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Estamos todos lembrados que no final do primeiro trimestre os meteorologistas anunciaram uma previsão para este Verão, de ser  anormalmente quente. Pelo que temos vindo a assistir parece que mais uma vez os técnicos de meteorologia se enganaram nas suas previsões, porque nada disso até ao momento se está a registar. Tempo instável, muita nebulosidade, registo de aguaceiros e mesmo chuva, elementos que têm contrariado a previsão dum Verão excepcionalmente quente.

E o que afirmo em título é fácilmente comprovado por quem queira fazer uma retrospectiva nestes 35 anos de democracia. Obviamente que ao lançamento das campanhas não são alheios vários agentes nomeadamente a comunicação social, da qual fazem parte alguns jornalistas que sem escrúpulos, apenas baseados em cartas anónimas, se apressam a queimar na praça pública políticos do PS o que têm conseguido com algum êxito, face a uma impunidade judicial sob o patrocínio de magistrados judiciais também eles adversos a dirigentes que militam no partido socialista.Se nos situarmos por exemplo do processo da “Casa Pia” que foi muito mais mediático do que o chamado caso “Freeport” podemos concluir que na altura o objectivo para além de atingir o PS em pré campanha eleitoral era necessário atingir o então secretário-geral Ferro Rodrigues o que foi conseguido e não vale a pena vir com o argumento de que na altura o PS perdeu as eleições por culpa da desistência de António Guterres em continuar a governar, porque o mesmo não colhe. E a diferença de actuação duma e outra é bem visível. Enquanto a coligação PSD CDS/PP, caíu por ter um 1º. Ministro sem qualquer perfil credível para dirigir um governo os eleitores não precisaram de mais nada, isto é de campanhas eleitorais para dar maioria absoluta ao PS, pese embora tenha nessa altura sida lançada a primeira campanha de descrédito a José Sócrates com a insinuação do seu envolvimento no caso “Freeport”. Mas como se diz na gíria água mole e pedra dura tanto dá até que fura. E os promotores da campanha não desistiram e mantiveram latente a suspeição lançada sobre José Sócrates a qual, contrariamente a qualquer mérito do PSD reconhecido aos seus dirigentes mais propriamente à sua líder que até continuar a registar a mais baixa taxa de popularidade, está a dar os seus frutos, como aliás e verificou pelo resultado nas eleições europeias. O número de descontentes atingidos pelas medidas do governo está longe de traduzir o diferencial e votos que o PSD obteve face ao seu rival PS. Faltam pouco mais de dois meses para as eleições legislativas e a comunicação social continua a insinuar pese embora não exista nenhum indicador nesse sentido de que José Sócrates também está implicado. Mas ainda que tal como parece, nada tenha a ver com o assunto a opinião pública, pelo menos os mais influenciáveis estão crentes face à certeza quase afirmada de Manuela Moura Guedes e de outros pseudo-jornalistas que não observam as regras mais elementares do seu Código Deontológico como aliás o afirmou o Bastonário da Ordem dos Advogados Marinho Pinto, continuam a julgar na praça pública dirigentes do PS sem que sejam por isso responsabilizados criminalmente e muito menos profissionalmente como seria desejável, pois autores de  actuações destas deveriam pura e simplesmente perder as suas carteiras para o exercício da profissão de jornalista.

“Os políticos estão a minar o Estado de Direito”

Este é um dos títulos de hoje do CM.

António Martins, presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, diz que os cidadãos não acreditam na Justiça devido à acção dos governos nestes anos de Democracia.

