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Como por esta notícia se constata a Toyota até neste particular da valorização do papel da mulher se destaca dos demais

A única executiva feminina da Toyota diz que sua missão sempre foi “falar consigo própria”

POR  E 

Chika Kako é uma raridade nos níveis superiores da Toyota Motor Corp.

No mês passado, o jovem de 50 anos foi promovida para o trabalho número 2 na luxuosa divisão Lexus, tornando-se a única mulher entre os 53 melhores gerentes da montadora. O presidente Akio Toyoda fez a diversificação de sua formação executiva uma prioridade, mas, enquanto seis estrangeiros subiram para as melhores classificações da empresa, a elevação das mulheres tem sido mais lenta.

“Para ser sincero, nunca pensei em me aproximar do meu trabalho do ponto de vista de ser uma mulher”, disse Kako, que a Toyota disponibilizou para uma entrevista coletiva em seu escritório principal de Nagoya depois de uma rodada anual para apresentar novos executivos. “Minha missão sempre foi apenas falar comigo própria”.

Mesmo com o impulso “feminino” do primeiro-ministro Shinzo Abe, o Japão não fez muito progresso para levar as mulheres a posições de poder. A indústria automobilística, em particular, continua sendo o mundo de um homem. A Nissan Motor Co. lidera o pacote em termos de igualdade de gênero, com mulheres que compõem mais de 10% de seus gerentes domésticos. Na Toyota, menos de 2% dos 9.977 gestores da empresa são mulheres.

“Kako-san é um modelo”, disse Tatsuo Yoshida, um analista de automóveis da Sawakami Asset Management Inc. em Tóquio. “Há muitas mulheres jovens engenheiros na empresa que podem olhar para o seu percurso profissional e dizer:” Eu quero ser como ela “. ”

O empurrão da diversidade da Toyota sofreu um revés em 2015, quando a executiva, chefe de comunicações Julie Hamp, de mais alto nível, foi forçada a renunciar depois que ela violou as leis de drogas do Japão ao importar ilegalmente dorminhocos. Hamp foi contratado fora da PepsiCo. Inc. em 2012.

Kako é a primeira mulher a alcançar o cargo de diretor administrativo escalando a escada corporativa dentro da Toyota. Ela se juntou em 1989, no mesmo ano, a montadora fez as mulheres elegíveis para trabalhos de carreira.

Depois de um período na Bélgica, onde trabalhou na refinação de interiores de veículos, Kako tornou-se o primeiro engenheiro chefe da Toyota. Sua primeira tarefa, em 2013, era supervisionar uma atualização do hatchback híbrido da Lexus CT.

Agora ela é a segunda em comando para toda a divisão Lexus, um negócio importante que perdeu um passo ultimamente. A Lexus não liderou as vendas de carros de luxo nos EUA desde 2010 e, no ano passado, a marca caiu abaixo da média da indústria em um estudo bem assistido da JD Power de qualidade de carro novo. Esta semana, Lexus marcou uma vitória marcando primeiro na pesquisa do pesquisador sobre a confiabilidade a longo prazo pelo sétimo ano consecutivo.

“Precisamos de uma visão ampla para Lexus”, disse Kako. “Queremos ser uma marca distintiva. Tentando cobrir tudo não é nosso estilo “.

Uma coisa não mudou nos quase 30 anos desde que Kako começou na Toyota: ela ainda está solteira.

“Eu simplesmente não tive a chance de me casar”, disse ela. “Talvez no futuro, por que não? Não acho bom se concentrar apenas no seu trabalho e não ter experiência fora do trabalho “.

Afinal é para isto que servem o jornais. Deturparem as intenções do actual governo face ás reformas pretendidas no ensino superior

