Se existem factos para os quais a minha compreensão não consegue encontrar explicação lógica é que, os governos criam entidades fiscalizadoras para o chamado controle de qualidade de alimentos confeccionados na industria hoteleira e similares, fazem o controle de qualidade de produtos alimentares nas cadeias de distribuição, ou seja lojas, mercearias, hiper e supermercados, onde por vezes são detectadas infracções que são punidas que multas pesadas e por vezes até, sendo que a infracção detectada seja de enorme gravidade, são encerrados os estabelecimentos. Muito bem. Até aqui tudo perfeito, porque é preciso no conceito do legislador, acautelar os perigos de saúde pública, que como sabemos custa muitos milhões ao erário público para tratar os doentes que contraem enfermidades pela ingestão de alimentos que não são conservados e confeccionados com as mais elementares regras de higiene. A razão deste post não se prende com a crítica a actuação da ASAE ou qualquer outra entidade com função fiscalizadora nos referidos sectores. O que a mim me causa enorme surpresa é que, sabendo-se como de resto já tem sido científicamente com provado que existe um vasto número de produtos alimentares que são na sua origem produzidos com químicos altamente cancerígenos, existem produtos usadas na confecção, como sendo os chamados caldos com sabores, também eles igualmente perigosos para a saúde, produtos pré-cozinhados que contêm aditivos igualmente prejudiciais à saúde e no entanto toda essa forma de produzir alimentos que são consumidos numa alta escala, além de não existir nenhuma entidade que fiscalize essa produção, tudo isso é vendido sem quaisquer restrições nos estabelecimentos comerciais. Ora a pergunta que faço é esta. Não seria aconselhável que os poderes políticos que, como sabemos não têm, ou porque não querem, ou porque não têm mesmo força para enfrentar esses grandes multinacionais de produção e alimentos que contêm verdadeiros venenos prejudiciais à saúde e até mesmo causadores de doenças mortais, procederem da mesma forma que fizerem com o tabaco, cujos maços contêm a informação do enorme perigo que é fumar. Porque não legislar no sentido de todos os produtos alimentares que são altamente nocivos à saúde, serem obrigado a conter no seu rótulo a indicação de produto cancerígeno, ou quando cientificamente não é essa a causa mas, outra enfermidade qualquer, conter a indicação de, a ingestão deste produto é prejudicial à sua saúde. E tal como o viciados em tabaco, estão-se borrifando para a inscrição contida no maço, as pessoas que continuam a apreciar os caldos, os pré-cozinhados e todo o alimento que cientificamente está comprovado como prejudicial para a saúde, continuarem a correr tal risco.