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António Costa na sua intervenção de hoje nas jornadas parlamentares do PS foi bastante explícito e por isso não vale a pena insistirem no fantasma do Bloco Central

Com a eleição de Rui Rio para a liderança do PSD, nasceu, no seio dos defensores da existência de novo dum bloco central a esperança de que tal se iria repetir. Mas ontem o líder parlamentar do PS Carlos César foi peremptório ao afirmar que o seu partido não necessita de outras alianças as que tem são suficientes e bastam. Mas hoje António Costa, foi mais longe na sua intervenção nas jornadas parlamentares do partido que então decorrem afirmando que o entendimento entre o seu partido e os partidos que o apoiam no seu parlamento é para manter até porque está de boa saúde como se resto se tem vindo a demonstrar. É certo que ainda falta quase dois anos para que se mantenha este quadro governativo mas, os parceiros do PS também têm a convicção de que a única forma de poderem manter a direita fora do poder é aliarem-se ao PS a permitirem que este lá se mantenha. Para além disso, quer o BE quer o PCP, sabem que através das suas imposições algumas delas que são aceites pelo PS, contabilizam a seu favor mais alguns votos, atendendo a que algum eleitorado fica que a noção de que determinado tipo de conquistas se deve à pressão exercida pelos parceiros de apoio parlamentar do PS. Isto é tão claro como a água. E porque é nessa medida que os partidos da parceria parlamentar têm a consciência da sua melhoria na intenção de votos a seu favor não estarão dispostos em correr o risco de fazerem cair o PS retirando-lhe o apoio e acabarem por proporcionar como alternativa indesejável o regresso do bloco central para o qual o PSD anseia urgentemente dado que a sua desacreditação decorrente da liderança de Passos Coelho, não lhe possibilitará tão cedo o regresso ao poder, nem sequer coligado com o CDS.  E porque António Costa tem a noção de que, apesar do empresariado português, como de resto já se percebeu não gostar nada desta solução governativa vigente, que a manutenção deste entendimento à esquerda mantendo-se o PS, só terá a beneficiar com esta solução, daí a necessidade da sua manutenção para benefício não só do actual governo mas até dos dois partidos de apoio parlamentar. É evidente que o BE e o PCP, insistem continuamente que as medidas que têm vindo a ser aprovadas, não os satisfazem de todo nas suas intenções pois queriam que se fosse mais longe, mas o País tem compromissos externos a que está obrigado a cumprir e como tal tem de haver alguma ponderação e reserva para aplicar todos os pacotes de benefícios que os seus parceiros pretendem sejam aprovados.