Era importante que nas investigações que deveriam ser feitas aos bancos que registam falências, fossem apurados os clientes que beneficiaram de elevados montantes de empréstimos e não cumpriram com o seu retorno

As falências bancárias que se têm registado em Portugal para a dimensão do nosso País e comparativamente com a riqueza de outros países, tem estado a bater recordes. E pelo que temos assistido a culpa continua a morrer solteira porque o Banco de Portugal não tem exercido cabalmente com o seu papel de regulador e fiscalizador da actividade bancária e por essa razão nunca atempadamente tem descoberto estas situações de falência que resultam de vários factores. Como é sabido a Banca financiasse no BCE a juros muito baixos e faz aumentos de capital através dos mecanismos de que dispõe, sendo que alguns servem para ocultar desvios avultados de verbas cujos destinos não são normalmente detectados. É verdade que a banca relativamente ao crédito privado regista presentemente um avultado montante, mas nesse valor estão envolvidos concessões de crédito a privados que nada têm a ver com a salvaguarda do reembolso do valor emprestado. Ou seja os montantes do crédito malparado que se destinaram a clientes dos bancos para compra de casa ou automóvel, os respectivos valores estão salvaguardados através das penhoras dos bens adquiridos e que são objecto em caso de incumprimento do reembolso da interposição de acção de penhora, sendo que normalmente o bem assegurada o reembolso.

Portanto o crédito malparado nos elevados valores que nos são dados a conhecer pela comunicação social não se circunscrevem aos empréstimos para compra de habitação ou de automóvel porque neste caso como demonstrei o reembolso está salvaguardado. O problema dos elevados montantes do crédito malparado resulta de empréstimos que são concedidos a pessoas conhecidos de directores de bancos e até simples gerentes de agências bancárias que concedem empréstimo de montante elevado sem que para tal sejam garantidos através de bens penhoráveis os reembolsos dos montantes emprestados. E é aí que reside o problema.

Nas investigações que são efectuadas as razões da causa da falência dum banco não são apurados os empréstimos de elevado montante e os seus destinatários que não cumpriram com as suas obrigações no reembolso, os quais por vezes até possuem bens em nomes de terceiros os quais deveriam ser objecto de penhora para salvaguardar o reembolso dos valores concedidos pelos empréstimos, evitando-se assim que estes já demasiados registos de falências bancárias se repercutam nos contribuintes que têm de assumir os valores resultantes da falência, quando os beneficiados por esta falha existem mas que não são responsabilizados judicialmente, não sendo compreensível que tal aconteça.

 

 

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