Arquivo de Agosto, 2016

Porque razão será que o governo não chamou a si a exploração de lítio que temos no nosso país e proporciona a sua exploração a privados

Este foi um dos títulos do Expresso em Fevereiro de 2011 que nos dava conta deste filão que nos poderia enriquecer. “Portugal é já o quinto produtor mundial de lítio, e a procura desta matéria-prima para baterias de carros eléctricos vai quadriplicar”

Como é sabido a indústria automóvel está cada vez mais a apostar nos seus modelos híbridos e eléctricos cujas baterias no caso dos eléctricos são de lítio. É sabido que em Portugal possuímos uma das maiores jazidas de lítio o que se tivéssemos governantes inteligentes ao invés de concessionarem a exploração a privados e mais grave ainda estrangeiros, o que não dá para entender porque a riqueza que deveria ser nossa é proporcionada a estrangeiros, dizia se tivéssemos gente à altura das potencialidades do país em vez de vivermos da dependência económica estaria numa situação desafogada que até nos poderia permitir sermos como alguns países escandivos também financiadores dos países mais pobres. A locomoção do futuro vai ser assegurada por veículos eléctricos e os de motores de funcionamento a combustíveis fósseis deixarão de existir nas próximas décadas. De resto é exactamente por isso que os preços dos combustíveis continuam a subir porque os produtores de petróleo têm a noção de que nas próximas décadas sobrará petróleo e fecharão jazidas e as empresas de refinação. O título do Expresso que apesar de referir uma realidade duma riqueza que o nosso subsolo possuí, ao invés de ser o Estado a assumir a exploração de lítio por forma a dispensar as ajudas financeiras externas, não nada disso, acontece e entrega-se a exploração dos filões de lítio a empresas privadas. Ora desta forma apesar do país possuir esta e outras riquezas que são exclusivamente nossas, a sua exploração é proporcionada a terceiros que serão eles os beneficiários duma riqueza que não lhes pertence. Desta forma jamais sairemos do ciclo de dependência externa porque não temos políticos à altura de governar o País.

Já a algum tempo que a nossa justiça se vem queixando relativamente ás fraudes que se têm registado na Banca de que não têm meios técnicos para que os processos sejam concluídos com sucesso

Ninguém tenha dúvidas que o processo de averiguações do BPN foi mal conduzido porque, face aos beneficiados pelas fraudes que se verificaram nas empresas ligadas a este banco que o levaram à falência, os seus responsáveis nomeadamente Manuel Dias Loureiro, Duarte Lima e outros teriam sido também constituídos arguidos no processo, mas que gozam de plena liberdade apesar do seu envolvimento face ao que na altura veio a público na comunicação social, este excelente veículo de investigação de que as autoridades judiciais também se servem. De resto já uma juíza no caso concreto deste processo se havia queixado da falta de meios para este tipo de investigação que obviamente carece de técnicos à altura porque não se trata dum crime vulgar. Como se assiste apesar da lamentação desta magistrada judicial, não foram criados por nenhum governo mecanismos convenientes de pessoal habilitado para conduzirem uma investigação séria e conveniente por forma a reunir elementos de prova, através dos quais fosse possível punir exemplarmente os respectivos autores. Já passaram vários anos e o que deverá acontecer e não nos surpreende é que o processo vai prescrever o que também não foi criado nenhum mecanismo judicial que evite que um crime deste natureza prescreva e os responsáveis não sejam punidos. Como se o que se passou com o BPN não fosse, pela gravidade do montante da falência a razão bastante para de imediato o governo em funções criasse junto da PJ um departamento específico para com técnicos com formação necessária para escrutinar fraudes bancárias fosse possível através duma investigação cuidada apurar os responsáveis e condená-los exemplarmente. E como isso não foi feito outros bancos se lhe seguiram com idêntico desfecho trágico para todos aqueles seus clientes que perderam o dinheiro das suas aplicações algumas das quais nem sequer feitas com o consentimento dos clientes. Foram eles o BES, o Banif e agora a CGD e não serão os únicos como tudo faz indicar que calha existem outros. Ou seja contrariamente ao que se passa em qualquer outro país europeu como por exemplo na Islândia os bancos vão mesmo à falência e não há o medo do contágio ou o tal efeito bola de neve como referiu na altura o medíocre ministro das finanças de Sócrates, Teixeira dos Santos ao nacionalizar o BPN, cujo prejuízo já aponta para mais de no mil milhões de euros. Na Islândia os bancos que foram à falência desapareceram do mercado e os responsáveis por isso estão comodamente a cumprir pena de prisão pelo crime cometido. Por aqui nada acontece porque nenhum governo acha necessário que se confiram condições à justiça com técnicos devidamente abalizados para fazerem uma investigação capaz, célere e através da qual se consiga punir os culpados pela falência dos Bancos.

