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Na Itália todos sabemos que a manutenção de Sílvio Berlusconi no poder deve-se ao facto de ele ser proprietário de vários jornais, rádios e canais de televisão através dos quais faz verdadeiras lavagens ao cerebro aos italianos fazendo com que estes o mantenham no poder porque os influencia através dos seus meios de comunicação social, destruindo por campanhas os seus adversários. No nosso país o fenómeno que se verifica é ao contrário os governos do PS são sempre deitados abaixo por campanhas movidas por orgãos de comunicação social de propriedade de militantes ou simpatizantes do PSD. E tal como em Itália em Portugal milhares de portugueses são facilmente influenciáveis pelas campanhas urdidas pela comunicação social. E essas mesmas pessoas que se deixam facilmente influenciar tão pouco sequer são capazes de reflectir sobre determinadas denuncias em que pretendem envolver José Sócrates, pois se efectivamente os investigadores ou os próprios juízes encontrassem matéria de facto para o incriminar não teriam a mínima contemplação pela raiva que lhe têm e isso é visível cada vez que ouvimos os seus representantes sindicais a prestar declarações aos orgãos de comunicação social. Por isso se pode concluir com uma pequena reflexão, que não existindo matéria incriminatória os magistrados judiciais e do ministério público, fornecem informações para comprometimento político.

Estive a observar alguns dos subscritores do “manifesto da farsa” autores de blogs alguns dos quais são militantes do PSD e isso é notório através das suas  participações nas redes sociais. Ou seja já não bastava este ruído provocado pela comunicação social para alguns blogs a seu reboque aproveitarem para reforçar este côro o qual havemos de constatar, no universo de dezenas de milhares de blogs, quantos vão ser aqueles que anuirão a esta iniciativa que como refiro anteriormente parte, entre outros, de militantes do PSD. Julgo que cada vez mais se reforça a minha ideia de que o 1º. Ministro deveria apresentar a sua demissão para o eleitorado se pronunciar em eleições antecipadas se o PS deve ou não continuar a formar governo, pois não serão manobras destas que devem determinar ou não a sua continuidade. Somos nós eleitores e exclusivamente nós, que devemos determinar quem governa o País através da escolha da respectiva força política e não estarmos sujeitos a este tipo de manobras de diversão.

Quem serão os que assim pensam, é-nos fácil presumir face ás medidas que o seu anterior governo tomou umas concretizou noutras recuou pelos condicionalismos motivados pela instabilidade social.

São entre outros os magistrados e funcionários judiciais que perderam algumas das regalias que lhes eram indevidamente atribuídas pelos seus Serviços Sociais o que lhes permitia ter um tratamento diferenciado de outros trabalhadores da administração pública. Os juízes e magistrados do MP não gostaram nem aceitaram que José Sócrates lhes alterasse as férias judiciais porque segundo os visados levavam trabalho para casa (está-se mesmo a ver) por isso é que os processo não se acumulam aos milhares nos respectivos tribunais.

São os próprios jornalistas que resta saber porque carga de água tinham acesso ao subsistema de saúde dos funcionários a ADSE e aos quais lhes foi retirado esse benefício que obviamente não lhes agradou.

São os funcionários públicos em geral porque a desburocratização dos serviços levaram à dispensa de vários funcionários por não se justificar o seu elevado número, para além no caso concreto da Alfândega em que foram banidas as fronteiras que justificação existia para manter o número de efectivos então existente, situação aplicável aos Serviços de Agricultura e Pescas, pela própria reestruturação do sector que deixou de justificar também o número de colaboradores efectivos.

Sendo o empresariado deste país duma maneira geral subsídio-dependente todos aqueles que não têm beneficiado de apoios do Estado estão obviamente descontentes com o governo de Sócrates.

Mas neste aparentemente vasto universo de descontentes com Sócrates,  por perda de privilégios que antes detinham, existe um outro largo universo de pessoas que nunca beneficiaram das medidas do governo de José Sócrates mas que lhe reconhecem o mérito e a coragem que ele tem tido para enfrentar as corporações que estão contra ele exactamente porque lhes acabou com determinados privilégios que tinham. E até podem ser esses mais os que se consideram beneficiados por algumas medidas que podem se houver eleições legislativas antecipadas, assegurar a continuidade do PS na formação de governo.