Ouvi ontem como tantos outros telespectadores as explicações do Secretário de Estado da Ciência relativamente à forma como se irão, se tal modelo for aprovado pelos reitores e responsáveis pela comunidade científica, a partir de agora obtidos os mestrados e doutoramentos. Ou seja as restrições que até agora existiam ao nível da obtenção desses graus académicos só eram possíveis em universidades de Lisboa, Porto e Coimbra. Como é sabido os polictécnicos têm-se revelado ao nível científico, à altura de ponderem igualmente proporcionar a eventuais candidatos a obtenção dum mestrado ou dum doutoramento sem que necessáriamente continue a ser preciso deslocarem-se aos sítios habituais. E ontem o Secretário de Estado da Ciência, explicou e muito bem que só serão obtidos os mestrados e doutoramentos nos politécnicos que efectivamente comprovarem a excelência da sua qualidade. Lendo-se o jornais e como sempre com a intenção de deturpar a verdade, qualquer leitor dos mesmos facilmente conclui que o pretendido por este governo apenas e só consiste alterar as estatísticas e num futuro próximo sabermos através da OCDE que afinal Portugal aumentou substancialmente o seu número de mestrados e doutorados, intenção essa que é desmentida através do que ontem foi referido pelo Secretário de Estado da Ciência.

Todos os dias somos, através da comunidade científica assustados com o eventual registo de flagelos, mas julgo que existem solução para evitar a falta de água potável igualmente ameaçada

Não me parece correcto que os cientistas insistam em assustar-nos com anúncios de que a área da grande Lisboa pode ser submetida a qualquer momento a um sismo de magnitude semelhante a 1755, com resultados mais devastadores do que foi aquele. Ora é sabido que nessa altura a construção civil existente em Lisboa era extremamente frágil e isso se constata pelos prédios antigos desabitados em Lisboa que de quando em vez, mesmo sem se registarem tremores de terra, colapsam e desfazem-se como um castelo de cartas. Mas não bastando isso ultimamente vêm anunciar que muito em breve estaremos privados de água potável, face ao registo de secas severas por falta de chuvas e obviamente o significativo decréscimo de volume de água nos rios e restantes cursos de água. Ora se esta previsão tem fundamento científico parece-me que estaria na altura de nos empreendimentos hidroeléctricos que possuímos e já são bastantes, porque não a seguir aos mesmos criar tanques de enorme dimensão para reserva de recursos hídricos. Sim se isto é uma certeza do que se irá registar no futuro não muito longínquo, porque razão as autarquias ao invés de andarem a realizar investimentos desnecessários e dispensáveis, nas suas áreas de intervenção e em sintonia com as entidades detentores dos aproveitamentos hidroeléctricos consertarem este tipo de solução, ou seja a construção de reservas hídricas para assegurarem o consumo das suas populações.

Senhores deputados da Assembleia da República, já é mais que tempo para corrigirem as Leis que permitem as industrias transformadoras, continuarem a poluir os nossos rios, sob pena de serem coniventes nestes crimes ambientais

Confesso que os legisladores no nosso país acabam por ser os responsáveis pela pratica dos crimes ambientais. E isto porque quando aprovam as leis reguladoras das industriais transformadoras, seja lá do que for, não acautelam devidamente a protecção do meio ambiente, começando logo por cometerem o erro de atribuírem licenças para tais industrias, para operarem junto aos leitos dos rios. Apesar de ser exigido a essas empresas a construção de ETARs para tratamento dos resíduos resultantes das operações levadas a cabo naquelas unidades, sempre se soube que as ditas estações de tratamento ou pura e simplesmente não funcionam ou se funcionam é deficientemente, o que equivale dizer que o resultado é zero. E obviamente que o resultado é todo aquele a que estamos a assistir não só no caso do Rio Tejo mas igualmente noutros cursos de água prejudicados pela laboração de industrias que fazem as suas descargas dos detritos nos mesmos. Mas o mais grave nisto é que apesar das coimas aplicadas quando verificadas infracções, os infractores permitem-se recorrer aos tribunais e normalmente o valor das coimas é substancialmente reduzido o que lhes permite continuar a não terem as ETARs a funcionar convenientemente no estrito cumprimento da legislação. E não bastando isso quando administrativamente declarado o encerramento dessas industrias recorrem aos tribunais e continuam a laborar. Não senhores deputados vocês estão a ser coniventes com as Leis que aprovam nestes crimes ambientais que se estão a observar.

