Eu contribuí uma vez para a maioria absoluta do PS então liderado por António Guterres mas jamais o voltei a fazer

Sou absolutamente contrário ás maiorias absolutas de partidos no poder, pois como tem sido demonstrado ao longo destes 41 anos de democracia isso intuí o referido partido a tomar decisões importantes que vêm mais tarde revelar-se perniciosas. Embora nunca abdique num qualquer acto eleitoral de exercer o meu direito de cidadania tenho sempre o cuidado de evitar contribuir para que se registem desvarios legislativos causados por um partido que assuma o poder com maioria absoluta. Por essa razão e apesar de ter participado nas primárias do PS em que eu e minha família votamos António Costa e ainda que não haja nenhum indicador de que o partido que lidera possa ganhar com maioria absoluta, irei votar no Livre, como de resto já o fiz nas últimas eleições, porque julgo ser o seu líder o Rui Tavares, um político que declinou o radicalismo tão patente no Bloco de Esquerda, donde saiu. E por isso achar que, como o PS vai ganhar as próximas legislativas com uma margem curta a força política com quem se deve coligar é o partido Livre, porque apesar da moderação que tem revelado o Rui Tavares é necessário que este evite que o PS na próxima legislatura cometa excessos, como em anteriores governações tal se registou. Pena tenho que os abstencionistas assumidos e que criticam toda a classe política quer aquela que tem tido responsabilidades no estado a que o País chegou, quer outros que não têm qualquer responsabilidade porque tão pouco sequer alguma vez tiveram representantes seus com assento parlamentar, insistem em não votar, pelo menos nestes que nunca partilharam da responsabilidade governativa. E como vivi quase três décadas na ditadura, foram-me suficientes para nunca em acto algum eleitoral me dispor a escolher nenhum elemento político afecto à direita, porque me bastaram os anos em que nela vivi. Mas admito que hoje,  muitos dos relativamente jovens que insistem em apoiar a direita, nunca experimentaram o sabor amargo duma ditadura.

1 Response to “Eu contribuí uma vez para a maioria absoluta do PS então liderado por António Guterres mas jamais o voltei a fazer”


  1. 1 Patetao Maio 30, 2015 às 11:53 am

    Essa “maioria absoluta” do Guterres foi quando?


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