congeminações

Claro que eu não acredito em nenhuma eficiência das medidas por mais inteligentes que sejam tomadas para o combate a incêndios alguma vez resulte e a seguir explico o porquê, porque conheço o pais antes e depois do aparecimento deste flagelo

Para todos aqueles que são da geração dos meus filhos, quero lembrar-lhes que antes de existiram os interesses instalados nos negócios dos incêndios florestais, apesar de se terem registado temperaturas muito altas em 1972, a partir de Junho até Outubro, data em que estive a passar férias em Portugal, então residente em África, nunca assiste a um fogo florestal e corri o País do Minho ao Algarve nesse período de férias, mais do que uma vez. E nunca me lembro do único canal de televisão que na altura existia e que era a RTP, o único canal público, alguma vez tenha anunciado que existia a época dos incêndios. Esta época passou existir a partir do momento em que passaram a existir interesses. E mais naquela altura só existiam quartéis de bombeiros nas grandes urbes e não existiam grandes empresas de pasta de papel lideradas dos ex-governantes do PSD, nem os aglomerados de madeiras eram produzidos a partir de aparas de madeira aproveitadas dos incêndios florestais. Na altura a frota de navios de transporte de carga das várias empresas de cabotagem traziam sobretudo de Angola madeiras nobres provenientes a Cabinda e não só madeira que os industriais de transformação que na altura se dedicavam à actividade se dedicavam ao negócio. Como tudo isso acabou agora há que alimentar o negócio através da matéria prima de que o País dispõe.