Ontem face ao tema do programa da RTP1 “Prós e Contras” democracia e justiça, motivou-me este post pela qualidade de certos profissionais

Estive ontem a assistir ao programa da RTP 1 Prós e Contras que ontem versava sobre “democracia e justiça”. Os convidados pela Fátima Campos Ferreira, eram, da parte dos órgãos judiciais, Maria José Morgado em representação do MP, mas muita nossa conhecida no seu combate a este flagelo um representante dos juízes que não me recordo do nome o advogado conhecido da nossa praça José António Barreiros e outro convidado penalista de formação José Lamas Leite. De tudo quanto ouvi da parte dos participantes do painel convidado e de outros que também participaram neste tema, o que mais ressaltou foi o papel denunciador do Eduardo Dâmaso, um dos colaboradores do pasquim e também da revista Sábado. A tal ponto que quanto alguém do painel convidado acho estranho o facto da violação do segredo de justiça ser sempre, mas sempre,  veiculada pelo pasquim CM, este individuo de cariz pidesca, afirmou de imediato que o facto de serem eles sempre os primeiros a dar a notícia em primeira mão só revela que são melhores que os outros. Pois são. E recentemente até ficamos a saber o segredo do porquê que são melhores que os outros. São porque promovem festas nas quais participam figuras do ministério público a quem convidam para participar. Gostei sobretudo quando o penalista José Lamas Leite referiu que o grave foi esse Eduardo Dâmaso ter afirmado, que o anterior titular do cargo Pinto Monteiro, protegeu o ex-primeiro ministro José Sócrates, afirmação que ele penalista achou demasiado grave para que não tenha sido objecto de investigação e posterior responsabilização do mesmo. É que o código deontológico dos jornalistas não lhes permite fazerem afirmações ou acusações pelas quais não venham a ser responsabilizados, quando num processo de investigação tal não é provado.  Ficou através do dito programada demonstrado que o Dâmaso está muito satisfeito com o desempenho da actual PGR, ao contrário do seu anterior titular, Pinto Monteiro, que favoreceu gente do PS. E claro que está satisfeito porque a corrupção comprovada dos submarinos, o processo de investigação foi arquivado e o da Tecnoforma igualmente teve o mesmo destino, o que por aqui fica bem demonstrado de que lado da barricada está o Eduardo Dâmaso, porque a actual titular está do lado que lhe convém. E quer-nos gente desta demonstrar que são honestos. Em conclusão.Por tudo quanto temos assistido a justiça quando aos agentes lhes convém subvertem os valores da democracia.

Tem sido este o meu comportamento porque o facebook faz com que me esqueça deste blogue com que me iniciei nesta luta pela verdade dos factos

Foi há quinze anos. É verdade, não foram há quinze dias nem há quinze meses, foi há quinze anos que criei este blogue, na altura em que outros também o fizeram e alguns dos quais hoje são cronistas de jornais e até um deles conseguiu encaixar-se no palácio de Belém por postar umas larachas de apoio à direita, tal como outros que se encontram hoje alojados em jornais. Nunca fui beneficiado por nenhum recrutamento resultante das minhas abordagens neste meu blogue pois além de também nunca ter sido convidado para coisa nenhuma, também se o fosse não aceitaria porquanto preso e continuarei a presar a minha isenção e jamais me colocaria a soldo de nenhum grupo ou até de alguém em particular. Através deste blogue participei em alguns encontros que antes aconteceram na blogosfera com outros amigos, um hábito que julgo se perdeu, porquanto entretanto foram criadas as ditas redes sociais, facebook, tweeter, entre muitas outras e porque o formato nestas redes é diferente dum blogue porquanto nas redes sociais pode-se manter um diálogo o que não acontece na blogosfera. Reconheço por isso que este recurso excelente que surgiu no ano dois mil foi o começo da derrocada da tradicional imprensa escrita nomeadamente jornais e revistas, que tinham o exclusivo da informação sem contradição e hoje através das redes sociais são, quando enveredam por inverdades, são desmentidos de imediato pelas redes sociais e mais importante ainda, as suas campanhas propagandísticas em favorecimento de certas forças políticas são veementemente denunciadas pelas redes sociais, o que reduz o impacto das mesmas. Mas existe da parte das empresas proprietárias do meios de comunicação social uma enorme inquietação e uma vontade enorme em não podendo calar as redes sociais, que seja criado um instrumento de controle das mesmas, isto obviamente com o objectivo escondido de lhes trazer de volta o protagonismo comunicacional que têm vindo a perder porque são cada vez mais os aderentes à internet e consequentemente ás redes sociais existentes. Não me parece que seja um a tarefa fácil esta de condicional as redes sociais, tal como não foi em relação há blogosfera, em que na altura se esboçou idêntica vontade de controlar este recurso de que em boa hora na altura passamos a dispor. Curiosamente os órgãos de comunicação social duma maneira geral adversos às redes sociais, todos eles estão neles e disso fazem questão de salientar quer nos jornais, quer nas rádios e mesmo nos canais de televisão. Isto dentro daquele princípio de que, não podendo combatê-los, junta-te a eles e foi isso que aconteceu. Não existe um único meio da comunicação social que não esteja igualmente nas redes sociais. Tenho-me, confesso, dedicado pouco ao meu blogue, mas jamais me passaria da ideia a intenção de dele desistir, isto porque não sabemos o que no futuro nos reservam eventuais tentativas para calar parcialmente as redes sociais, através dum controle qualquer imposto por governantes pressionados pelos donos dos meios de comunicação social que por elas se sentem ameaçados e disso têm consciência a partir do momento que perceberam que os instrumentos de que dispõem já não são suficientemente fortes para manipularem a opinião pública porque para os denunciar existem e em boa hora as redes sociais.

