O mercantilismo conjugal começa a ser igual a qualquer outro tipo de corrupção

Muito sinceramente cheguei à conclusão que os valores de família que antes era tidos como uma das pedras basilares da nossa sociedade, se diluíram no tempo. Apesar de na minha geração também se dissolverem casamentos por desentendimentos conjugais, as uniões de facto e os casamentos que na altura se registavam, tinham na sua essência o elemento fundamental o amor e os princípios do respeito pela família. Infelizmente hoje em dia, ou melhor dizendo, de algum tempo a esta parte, os sentimentos pela proteção da família e a sua preservação diluíram-se e mais grave ainda materializaram-se de tal forma que nos dias de hoje, mais importante que uma instabilidade conjugal apesar de, como sempre existiu um conflito nas relações conjugais em que ambas as partes se empenharam em ultrapassá-las, agora, tornou-se muito mais fácil, partir para outra ou para outro, tendo apenas e só, um objectivo, questões meramente materiais que se sobrepõem aos sentimentos de família, que era algo que aqui há vários anos atrás, era relegado para segundo plano, porque os interesses materiais, antes não eram sobrepostos ao da família. Não me venham com o argumento de que a mulher se tornou autónoma face a outras gerações em que antes é absolutamente dependente do ponto de vista económico do homem com quem vivia independentemente da sua ligação, conjugal ou não. Pois o objectivo deste post não se prende com a autonomia que as mulheres graças à revolução de Abril adquiriram e antes na ditadura não a tinham. Não confundamos. Essa autonomia económica que as mulheres atingiram é de saudar e aplaudir. Não é esse objectivo deste post. O que com eu pretendo demonstrar é que a materialização em matéria conjugal se tornou absolutamente criticável. Não concordo nem aplaudo este tipo de sociedade do mercantilismo conjugal em que muitas das situações se realizaçam com objectivos que são absolutamente comparáveis a qualquer tipo de corrupção, ou seja, os matrimónios realizam-se, não com base no sentimento do amor, da fraternidade e no respeito, pelo companheiro escolhido para conjuge, mas sim com intenções meramente mercantis.

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