As seguradoras limitam-se apenas e só a zelar pelos seus interesses em detrimento dos interesses do segurado que é quem lhes dá o lucro

No meu anterior post referi que no início do mês de Agosto a minha filha quando circulava com o automóvel próximo da estação da Santa Apolónia, na faixa da esquerda de repente um condutor que circulava na faixa da direita com um Smart, sem respeitar a distância para mudança de direcção, não têm pouco ter feito sinal de pisca-pisca para essa manobra, a minha filha apesar de circular a uma velocidade moderada teve de travar abruptamente ainda assim não conseguindo evitar bater na traseira lateral do lado direito do Smart, provocando-lhe o amolgamento do respectivo guarda-lamas. Ficando o veículo que a minha filha conduzia com a ponteira do para-choques amolgada, a óptica, direita riscada e o guarda-lamas da frente também ligieramente amolgado. O causador do acidente, apesar da sua manobra irresponsável não se quis dar como culpado e chamou a política de trânsito. Esta chegada ao local entendeu que efectivamente as circunstâncias da ocorrência eram da responsabilidade do condutor do Smart pois os próprios estragos das duas viaturas assim o demonstravam. A seguradora onde há 5 anos mantenho o automóvel seguro, contra todos os riscos, incluindo danos próprios, cujos prémios até então pagos excedem mais de 3.500 euros, sem nunca ter feito qualquer participação à dita seguradora por danos próprios ou causados a terceiros, com surpresa minha recebo a informação do sector de sinistros de que a resolução desta situação, tinha sido a imputação de 50% a cada uma dos intervenientes. Não concordando com tal decisão poderia recorrer para a arbitragem. Ora não o quis fazer porquanto todas as entidades sob-contratadas pelas seguradoras para resolverem conflitos obviamente que saem sempre em defesa de quem lhes paga ou seja das seguradoras. Resolvi por isso enviar uma comunicação à Mapfre informando de que pela forma como foi resolvida a questão do acidente, não me interessa manter o contrato de seguro automóvel, pelo que solicitei o seu cancelamento. Com estupefacção minha recebo agora uma email no qual só informado de que o seguro foi celebrado por anuidade e como tal a Mapfre se arroga no direito de me obrigar a continuar segurado até ao final deste anos. Como já cancelei o pagamento por débito em conta e vai ser efectuado um novo seguro, quero ver onde é que eles vão receber o próximo trimestre uma vez que a falta de pagamento à luz do que a lei consagra determina o cancelamento do seguro. Mas não deixa de ser extraordinário que o seguro automóvel é obrigatório, com o qual concordo inteiramente, mas o assumir de responsabilidades por parte das seguradoras não é porque têm sempre em atenção a salvaguarda dos seus interesses.

O seguro automóvel é obrigatório como todos sabemos mas quando toca a seguradora assumir responsabilidades fica a demonstração da falta de seriedade no tratamento da ocorrência

