A triste realidade da banca portuguesa no contexto do crédito, dito malparado

Tenho sobre esta matéria insistentemente afirmado que o volume enorme do crédito malparado que tem sido divulgado, deve-se essencialmente aos empréstimos concedidos, quer por interferência de gerentes bancários e nos mais volumosos de directores financeiros. Sobre isso não tenho a menor dúvida porque em regra qualquer particular que se candidata a um empréstimo bancário as garantias que lhe são exigidas são absolutamente surpreendentes. Vou até citar o meu caso pessoal. No mês a seguir ao prazo em que terminei a liquidação total do empréstimo para habitação que paguei religiosamente durante 25 anos à CGD, quando fui pedir o documento de liquidação para efeitos de registo na Conservatória do Registo Predial, instei a minha gestora de conta, como pomposamente se designam, sobre a eventualidade de me poder na altura em que pretendia trocar de automóvel, em que condições poderia obter um empréstimo para a realização desse objectivo. A resposta que obtive foi simplesmente esta. Dada a idade da sua esposa, ter atingido os 70 anos, só lhe podemos conceder o empréstimo no montante pretendido por 2 anos, mas terá que nos dar como garantia a sua casa. Ou sejam comparando, a concessão a uma transacção do produto alimentar eu para me ser fornecido um presunto teria de dar como garantia um porco. Mas como se isso não bastasse ainda para terminar a minha pergunta instei a dita gestora de conta qual seria o juro desse mesmo empréstimo que eu teria de pagar. A resposta foi imediata, cerca de 21%. Ou seja sou cliente da CGD há 40 anos, não são 40 dias, nem 40 meses, compro um apartamento com recurso ao empréstimo que liquido religiosamente durante o prazo do contrato sem nunca me ter atrasado nas respectivas prestações tenho uma resposta destas para de imediato responder, como de resto o fiz. Não sei como é que então se justifica com este procedimento da Caixa para com todos aqueles que a ela recorrem pode existir montantes de crédito malparado tão elevados dado que as exigências na salvaguarda do retorno são de tal ordem que não é tal entendível. Por isso chegar como sempre cheguei a uma conclusão. Aqueles que têm obtido empréstimos vultuosos da parte da Banca, só o conseguem ou através de esquemas e do bom relacionamento com elementos responsáveis da concessão do empréstimo que não salvaguardam o eventual retorno do capital emprestado e dos respectivos juros. E como não existem mecanismos de responsabilização na concessão de empréstimos em que não são respeitados os critérios de salvaguarda no retorno do capital emprestado, daí resultar que, tal como ouvimos há pouco no telejornal o montante do crédito malparado ascende a trinta mil milhões de euros.

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