enquanto o Porto e o Sporting são realidades meramente desportivas (embora muito meritórias e competitivas), o Sport Lisboa e Benfica é uma realidade – para além de desportiva – institucional e cultural. Não sei se há dados científicos que comprovem sem margens para dúvidas que sempre que o Benfica conquista o título de campeão, aeconomia nacional cresce: a verdade, porém, mostra à exaustão que quando o Benfica ganha, Portugal se torna um país mais feliz, mais dinâmico, com mais energia. Faz bem a Portugal o Benfica ser campeão.
Dito isto, passemos a responder à questão que tem sido colocada amiúde nos vários (demasiados!) programas de comentário desportivo: quem é o principal responsável pelo sucesso do Benfica? Emprimeiro lugar, é, obviamente, dos jogadores, que defenderam, marcaram golos, suaram, mostraram a sua garra…enfim, trabalharam muito para que o Benfica fizesse esta caminhada sólida e segura rumo à vitória no campeonato nacional. Todavia, há que elogiar o trabalho, mas sobretudo, a determinação do Presidente Luís Filipe Vieira. Às vezes, decidir e liderar é saber ser solitário. E para ser solitário é preciso uma grande resistência psicológica: apontar um caminho e puxar todos os “dissidentes” para que comecem a remar para o mesmo lado. Ora, foi Luís Filipe Vieira que tomou a decisão de manter a aposta em Jorge Jesus, concedendo-lhe todas as condições para que realizasse um excelente trabalho (nomeadamente, quanto à manutenção dos principais “activos” do plantel). Num país em que escasseiam exemplos de liderança, Luís Filipe Vieira soube ser um. Este é um campeonato que tem indelevelmente a sua marca. E, last but not the least, parabéns a Jorge Jesus. Eu que teci alguns comentários negativos no ano passado, reconheço que estava errado: afinal, Jorge Jesus soube muito bem dar a volta à situação depressiva e de “inconseguimento da situação frustacional derivada das derrotas nas finais”! Conseguiu voltar a conquistar o plantel – e venceu! 16 valores com possibilidade de chegar ao 20, se conseguir as vitórias na final de Taça de Portugal, chegar à final da Liga Europa (eliminar a Juve teria – terá! – um encanto especial) e (já agora!) a Taça da Liga.
Por último: será que esta vitória significa o fim de um ciclo dominado pelo FC Porto e, inversamente, o início de um novo ciclo (domínio do futebol português doravante pelo Benfica)? Bom, antes de mais, refira-se que alguns comentadores insistem em cair sempre no mesmo erro: quando o Benfica ganha é sempre porque não teve adversário à altura – nunca é mérito do Benfica. Quando os outros, nomeadamente o FC Porto ganha (ganhou) nos anos anteriores, é sempre mérito da magnífica organização e da força do seu plantel – ou seja, por mérito próprio e não demérito do Benfica. A verdade é que estes comentadores não querem abordar o verdadeiro problema: a falência do modelo de gestão do FC Porto. É que o Porto vive de um mito chamado Jorge Nuno Pinto da Costa. O problema dos mitos é que achamos que eles são imortais: os portistas acharam que Pinto da Costa estaria em todo o seu vigor eternamente. Mas não é possível: Pinto da Costa já é passado – mas porque o Porto não quer abdicar de Pinto da Costa, não quer discutir o futuro. E não discutir o futuro para não incomodar a pessoa que personifica o passado – é ficar, inevitavelmente, preso ao passado. Cheira-me que o FC Porto para ressurgir terá que passar por uma “noite das facas longas” (face a metáfora/hipérbole) na sua administração…No fundo, o drama de Pinto da Costa é, salvo as devidas diferenças, o mesmo de Alberto João Jardim na Madeira.
Conclusão: o que verdadeiramente importa é…Viva o Benfica! Hoje é dia de Alegria em Portugal!

 

Interessante esta visão do jornalista do “El País” sobre as comemorações do 25 de Abril

A Maldição da esquerda portuguesa
O confronto histórico entre o Partido Socialista e outras forças radicais condena oposição à maior parte do espectro político Português
• Portugal prepara outra austeridade 25 de abril
ANTONIO JIMÉNEZ BARCA Lisboa 19 ABR 2014 – 14:45 CET9