É assim que o articulista do The New York Times analisa o que se está a passar no Brasil

Luiz Inácio Lula da Silva durante uma manifestação de campanha em São Paulo, em julho. O Sr. da Silva, que era presidente do Brasil de 2003 a 2011, quer voltar para um terceiro mandato. Crédito Maurício Lima para The New York Times

SÃO PAULO, Brasil – O concurso para substituir o presidente Michel Temer em outubro está se transformando em um assunto turbulento e amargo, com os eleitores brasileiros confrontados com escolhas claramente diferentes.

Os dois principais candidatos estão em lados opostos do espectro político, e ambos trazem montes de bagagem política para a corrida.

O líder da frente, Luiz Inácio Lula da Silva , uma figura transformacional da esquerda da América Latina que governou de 2003 a 2011, está tentando retornar por um terceiro mandato, o que representaria um retorno dramático para o seu Partido dos Trabalhadores após o impeachment de 2016 Presidente Dilma Rousseff .

A principal situação do Sr. Silva: nos próximos dias, um tribunal de apelação pode torná-lo inelegível para concorrer ao cargo, defendendo uma condenação e quase uma pena de prisão de 10 anos por corrupção e lavagem de dinheiro que foi proferida em julho.

Retardando atrás dele em segundo lugar, o deputado Jair Bolsonaro, um legislador de extrema direita com uma longa história de críticas incendiárias e grossas, mulheres menosprezadas, negros e gays.

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ascensão do Sr. Bolsonaro atordoou os brasileiros , alguns dos quais o consideram como um sintoma de quão incomodado é a quarta maior democracia do mundo. Uma base de fervorosos apoiantes, no entanto, vê o impetuoso ex-oficial militar, uma vez que a solução radical precisava virar a fortuna de uma nação incomodada pelo aumento da violência, uma epidemia de enxerto e uma recuperação desigual de uma recessão econômica prolongada.

Para os eleitores que procuram o meio termo, as opções são limitadas.

Centrists lutaram por meses para sustentar um candidato moderado e viável, com vários números de estabelecimento terem sido manchados por escândalos de corrupção.

Entretanto, os outsiders com um tiro plausível na presidência, desconfiam de tomar as rédeas de um sistema político que muitos brasileiros consideram como podres até o núcleo.

O Sr. da Silva e o Sr. Bolsonaro ainda não ofereceram soluções detalhadas para os problemas mais vexatórios que o próximo presidente enfrentará, incluindo um sistema de pensão inchado e violência endêmica em várias partes da nação, que o exército está cada vez mais chamado a sufocar .

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O representante Jair Bolsonaro, um legislador de extrema-direita com uma longa história de fazer declarações incendiárias, mulheres menosprezadas, negros e gays, está em segundo lugar, atrás do Sr. da Silva. CréditoLalo de Almeida para The New York Times

Ambos os homens fizeram campanha em explosões de raiva e indignação, estabelecendo um tom para o concurso que está em grande parte em consonância com o humor nacional.

“Você tem um sentimento no país em que as pessoas querem jogar coisas ao mar”, disse Monica de Bolle , especialista do Brasil no Peterson Institute for International Economics.