Sempre tive muito má impressão relativamente ás seguradoras no que toca ao ramo automóvel aquele a que sou obrigado a possuir como qualquer outro detentor dum automóvel. Obviamente que não contesto essa obrigatoriedade por força da Lei para salvaguarda de prejuízos a terceiros no caso de verificação dum acidente com apenas danos materiais, sobretudo quando uma das partes ou seja o causador do acidente por falta de civismo não se dá como culpado. Quando isso acontece os iluminados dos peritos na avaliação das circunstâncias do acidente apenas com danos pessoais limitam-se a dividir a culpabilidade. Eu faço parte há mais de 30 anos dos ingénuos que quando adquirem um carro novo fazem um seguros contra todos os riscos nomeadamente danos próprios. E há mais de 3 décadas que nunca dei um prejuízo a qualquer seguradora onde contrato o seguro por valores cuja totalidade já representaria seguramente o valor dum carro médio novo. Ou seja faço parte dos segurados que contribuem para os lucros das seguradoras uma vez que nunca lhes participei qualquer acidente de viação em que fosse culpado. Mas muito sinceramente estou farto e a mensagem que hoje recebi quanto à conclusão da peritagem do acidente de viação em que a minha filha se viu envolvida de inteira responsabilidade de alguém que resolveu sem sinalizar a mudança da direcção passar da faixa da direita para a esquerda onde ela circulava e que se viu forçada pela manobra perigosa travar mas sem conseguir evitar o embate. Apesar de ter havido a intervenção da PSP que se dirigiu ao local e verificou as circunstâncias do sinistro, os iluminados da seguradora resolveram pura e simplesmente atribuir 50% de culpabilidade aos intervenientes. A seguradora MAPFRE que durante cinco anos beneficiou do pagamento do meu prémio de seguro superior a 3.500 euros informa-me que tenho 5 dias para reclamar para a comissão de arbitragem. Ora como é sabido a comissão de arbitragem nunca por nunca toma partido a favor dum segurado porque comem todos da mesma gamela. E sou impelido pelo procedimento em afirmar comem todos da mesma gamela. Obviamente que com este companhia de seguros apesar de ter a consciência de que as outras são exactamente iguais jamais farei um seguro seja de que tipo for e este será próximamente concelado, porque não vou apesar de me sentir lesado neste procedimento recorrer a nenhuma comissão de arbitragem de conflitos porque para além das pardas de tempo que me causaria tal o resultado não se alteraria. E depois vêm estas empresas do saque protegidos pela legislação afirmarem que o ramo automóvel dá prejuízo. Eu insisto durante mais de 3 décadas que mantive sempre seguro automóvel contra todos os riscos nunca participei um acidente de viação em que tenha sido culpado pelo que o meu investimento das seguradoras é semelhante aquele que os lesados dos BPN, do BES e do BANIF, fizeram ou seja não tiveram qualquer contrapartida no investimento.

Senhor primeiro ministro António Costa, absolutamente reprovável a aceitação dos seus três secretários de Estado da oferta duma empresa com a qual o Estado tem um contencioso

Mas ainda que não existisse esse contencioso com a GALP a qual se nega  a liquidar um imposto que lhe foi imputado de 100 milhões de euros que corre os seus trâmites em tribunal, a aceitação de um qualquer membro do governo dum favor duma empresa é sem qualquer dúvida comprometedor. António Costa não pode nem deve ficar indiferente a este procedimento que não tenho dúvidas nenhumas está já a manchar a reputação do seu governo. De resto António Costa por uma razão muito menos comprometedora, sugeriu a João Soares que apresentasse a sua demissão pelo facto de ter prometido, repetido ter apenas ameaçado um jornalista duns sopapos. Não tenho a menor dúvida de que se António Costa não substituir imediatamente os três secretários de estado que aceitaram a oferta da GALP que, na próxima sondagem sobre as intenções de voto, o PS que tem estado a distanciar-se do PSD, venha face a este lamentável e condenável registo a sofrer um retrocesso nas intenções de voto. É certo que o lançamento de pedras por parte da direita a estes telhados de vidro do PS são absolutamente ridículos face a tudo quanto os seus membros enquanto representantes governamentais nos revelarem em matéria de procedimentos condenáveis a todos os títulos. Mas apesar disso este agora registo dos três secretários de estado do PS na aceitação de favores da GALP apesar do infeliz anúncio do ministro Santos Silva de que irão ressarcir esta empresa dos valores gastos, isso mesmo que aconteça, não limpa nada nem coisa nenhuma a reputação dos três membros do governo que aceitaram e foram beneficiados na sua deslocação a França para assistir ao encontro de futebol no âmbito da disputa do campeonato que ali teve lugar. Senhor primeiro ministro António Costa, faça com estes três membros do governo o mesmo que fez com João Soares, ou seja aconselhe os mesmos a apresentar a demissão e aceite porque isto entrou na ordem do dia e não vai favorecer o PS, mesmo com explicações infelizes como a que hoje fez o ministro dos negócios estrangeiros Santos Silva.


Arquivos

Central Blogs

congeminações

Central Blogs

Categorias

congeminações

  • 696,381 hits

Comentários Recentes

LouannEmoro em A doença do foro oncológico é…

4shared

Estou no blog.com.pt - comunidade de bloggers em língua portuguesa
Listed on BlogShares
Powered by BannerFans.com
Twingly BlogRank

twitter

congeminacoes

Follow me on Twitter