  • A justiça é um cancro,
  • que não tem cura neste País
  • e não deixa de ser um antro,
  • daquilo que ninguém diz

  • O negócio não se consumou
  • como quem denunciou previa
  • mas a justiça de certeza violou
  • um segredo de justiça e não podia

  • Muita gente já afirmou
  • que a violação é secundária
  • o importante é se negócio se gizou
  • para calar a voz da reaccionária

  • Sim porque tudo isto afinal
  • gira em torno de Moura Guedes
  • que através dum telejornal
  • destilava ódio como fezes
  • A liberdade de imprensa,
  • nunca esteve ameaçada,
  • não é ninguém que me convença,
  • que ela esteja amordaçada

mário crespo, a decepção das decepções.

Esta estória do Mário crespo já não convence ninguém que tenha capacidades de raciocinio .Pode convencer os que querem ser convencidos e nada mais do que isso. Depois de recordar das últimas intervenções do jornalista sobre as matérias que tem estado na mesa e que procuram sistemáticamente denegrir o chefe do governo e o governo é fácil concluir que Crespo tem uma visão passadista deste país e que apenas se limitou a escondê~la o tempo suficiente para se impôr na qualidade quase magestática de super homem da palavra e do jornalismo.

O pior é que palavras leva-as o vento e que são as acções que contam neste nosso mundo politico e em todos os outros e assim Mário crespo tem vindo a demonstrar que como jornalista é capaz de usar de truques muito discutiveis e que como pessoa não é afinal o que quis fazer passar.

Não discuto o direito de se falar contra Sócrates e o governo do ponto de vista das funções e do resultado do trabalho , entendo que este país é livre e que devemos ser críticos e imparciais; nenhum governante está acima da critica e nenhum governo governa sem cometer erros, porém nem Mário crespo , nem nenhum dos seus actuais correligionários incluindo nesses correligionários, a chusma intragável que outra coisa não faz senão usar dos meios mais impróprios, tem a intenção de criticar o governo de forma aceitável e eficaz.

A ideia dessa gente é denegrir , atacar vorazmente e sobretudo tudo fazer para colocar no poder algo de semelhante ao que havia antes do 25 de abril que sabemos agora também não fez as delicias de Crespo que deixou claro na entrevista que deu , ser fan de kaulza e de todo o aparelhos fascistoide que por cá percorreu caminhos.

É decepcionante ver-se que Mário crespo não resistiu á tentação de ser mais um dos jornalistas com falta de respeito pela liberdade dos outros demonstrando um deprezo quase insuportável pelo povo português e pelas suas conquistas.

No mais o facto de se olhar como um mártir diz tudo de uma cabeça que provávelmente nem andará na sua melhor forma.

Deixe que a comunicação social ao serviço dos grande interesses económicos, os magistrados judiciais, se sintam realizados com as campanhas de intoxicação que levaram a cabo. Não tema ser acusado por abandonar o país nesta fase difícil que os abutres estão ansiosos por atacarem a carcaça do país porque até lhes trincham os ossos para lhe sorver o tutano. Deixe que a direita já de seguida e para resolver o défice do Estado, acabe com o subsídio de reinserção social, termine com o alargamento dos apoios ás IPSS, para que os idoso de menos recursos ou mesmo até aqueles que não possuem qualquer reforma ou subsídio, deixem de ter garantida a sua sobrevivência. Deixe que se cumpra o desejo manifestado na anterior coligação governamental de entregar a Segurança Social aos privados (bancos e seguradoras), seja nacionalizada a Caixa Geral de Depósitos cujos abutres há muito estão há espera dessa oportunidade, deixe que a gestão do SNS seja entregue aos privados e a televisão pública passe para as mãos dos grupos económicos interessados na sua aquisição. Deixe pois que tudo que resta do Estado e possa proporcionar lucro aos abutres de toda esta campanha urdida há vários anos, se lambuzem com o extermínio da carcaça do pouco que resta deste País. Pois no dia em que a comunicação social estiver toda nas mãos dos grupos económicos as urdiduras e campanhas políticas contra o PS serão uma constante para que jamais esta força política volte a ser alguma vez mais governo. Basta olhar para o exemplo da Itália liderada pelo Sílvio Berlusconi para se concluir não ser difícil repetir-se no nosso país o mesmo fenómeno porque os cidadãos são influenciáveis e as campanhas surtem sempre o seu efeito. Demita-se pois sr. 1º. ministro tem razões suficientes para o fazer e não tema ser acusado pelos responsáveis destas campanhas que se acobardou e quer fugir da situação em que o país se encontra. Demita-se e proporcione aos abutres saciarem-se com o que resta de recursos do país lambuzando-se no tutano que dos ossos lhe retirarão.