Ela comparou as altas apostas da campanha deste ano para as eleições de 1989, o primeiro voto direto do Brasil para presidente depois de mais de duas décadas de ditadura militar. Mas em 1989, acrescentou Mme de Bolle, houve uma sensação de renovação. “Agora, as pessoas querem destruir”, disse ela.

Os brasileiros tiveram muitas razões para agredir seu sistema político nos últimos anos.

Em 2014, uma sonda de lavagem de dinheiro de rotina que se tornou conhecida como Lava Jato, ou Car Wash , expôs vastos esquemas de retrocesso que ajudaram quase todos os grandes partidos políticos e pilares paralisados ​​da economia, incluindo a estatal Petrobras , o gigante da construção Odebrecht e JBS , o maior fabricante de carnes do mundo .

Quando os magnatas começaram a ir à prisão, um destino que vários políticos veteranos envolvidos no escândalo temia, uma coalizão de legisladores em dezembro de 2015 iniciou um plano para acusar a Sra. Rousseff de explorar os fundos do banco central para ocultar as insuficiências orçamentárias. A Sra. Rousseff criticou sua demissão no cargo em agosto de 2016 como um “golpe”, planejado por políticos de centro-direita que não conseguiram obter o poder através da urna.

O cortejo político dos últimos anos tornou os brasileiros mais descontentes com a democracia do que qualquer outra população latino-americana, de acordo com uma pesquisa realizada em 2017 pelo Latinobarómetro. A pesquisa descobriu que apenas 13 por cento dos brasileiros estavam satisfeitos com a democracia, e que 97 por cento sentiram seu governo atender a uma elite pequena e poderosa.

“A sociedade brasileira está em um estado crítico”, disse Marta Lagos, chefe do Latinobarómetro. “As pessoas se sentem abandonadas pelas instituições”.

Como um painel de três juízes na cidade do sul de Porto Alegre pesa o apelo do Sr. Silva, o ex-presidente argumentou que desqualificá-lo como candidato seria um golpe adicional para a democracia.

“A verdade é que são as pessoas brasileiras que estão sendo sentenciadas”, disse o Sr. Da Silva a um pequeno grupo de jornalistas em São Paulo na quinta-feira. “O povo brasileiro viu seu país perder o respeito no exterior, eles estão assistindo o crescimento do desemprego, eles estão assistindo enquanto as pessoas perdem todos os direitos trabalhistas conquistados nos últimos 60 anos”.

Funcionários do Partido dos Trabalhadores dizem que o Sr. da Silva apelará pelo direito de comparecer na cédula, mesmo que o tribunal confirme sua condenação, o que, por lei, o tornaria tecnicamente inelegível para se candidatar. Se isso falhar, não está claro quem o substituiria. O Partido dos Trabalhadores não tem outra figura com reconhecimento e recurso do Sr. Silva.

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Muitos dos apoiantes do Sr. da Silva recordam seu tempo no cargo, que coincidiu com um boom de commodities, como os mais prósperos em suas vidas. CréditoMaurício Lima para The New York Times

A Sra. Rousseff, em uma entrevista separada no início da semana, disse que viu o caso criminal contra o Sr. da Silva – que foi condenado por aceitar US $ 1,5 milhão em subornos na forma de um apartamento à beira-mar remodelado – como o último esforço para privar o Brasil eleitores.

“Eu acho que isso marcaria a conclusão do golpe”, disse ela, reiterando sua visão de que sua expulsão, embora legalmente processual , pisoteou a vontade do eleitorado.

A Sra. Rousseff disse que os homens que conspiraram para derrubá-la haviam feito um trabalho sombrio e ficaram enrolados em novos escândalos de corrupção. “Só acontece que seus candidatos e líderes são demolidos”, disse ela, parecendo satisfeito

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Essa dinâmica, disse ela, tornou plausível a candidatura do Sr. Bolsonaro, ao mesmo tempo em que levanta o apelo do Sr. da Silva e do Partido dos Trabalhadores, que teve sucesso durante a recessão econômica e as investigações de corrupção.

O Sr. da Silva iniciou sua campanha com um passeio de ônibus pelos estados empobrecidos no nordeste do país, onde muitos moradores recordam seu tempo no cargo, o que coincidiu com um boom de commodities, como os mais prósperos em suas vidas.