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Simpatizantes do Partido Comunista protestar contra o aumento do preço dos transportes públicos em Lisboa, em 2012. / ARMANDO FRANÇA (AP)
Esta semana, numa conferência celebrando e examinando o 40 º aniversário da Revolução dos Cravos, o ex-ministro e ex-deputado socialista português António Vitorino foi claro: “Desde aquele dia, o país tem um bipartidarismo imperfeito: aliado à direita juntos para tomar o poder; não deixou “. O escritor e comediante Ricardo Araújo Pereira, um dos mais populares no país, aprovado em um artigo recente: “Os partidos de esquerda em Portugal concordam principalmente em uma coisa: é melhor para governar a direita de que unir forças para demolir “. E o cientista político António Costa Pinto, na mesma conferência de comemoração dos 40 anos de democracia em Portugal, ele acrescentou: “Assim, muitos anos mais tarde, e continua essa divisão nascida em um bloco de tempo e da guerra fria.” Em Portugal existem três formações de esquerda representados no parlamento, atualmente na oposição. O Partido Socialista Português (PS), com 74 membros; o Partido Comunista Português (PCP), com 14, e do Bloco de Esquerda (BE), com oito. Discordâncias são múltiplas entre o PS e os outros dois, em conjunto ou separadamente; muito também ocorrem entre o PCP e o BE. Mesmo entre estes últimos só: recentemente sofreu uma divisão.
Diante desse panorama extraído, há muitos que prever que, nas eleições do próximo ano, se o Partido Socialista Português obtém maioria (coisa mais provável de acordo com as últimas pesquisas) buscar alianças voltados para a direita em vez de à esquerda. Ou seja: Partner irá escolher o Centro Democrático Social, que reúne actualmente cerca de 7,5% dos votos e está em coligação com a formação do governo de centro-direita, Pedro Passos Coelho no governo. E será que o lado do PCP, que de acordo com pesquisas recentes, será capaz de atrair 10% do eleitorado e do Bloco de Esquerda, com 7%.
Será a primeira vez. Na verdade, a menos que uma parceria realizada há anos como autarca de Lisboa entre socialistas e comunistas, e alguns outros coligação municipal, estas duas formações nunca se uniram para formar um governo. As causas estão profundamente na história da democracia portuguesa, entre outros fatores, a antipatia e rejeição profunda e mútua de Mário Soares , ex-líder do PS, e Álvaro Cunhal a bandeira do PCP. Posições marxistas até o final de seu exercício em que se escorou Cunhal, e sua relutância à social-democracia longe do modelo europeu de Soares. Essas diferenças ainda se mantêm.
Socialistas acusam os comunistas ultramontanos, se mudaram e nem sempre jogando contra, sem se atrever a querer governar ou governar;Os comunistas, por sua vez, criticaram os socialistas de ser uma cópia carbono de políticas liberais açucaradas da direita portuguesa. E ele assinou as condições draconianas da troika em 2011, quando governou o socialista José Sócrates, Portugal a recebeu 78 mil milhões de euros para escapar da falência. Enquanto isso, os socialistas acusam o PCP (e o Bloco de Esquerda) de não apoiarem Sócrates quando ele queria implementar um plano de ajuste que visava precisamente evitar o resgate e troika.
Paradoxalmente, o próprio Mário Soares, que patrocinou nos últimos meses, duas iniciativas políticas realizadas na Aula Magna da Universidade de Lisboa, com o objetivo de unir as diferentes facções da esquerda. Embora em ambas as ocasiões o auditório estava em explosão, ele confessou que não tinha sido bem sucedido.
As últimas eleições municipais do Outono, foram claras a esquerda também revelou várias tendências divergentes: o Partido Socialista teve 36% dos votos; o Partido Comunista Português, atingiu 10%. Mas o Bloco de Esquerda, criado para reagrupar há 15 anos com base, entre outros, comunistas e socialistas descontentes desiludidos eleitores urbanos olhando para a esquerda, afundou abaixo de 4% dos votos. No entanto, o PS, sem maioria absoluta para vencer.
Vice-Presidente da Assembleia da República Português, o ex-ministro socialista Eduardo Ferro Rodrigues, lembra que a situação do país é tão grave que ele defende que a aposta no PS através do seu programa que pode servir como um guarda-chuva para muitas formações: “” Deve ser Democracia simples, rejeitar austeridade, mas abrir o suficiente para eles se juntarem a outra “, como ele acrescenta.” Não há a suficiente alternância para uma grande convergência política que é necessária não podendo ficar mais de 20 anos de austeridade … . por isso que eu defendo receber muito apoio de esquerda e direita. Mas isso é fácil de dizer, difícil de fazer. “
BE João Semedo coordenador está ciente de que, ao falar do português esquerda “há uma diferença entre as diferenças das várias divisões e bases, que não são muitos.” Ele acrescenta que isso leva à frustração.Mas ele diz que a bola está sempre no telhado socialista que governa quando “sustenta políticas corretas” e que uma maioria relativa nas próximas eleições “, vai ser muito esclarecedor para onde você está indo e o que você quer.”
Portugal prepara 25 de abril
AJB
Poucas nações desfrutar de uma data-chave na história recente que separa o passado do futuro com um único golpe. Portugal é um deles. A 25 de abril de 1974 um golpe militar apoiado pela população e trouxe a liberdade ea democracia depois de uma ditadura de mais de 45 anos. Logo, o 40 º aniversário do dia é comemorado símbolo eo país está se preparando para celebrar e comemorar-lo como ele merece. Jornais e revistas levar semanas postagem especial sobre o assunto, as reuniões de conferências e palestras sucesso,. (O ex-presidente Felipe González participou no passado dia 14 em uma). Além disso, há concertos organizados e exposições. Em anos anteriores, a comemoração de 25 de Abril serviu principalmente para exigir políticas mais sociais e denunciar o empobrecimento gradual da população devido a medidas de redução de aumento ditadas por um governo de Pedro Passos Coelho conservador.Para acompanhar emblema Revolução dos Cravos , Grândola Vila Morena, foi usada como o hino levantou contra ministros e altos funcionários em suas aparições públicas. Além disso, a Associação 25 de abril, reunindo vários dos capitães que foram criados em 1974, se recusou a participar em 2012 e 2013 na cerimónia oficial que tem lugar na Assembleia da República como uma rejeição dessa mesma política austeridade e, segundo entendo, vassalagem à troika.
Por enquanto, a rodada de a data deste ano tornou-se mais reflexiva e menos vingativo lembrança ea maioria dos debates centram-se principalmente na transformação de um país isolado, para trás e pobres em um membro da União Europeia . Apenas um fato significativo: em 1974, apenas 5% dos adolescentes estavam cursando o ensino médio. Hoje até 78%.
No entanto, há eventos programados anti-troika, e capitães de abril anunciou quinta-feira que mais uma vez este ano aparecem na cerimônia oficial, pois continuam a opor-se a política do governo e por que não deixá-los falar nesse dia no Parlamento.


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