Não é essa a visão que os portugueses têm dos magistrados judiciais e do ministério público, os responsáveis, conjuntamente com outros agentes, nomeadamente funcionários judiciais, relativamente ao mau funcionamento da justiça. De resto começa logo porque nenhum português é de opinião ou que faça qualquer sentido a existência de sindicatos dos magistrados judiciais e do ministério público, face ao seu poder independente do poder político. Toda a gente tem a noção de que não é verdade a causa que agora e antes já havia sido denunciada pelos dirigentes sindicais dos magistrados judiciais porque eles sempre se quiseram imiscuir na feitura das Leis respectivamente os Códigos Penais e Civis, bem como os respectivos Códigos de Processo criados pelo poder político e nunca toleraram o facto de não serem auscultados sobre estas matérias uma vez que depois serão os executores na sua aplicação. Esta repetida afirmação não passa duma desculpa daqueles que são os exclusivos responsáveis pelo estado a que chegou a justiça no nosso País. Este sistemático braço de ferro em que os magistrados judiciais e do ministério público, sempre na procura de protagonismo, face à sua tentativa  sempre falhada de demonstrarem que o caos na justiça no nosso país é da responsabilidade do poder político o que nenhum português minimamente atento, nisso acredita.

Notícias do caso Daniel Luis: os mais recentes desenvolvimentos

“O Conselho Científico do Instituto de Educação e Psicologia (IEP) vai analisar, dentro de duas semanas, a recusa de prolongamento do contrato que liga Daniel Luís, autor do blogue Dissidências, e a Universidade do Minho (UM).
O docente – que há um ano e meio encerrou o blogue humorístico Dissidências por alegadas pressões da direcção do departamento a que está ligado – viu ser-lhe recusado o pedido para a renovação por mais um biénio do vínculo que o ligava à universidade. A decisão foi tomada numa reunião do Conselho do Departamento de Sociologia da Educação e Administração no dia 17 de Junho, mas ainda não é definitiva.
De acordo com Carlos Estêvão, que preside ao departamento associado ao IEP, o Conselho Científico do instituto terá agora que ratificar a decisão. O assunto consta da ordem de trabalhos da próxima reunião daquele órgão, que está marcada para o dia 15 de Julho.”

(excerto de Notícia Público datada de hoje, intitulada “Universidade do Minho reavalia caso do docente autor de blogue”)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

Publicada por J. Cadima Ribeiro em 11:25 PM

A não renovação do contrato do docente Daniel Luís autor do blog “Dissidências”, tal como refere o “Público” vai ser apreciada, de molde a ser evitado o cometimento duma injustiça no âmbito do exercício da liberdade de expressão consagrada pela nossa Constituição, que se pretendeu coartar ao referido docente. Espero como todos aqueles que continuam a defender um direito que nos está consagrado, quer seja através deste Conselho, ou de qualquer outro encarregado de avaliar as razões que levaram há não renovação do contrato de trabalho do docente visado, repondo-se assim a legitimidade democrática no exercício da liberdade de expressão.

Pois muito bem. Que vá para onde a aceitem seja nas condições que for mas que nos deixe de chatear com a sua tentativa de querer ser mais uma que quer mamar à conta do Estado. Já existem tantos a mamar que já não há lugar para mais uma.

E isso parece levá-los a concluir que Ferreira Leite vai ser a próxima 1ª. Ministra,  ignorando pura e simplesmente o facto de que o actual governo nestes poucos mais de dois meses,  tem a faca e o queijo na mão para canalizar para si os votos, bastando para isso que aprove medidas sociais de apoio aos desempregados e reformados de forma a que estes transformem o seu sentimento de raiva, num complacente apoio eleitoral ao PS, atitude que pode perfeitamente ser assumida pelos descontentes, os quais podem ver nas medidas que o partido do governo venha ainda a tomar uma tentativa para minorar os efeitos da perda do seu rendimento.