Maria de Fátima Oliveira, de 53 anos, assistente de meio período em uma funerária em Cansanção, uma pequena cidade do estado da Bahia, disse que sem os subsídios que ela começou a receber quando o presidente do Sr. Silva era presidente, não poderia ter pago a ela contas de eletricidade e gás.

Mais tarde, durante o mandato da Sra. Rousseff, o acesso à assistência médica expandiu-se na área com a chegada de médicos cubanos contratados pelo governo em contratos.

“Aqui no nordeste, somos seguidores de Lula e Dilma”, disse Oliveira, que mora em uma casa de adobe em uma estrada de terra. “Todos os políticos são ladrões, mas pelo menos quando eles roubaram eles também nos deram algo de volta”.

O Sr. Bolsonaro advertiu que um retorno ao governo do Partido dos Trabalhadores colocaria o Brasil em um caminho ruinoso, apontando para a crise na Venezuela como um relato cautelar . Ele procurou retratar-se como o raro político brasileiro experiente não sofrido por escândalos de corrupção, embora um recente relatório investigativo de um jornal brasileiro sobre suas propriedades imobiliárias levantou questões sobre como ele e seus filhos poderiam ter oferecido apartamentos no valor de US $ 4,6 milhões em salários do serviço público .

Um ex-paramilitar, o Sr. Bolsonaro primeiro provocou o estabelecimento político em 1993, quando, como um legislador recentemente eleito, pediu um retorno ao domínio militar , dizendo: “Sou a favor de uma ditadura”.

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O Sr. Bolsonaro, centro, desenvolveu um seguimento leal entre jovens e ricos brasileiros rurais. CréditoLalo de Almeida para The New York Times

Até recentemente, o Sr. Bolsonaro era amplamente considerado como um provocador marginal no Congresso com poucas realizações legislativas a seu nome. Em 2003, ele fez as manchetes para dizer a uma legisladora, Maria do Rosário Nunes, que ele não a estupraria porque não era digna disso.

Em abril, o Sr. Bolsonaro provocou uma indignação novamente ao dizer que os negros que viviam em uma comunidade rural que ele visitou “não fazem nada” e “nem conseguem procriar mais”. Um juiz federal condenou-o pelas observações, achando que incitaram o racismo .

Durante o impeachment da Sra. Rousseff, o Sr. Bolsonaro dedicou seu votoao oficial militar que torturou o futuro presidente quando era líder de guerrilha.

Com os olhos fixos no palácio presidencial , o Sr. Bolsonaro prometeu capacitar as forças de segurança para usar táticas mais severas contra criminosos, argumentando que a polícia deveria ter permissão para matar mais deles.

Em seu site, o Sr. Bolsonaro destaca sua advocacia por reduzir a idade da responsabilidade criminal, defendendo o direito dos cidadãos de carregar armas e promover o que ele chama de valores cristãos.

Muitos brasileiros observaram o aumento do Sr. Bolsonaro nas pesquisas com o tipo de perplexidade que a campanha de Donald Trump gerou entre os observadores políticos americanos. Enquanto o Sr. da Silva tem liderança de 36 por cento na última pesquisa da Datafolha , o Sr. Bolsonaro está solidamente em segundo lugar com 18 por cento. A pesquisa de dezembro tem uma margem de erro de 2%.

O Sr. Bolsonaro, que não é apoiado por um poderoso partido político, desenvolveu um seguimento leal entre jovens e ricos brasileiros rurais. Roberto Folley Coelho, que possui uma fazenda em Mato Grosso do Sul, disse que, embora o Sr. Bolsonaro possa ser grosseiro, ele é exatamente o tipo de líder que o Brasil precisa agora.

“O principal é a honestidade”, disse ele. “Ele esteve na política há 20 anos e teve muitas chances de se tornar corrupto, e ainda assim ele não é”.

Embora o desprezo das mulheres e dos homossexuais pelo candidato tenha causado consternação, está em consonância com os pontos de vista de muitos brasileiros, disse o Sr. Coelho, acrescentando que a dura discussão do Sr. Bolsonaro sobre a segurança apelou para ele.

“Nossa Constituição de 1988 deu muitos direitos aos criminosos – à custa da segurança das pessoas”, disse o Sr. Coelho.


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