Arquivo de Dezembro, 2015

Era importante que nas investigações que deveriam ser feitas aos bancos que registam falências, fossem apurados os clientes que beneficiaram de elevados montantes de empréstimos e não cumpriram com o seu retorno

As falências bancárias que se têm registado em Portugal para a dimensão do nosso País e comparativamente com a riqueza de outros países, tem estado a bater recordes. E pelo que temos assistido a culpa continua a morrer solteira porque o Banco de Portugal não tem exercido cabalmente com o seu papel de regulador e fiscalizador da actividade bancária e por essa razão nunca atempadamente tem descoberto estas situações de falência que resultam de vários factores. Como é sabido a Banca financiasse no BCE a juros muito baixos e faz aumentos de capital através dos mecanismos de que dispõe, sendo que alguns servem para ocultar desvios avultados de verbas cujos destinos não são normalmente detectados. É verdade que a banca relativamente ao crédito privado regista presentemente um avultado montante, mas nesse valor estão envolvidos concessões de crédito a privados que nada têm a ver com a salvaguarda do reembolso do valor emprestado. Ou seja os montantes do crédito malparado que se destinaram a clientes dos bancos para compra de casa ou automóvel, os respectivos valores estão salvaguardados através das penhoras dos bens adquiridos e que são objecto em caso de incumprimento do reembolso da interposição de acção de penhora, sendo que normalmente o bem assegurada o reembolso.

Portanto o crédito malparado nos elevados valores que nos são dados a conhecer pela comunicação social não se circunscrevem aos empréstimos para compra de habitação ou de automóvel porque neste caso como demonstrei o reembolso está salvaguardado. O problema dos elevados montantes do crédito malparado resulta de empréstimos que são concedidos a pessoas conhecidos de directores de bancos e até simples gerentes de agências bancárias que concedem empréstimo de montante elevado sem que para tal sejam garantidos através de bens penhoráveis os reembolsos dos montantes emprestados. E é aí que reside o problema.

Nas investigações que são efectuadas as razões da causa da falência dum banco não são apurados os empréstimos de elevado montante e os seus destinatários que não cumpriram com as suas obrigações no reembolso, os quais por vezes até possuem bens em nomes de terceiros os quais deveriam ser objecto de penhora para salvaguardar o reembolso dos valores concedidos pelos empréstimos, evitando-se assim que estes já demasiados registos de falências bancárias se repercutam nos contribuintes que têm de assumir os valores resultantes da falência, quando os beneficiados por esta falha existem mas que não são responsabilizados judicialmente, não sendo compreensível que tal aconteça.

 

 

Gostaria que algum dos muito entendidos que existem em Portugal me explicassem a razão da necessidade de existência do Banco de Portugal

Como todos sabemos no tempo em que Portugal tinha moeda própria, o saudoso escudo, justificava-se a existência dum banco emissor que era assim que o Banco de Portugal era entendido, sendo-lhe ainda atribuído a função reguladora e obviamente fiscalizadora da actividade bancária exercida no nosso País. Com a nossa entrada na União Europeia e respectivamente na União Monetária o nosso país deixou de utilizar o escudo e passou a utilizar o euro a moeda adoptada nos países da comunidade europeia. Por essa razão o Banco de Portugal deixou de ser o banco emissor de moeda própria e limitou-se apenas a ficar com a função que já tinha de ser a entidade reguladora da actividade bancária, função essa que a partir de Janeiro irá perder porque em boa hora a UE entendeu chamar a si essa função. Acabai à pouco de ouvir que a UE apenas assume o papel de regulador para grandes bancos pelo que a regulação dos pequenos bancos continua a ser realizada pelos antigos bancos emissores dos países que integram a UE e fazem parte de união monetária. Ou seja em Portugal apesar de,  face a todos os maus desfechos que tem havido relativamente à falência de bancos, porque incompetência ou inércia do Banco de Portugal que não tem exercido a sua função de regulador e fiscalizador da actividade bancária, de forma conveniente de molde a evitar todos estes lamentáveis desfechos que se traduzem em prejuízos de milhares de milhões de euros para os contribuintes, continuam a manter-se os chamados bancos emissores que já há muito que não emitem moeda e que, quanto ao exercício de regulação e fiscalização da actividade bancária ela tem sido catastrófica, permito-me perguntar a quem me souber responder, afinal para que serve a manutenção desta entidade que tem um conselho de administração que absorve milhares de euros por mês e colaboradores a quem deveria ser pedida a responsabilidade por como tem sido demonstrado, não têm exercido convenientemente o seu papel no que concerne à fiscalização da actividade bancária, quer pelo número de bancos já falidos e mais grave ainda o montante dessas falências que têm de ser cobertas pelos contribuintes.

Achei interessante e por isso partilho

SABE O QUE É UM PALÍNDROMO?  /  (CAPICUA) ?

Um palíndromo é uma palavra ou um número que se lê da mesma maneira nos dois sentidos, normalmente, da esquerda para a direita e ao contrário.

Exemplos: OVO, OSSO, RADAR. O mesmo se aplica às frases, embora a coincidência seja tanto mais difícil de conseguir quanto maior a frase; é o caso do conhecido:

SOCORRAM-ME, SUBI NO ONIBUS EM MARROCOS.

Diante do interesse pelo assunto (confesse, já leu a frase ao contrário), tomei a liberdade de seleccionar alguns dos melhores palíndromos da língua de Camões…

ANOTARAM A DATA DA MARATONA

ASSIM A AIA IA A MISSA

A DIVA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA

A DROGA DA GORDA

A MALA NADA NA LAMA

A TORRE DA DERROTA

LUZA ROCELINA, A NAMORADA DO MANUEL, LEU NA MODA DA ROMANA: ANIL É COR AZUL

O CÉU SUECO

O GALO AMA O LAGO

O LOBO AMA O BOLO

O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NAMORO

RIR, O BREVE VERBO RIR

A CARA RAJADA DA JARARACA

SAIRAM O TIO E OITO MARIAS

ZÉ DE LIMA RUA LAURA MIL E DEZ

E já agora

E sabe o que é tautologia? (pleonasmo?)

É o termo usado para definir um dos vícios, e erros, mais comuns de linguagem. Consiste na repetição de uma ideia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido.
O exemplo clássico é o famoso ‘ subir para cima ‘ ou o ‘ descer para baixo ‘ . Mas há outros, como pode ver na lista a seguir:
– elo de ligação
– acabamentofinal
– certezaabsoluta
– quantia exacta
– nos dias 8, 9 e 10, inclusive
– juntamentecom
– expressamenteproibido
– em duas metades iguais
– sintomasindicativos
– há anos atrás
– vereador da cidade
– outraalternativa
– detalhesminuciosos
– a razão éporque
– anexo junto à carta
– de sualivreescolha
– superávitpositivo
– todosforam unânimes
– conviver junto
– facto real
– encarar de frente
– multidão de pessoas
– amanhecer o dia
– criação nova
– retornar de novo
– empréstimotemporário
– surpresainesperada
– escolhaopcional
– planearantecipadamente
– aberturainaugural
– continua apermanecer
– a últimaversão definitiva
– possivelmentepoderá ocorrer
– comparecer em pessoa
– gritar bem alto
– propriedadecaracterística
demasiadamenteexcessivo
– a seu critériopessoal
– exceder em muito .

Todas essas repetições são dispensáveis.
Por exemplo, ‘ surpresa inesperada ‘ . Existe alguma surpresa esperada? É óbvio que não.
Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias. Fique atento às expressões que utiliza no seu dia-a-dia.

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