Durante esta legislatura foi notório que vários deputados da oposição assumiram perante o governo no debate quinzenal no parlamento,  que foi uma inovação proporcionada por José Sócrates, a função do caruncho. Ao invés de apresentarem propostas alternativas ás do governo, limitaram-se durante estes quatro anos a corroê-lo. Nesta função não foi alheia a comunicação social, em especial as televisões,  que exploraram até à exaustão as intervenções irritantes dos tais deputados que na Assembleia da República desempenharam o papel do caruncho. São de salientar sobretudo as intervenções de Paulo Rangel que parecendo um abade em oratória, nunca contribuiu para a elevação do debate apenas e só conseguindo como aliás é seu timbre irritar os membros do governo. O Nuno Melo do CDS/PP que tal como Rangel foram eleitos parlamentares europeus, vão pregar para outra freguesia e tão cedo não nos irão incomodar com as suas irritantes intervenções.  Jerónimo de Sousa, o líder escolhido já algum tempo atrás pelos militantes do PCP, não tendo estofo não sequer sendo um brilhante orador, incumbe essa tarefa ao seu irreverente camarada Bernardino Soares que nas suas várias intervenções tem de quando em vez contribuído para levar ao rubro o semblante dos membros do governo presentes no hemiciclo. E foi aliás ele, que,  no último debate desta legislatura e sem qualquer base ou fundamento na acusação levou a que o então Ministro da Economia, Manuel Pinho perde-se as estribeiras e lhe cravasse um par de bandarilhas o que motivou dos presentes um veemente protesto porque na óptica dos mesmos,  não se deve tourear um bezerro numa praça.

Em Portugal sobretudo o Paulo Portas do CDS/PP, faz um ruído tremendo face aos assaltos que se registam  aos automóveis, em Portugal.  Pois bem em Espanha segundo o “El País”, em cada 3 minutos e meio é assaltado um automóvel, só que os espanhóis não têm lá nenhum Paulo Portas para os incomodar com semelhante preocupação.

Que já estava farto das continuas marradas da bancada do Partido Comunista. A sua expressão ruborizada era bem prova disso. Não quis chamar cornudo a ninguém apenas e só expressar pelo seu condenável gesto que ele já não tinha pachorra para os ataques sistemáticos dos comunistas. E naquele momento se bem pensou, melhor o fez. Não estou para continuar a aturar estes gajos. Faço este gesto e face ao mesmo,  o meu amigo Sócrates não tem outra alternativa que não seja a de ter que aceitar o meu pedido de demissão. Foi isto o que aconteceu e nada mais do que isso. Todas as outras leituras estão absolutamente erradas. Manuel Pinho que já estava a algum tempo de saco cheio e  ontem, a insinuação do Bernardino fê-lo transbordar.

Eu sou um doente oncológico e falo por experiência própria desmentindo as afirmações gratuitas de alguns dirigentes partidários quanto à forma como se está a tratar os doentes oncológicos em Portugal. E posso de tal forma afirmá-lo com  propriedade  citando como exemplo um caso de que tomei conhecimento na minha penúltima consulta de oncologia que ocorreu no Hospital S. Francisco Xavier. Sala de de espera cheia como de costume aliás porque este flagelo cresce a olhos vistos e para mim uma das  causas entre outras é a má qualidade dos alimentos que ingerimos e sobretudo a forma ou seja os produtos químicos com que os mesmo são criados. Mas adiante. A espera é sempre longa e as conversas são como as cerejas vão-se desenvolvendo. E num dos diálogos a que assisti fiquei a saber que presumo deveria ser um português de origem cabo-verdiana radicado nos Estado Unidos da América e segundo ele Portugal possui uma melhor assistência médica que aquele país dito modelo, vinha cá regularmente fazer a sua vigilância visto ter sido há vários anos contemplado com um tumor no intestino e se deslocava propositadamente ao nosso País para efectuar os respectivos exames e se necessário tratamentos. O CDS/PP, baseado em algumas queixas de pessoas que assustadas com o seu problema detectado lhes foram narrar os seus casos pessoais. O CDS/PP como partido politico irresponsável que é não faz um levantamento sério do que se passa no País a nível dos tratamentos oncológicos, limita-se a fazer uma atoarda com base em alguns factos que eventualmente não tenham tido a resposta adequada. Que credibilidade se pode atribuir a quem não vai conhecer na essência a forma como os nossos hospitais públicos vocacionados para tratar doentes oncológicos estão efectivamente a trabalhar.

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