Jardim pede “compromisso” para libertar País do PS

Este é um dos títulos de hoje do DN. Mas para além dos seus correligionários e os militantes dos partidos da coligação parlamentar, haverá porventura mais alguém interessado no compromisso pedido pelo “bokassa” madeirense. Não acredito. Até porque a líder do PSD está de saída e não vai ser nada fácil encontrar um sucessor à altura de derrotar Sócrates. Sim porque não são suficientes os magistrados judiciais, os funcionários públicos em geral nem os restantes contestatários e apoiantes de esquerda para derrubar o PS, já que muitos eleitores do PSD já algum tempo passaram a votar no PS.

  • A campanha contínua
  • querem Sócrates na rua
  • para seus partidos prover
  • numa acção que configura
  • uma intenção que dura
  • e tenta os eleitores convencer

  • Não lhes bastou o resultado
  • das eleições recentes
  • foram os seus partidos derrotados
  • e a vitória foi concludente

  • Como não têm argumentos
  • para convencer o eleitorado
  • os jornalistas estão sedentos
  • querem ver o Sócrates derrubado

  • Insultam-nos nos seus artigos
  • que publicam nos jornais
  • e estão todos convencidos
  • que nada disso é demais

  • Chamam-lhe de todos os nomes
  • de corrupto a aldrabão
  • os juízes são uniformes
  • dizem ser liberdade de expressão

  • São por isso absolvidos
  • todos aqueles que insultam
  • querem Sócrates envolvido
  • com ou sem fundamento o culpam

  • Que venha pois nova eleição
  • de preferência já este ano
  • vamos ver qual o aldrabão
  • de que partido vai ser o ganho

  • Os jornalistas estão a soldo
  • de vários grupos económicos
  • querendo convencer o povo
  • com factos censuráveis

A que ponto chega este País que fica dependente duns pseudo-jornalistas a soldo de grupos económicos e partidários no caso do casal Moniz apoiante do CDS,  teve o desplante de pretender destruir um governo que foi eleito pela maioria dos portugueses, como se eles tivessem representatividade para o fazer. E quanto a carácter será que José Eduardo Moniz não se lembra do que fez quando deixou a televisão pública (RTP) e foi para a TVI. Seria dum enorme interesse que  isso fosse de conhecimento público, mas a sua influência não permite que o seja.

Se tivermos em conta a viragem que se verificou nos países de leste satélites da ex-União Soviética que passaram do comunismo para a social democracia, não nos surpreende esta coligação parlamentar no nosso país em que o Bloco de Esquerda que através do seu líder Francisco Louçã foi sempre um crítico de João Jardim, tal como Jerónimo de Sousa, se tenham aliado ao PSD e CDS para aprovar a Lei das Finanças Regionais. Isto é efectivamente a prova de que os extremos tocam-se e não admira portanto que aqueles que hoje se dizem hoje de esquerda sejam amanhã militantes de partidos de direita. É importante que o eleitorado flutuante atente bem nestes procedimentos para não andarem a continuar a ser enganados com esta pseudo-extrema esquerda.

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