Contrariamente ao que se afirma, as actividades de produção agrícola não têm de se reinventar, mas sim alterar, como antes era feito o escoamento da sua produção

Todos nós sabemos como no nosso País e eventualmente noutros funciona relativamente aos produtores da linha agro-alimentar, a forma que ao longo dos anos, foi por eles escolhida para escoar os seus produtos. Os intermediários neste País, são aqueles que apesar de nada produzirem são os que ganham mais do que todos aqueles que produzem bens alimentares, quer na lavoura, ou seja produtos hortícolas e frutas quer na agro-pecuária, apesar de, neste sector o número de intermediários seja significativamente inferior aquele que se observa nos produtos agrícolas. Não é por acaso que os produtos agrícolas são mal-pagos aos produtores porque quem tem maior margem de ganho são os intermediários. E esses não se cingem apenas aqueles que possuem frotas de camiões e armazéns onde colocam os produtos adquiridos a preço que tão pouco compensam o gasto e o trabalho daqueles que se dedicam à terra, mas igualmente ás grandes superfícies comerciais que nos induzem a comprar produtos nacionais, mal pagos aos produtores e que eles têm o maior lucro. Experimentamos hoje uma solução que julgo ser aquela que nada tem a ver com a necessidade das pessoas se reinventarem mas sim olharem para a realidade que tem sido o lucro fácil proporcionados aos intermediários dos produtos agrícolas que sendo muito mal pagos a quem os produzem, chegam ao consumidor a preços absolutamente exagerados face à sua margem de lucro. E face à nossa experiência hoje com alguém que percebeu isso e neste período de pandemia optou por optar por uma melhor solução, tendo em vista a sobrevivência da actividade a que se dedica, passou a vender directamente ao consumidor em que o produto de altíssima qualidade porque não anda aos trambolhões nos armazéns dos intermediários e praticamente sai logo após a colheita para a casa do consumidor, além do ganho deste em termos de qualidade, o valor é mais acessível porque não proporciona ao intermediário a sua percentagem de lucro.  Em conclusão. Os produtores agrícolas e os fruticultores ao invés de esperarem que um intermediário vá ter consigo para lhe vender a sua produção, seja lá do que for por um preço que nem sequer lhe compensa os gastos que teve para produzir o produto, que o intermediário lhe vai buscar, não necessita de reinventar esse seu mau negócio, tem isso sim é de se organizar de forma a que o seu produto chegue ao consumidor final a um preço justo e compensador do seu gasto e algum lucro, ao invés de o continuar a proporcionar aos intermediários.

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